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Silvicultura em Minas Gerais gera R$ 8,5 bilhões em 2024 e lidera produção nacional, aponta IBGE

Minas Gerais registrou R$ 8,5 bilhões em produção de silvicultura em 2024, o maior valor entre os estados brasileiros, segundo o estudo Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, divulgado pelo IBGE no final de setembro.

O montante representa 22,8% do valor total do setor no país, consolidando Minas Gerais como referência na atividade florestal, especialmente na produção de carvão vegetal, utilizado principalmente na indústria siderúrgica. O estado é responsável por 83,3% do volume nacional dessa commodity.

Paraná e outros estados com destaque na silvicultura

O Paraná aparece em segundo lugar, com R$ 6,3 bilhões em valor de produção. O estado se destaca como maior produtor de madeira em tora para finalidades diversas, respondendo por 32,1% da produção nacional.

Mato Grosso do Sul também registra crescimento significativo na área plantada, aumentando 6,8% em relação ao ano anterior, totalizando 1,5 milhão de hectares, enquanto São Paulo e Paraná mantêm 1,2 milhão de hectares cada.

Expansão da área plantada reforça liderança mineira

Minas Gerais segue com a maior área coberta por espécies florestais plantadas, alcançando 2,2 milhões de hectares, um aumento de 3,6% em relação a 2023. O crescimento da área plantada contribui para aumentar a produção de madeira e carvão vegetal, além de fortalecer a posição do estado como referência nacional em silvicultura.

O aumento da área e da produção reforça a importância econômica do setor para geração de empregos, fornecimento de insumos industriais e desenvolvimento regional.

ibge-silvicultura

Informações: Radar Digital Brasília.

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Em 48 anos de desenvolvimento, MS vê expansão consolidada com Vale da Celulose

Para o secretário Jaime Verruck o setor que movimenta R$ 100 milhões em obras sociais se torna motor da economia sul-mato-grossense

A escassez de madeira em outros estados brasileiros, no início dos anos 2000, abriu caminho para um novo ciclo econômico em Mato Grosso do Sul. Foi a partir de 2005 que o setor de celulose passou a enxergar no território sul-mato-grossense, especialmente na região de Três Lagoas um ambiente ideal para expansão. As condições climáticas favoráveis, a disponibilidade de áreas degradadas e a segurança jurídica para o plantio de eucalipto tornaram o Estado o novo centro da indústria florestal brasileira.

Desde então, o setor tem sido um dos pilares da diversificação econômica de Mato Grosso do Sul. Segundo estimativas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semades), a cadeia de base florestal já responde por quase 18% do PIB industrial do Estado. E o cenário é de crescimento acelerado: até 2028, o MS deve concentrar 40% de toda a produção nacional de celulose, segundo projeções do governo.

O marco inicial desse processo ocorreu em 2009, com a chegada da Votorantim Celulose e Papel (VCP) que mais tarde se tornaria Suzano, ao município de Três Lagoas. Três anos depois, em 2012, foi a vez da Eldorado Brasil inaugurar sua fábrica também em Três Lagoas, consolidando a cidade como referência nacional em produtividade e tecnologia florestal. A competitividade da Eldorado e a fusão entre Suzano e Fibria reforçaram a posição de liderança do Estado no setor.

Em 2017, a Suzano ampliou suas operações com a implantação de uma segunda linha industrial, dobrando sua capacidade produtiva e consolidando o município como a “capital mundial da celulose”. A expansão da Suzano em Mato Grosso do Sul ganhou proporções globais com o início da operação de sua nova fábrica em Ribas do Rio Pardo em 2024. Um dos maiores empreendimentos do mundo no segmento de celulose, com capacidade de produção superior a 2,5 milhões de toneladas por ano.

O investimento, estimado em R$ 22 bilhões cria uma cadeia de empregos e serviços que abrange desde a construção civil até o transporte e a manutenção florestal.

A próxima grande etapa dessa trajetória será o Projeto Sucuriú, da Arauco, multinacional chilena que constrói sua planta industrial em Inocência, com previsão de início das operações até o final de 2027. A nova unidade terá capacidade para 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano e promete movimentar intensamente a economia regional.

Durante as obras, a Arauco proporciona 14 mil oportunidades de trabalho, além de 6 mil empregos permanentes nas áreas industrial, florestal e logística após a entrada em operação. A empresa também desenvolve ações de preservação ambiental, com monitoramento contínuo da biodiversidade local, mapeamento de áreas prioritárias para conservação e identificação de espécies nativas de flora e fauna.

Linha do tempo da celulose em Mato Grosso do Sul

2005 – Início do ciclo de investimentos florestais no Estado, com a expansão de áreas de eucalipto em Três Lagoas.
2009 – Instalação da VCP (atual Suzano) em Três Lagoas, marco inicial da produção em larga escala.
2012 – Inauguração da Eldorado Brasil, consolidando Três Lagoas como polo nacional.
2017 – Segunda linha da Suzano entra em operação, dobrando a capacidade de produção.
2024 – Suzano inaugura megafábrica em Ribas do Rio Pardo, um dos maiores projetos do mundo no setor.
2026 – Início previsto das obras da Bracell em Bataguassu, com investimento de US$ 4 bilhões.
2027 – Arauco inicia operação do Projeto Sucuriú em Inocência, com produção estimada de 3,5 milhões de toneladas/ano.
2028 – Mato Grosso do Sul deve concentrar 40% da produção nacional de celulose, consolidando o Vale da Celulose.

A chegada da Bracell 

O próximo grande investimento confirmado é o da Bracell, que implantará sua fábrica de celulose em Bataguassu. As obras devem começar em fevereiro de 2026, conforme previsão do governador Eduardo Riedel. O empreendimento, avaliado em US$ 4 bilhões, deve gerar 10 mil empregos durante a construção e outros 3 mil na operação.

