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Exclusiva – Inovação e sustentabilidade: Máquina Solo revoluciona o ciclo da biomassa

Equipamentos robustos criam as condições ideais para que a matéria orgânica se torne um recurso valioso, otimizando o processo e os resultados

A Máquina Solo, com 27 anos de história e quase 800 equipamentos espalhados pelo Brasil, se consolida como uma parceira estratégica para a sustentabilidade da indústria de papel e celulose. A empresa conecta tecnologia global a desafios locais, provando que resíduos podem ser sinônimo de insumos sustentáveis e lucratividade.

Com soluções para trituração e compostagem, a Máquina Solo reforça a economia circular, garantindo que o que antes era descartado se transforme em um recurso de alto valor agregado. É essa visão que guia a adoção da compostagem como uma estratégia central no setor, transformando passivos ambientais em fertilizantes orgânicos que fortalecem a agricultura e reduzem a dependência de produtos importados.

Mais do que simples máquinas, os equipamentos da Máquina Solo são projetados para atuar em sinergia com a natureza. O CEO Maycon Pereira detalha como trituradores e revolvedores servem como catalisadores essenciais, potencializando a ação dos microrganismos responsáveis pela conversão do material orgânico: “Os trituradores e revolvedores são equipamentos fundamentais para o processo de compostagem. O triturador tem a função de produzir o material estruturante e a fonte de carbono necessária para o início do processo. Já o revolvedor atua na homogeneização dos resíduos orgânicos nas leiras e, principalmente, na oxigenação, fornecendo o ar indispensável para a respiração das bactérias”.

“É importante destacar que quem faz a compostagem não são as máquinas, mas sim as bactérias. O papel dos equipamentos é criar as condições ideais para que esses microrganismos atuem de forma eficiente. Assim, trituradores e revolvedores aceleram o processo, garantem qualidade no composto final e tornam a operação mais produtiva.”

Essa visão de futuro da Máquina Solo já é uma realidade em grandes players do mercado. A LD Celulose, por exemplo, é um case de sucesso que demonstra como a união de tecnologia de ponta e uma mentalidade sustentável pode gerar resultados impressionantes. Ao adotar o processo de compostagem em larga escala, a empresa não apenas trata seus resíduos, mas também cria uma nova fonte de renda, transformando o que antes seria um passivo ambiental em um ativo econômico de alto valor para a agricultura.

Sobre como a evolução tecnológica dos maquinários tem ampliado a eficiência e a escala dos projetos de compostagem na indústria, Maycon Pereira, CEO da Máquina Solo destaca: “A Menart é referência mundial há mais de cinco décadas no desenvolvimento de tecnologias para processamento de leiras. Os equipamentos da marca são projetados para entregar máxima eficiência com conforto operacional, contando com joystick, cabine climatizada, ampla visibilidade e até piloto automático. Do ponto de vista de negócio, isso significa menos máquinas em operação para mais produtividade”.

“Um grande exemplo é o Compostador MENART SP50, utilizado no projeto da LD, que substitui até três equipamentos nacionais e alcança uma impressionante capacidade de 2.500 toneladas por hora. Com maior rendimento, é possível processar mais material em menos área, otimizando espaço e recursos. Já a Tana se destaca pela versatilidade e resistência. Sua alta disponibilidade mecânica garante operação contínua, mesmo em condições adversas e com resíduos contaminados — como no caso de casca de eucalipto, similar ao material processado na LD. Isso reduz paradas, aumenta a confiabilidade e assegura resultados consistentes em projetos exigentes.”

Compostagem: o elo entre tecnologia e economia circular

A indústria de papel e celulose, como a LD Celulose, está usando a tecnologia fornecida pela Máquina Solo para liderar essa revolução verde. A LD Celulose, uma referência em celulose solúvel, desenvolveu um processo de compostagem em larga escala para transformar lodos e sobras de madeira em fertilizantes que corrigem a acidez do solo.

Para essa operação, a empresa conta com equipamentos robustos e eficientes da Máquina Solo, como o triturador TANA Shark e o revolvedor de leiras Menart SP-50. O TANA Shark, um dos mais versáteis do mercado, processa até 12 tipos de resíduos, garantindo uma biomassa homogênea e acelerando a decomposição. Já o Menart SP-50 é essencial para a aeração e homogeneização das leiras, fatores críticos para obter um composto de alta qualidade.

O resultado dessa parceria tecnológica é impressionante. A planta de compostagem da LD Celulose, com sua área de 60 mil m², processa cerca de 120 mil toneladas de resíduos por ano, resultando na produção de dezenas de milhares de toneladas de corretivo de solo e fertilizante orgânico, impulsionando a produtividade das florestas de eucalipto e beneficiando outras culturas agrícolas.

Para Pedro Cardoso, Coordenador de Compostagem da LD Celulose, o sucesso do projeto de compostagem não está apenas nos números, mas na mudança de mentalidade. Ele explica como a empresa superou o desafio de transformar resíduos em um produto confiável, redefinindo o valor de materiais que antes eram descartados: “O principal desafio do projeto foi desenvolver um processo produtivo seguro e de qualidade, capaz de assegurar à silvicultura, ao plantio e aos clientes externos um produto de uso agronômico confiável. Isso exigiu a reformulação de um pensamento antigo, no qual esse material era visto apenas como um resíduo destinado ao solo. Hoje, ele passa a ser reconhecido como um insumo que contribui para a fertilidade, em condições comparáveis aos produtos já consolidados no mercado”.

“Não é possível falar em meio ambiente sem considerar também os ganhos econômicos e produtivos. O simples fato de evitar o envio de resíduos e a necessidade de construção e gerenciamento de aterros industriais já representa ganhos efetivos, uma vez que a indústria reduz custos com transporte e destinação final. Além disso, o aproveitamento desses produtos na floresta e no mercado contribui para subsidiar o tratamento de resíduos industriais, diminuindo os custos de produção e fortalecendo a sustentabilidade do processo.”

Um novo olhar para os resíduos

Além do lodo e das sobras de madeira, a visão da Máquina Solo se estende ao potencial energético de tocos e raízes, que representam até 30% da biomassa de uma floresta. O uso de equipamentos modernos permite que esses materiais, antes ignorados, sejam processados para gerar calor, vapor e até mesmo energia.

Essa abordagem inovadora, que concilia a sustentabilidade do solo com o aproveitamento energético, mostra que a compostagem é muito mais do que um tratamento de resíduos; é uma estratégia de negócio. A Máquina Solo se posiciona na vanguarda desse movimento, provando que a responsabilidade ambiental e a lucratividade podem andar de mãos dadas, transformando a indústria de papel e celulose para um futuro mais verde e produtivo.

Soluções para o agroflorestal – Trituradores e revolvedores

Conheça soluções para trituração, peneiramento e revolvimento de leiras:

Saiba mais em: https://maquinasolo.com.br/

Escrito por: redação Mais Floresta.

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Reflorestar expande operações com segunda PlantMax X3, referência em plantio mecanizado no Brasil

A aquisição de uma nova unidade desta plantadora reforça a estratégia de expansão e inovação da empresa

A Reflorestar Soluções Florestais acaba de adquirir sua segunda unidade da PlantMax X3, fortalecendo sua posição como referência nacional em empresa prestadora de serviços mecanizados para o setor florestal de ponta a ponta. A nova máquina será destinada às operações de silvicultura em Lençóis Paulistas (SP), com início previsto até o fim deste ano. A primeira unidade, também adquirida em 2025, já está em operação em Três Marias e seguirá, em outubro, para Água Clara (MS).

Com capacidade para plantar cerca de 2 mil mudas por hora, a PlantMax X3 representa o que há de mais moderno em tecnologia de plantio mecanizado no Brasil. Desenvolvida pelo Grupo Timber Forest, a máquina integra em uma única operação o preparo de solo, adubação de base, plantio e irrigação em gel, tecnologia que aumenta a taxa de sobrevivência das mudas.

A chegada da segunda PlantMax X3 marca um avanço estratégico para a Reflorestar. Com as duas máquinas, a empresa prevê a contratação de 150 colaboradores, ampliando sua capacidade operacional e seu impacto socioeconômico nas regiões atendidas.

Em um cenário de crescente mecanização das operações florestais no Brasil, a Reflorestar se posiciona na vanguarda com a incorporação de tecnologias de alta performance.

Tecnologia e estratégia: um salto operacional

Segundo Paulo Gustavo Souza, gerente de silvicultura da Reflorestar, a nova aquisição é mais do que uma evolução técnica, é uma mudança de paradigma.

“As duas PlantMax X3 nos permitem escalar o plantio mecanizado com precisão e eficiência. Estamos falando de uma tecnologia que entrega resultados consistentes para os clientes, com alto desempenho e segurança para os nossos operadores”, afirma Souza.

Além da produtividade, a padronização no espaçamento e alinhamento das mudas é outro diferencial da PlantMax X3, contribuindo para florestas mais homogêneas e produtivas. A mecanização também reduz a exposição dos trabalhadores a riscos físicos e intempéries, promovendo mais segurança nas operações.

Portfólio amplia versatilidade no campo

A Reflorestar já opera com outra solução de plantio mecanizado, como a plantadora Komatsu equipada com o cabeçote duplo Bracke P22.b, adquirida em 2023 e atualmente em operação no Vale do Paraíba (SP). Essa tecnologia permite o plantio simultâneo de duas mudas, acelerando o processo e garantindo eficiência mesmo em terrenos inclinados. Este modelo é capaz de plantar 500 mudas por hora.

Para Igor Souza, diretor florestal, a aquisição de novas plantadoras representa um avanço estratégico na busca contínua pela excelência.

“Estamos investindo nas melhores soluções disponíveis no mercado. A versatilidade de modelos diferentes de plantadora é uma aliada estratégica para nossos clientes, que passam a contar com mais opção de solução com previsibilidade de resultados e qualidade superior em cada hectare plantado”, destaca o diretor.

A empresa segue ampliando sua frota de soluções mecanizadas, consolidando-se como parceira estratégica dos grandes players florestais na busca por produtividade, sustentabilidade e segurança no campo.

Com esse portfólio tecnológico robusto, a empresa reafirma sua vocação para a inovação e excelência operacional, oferecendo aos clientes soluções completas e adaptadas às diferentes realidades do campo.

Sobre a Reflorestar

Empresa integrante do Grupo Emília Cordeiro, especializada em soluções florestais, incluindo silvicultura, colheita mecanizada, carregamento de madeira e locação de máquinas. Atualmente com operações em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, ela investe em capacitação técnica e comportamental, gestão integrada e confiabilidade dos equipamentos para oferecer as soluções mais adequadas para cada particularidade dos clientes.

Fundada em 2004 no Vale do Jequitinhonha (sede em Turmalina, MG), originou-se da paixão pelo cuidado com o solo e o meio ambiente. Com 20 anos de atuação, a Reflorestar se consolidou no mercado pela visão inovadora no segmento florestal e pela oferta de serviços de qualidade, atendendo clientes em todo o Brasil. Para mais informações, visite o site da Reflorestar .