O processo de licenciamento ambiental está em andamento, e o estudo de impacto deverá ser concluído até o início de 2025. Segundo o governo estadual, a instalação da Bracell reforça a política de descentralização do desenvolvimento, levando oportunidades também a municípios fora do eixo Três LagoasRibas do Rio Pardo.

O Vale da Celulose

O crescimento acelerado do setor motivou o governo estadual a criar oficialmente o Vale da Celulose, denominação que reconhece o conjunto de municípios impulsionados pela cadeia produtiva. A Lei nº 6.404, sancionada em 8 de agosto de 2024 pelo governador Eduardo Riedel (PP), instituiu o nome e consolidou o papel estratégico da atividade florestal para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.

O Vale da Celulose abrange os municípios de Água Clara, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Inocência, Nova Alvorada do Sul, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas. 

Desenvolvimento sustentável 

Segundo a Semadesc, grande parte das plantações de eucalipto substituiu áreas degradadas de pastagem, reduzindo a pressão sobre ecossistemas nativos. Todas as empresas instaladas são obrigadas a cumprir as normas do Cadastro Ambiental Rural (CAR), com manutenção de reserva legal e áreas de preservação permanente (APPs).

Além disso, os projetos de expansão passam por rigorosos Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e incluem ações de compensação ambiental, como a criação de corredores ecológicos e o monitoramento da fauna e flora.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, esse crescimento é resultado de uma estratégia de longo prazo, baseada na sustentabilidade e em uma sólida parceria entre o poder público e a iniciativa privada. “O Mato Grosso do Sul tem como diretriz estratégica exatamente a sustentabilidade”, afirmou Verruck. Segundo ele, a expansão do eucalipto tem ocorrido prioritariamente em áreas que antes estavam degradadas por pastagens. “Nos últimos anos, mais de 1,2 milhão de hectares de pastagens foram convertidos em áreas de eucalipto, o que por si só já representa uma política de sustentabilidade ambiental”, destacou.

Os municípios que concentram o chamado Vale da Celulose têm hoje um papel central nesse processo. Em algumas dessas cidades, o cultivo chega a ocupar cerca de 30% do território municipal. Verruck ressalta que o avanço florestal é rigorosamente controlado. Todas as empresas precisam estar inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), cumprindo exigências de reserva legal e áreas de preservação permanente (APPs).

Além disso, o licenciamento ambiental envolve estudos e relatórios de impacto (EIA/RIMA), e as indústrias assumem compromissos adicionais, como a criação de corredores ecológicos e o monitoramento da fauna e flora. “Isso mostra que o avanço do eucalipto ocorre em bases sustentáveis e com gestão adequada dos impactos ambientais”, reforçou o secretário.

De acordo com Verruck, o sucesso da cadeia florestal no Estado não é resultado de um movimento espontâneo do mercado, mas de um planejamento estruturado, iniciado há mais de uma década. “Nós criamos o Plano Estadual de Desenvolvimento da Indústria de Base Florestal, que definiu as diretrizes para incentivos fiscais, estruturação do licenciamento ambiental e oferta de infraestrutura adequada”, explicou.
Entre os eixos estratégicos desse planejamento, o secretário cita os investimentos logísticos, como a Rota da Celulose, e as ações integradas em qualificação profissional, inovação e habitação. Um exemplo é o programa habitacional que recentemente entregou 950 novas casas em Ribas do Rio Pardo, um dos principais polos industriais do setor.

Essa política integrada deu origem ao conceito do Vale da Celulose, inspirado no Vale do Silício, mas voltado para a sinergia entre os segmentos de base florestal, inovação e sustentabilidade. “Criamos uma ambiência de negócios positiva entre o setor público e o privado, com foco em pesquisa, tecnologia e sustentabilidade. É isso que fez de Mato Grosso do Sul uma referência mundial na atração de investimentos de celulose”, afirmou.

O impacto econômico e social da expansão do setor é expressivo. Durante a fase de obras das novas plantas industriais, o Estado deve alcançar 17 mil empregos diretos temporários. Após a instalação das fábricas, a previsão é de mais de 32 mil novos postos de trabalho diretos e indiretos na região do Vale da Celulose.

Segundo Verruck, o Governo do Estado tem atuado de forma transversal para garantir que o crescimento econômico seja acompanhado pela expansão dos serviços públicos. “Quando esses investimentos são captados, o governo já planeja a ampliação das áreas de saúde, educação e segurança nos municípios”, explicou.

Entre as obras recentes e programadas, o secretário citou novas escolas em Ribas do Rio Pardo e Inocência, delegacias de Polícia Civil, Militar e Ambiental, além de hospitais e outras estruturas públicas financiadas em parte pelas próprias empresas do setor. “Somados, esses investimentos ultrapassam R$ 100 milhões apenas em infraestrutura social”, afirmou.

O secretário reforça que a consolidação do Vale da Celulose é uma oportunidade histórica para o Estado, mas também um desafio de gestão. “Estamos construindo um modelo de desenvolvimento baseado na economia verde, com geração de emprego e renda, mas preservando o meio ambiente”, disse.

A expectativa é de que, nos próximos anos, a área plantada continue crescendo, especialmente em novas fronteiras florestais. Ainda assim, Verruck destaca que o Estado mantém o compromisso de equilibrar expansão e sustentabilidade. “O Vale da Celulose tem uma capacidade ainda de gerar mais de 32 mil novos empregos com novos investimentos com a sua consolidação, isso exige investimentos de saúde, educação e segurança, por isso que dentro do governo a gente trabalha com o conceito de transversalidade”, concluiu.

Informações: JD1 Notícias.