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Dia da Árvore: Suzano fomenta a produção de 60 milhões de mudas de eucalipto por ano com viveiros próprios em MS

Presentes em 10 estados brasileiros, a companhia possui 30 viveiros que contribuem para o atendimento da demanda da companhia e para a preservação da biodiversidade

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto e maior produtora mundial de celulose, possui dois polos estratégicos para a produção de quase 60 milhões de mudas de eucalipto por ano em Mato Grosso do Sul. Localizados em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, os viveiros da companhia sustentam a cadeia de abastecimento de suas operações florestais, fortalecendo a base produtiva da empresa e gerando desenvolvimento socioeconômico e ambiental relevantes para a região. Além disso, a empresa conta com um viveiro parceiro em Campo Grande, com capacidade para produzir outras 40 milhões de mudas por ano.

Ao todo, a empresa possui 30 viveiros espalhados pelo Brasil que contribuem para atender o desafio de plantar 1,2 milhão de mudas de eucalipto por dia. Essas unidades de plantio são responsáveis por fornecer mais de 300 milhões de mudas anuais à Suzano. A constituição de áreas plantadas é um dos principais fatores de competitividade da companhia, que possui 1,7 milhão de hectares de áreas destinadas para fins industriais e conserva aproximadamente 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, o equivalente a cerca de 40% de sua área total.  

As áreas de plantio de eucalipto viabilizam a produção de celulose, matéria-prima utilizada na fabricação de papéis sanitários, de imprimir e escrever, papéis para embalagens e produtos absorventes, entre outros itens que fazem parte da vida de mais de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo.  

O plantio de eucalipto ocorre em mosaico, no qual áreas de conservação são intercaladas com as de árvores cultivadas, promovendo a conectividade da paisagem, o que contribui para a preservação da biodiversidade, regulação hídrica e remoção de carbono.  A atividade está adequada à Política de Desmatamento Zero da Suzano, assegurando que a expansão das áreas de plantio no Brasil ocorra apenas em áreas antropizadas, especialmente pastagens degradadas, propondo soluções baseadas na natureza de forma estratégica, visando atender a demanda produtiva por meios mais sustentáveis.  

“As mudas utilizadas para fins produtivos são fornecidas por viveiros localizados em diversas regiões do Brasil, sendo quatro deles próprios da Suzano. Os viveiros em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, têm capacidade anual para produzir, respectivamente, 27 milhões e cerca de 30 milhões de mudas. O viveiro de Ribas do Rio Pardo emprega diretamente cerca de 200 pessoas, adotando práticas sustentáveis, como o uso racional da água e insumos”, diz Maria Carolina Cunha Zonete, Diretora de Operações Florestais da Suzano.  

“Essas mudas de eucalipto produzidas nos viveiros, que são posteriormente plantadas nas áreas florestais e, junto às nossas áreas nativas, desempenham um papel essencial na remoção de CO₂ da atmosfera, contribuindo diretamente para os compromissos de longo prazo da Suzano no enfrentamento da crise climática”, completa Clara Gazzinelli de Almeida, Gerente Executiva de Sustentabilidade da Suzano. 

Somente em 2024, a Suzano registrou um saldo positivo de mais de 2 milhões de toneladas de carbono removidas da atmosfera, acumulando mais de 29 milhões de toneladas de CO₂ desde 2020. Esse avanço considera os escopos 1 e 2, que englobam as emissões diretas das operações da companhia e as indiretas relacionadas ao consumo de energia, e reflete o papel essencial das florestas plantadas e nativas geridas pela companhia. Esse resultado é fruto de plantios realizados em anos anteriores, aquisição de novas áreas, preservação da vegetação e colheitas planejadas. 

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br

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Os desafios da silvicultura frente às mudanças climáticas

*Artigo por MARCOS LEANDRO KAZMIERCZAK.

Este artigo apresenta em primeira mão os resultados preliminares da análise de 521.705 imóveis rurais com Silvicultura no Brasil. Foram realizadas operações de álgebra espacial entre os limites destes imóveis (base de setembro de 2025) e as seguintes variáveis climatológicas: Precipitação total anual; Precipitação diária extrema (em um dia); Número máximo de dias secos consecutivos; Temperatura máxima; e Número de dias muito quentes no ano.

A análise foi realizada com base em dois cenários de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE):

  • O Cenário RCP 4.5 representa um caminho intermediário em termos de emissões de GEE, considerando uma certa estabilização na atmosfera ao longo deste século. No entanto, mesmo nesse cenário, as temperaturas globais continuariam a aumentar, embora em um ritmo mais lento do que em cenários com emissões mais altas. Considera o equilíbrio entre o otimista e o pessimista, oferecendo uma visão do futuro em que as ações de mitigação das mudanças climáticas começam a surtir efeito, mas os impactos já sentidos continuarão a se manifestar por décadas.
  • Já o Cenário RCP 8.5 Representa o cenário mais extremo de emissões de GEE, delineando um futuro em que as emissões continuam a crescer em um ritmo acelerado ao longo deste século. Essa trajetória de altas emissões tem implicações profundas para o clima global, com consequências potencialmente devastadoras para diversas regiões do planeta. Ao utilizar o RCP 8.5 em modelos climáticos, se busca entender os possíveis impactos de um cenário onde as ações de mitigação são mínimas e a dependência de combustíveis fósseis permanece elevada.

As cinco variáveis foram processadas em relação ao Cenário Histórico (1961-1990) e nestes dois cenários futuros, pois os resultados das suas projeções permitem analisar a tendência e a magnitude da variação da temperatura, do volume de chuva, do risco de estiagem e de temporais, bem como das ondas de calor, que podem desencadear eventos climáticos extremos ainda mais frequentes e intensos. Entender os possíveis impactos destes cenários é fundamental para tomar decisões mais assertivas para a Silvicultura das próximas décadas.

A seguir, uma breve contextualização de cada variável e os respectivos resultados, considerando-se estes dois cenários acima, comparando os valores gerados pelas simulações até 2040 com o referencial 1961-1990.

Análise dos Cenários de Precipitação Anual

Expressa a distribuição espacial do volume de chuva anual, e permite a comparação entre diferentes locais, o que facilita identificar regiões com maior ou menor variabilidade na precipitação, crucial para estudos de regionalização climática e análise de tendências. Esta informação é fundamental para a gestão de recursos hídricos e a avaliação de riscos. Em estudos de modelagem climática, o coeficiente de variação é utilizado para calibrar e validar os modelos, garantindo que eles sejam capazes de reproduzir a variabilidade observada na precipitação.

O gráfico de barras compara as projeções de aumento e redução no volume anual de chuva para os cenários RCP 4.5 (estabilização das emissões) e RCP 8.5 (continuidade do aumento das emissões).

  • No cenário RCP 4.5 (estabilização), a maioria dos imóveis rurais com Silvicultura (60,86%) tem uma projeção de aumento na precipitação anual.
  • No cenário RCP 8.5 (aumento contínuo), essa porcentagem é menor (56,71%), indicando que a aceleração das emissões não necessariamente leva a mais chuvas para todos os imóveis, mas sim a uma distribuição mais irregular.
  • A porcentagem de imóveis com projeção de redução de chuva é maior no cenário RCP 8.5 (43,29%) do que no RCP 4.5 (39,14%). Isso indica que, no cenário de emissões mais altas, a tendência de redução de chuva se torna mais pronunciada para mais de 40% das propriedades rurais analisadas.

A principal conclusão é que a variabilidade da precipitação se intensifica em ambos os cenários, não havendo áreas de estabilidade. O cenário de emissões mais altas (RCP 8.5) não apenas aumenta a probabilidade de redução de chuvas, mas também diminui a porcentagem de imóveis que experimentariam um aumento. Isso aponta para um futuro onde a gestão da água se torna um desafio crescente e mais crítico para a Silvicultura no Brasil.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

Análise dos Cenários de Precipitação Diária Extrema

Esta análise permite quantificar a variabilidade na ocorrência e intensidade de chuvas torrenciais, auxiliando na caracterização desses eventos extremos e na identificação de padrões de comportamento. Fornece informações essenciais para o planejamento e gestão de recursos hídricos, dimensionamento de obras de drenagem e desenvolvimento de sistemas de alerta precoce.

O gráfico de barras compara as projeções de aumento, ausência de alteração e redução na ocorrência de precipitação diária extrema para os dois cenários:

  • No cenário RCP 4.5 (estabilização das emissões), a maioria dos imóveis (67,77%) tem uma projeção de aumento na frequência ou intensidade de chuvas extremas em 24 horas.
  • No cenário RCP 8.5 (aumento contínuo das emissões), a porcentagem de imóveis com aumento na precipitação diária extrema é ligeiramente menor (62,90%), mas ainda representa uma vasta maioria.
  • No cenário RCP 8.5, uma porcentagem maior de imóveis (37,10%) tem uma projeção de redução na ocorrência de temporais em comparação com o cenário RCP 4.5 (32,23%). Essa diferença sugere que, à medida que as emissões aumentam, a frequência de eventos extremos de chuva pode diminuir em algumas regiões, provavelmente concentrando-se em outras.

A principal conclusão é que, independentemente do cenário, a Silvicultura enfrentará uma intensificação da dinâmica da precipitação diária extrema, que usualmente trazem consigo vendavais. Enquanto o cenário de emissões moderadas (RCP 4.5) aponta para um aumento mais generalizado de temporais, o cenário de altas emissões (RCP 8.5) indica uma distribuição mais irregular desses eventos, onde algumas áreas terão redução e outras, um aumento significativo. Isso destaca a necessidade de estratégias de gestão de riscos e adaptação específicas para cada região, considerando a variabilidade do clima futuro.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

Análise dos Cenários de Dias Secos Consecutivos

Este tipo de análise caracteriza períodos secos, quantificando a variabilidade da sua duração, ou seja, quão diferentes podem ser esses períodos em termos de extensão temporal. Permite avaliar riscos, pois a variabilidade dos períodos secos é fundamental para a avaliação de riscos associados à seca, como a redução da disponibilidade de água para os plantios. Subsidia o planejamento e gestão de recursos hídricos, essencial para o dimensionamento de reservatórios e desenvolvimento de procedimentos internos de uso da água.

O gráfico de barras compara as projeções de aumento, ausência de alteração e redução no número máximo de dias secos consecutivos para os dois cenários:

  • No cenário RCP 4.5 (estabilização das emissões), a imensa maioria dos imóveis (97,72%) tem uma projeção de aumento no número de dias secos consecutivos.
  • No cenário RCP 8.5 (aumento contínuo das emissões), essa porcentagem é ligeiramente menor, mas ainda extremamente alta (97,34%). Isso sugere que, em ambos os cenários, o risco de estiagem se tornará um problema generalizado.
  • A porcentagem de imóveis com projeção de redução no número de dias secos consecutivos é extremamente pequena em ambos os cenários (2,28% para RCP 4.5 e 2,65% para RCP 8.5). Essa redução é marginal e não compensa o aumento esmagador na maioria das propriedades.