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Suzano utiliza gravadores de som e DNA ambiental em iniciativa pioneira de monitoramento da biodiversidade em MS

Ao todo, foram monitorados 176 pontos ao longo de uma área de estudo de mais de 400 km do traçado planejado para o corredor

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, em parceria com Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), está conduzindo um estudo inédito de monitoramento da biodiversidade em Mato Grosso do Sul. A iniciativa utiliza metodologias pioneiras no estado, como gravações acústicas automatizadas e análises de DNA ambiental (eDNA) – que empregam moscas e mosquitos para a coleta de materiais genéticos – combinadas a recursos de inteligência artificial para identificar espécies da fauna regional e espécies migratórias no Cerrado de Mato Grosso do Sul. O objetivo é mapear a presença e a diversidade de diferentes grupos de animais silvestres, formando um retrato detalhado dos ecossistemas da região.

“O uso de tecnologias como gravadores acústicos autônomos e análises de DNA ambiental (eDNA), coletados por meio do material genético encontrado em moscas e mosquitos torna essa iniciativa pioneira no monitoramento da biodiversidade do Cerrado. Ao adotarmos diferentes metodologias, geramos informações inéditas sobre a fauna local, que serão fundamentais para mostrar a funcionalidade dos corredores ecológicos, essenciais para conectar fragmentos de vegetação nativa e restaurar áreas degradadas. A ação reforça o compromisso da Suzano com a proteção do Cerrado e com a conservação desseque é um dos biomas mais ricos e importantes do país, o Cerrado, e toda a sua rica fauna”, ressalta Beatriz Barcellos Lyra, coordenadora de Sustentabilidade da Suzano.

Os resultados do programa foram divulgados no segundo semestre deste ano, após minuciosa análise de todos dos materiais coletados em campo, e já chamam a atenção. Embora o estudo siga em andamento até o final de 2025, já foram identificadas 207 espécies de animais silvestres, sendo 194 aves, 10 anfíbios e 3 mamíferos. O número representa aproximadamente 40% da biodiversidade prevista para a região, segundo dados do Sistema Global de Informações sobre Biodiversidade (GBIF).

Para chegar ao resultado, as equipes analisaram dados coletados em cerca de 400 quilômetros do Cerrado, abrangendo áreas próprias da Suzano e propriedades de terceiros. Ao todo, foram monitorados 176 pontos ao longo da área de estudo, dos quais 79 receberam, simultaneamente, gravadores acústicos e armadilhas para mosquitos e coleta de DNA ambiental (iDNA) –, enquanto os demais foram amostrados apenas com gravadores.

Os dispositivos permaneceram ativos por 15 dias consecutivos, registrando sons da fauna local em intervalos programados, o que permitiu reunir um volume de 2.160 minutos gravados por ponto de amostragem. Combinando inteligência artificial e o modelo BirdNET, as gravações permitem identificar sons de aves, mamíferos, anfíbios, insetos e até cigarras, produzindo um mapeamento detalhado da presença e da diversidade das espécies.

Paralelamente, foram instaladas armadilhas confeccionadas com garrafas PET e tubos tipo Falcon – próprios para armazenamento de amostras biológicas – iscadas com carne bovina para atrair moscas por quatro dias. Estes insetos funcionam como “amostras vivas” de DNA, e, após a captura, foram armazenados em condições controladas e enviados para a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde passam por análises genéticas para identificar as espécies presentes na área.

Espécies identificadas

O monitoramento acústico identificou diversas espécies representativas do Cerrado, destacando-se a inambu-galinha (Crypturellus undulatus), a corujinha-do-mato (Megascops choliba) e o papa-formigas-amarelo (Myiothlypis flaveola). Entre as espécies de maior relevância para conservação, foi registrado o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) em mais de 20 pontos, o mutum-de-penacho (Crax fasciolata) em 17 locais próximos a rios, além de espécies endêmicas como o chupa-dente-do-planalto (Thamnophilus pelzelni) e o chorozinho-de-asa-branca (Basileuterus leucophrys).

Até o momento, o estudo ainda detectou alta ocorrência de marsupiais, como a cuíca (Gracilinanus agilis) e o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), além da anta (Tapirus terrestris) em 22 pontos e primatas como o macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay) e o bugio-preto (Alouatta caraya). Também foram registrados canídeos como o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e a raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus), além de uma jaguatirica (Leopardus pardalis), o tamanduá-bandeira (Tamandua tetradactyla) e o cateto (Dicotyles tajacu).

Corredores Ecológicos

Formado por vegetação nativa e áreas de manejo sustentável que integram espécies nativas com culturas agrícolas, os corredores ecológicos permitem unir áreas de preservação ou unidades de conservação antes isoladas. Essa conexão, além de contribuir diretamente com a circulação segura de animais silvestres de uma área a outra, favorece a recuperação gradual da funcionalidade dos biomas. Desde 2021, quando anunciou a meta de conectar 500 mil hectares de áreas prioritárias nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia até 2030, a empresa conectou mais de 157 mil hectares de fragmentos de vegetação nativa nos três biomas por todo o país.

“A Suzano tem o compromisso de atuar de forma sustentável, com uma política rigorosa de zero desmatamento e práticas de manejo responsável em suas operações florestais. Além disso, a empresa possui ações voltadas especificamente para a restauração ecológica, fortalecidas pela criação dos corredores ecológicos dentro e fora das áreas da Suzano. Essas iniciativas reforçam nosso papel na conservação da biodiversidade”, acrescenta Beatriz.

Em Mato Grosso do Sul, a companhia mantém 1,136 milhão de hectares de áreas florestais, dos quais 327 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, incluindo áreas de proteção permanente e remanescentes de vegetação nativa.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br

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Programa de Trainee 2026: Bracell e MS Florestal abrem inscrições e oferecem salário de R$ 7.500,00

Empresas buscam novos talentos interessados em desenvolver carreira na área de produção de celulose, papel tissue ou áreas florestais. É possível se candidatar até 13/11/2025

Estão abertas as inscrições para o Programa de Trainee 2026 da Bracell e MS Florestal – empresas do grupo RGE (Royal Golden Eagle) no Brasil. Pode se candidatar quem concluiu a graduação entre de dezembro de 2023 e dezembro de 2025. A remuneração oferecida é de R$ 7.500,00. As candidaturas serão recebidas até o dia 13/11/2025 pelo site oficial de carreiras

As oportunidades são para atuação em duas grandes companhias. A Bracell é líder global na produção de celulose solúvel e especial e atua também no segmento brasileiro de papéis tissue com a Bracell Papéis – no Nordeste do país e em Lençóis Paulista (SP). Já a MS Florestal é especializada em silvicultura, com atividades de operação florestal em Mato Grosso do Sul. Os trainees selecionados poderão passar por diversas áreas das empresas nos estados de São Paulo (São Paulo, Lençóis Paulista e Santos), Bahia (Camaçari, Alagoinhas, Feira de Santana e Entre Rios), Pernambuco (Pombos) e Mato Grosso do Sul (Água Clara e Bataguassu).

Marcela Fagundes Pereira, gerente sênior de Recursos Humanos da Bracell, explica que, nesta edição, os selecionados farão rodízio por diferentes setores dentro de suas áreas ou unidades. “Queremos que nossos trainees tenham conhecimento mais abrangente e completo das operações e negócios da Bracell. Portanto, durante o programa, eles poderão conhecer áreas correlatas à sua área de atuação inicial, ampliando a visão do negócio e fortalecendo seu desenvolvimento.”

A primeira etapa do processo seletivo é online e as demais poderão ser presenciais, dependendo da fase. A seleção inclui, entre outras exigências, testes de aptidão e de inglês (nível avançado),  dinâmica de grupo,  entrevista individual e, finalmente, a contratação. O início das atividades está previsto para março de 2026.

Com duração de 24 meses, o Programa de Trainee está aberto a novos talentos de todos os cursos de bacharelado e licenciatura nas áreas de exatas e humanas. Os aprovados terão acesso a uma série de benefícios, incluindo participação nos lucros, seguro de vida, assistência médica e odontológica, vale-alimentação e plano de previdência privada. 

A Bracell identificou crescimento anual do número de universitários interessados em ingressar nas operações. “No ano passado, tivemos mais de 20 mil inscritos, número 16% maior a quantidade de candidatos de 2024. Esse aumento mostra que a companhia é reconhecida por oferecer o desenvolvimento profissional às suas equipes e pelo compromisso o meio ambiente”, finaliza a gerente sênior.

Desenvolvimento constante e carreira sólida

Os trainees que ingressam na companhia são acompanhados e treinados pelas lideranças, o que permite maior troca de conhecimento. Além disso, transformam-se em agentes importantes dentro de cada projeto de que participam.  

A engenheira agrônoma Sheila Johannys ingressou na turma de 2025 e conta que o Programa de Trainee da MS Florestal mudou sua perspectiva de carreira. “O primeiro desafio foi a mudança estado, quando vim da Bahia para Mato Grosso do Sul. A partir daí, assumi a gestão de projetos, ganhei autonomia e conheci todas as áreas da companhia. Hoje estou na área de desenvolvimento operacional dando apoio ao viveiro e ao setor de pesquisa. Aprendi muito mais do que esperava”.   

Muitos profissionais treinados na companhia são efetivados e desenvolvem suas carreiras na área escolhida. É o caso da engenheira ambiental Larissa Freire Justo, que ingressou na Bracell pelo Programa de Trainee em 2020. Por meio do time de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), ela atuou em projetos de diversas áreas da companhia. Ao final do programa em Lençóis Paulista (SP), foi efetivada como pesquisadora de desenvolvimento de madeira e meio ambiente. Em 2024, a engenheira assumiu a coordenação de meio ambiente, sendo responsável pela gestão e conformidade ambiental da fábrica de Lençóis Paulista, Terminal Intermodal de Pederneiras e Porto de Santos. “O Programa de Trainee foi a porta de entrada e garantiu uma ampla visão do negócio, desde a florestal até a indústria. A gestão do P&D Industrial, ao longo do programa de Trainee, proporcionou treinamentos técnicos e a minha participação em projetos multidisciplinares e de alto impacto para a companhia”, afirma Larissa.  

Sobre a Bracell 

 A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e especial, se destaca por sua expertise no cultivo sustentável do eucalipto, que é a base para a produção de matéria-prima essencial na fabricação de celulose de alta qualidade. Atualmente a multinacional conta com mais de 11 mil colaboradores e duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Singapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.bracell.com  

Sobre a MS Florestal

A MS Florestal é uma empresa sul-mato-grossense que fortalece as atividades de operação florestal do Grupo RGE no Brasil, um conglomerado global com foco na manufatura sustentável de recursos naturais. Especializada na formação de florestas plantadas e na preservação ambiental, além do desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua, a MS Florestal participa de todas as etapas, desde o plantio do eucalipto até a manutenção da floresta. Mais informações: www.msflorestal.com

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Cartilha infantil convida as crianças a se transformarem em Guardiões da Floresta na prevenção de incêndios

A cartilha foi organizada pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), com textos de Luisiana Guimarães Cavalca, capitã do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.

A conscientização sobre os perigos dos incêndios florestais é o tema principal  da cartilha infanto juvenil “Turma dos Guardiões da Floresta”.

A cartilha foi organizada pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), com textos de Luisiana Guimarães Cavalca, capitã do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. A cartilha foi pensada especialmente para crianças, com histórias em quadrinhos, personagens simpáticos e linguagem leve, sem abrir mão da informação técnica e relevante. A ideia é despertar a atenção desde cedo para os riscos do fogo mal controlado e, ao mesmo tempo, fortalecer o senso de responsabilidade ambiental.