A principal conclusão do gráfico é que o aumento no número de dias secos consecutivos é a tendência dominante em ambos os cenários, independentemente do nível de emissões. Isso indica que a Silvicultura brasileira enfrentará um aumento significativo e generalizado no risco de estiagem. O cenário mais extremo (RCP 8.5) não traz um alívio notável para esse problema; em vez disso, a diferença entre os cenários é mínima, confirmando que a seca é uma ameaça iminente e onipresente para o setor, exigindo estratégias robustas de adaptação e gestão de recursos hídricos.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

Análise dos Cenários de Temperatura Máxima

O aumento da temperatura máxima é um fator crítico para a produtividade de florestas plantadas. Temperaturas elevadas podem causar estresse térmico nas árvores, o que afeta diretamente seus processos fisiológicos. A fotossíntese, por exemplo, que é a base da produção de biomassa e crescimento, pode ser inibida em condições de calor extremo, já que as árvores fecham os estômatos para economizar água, mas, ao fazer isso, reduzem a absorção de dióxido de carbono. Além disso, temperaturas muito altas podem acelerar a evapotranspiração, aumentando a demanda por água e agravando os efeitos de períodos de seca.

Esse estresse térmico, somado à maior frequência de dias muito quentes, afeta o metabolismo da planta e pode comprometer o crescimento e a qualidade da madeira. A imagem da “Dinâmica da Temperatura Máxima” mostra que 100% dos imóveis rurais com Silvicultura no Brasil terão um aumento na temperatura máxima e no número de dias muito quentes, independentemente do cenário de emissões. Essa tendência universal e inevitável representa um desafio significativo para a produtividade futura, pois o calor extremo pode limitar o potencial genético das árvores de crescimento rápido e tornar as florestas mais vulneráveis a pragas e doenças, além de aumentar o risco de incêndios florestais.

  • Tanto no cenário RCP 4.5 (estabilização das emissões) quanto no RCP 8.5 (aumento contínuo das emissões), 100% dos imóveis rurais com silvicultura no Brasil têm uma projeção de aumento na temperatura máxima.
  • Para ambos os cenários, a projeção é de 0% de imóveis sem alteração ou com redução na temperatura máxima.

A análise da imagem leva a uma conclusão direta e inequívoca: o aumento da temperatura máxima é um fenômeno universal e inevitável para a Silvicultura brasileira, independentemente do nível de emissões futuras. Isso significa que não há áreas de refúgio climático em relação ao calor. O risco de ondas de calor, estresse térmico em plantas e trabalhadores e o aumento da evapotranspiração se tornam ameaças onipresentes para o setor, exigindo estratégias de adaptação urgentes e generalizadas.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

Análise dos Cenários de Dias Muito Quentes no Ano

Esta última análise caracteriza ondas de calor, ou seja, dias extremamente quentes. As ondas de calor podem ter impactos significativos na saúde humana, agricultura, infraestrutura e ecossistemas. Ao entender a variabilidade da temperatura máxima, podemos avaliar melhor os riscos associados a esses eventos extremos e planejar medidas de adaptação.

O gráfico de barras compara as projeções de aumento, ausência de alteração e redução no número de dias muito quentes.

  • Tanto no cenário RCP 4.5 (estabilização das emissões) quanto no RCP 8.5 (aumento contínuo das emissões), a projeção é de 100% dos imóveis rurais com silvicultura no Brasil experimentando um aumento no número de dias muito quentes.
  • Para ambos os cenários, a projeção é de 0% de imóveis sem alteração ou com redução no número de dias muito quentes.

A análise da imagem leva a uma conclusão direta e alarmante: o aumento no número de dias muito quentes é um fenômeno universal e inevitável para a Silvicultura no Brasil, independentemente do nível de emissões futuras. Isso significa que não há áreas de refúgio climático em relação às ondas de calor. O risco de estresse térmico em plantas e trabalhadores e o aumento da vulnerabilidade a incêndios florestais se tornam ameaças onipresentes para o setor, exigindo estratégias de adaptação urgentes e generalizadas.

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Fonte: KAZ Tech [2025]

*Marcos Leandro Kazmierczak é Consultor Sênior de Geotecnologias na KAZ Tech.

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Prêmio AGEFLOR de Jornalismo abre inscrições no Rio Grande do Sul para a edição de 2025

A Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor) abriu inscrições para a segunda edição do seu Prêmio de Jornalismo do setor, abrangendo notícias relativas ao plantio de árvores cultivadas no Rio Grande do Sul como fonte de matérias-primas para múltiplos e inovadores usos. Assim, o prêmio abrange pautas que destaquem de modo criativo os inúmeros produtos oriundos de florestas plantadas – madeireiros e não-madeireiros -, seus processos do cultivo à industrialização, suas diversas aplicações no cotidiano e as mais novas soluções sustentáveis para a chamada bioeconomia. 

primeira edição, realizada em 2024, premiou reportagens com a temática das florestas plantadas aliadas ao combate às mudanças climáticas. Um jantar para premiados, associados, entidades parceiras e autoridades marcou a edição e acontecerá novamente na noite de 13 de novembro no Instituto Ling, em Porto Alegre.

Aberta para profissionais de veículos de todo o Brasil, respeitado o critério de abrangência versando sobre cultivos e produção no RS, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail comunicacao@ageflor.com.br com o título “Inscrição para o Prêmio Ageflor de Jornalismo” até o dia 30 de setembro deste ano. Serão aceitos trabalhos de outubro de 2024 até o prazo final de inscrições, tendo o português como idioma, assinados individualmente ou com mais de um autor.

Serão três categorias, cada uma delas reconhecendo os três primeiros colocados: reportagem escrita para veículo impresso ou de internet, reportagem em rádio ou áudio online e reportagem em televisão ou vídeo online. O valor dos prêmios foi atualizado e agora o primeiro lugar em cada categoria recebe R$ 3.500,00, o segundo R$ 1.750,00 e o terceiro R$ 875. 