De onde nasce o fogo

Você sabia que 9 em cada 10 incêndios florestais são causados por ação humana? A boa notícia é que é possível reduzir essa incidência tão expressiva e que causa tantos malefícios. A cartilha  exemplifica que atitudes aparentemente inofensivas, como soltar balões, fazer queimadas ou abandonar lixo nas matas, podem desencadear grandes tragédias, com impactos que extrapolam os limites da floresta e afetam diretamente a saúde das pessoas nas cidades.

“Os incêndios florestais degradam o solo, ameaçam a biodiversidade e comprometem a qualidade do ar. Precisamos formar cidadãos conscientes desde cedo”, explica a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, responsável pelo conteúdo técnico da publicação.

Personagens ensinam brincando

No centro da história está o tamanduá Labareda, brigadista florestal do Ibama, que lidera a Turma dos Guardiões da Floresta, um grupo formado por animais carismáticos como a curicaca Curi, o quati João e a abelha Mandinha.

Com a chegada do bugio Gio e do brigadista Seu José na campanha de 2025, a turma ganha reforço após um incêndio que atinge a casa do macaco e quase destrói sua vida.

A narrativa mostra como o fogo pode ser útil quando controlado (o “fogo bom”) , mas que,  sem conhecimento e atenção se transforma em um monstro perigoso (o “fogo ruim”). Mais do que uma leitura divertida, a cartilha é uma poderosa ferramenta pedagógica. Professores e pais são convidados a trabalhar o conteúdo com as crianças, promovendo atividades como desenhos, jogos de observação e dinâmicas sobre o papel de cada um na proteção ambiental.

Conhecimento que vira atitude

A cartilha está disponível gratuitamente no site oficial da campanha www.paranacontraincendioflorestal.com, junto com outros materiais educativos em formatos digitais e audiovisuais.

“Nosso objetivo é transformar conhecimento em atitude. A criança que aprende hoje sobre os riscos do fogo será, amanhã, um adulto mais consciente e um agente de transformação na sua comunidade”, afirma o presidente da APRE Florestas, Fabio Brun.

A mensagem final da Turma dos Guardiões da Floresta é clara: proteger a floresta é proteger a nossa própria casa. E todos, inclusive os pequenos, podem e devem fazer parte dessa missão.

A campanha de Prevenção e Combate a Incêndios é idealizada pela APRE Florestas com o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Associação Paranaense de Medicina de Animais Selvagens, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF), Governo do Paraná, Ibama/Prevfogo, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Instituto Água e Terra (IAT), Rede Nacional de Brigadas Voluntárias, Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Sobre a APRE Florestas

A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) representa aproximadamente metade da área total de plantios comerciais no estado. As principais organizações de ensino e pesquisa formam o conselho científico da APRE, conferindo à entidade representatividade e embasamento técnico para o desenvolvimento das ações em prol do setor florestal. Desde 1968, sua atuação política apartidária faz da APRE a porta-voz do setor no diálogo com as esferas públicas, organizações setoriais, formadores de opinião e sociedade no desafio de promover e fortalecer ações produtivas do setor florestal paranaense. Mais informações em https://apreflorestas.com.br/

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Bioenergia das árvores cultivadas já corresponde a 12% da matriz energética nacional

Publicação inédita mostra a contribuição do setor para a transição energética e a construção de um futuro mais verde e sustentável

São Paulo, outubro de 2025 – A bioenergia florestal, uma fonte limpa e renovável, já responde por 12,09% do consumo energético brasileiro. Quando consideramos apenas o uso de energia elétrica, os produtos florestais representam 2,69%, uma quantidade suficiente para suprir a demanda de todas as residências do estado do Rio de Janeiro por um ano.

É o que mostra a publicação “Bioenergia das árvores cultivadas: energia verde para um futuro sustentável”, produzida pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) em parceria com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel).

A bioenergia florestal, derivada de produtos como o licor preto, carvão vegetal e biomassa lenhosa, é usada tanto pelo setor de árvores cultivadas como também para abastecer a indústria do país. Trata-se de uma alternativa estratégica para setores que tradicionalmente dependem de combustíveis fósseis, como siderurgia e mineração, além de segmentos como o de biocombustíveis para transporte terrestre e aéreo.

O Brasil é líder mundial na produção de carvão vegetal, utilizado como fonte de calor para gerar ferro-gusa e ferroligas, por exemplo. Atua também como agente redutor do minério de ferro na cadeia produtiva do aço verde, tornando a siderurgia e metalurgia mais sustentáveis. A construção de um viaduto com aço verde, por exemplo, pode poupar a emissão de 4 toneladas de CO2eq em relação a um viaduto similar, usando coque. Da mesma forma, a bioenergia florestal se mostra cada vez mais presente na diversificação da matriz de indústrias como a de cimento, de plástico, alimentícia e cervejeira.

Mas o papel da biomassa florestal vai além: há uma ampla gama de produtos energéticos, desde os já consolidados, como carvão vegetal, licor preto, cavacos, pellets e briquetes, até novas soluções, como o gás de síntese para hidrogênio de baixo carbono, o biometano e os biocombustíveis líquidos, incluindo etanol 2G e SAFs. Em termos ilustrativos, há uma biorrefinaria energética baseada em árvores cultivadas, com capacidade de escalar e de abrir oportunidades para a transição de baixo carbono.

“O setor de árvores cultivadas há décadas demonstra uma gestão inteligente dos recursos naturais. São hoje 10,5 milhões de hectares destinados à produção de árvores, além de outros 7,01 milhões de hectares de mata nativa conservada por essa indústria. Somos exemplos de como é possível produzir e preservar, promovendo o desenvolvimento econômico sustentável, ao mesmo tempo que zelando pelo futuro de nosso planeta”, diz Paulo Hartung, presidente da Ibá.

O infográfico é assim um passo importante para ampliar o entendimento sobre a bioenergia do setor florestal para os stakeholders. O documento traduz de forma simples e acessível a relevância desse ativo no Brasil, mostrando que as árvores cultivadas, além de originarem produtos consolidados como papel, celulose, móveis e painéis, também são fonte de energia limpa, competitiva e sustentável para o futuro do país.

Sobre a Ibá

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas para fins industriais e de restauração de nativas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 50 empresas e 10 entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas. Esse é um setor protagonista da bioeconomia de larga escala, oferecendo soluções para um mundo que precisa descarbonizar com serviços ecossistêmicos, como a remoção de carbono, e dando origem a produtos recicláveis, biodegradáveis e provenientes de fonte renovável.

Site: iba.org/

Instagram: www.instagram.com/iba_oficial/

Facebook: web.facebook.com/industriabrasileiradearvores

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Arauco apresenta soluções sustentáveis no 57º Congresso Internacional de Celulose e Papel da ABTCP

Companhia participa de painéis técnicos sobre eficiência energética, economia circular e formação de talentos, reafirmando seu compromisso com uma indústria florestal de baixo carbono

A Arauco participa do 57º Congresso Internacional de Celulose e Papel da ABTCP, maior evento do setor na América Latina, que acontece esta semana no Transamérica Expo Center, em São Paulo. De 14 a 16 de outubro, o encontro debate o futuro da indústria de base florestal, com foco em biocombustíveis, energias renováveis e descarbonização. A companhia marca presença em três painéis técnicos compartilhando iniciativas voltadas à sustentabilidade, inovação e desenvolvimento humano em suas operações.

Na tarde de ontem (14), Gladerez Solieri, coordenadora de Desenvolvimento Humano e Organizacional, participou do Encontro de Estudantes, com discussões relacionadas aos programas de estágio e trainee para formação de novos talentos no setor de celulose.  E nesta quarta-feira (15), durante a Sessão Técnica de Meio Ambiente, dois especialistas da Arauco apresentam estudos e práticas voltadas à eficiência energética e à economia circular

Pela manhã, às 10h50, Luis Paulo Targa Junior, coordenador de Projetos de Águas e Efluentes, explica como o uso de energias renováveis em plantas de águas e efluentes contribui para uma produção mais limpa e sustentável. Às 14h, o Keynote será aberto por Leandro Yamamoto, gerente de Engenharia de Confiabilidade da Arauco, que apresentará o Reliability Hub — projeto que alia tecnologia e engenharia para reduzir emergências operacionais e emissões em caldeiras de recuperação.

“Para a Arauco, essa é uma oportunidade de reafirmar seu compromisso com uma indústria de base florestal cada vez mais sustentável, inovadora e tecnológica. Um exemplo concreto dessa visão é o Projeto Sucuriú, em construção na cidade de Inocência (MS). Com a expertise da finlandesa Valmet — que também participa do evento com cinco palestras — o projeto dará origem à primeira fábrica de celulose da Arauco no Brasil, que será a maior do mundo construída em uma única etapa, reunindo tecnologia de ponta, sustentabilidade e eficiência operacional desde a construção até a operação” afirma Theofilo Militão, Diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Companhia.

Em paralelo ao Congresso, a ABTCP promove sua Exposição Internacional, reunindo empresas, instituições e profissionais para debater bioeconomia, inovação, digitalização e o papel da indústria de base florestal em um futuro sustentável.

Serviço:

57º Congresso Internacional de Celulose e Papel da ABTCP
14 a 16 de outubro de 2025 (terça a quinta-feira)
Transamérica Expo Center — São Paulo (SP)

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Exclusiva – Expedição Silvicultura chega a Três Lagoas (MS) para apresentação de dados estratégicos para o Estado

Mato Grosso do Sul, o ‘Vale da Celulose’, recebe equipe em evento presencial, com palestra do Secretário de Estado, Jaime Verruck (SEMADESC). As inscrições são gratuitas; saiba mais

A Expedição Silvicultura, um dos mais importantes projetos para o mapeamento e desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro, ganha destaque na edição desta semana ao confirmar sua chegada estratégica em Mato Grosso do Sul (MS). A equipe técnica estará em Três Lagoas, nesta quinta-feira (16), com mais um evento presencial. Especialistas, autoridades locais e do Estado, como o Secretário Jaime Verruck (SEMADESC), farão parte da programação.

Conhecido como o Vale da Celulose, MS é um polo de crescimento para o setor, com cerca de 1,7 milhão de hectares de florestas plantadas em 2025 e a presença de algumas das maiores indústrias de celulose do mundo, consolidando-se como um dos principais produtores e exportadores do país.

A iniciativa, fruto de uma parceria robusta entre a Canopy Remote Sensing Solutions, a Embrapa Florestas e a Paulo Cardoso Comunicações, avança em seu roteiro para um total de mais de 60% já concluído, focado em gerar dados de alta qualidade para aprimorar a competitividade da silvicultura nacional.

Evento em Três Lagoas

O evento presencial da Expedição Silvicultura em Mato Grosso do Sul será realizado em Três Lagoas, no dia 16 de outubro de 2025, das 13h às 17h, no Espaço SESI (R. Angelina Tebet, 807 – Santa Luzia).

O evento contará com:

  • Palestra técnica sobre o levantamento realizado em MS;
  • Painel com representantes do setor e do governo estadual, abordando políticas públicas e oportunidades para a silvicultura do Estado;
  • Apresentações de inovações científicas e tecnológicas voltadas ao setor florestal;
  • Momento de networking para fomentar parcerias e novas oportunidades.

O Impacto estratégico da expansão

O Presidente da REFLORE/MS, Júnior Ramires, uma das instituições parceiras da Expedição Silvicultura, destaca a importância do levantamento para o futuro do setor florestal no Estado:

“Uma expedição que realiza um levantamento detalhado para fornecer dados e informações relacionadas à produtividade, produção e quantidade de áreas é sempre de grande importância. Por muito tempo, talvez não tivéssemos tecnologia suficiente para obter tais informações. Hoje, através de tecnologias como as utilizadas na Expedição Silvicultura, teremos uma vasta quantidade de dados.