A Ageflor terá em sua comissão julgadora profissional representante da imprensa, professor membro de universidade de Engenharia Florestal, um representante da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS e representação da entidade. Entre os critérios avaliados estão a fidelidade ao tema central, relevância, conteúdo (riqueza de detalhes e das informações que sustentam a reportagem, levando em conta aspectos como variedade de fontes, criatividade na abordagem e construção textual)  e regras gramaticais.

O objetivo do Prêmio AGEFLOR de Jornalismo é incentivar a cobertura sobre o setor de florestas plantadas no Rio Grande do Sul, sua importância para a economia e os benefícios sociais e ambientais gerados, destacando sua presença no cotidiano e sua multiplicidade de usos. A entidade ao reconhecer a excelência de trabalhos da imprensa também busca reforçar seu papel da AGEFLOR como porta-voz do setor no Estado.

Para mais informações, contate a Ageflor através do e-mail comunicacao@ageflor.com.br.

CLIQUE PARA LER E BAIXAR O REGULAMENTO

Confira como foi a 1ª edição  em 2024 e os trabalhos vencedores.

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Arefloresta participa do lançamento da Expedição Silvicultura em Belo Horizonte (MG)

A diretoria da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) participou na quarta-feira (10/09), em Belo Horizonte (MG), do primeiro evento presencial da Expedição Silvicultura, campanha inédita que percorrerá nove cidades em todo o Brasil. A iniciativa tem como objetivo aprofundar o mapeamento da silvicultura no país e fomentar a troca de experiências entre produtores, pesquisadores, investidores e representantes do setor público e privado.

O presidente da Arefloresta, Clair Bariviera, participou da rodada de negócios que reuniu empresas como John Deere, Treevia, Fototerra, ABPMA, Katan, Mogai e Canopy. “Aproveitamos essa oportunidade para mostrar o potencial produtivo das florestas plantadas em Mato Grosso e atrair novos parceiros e investidores”, ressaltou. A rodada de Negócios fez parte da programação do evento.

A Arefloresta integra a iniciativa como apoiadora e reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso, destacando o potencial das florestas plantadas como atividade econômica rentável e ambientalmente responsável. Atualmente, o Brasil possui cerca de 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas com a geração de 690 mil empregos diretos e 2 milhões de empregos indiretos, e o setor projeta investimentos previstos de R$ 105 bilhões até 2028.

O evento em Belo Horizonte contou com painéis sobre mapeamento e caracterização dos plantios florestais em Minas Gerais, cenários de mercado, políticas públicas e incentivos para o setor. Também foram realizadas apresentações técnicas com destaque para soluções em tecnologia, manejo florestal e impactos das mudanças climáticas na produtividade.

A Expedição Silvicultura percorrerá mais de 40 mil quilômetros em 14 estados que concentram 98% das áreas plantadas no país. Durante dois meses, especialistas realizarão entrevistas, rodadas de negócios e coleta de dados em cerca de mil parcelas amostrais, abrangendo espécies como eucalipto, pinus, teca e acácia-negra. Além do levantamento técnico, a iniciativa investigará custos de produção, práticas socioambientais e tendências de investimento.

O roteiro inclui eventos em Vitória (ES), Eunápolis (BA), Lucas do Rio Verde (MT), Três Lagoas (MS), Botucatu (SP), Curitiba (PR), Lages (SC) e Porto Alegre (RS). Em Mato Grosso, o encontro está programado para o dia 9 de outubro, em Lucas do Rio Verde.

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions (www.canopyrss.com.br), em parceria com a Embrapa Florestas (www.embrapa.br/florestas), Paulo Cardoso Comunicações (www.paulocardosocom.com.br), e conta com apoio das principais instituições e empresas do setor.

Acesse o cronograma completo dos próximos eventos presenciais da Expedição Silvicultura, e inscreva-se gratuitamente: https://expedicaosilvicultura.com.br/index.html.

Fonte: Arefloresta.

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Silvicultura se consolida como importante pilar do agronegócio paulista, com destaque para o eucalipto e o pinus

Segundo o relatório Panorama da Indústria Florestal Paulista, o estado tem 1,29 milhão de hectares com um Valor Bruto da Produção de R$ 4,45 bilhões

A silvicultura, impulsionada principalmente pelas culturas de eucalipto e pinus, se firmou como uma das grandes forças do agronegócio paulista e brasileiro. A produção desses gêneros registrou um crescimento de 31,7% entre 2022 e 2023, evidenciando a relevância do segmento para a economia. Os dados fazem parte do relatório produzido pela Indústria Florestal Paulista (Florestar), e divulgado em setembro de 2025, que traz uma análise completa dos valores econômicos, sociais e ambientais do setor. “Esses resultados reforçam a vocação da área no fornecimento de matéria-prima para a indústria de alta escala. Um exemplo é a produção de resina de pinus. São Paulo é hoje o maior produtor de resina do Brasil, respondendo por 59% do Valor Bruto da Produção (VBP) e da quantidade nacional”, destaca Fernanda Abilio, diretora da Florestar. 

A pesquisa mostra que a cadeia produtiva baseada em eucalipto e pinus alia crescimento econômico, conservação ambiental e qualidade de vida. Atualmente, mais de cinco mil bioprodutos são gerados a partir das florestas plantadas. A celulose, por exemplo, tem aplicações diversas, começando pela fabricação de papel e embalagens; passando pela indústria alimentícia, como estabilizante e substituto de gordura, produção de tripas artificiais para embutidos; e na chamada celulose fluff, base de absorventes femininos e fraldas descartáveis. O pinus, por sua vez, é fonte de madeira para produtos serrados, móveis, construção civil, resinas aplicadas em vernizes, tintas, adesivos, colas e vedantes, entre outros. 