Esses dados são cruciais para qualquer setor ou atividade, pois permitem analisar o que foi feito, avaliar o que está sendo realizado e, fundamentalmente, planejar o futuro. Sem dados e informações, torna-se muito difícil enxergar o futuro.

Um trabalho como a Expedição Silvicultura, no Mato Grosso do Sul, nos permite olhar para frente e identificar o que ainda precisa ser feito em termos de produção florestal, que é um dado essencial. Qual o caminho a ser trilhado? Ele está distante de ser alcançado? O percurso é longo? Há falta de madeira?

A demanda já é bastante conhecida. A questão é: teremos oferta de produtos suficiente para atender a essa demanda? Quão perto ou quão longe estamos dessas demandas e como a dinâmica de oferta e procura se relacionará com os dados que serão revelados”.

Trajetória de sucesso: primeira fase concluída

O projeto celebra os resultados expressivos da primeira fase de eventos presenciais e coleta de dados, que se concentrou em importantes polos da silvicultura brasileira. A Expedição já percorreu o Sudeste, Nordeste e, recentemente, reforçou sua atuação no Centro-Oeste, com encontros presenciais em:

  • Belo Horizonte (MG)
  • Vitória (ES)
  • Eunápolis (BA)
  • Lucas do Rio Verde (MT)
Mais de 60% do mapeamento floretal já foi concluído. Acompanhe o roteiro da Expedição aqui.

Em todas as etapas, foram realizadas coletas aprofundadas de informações essenciais, mobilizando produtores e profissionais da área e consolidando a metodologia de alta precisão que está transformando a inteligência florestal do país.

Foco em resultados e tecnologia

Bruno Montibeller, sócio da Canopy Remote Sensing Solutions e coordenador geral do projeto, comenta sobre a metodologia de coleta de dados e agenda presencial da Expedição:

No MS, a base florestal tem crescido a um ritmo superior a 200 mil hectares por ano, e essas novas áreas certamente estarão no nosso radar. Nosso foco está na coleta de dados de inventário em plantios de diferentes idades, uma abordagem essencial para garantir maior representatividade e precisão nas estimativas de produtividade da região.

No evento presencial, realizado com o apoio da Reflore e da SEMADESC, queremos reunir os principais agentes e profissionais do setor florestal do Estado para discutir a situação atual e os rumos da silvicultura nos próximos anos. Em um momento de forte expansão e investimentos no Mato Grosso do Sul, é fundamental promover um diálogo baseado em dados e evidências, fortalecendo a tomada de decisão e o desenvolvimento sustentável da base florestal no Estado”.

Mato Grosso do Sul: próximo destino e grande potencial

Com o olhar voltado para a continuidade de seu levantamento, a Expedição Silvicultura direciona agora seu foco para o Mato Grosso do Sul. O Estado será palco do próximo evento presencial e da nova fase de coleta de dados estratégicos, impulsionado pela crescente relevância da região no cenário nacional da silvicultura e da indústria de base florestal. Além do encontro em Três Lagoas, o cronograma da Expedição prevê eventos nas seguintes cidades:

  • Botucatu, SP: 22 de outubro
  • Curitiba, PR: 27 de outubro
  • Lages, SC: 31 de outubro
  • Porto Alegre, RS: 06 de novembro

Acompanhe e confira os detalhes completos aqui.

ALERTA DE OPORTUNIDADE: Inscrições Gratuitas e Vagas Limitadas!

Para todos os interessados em aprofundar-se nos conhecimentos gerados pela Expedição e interagir com os principais players do mercado em Mato Grosso do Sul e nas demais regiões, os eventos presenciais são uma oportunidade de networking e aprendizado.

As inscrições são GRATUITAS, mas devido à natureza imersiva e ao formato dos encontros, as VAGAS SÃO LIMITADAS. Garanta sua participação nos próximos eventos acessando: www.expedicaosilvicultura.com.br.

Participe e contribua para o futuro sustentável e produtivo do setor florestal brasileiro!

‘Raio-X’ da Floresta

A Expedição Silvicultura está em campo, utilizando ferramentas de ponta para o maior levantamento de produtividade e sanidade das plantações florestais no Brasil. Saiba quais tecnologias estão sendo usadas pela equipe da Canopy nessa entrevista realizada por Paulo Cardoso, que acompanhou a equipe em campo no estado de Mato Grosso.

Escrito por: redação Mais Floresta.

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Expedição Silvicultura – Jaime Verruck fará palestra inédita em Três Lagoas sobre o ‘Vale da Celulose’ e o futuro econômico de MS

Secretário da Semadesc será destaque da Expedição Silvicultura 2025 com análise inédita sobre o avanço do setor florestal e os novos rumos do desenvolvimento estadual

Três Lagoas será palco, nesta quinta-feira (16), de um dos momentos mais aguardados da Expedição Silvicultura 2025. O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, ministra uma palestra inédita e exclusiva, às 13h, no Espaço Sesi, com o tema “Mato Grosso do Sul – Vale da Celulose: potencialidades e cenários.”

Reconhecido como uma das principais vozes na condução do desenvolvimento sustentável e da inovação verde em Mato Grosso do Sul, Verruck promete uma verdadeira imersão nos bastidores do crescimento acelerado do setor florestal e da indústria de base celulósica — segmentos que vêm consolidando o Estado como referência mundial em bioeconomia e economia de baixo carbono.

Durante a apresentação, o secretário deve revelar dados inéditos, projeções estratégicas e análises sobre o futuro industrial e ambiental do Estado. O foco será mostrar como o avanço da celulose tem impulsionado novos polos de desenvolvimento, gerado empregos e renda, e atraído investimentos bilionários para o interior sul-mato-grossense.