Mais de 12% da área nacional

O levantamento da Indústria Florestal Paulista (Florestar) aponta que São Paulo é um dos principais estados brasileiros com florestas plantadas, somando 1,29 milhão de hectares, o equivalente a 12,6% da área nacional. O eucalipto predomina com 1 milhão de hectares, seguido por 154 mil hectares de pinus, 124 mil hectares de seringueira e sete mil de outros gêneros. Nos últimos quatro anos, a área cultivada cresceu mais de 68 mil hectares (6%), principalmente em áreas com algum grau de degradação reestabelecendo a produtividade ao solo, sendo 85% em novos plantios de eucalipto. “Essa base industrial é sustentada por uma extensa rede de serviços especializados, como empresas de silvicultura, colheita, transporte de madeira, fornecimento de insumos e suporte técnico”, explica Fernanda. 

As florestas plantadas estão presentes em 76% dos municípios paulistas, com grande concentração em regiões como Avaré, Bauru, Botucatu, Capão Bonito, Itapetininga e Itapeva, que respondem por 46% do total plantado no estado. Além das condições naturais favoráveis, São Paulo se destaca por sua infraestrutura logística, com malhas rodoviária, ferroviária, hidroviária e acesso ao Porto de Santos. “Esse conjunto facilita o escoamento da produção e amplia a competitividade do setor no mercado nacional e internacional”, acrescenta a diretora da Florestar. 

Com movimentação de R$ 4,45 bilhões em Valor Bruto da Produção (14,1% do total brasileiro), o setor florestal paulista é o que mais emprega no país, com mais de 877 mil vagas diretas e indiretas. No comércio exterior, São Paulo também mantém protagonismo: em 2024, foram US$ 3,29 bilhões em exportações. 19,5% do total nacional do setor florestal, um crescimento de 15,9% em relação ao ano anterior. Ao todo, 5,62 milhões de toneladas de produtos florestais foram exportados, com destaque para celulose (52,4%), papel (35,8%) e resina (5,1%). Os principais destinos foram China (33,7%), Estados Unidos (9,8%), Países Baixos (5,3%), Itália (4,7%) e Peru (4,6%). 

Sobre a Florestar

A Indústria Florestal Paulista (Florestar) é a associação que reúne empresas da indústria de árvores cultivadas. Articulada nacionalmente, tem atuação dedicada à representação institucional da cadeia produtiva florestal no estado de São Paulo. Atua para fortalecer a competitividade dos associados, transformando suas demandas em soluções. Com foco estratégico, alia crescimento produtivo à preservação ambiental e ao cuidado com toda a cadeia florestal. A entidade contribui para fortalecer o debate e a importância do setor durante a COP 30, evento da Organização das Nações Unidas (ONU), que será realizado em novembro em Belém (PA), e colocará a Amazônia no centro das discussões globais sobre eventos climáticos extremos. 

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Eunápolis (BA) receberá a Expedição Silvicultura, evento contará com o apoio da Aspex e outras representações do setor

Eunápolis, na Bahia, será palco, no próximo dia 22 de setembro, de um dos eventos mais importantes do setor florestal brasileiro: a Expedição Silvicultura. A iniciativa, lançada em setembro de 2025, percorre 14 estados brasileiros com o objetivo de realizar um amplo levantamento sobre a produtividade e os desafios das florestas plantadas no país.

A expedição é organizada pela Canopy Remote Sensing Solutions e utiliza alta tecnologia de monitoramento remoto para consolidar um censo inédito. O trabalho reúne informações essenciais sobre produtividade, manejo florestal e os impactos das mudanças climáticas na silvicultura.

Durante dois meses, equipes de especialistas viajarão mais de 40 mil quilômetros, visitando as principais regiões produtoras, responsáveis por 98% da área total plantada no Brasil. Ao longo do percurso, serão coletados dados em mais de 40 mil pontos de controle, além de entrevistas com produtores e gestores florestais em centenas de propriedades. Também está prevista a coleta de informações detalhadas em cerca de 1.000 parcelas amostrais, gerando um banco de dados robusto para o setor.

Segundo a organização, a campanha busca não apenas levantar informações técnicas, mas também estimular a troca de experiências entre os principais profissionais e instituições ligados à silvicultura no país.

Em Eunápolis, o encontro regional acontecerá no dia 22 de setembro, das 13h às 18h30, na Loja Maçônica 5 de Novembro, localizada no Centro da cidade. O evento contará com o apoio da Aspex e da Veracel Celulose e reunirá representantes do setor produtivo florestal, autoridades e pesquisadores.

A Expedição Silvicultura se consolida como uma iniciativa pioneira para compreender os atuais desafios da produção florestal no Brasil e projetar caminhos mais sustentáveis para o futuro do setor.

Cronograma completo dos próximos eventos:

  • Eunápolis, BA: 22 de setembro
  • Lucas do Rio Verde, MT: 09 de outubro
  • Três Lagoas, MS: 16 de outubro
  • Botucatu, SP: 22 de outubro
  • Curitiba, PR: 27 de outubro
  • Lages, SC: 31 de outubro
  • Porto Alegre, RS: 06 de novembro

As inscrições para os eventos são gratuitas e podem ser feitas no site www.expedicaosilvicultura.com.br.

A Expedição Silvicultura é uma realização da Canopy Remote Sensing Solutions (www.canopyrss.com.br), em parceria com a Embrapa Florestas (www.embrapa.br/florestas), Paulo Cardoso Comunicações (www.paulocardosocom.com.br), e conta com apoio das principais instituições e empresas do setor.