O evento deve reunir autoridades, empresários, investidores e especialistas de todo o país, consolidando Três Lagoas como epicentro nacional do debate sobre o futuro da silvicultura e da bioeconomia.

Confira a programação completa:


SERVIÇO

  • Encontro presencial | Expedição Silvicultura
  • Data: 16 de outubro
  • Hora: 13h
  • Local: Espaço Sesi – Três Lagoas (MS)

Com informações: Perfil News.

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O tarifaço ontem e hoje: histórico, perspectivas e a ação da APRE em defesa do setor florestal

*Artigo por Fabio Brun.

Sempre é bom olharmos para trás e relembrar o histórico que nos trouxe até os dias de hoje no setor florestal. No dia 2 de abril de 2025, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de tarifas recíprocas a praticamente todas as importações, incluindo uma tarifa base de 10% sobre produtos importados do Brasil. Três dias depois (05/04), a medida passa a vigorar e desperta apreensão entre os exportadores florestais.

O setor de produtos florestais logo percebeu os primeiros efeitos: produtos como madeira serrada, molduras, portas e painéis dependem fortemente do mercado norte-americano, e a introdução da tarifa de 10% representou um aumento de custo direto para os produtos brasileiros.

No entanto, esse choque foi apenas o começo. Em 30 de julho de 2025, o governo dos EUA elevou o patamar, aplicando uma tarifa de 50% sobre diversos produtos florestais brasileiros, medida que entrou efetivamente em vigor no dia 6 de agosto.

Com essa elevação, muitas empresas iniciaram medidas de contenção, como redução de estoques, suspensão temporária de exportações e adoção de férias coletivas. Tudo isso na tentativa de preservar empregos diante da queda abrupta da demanda.

Até agosto, estimava-se que 1,4 mil trabalhadores paranaenses já estavam em férias coletivas e 100 demissões foram confirmadas em empresas do setor de madeira processada logo nos primeiros dias após o tarifaço entrar em vigor.

No Paraná, entidades como a APRE e a Fiep  já relatavam cortes e risco iminente de até 10 mil demissões caso o momento perdurasse por mais dois meses, o que pode se efetivar até o final do ano caso a tarifa não seja revertida.

A escalada tarifária desencadeou uma crise setorial de grandes proporções. Empresas exportadoras competitivas no Brasil veem seus preços perderem atratividade frente a concorrentes de outros países, além de muitas exportações terem sido pausadas para readequar contratos.

O aumento repentino de tarifas também expôs fragilidades da cadeia produtiva, como a dependência do mercado americano de certos produtos e a falta de alternativas logísticas rápidas para escoamento da produção.

O governo federal brasileiro estima que o impacto agregado na economia será de uma retração de 0,2 ponto percentual no PIB entre agosto de 2025 e dezembro de 2026, e já identifica que setores específicos, como madeira e móveis, sofrerão mais fortemente. Algumas poucas medidas compensatórias foram anunciadas, mas elas não mitigam o efeito de um aumento de alíquota de 10% para 50%.

Em resposta, entidades do setor vêm articulando medidas de curto e médio prazos junto ao governo federal, aos governos estaduais e até diretamente em Washington, como é a louvável iniciativa da entidade parceira ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente).

A Associação Sul-Brasileira de Empresas Florestais (ASBR), da qual a APRE Florestas faz parte, também está nessa força-tarefa. A entidade mantém uma consultoria em Brasília para monitorar as decisões executivas, por meio do consultor Fernando Castanheira. Assim, é possível promover articulações e abrir negociações de um setor estratégico e de forte representatividade para a economia brasileira e geração de empregos. É uma iniciativa inclusive de visibilidade de um setor que está presente na vida de muitos brasileiros e que precisa ser ouvido.

Desde o início da crise tarifária, a APRE Florestas tem atuado de forma ativa e intensa:

  • Em 4 de agosto de 2025, divulgou uma nota pública alertando para os riscos imediatos da tarifa de 50% sobre produtos florestais, destacando que o Paraná, onde muitos dos exportadores estão concentrados, seria fortemente afetado.
  • Participou de debates com lideranças do setor, reforçando a urgência da negociação entre Brasil e EUA. Em diversas entrevistas à imprensa, destacamos o fato de que já superamos outras crises e podemos sair mais fortes, desde que haja ação coordenada.
  • Participou ativamente em audiências públicas estaduais, como na Assembleia Legislativa do Paraná, para mobilizar apoio político institucional para medidas de mitigação.
  • Apresentou junto ao governo do estado do Paraná pleitos para minimizar os efeitos sobre o caixa das empresas.

Por meio dessas ações, a APRE buscou não apenas alertar sobre os impactos, mas também apresentar alternativas para redirecionamento de mercados, renegociação com compradores estrangeiros e apoio emergencial para empresas exportadoras.

Para que o setor sobreviva, é urgente avançar em três frentes:

  1. Negociação diplomática direta com os EUA: a reversão ou modulação das tarifas impostas depende em grande medida de entendimento bilateral.

  2. Diversificação de mercados e clientes: reduzir a dependência do mercado americano, sobretudo para os produtos mais vulneráveis à tarifa, o que é uma tarefa complexa e de longo prazo.

  3. Apoio institucional emergencial: medidas fiscais, crédito especializado, prorrogação de obrigações fiscais e ajuda direta às empresas exportadoras.

Seja qual for o desfecho, é fundamental que o governo brasileiro e as entidades representativas atuem de forma integrada, com estratégia clara e pressão diplomática. Esperamos que o diálogo entre o presidente Lula e o presidente Trump, recentemente iniciado, seja o ponto de partida para que a tarifa de 50% seja revista ou ajustada, e que as empresas possam recuperar competitividade sem sacrificar empregos nem investimentos.

O “tarifaço” ainda está em curso e, da parte das entidades, cada uma está atuando em prol do setor florestal. Cabe ao Brasil responder com firmeza, estratégia e união.


*Fabio Brun é presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas).

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