Informações: A Gazeta Bahia.

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Bracell investe em técnicas sustentáveis que contribuem para a proteção das florestas nativas

A companhia investe em práticas ambientais sustentáveis para a conservação ambiental, como os mosaicos florestais, a manutenção de RPPNs e manejo florestal sustentável

Os mosaicos florestais, principal técnica de ocupação do solo adotada pelas empresas de base florestal do setor de celulose e papel do Brasil, é uma das iniciativas mais conhecidas pelo público em prol da proteção das florestas nativas. Mas não é a única contribuição feita pelas empresas do segmento, especialmente as que cultivam eucalipto em larga escala, para a proteção da flora e fauna silvestres. A Bracell, por exemplo, mantém quatro reservas particulares de patrimônio natural (RPPNs), investe em tecnologia que ampliam o alcance do serviço de vigilância patrimonial a fim de combater o desmatamento, caça e captura de animais silvestres, forma parcerias com governos em projetos de conservação e ainda realiza projetos consistentes de educação ambiental voltados às comunidades vizinhas.

Estas iniciativas, de acordo com Meryellen Baldim, gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell Bahia, representam um somatório de esforços integrados em favor da manutenção dos remanescentes de mata nativa, habitat não apenas de centenas de espécies de plantas, mas também de animais, além de abrigar inúmeras nascentes e cursos d’água importantes para a manutenção de rios e riachos, como o Farje. 

“As ações desenvolvidas pela empresa mesclam diversas técnicas para a preservação ambiental, como os mosaicos florestais, que são plantios de eucalipto entre corredores de vegetação nativa, contribuindo para um melhor equilíbrio ambiental, e as reservas particulares, que são unidades de conservação que apresentam grande relevância social e ambiental devido aos serviços ecossistêmicos, como controle do clima e do ciclo das águas. Um exemplo é a RPPN Lontra, que é uma das principais áreas de conservação de Mata Atlântica do Litoral Norte da Bahia, com 1.377 hectares de vegetação nativa”, afirma.

Ela ainda destaca uma iniciativa inédita desenvolvida pela Bracell no Brasil, o Compromisso Um para um, que contribui para a conservação das áreas de vegetação nativa em tamanho igual às áreas de plantio de eucalipto na Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. “Essa iniciativa quer igualar cada um hectare plantado de floresta de eucalipto a um hectare de vegetação nativa conservada. Essa meta deve ser alcançada até o final deste ano, mas vale ressaltar que, se Bracell aumentar as áreas da base florestal, será ampliada, proporcionalmente, às áreas conservadas, de forma a manter o nosso compromisso contínuo”, salienta Meryellen, acrescentando que, para atingir a meta, a empresa firmou parceria com governos estaduais para preservação e manutenção de áreas públicas.

Um dos exemplos desse compromisso na Bahia é a parceria com o governo estadual, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para a conservação do Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador.  “Ao investir na conservação e na manutenção de um espaço ambiental como esse, contribuímos com a preservação da fauna e da flora de uma das poucas áreas remanescentes da Mata Atlântica da cidade. E fazemos isso porque acreditamos que a conservação de espaços naturais é extremamente importante para o equilíbrio do meio ambiente e da vida”, afirma João Fernando Silva, gerente de Silvicultura da Bracell Bahia.

Ele salienta também que a Bracell, dentro das ações de preservação das florestas nativas, desenvolve outros programas e iniciativas para administrar com responsabilidade os recursos florestais. Para isso, são firmadas parcerias com universidades, instituições de pesquisa e com outras empresas do setor a fim de contribuir para o estabelecimento do manejo florestal sustentável, evitando, desta forma, o desmatamento. 

“A iniciativa consiste em um conjunto de práticas que visa a garantir a manutenção a longo prazo, conciliando a produção de bens e serviços florestais com a preservação do ecossistema. Na Bracell, por exemplo, as áreas destinadas para plantio de eucalipto eram ocupadas, antes, por culturas agrícolas ou pastagens, não utilizando a prática do desmatamento. Esse manejo, que ajuda a recuperar o solo e a qualidade ambiental, segue as diretrizes da política de sustentabilidade da empresa, além de atender às legislações aplicáveis”, pontua.

Além das técnicas sustentáveis, a companhia reforça o trabalho com as comunidades na área de influência da empresa por meio de uma série de iniciativas focadas na educação ambiental. Um exemplo é a manutenção do Núcleo de Educação Ambiental da Bracell, na Fazenda Salgado, no município de Inhambupe, que desenvolve atividades de cunho ambiental com estudantes e educadores de toda a região.  “A isso, somam-se as atividades realizadas dentro do projeto Ecomunidade, que forma ecoagentes nas comunidades rurais que realizam diversas ações de conscientização, especialmente relacionadas ao descarte correto de lixo e ao reaproveitamento de resíduos, contribuindo para a preservação da natureza nas comunidades onde vivem e para estimular práticas agrícolas domésticas sustentáveis”, acrescenta.

Sobre a Bracell

A Bracell é uma das líderes globais na produção de celulose solúvel e especial, com expertise no cultivo sustentável de eucalipto, base para a fabricação de celulose de alta qualidade. Com operações no Brasil desde 2003, a empresa integra o grupo Royal Golden Eagle (RGE), com sede em Singapura. Conta com mais de 11 mil colaboradores e duas unidades industriais no país — em Camaçari (BA) e Lençóis Paulista (SP) — além de escritório administrativo em Singapura e estruturas comerciais na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.bracell.com 

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Exclusiva – Evento da Expedição Silvicultura em Vitória (ES) reforça a importância de dados para o setor

Vitória, Espírito Santo – O segundo evento presencial da Expedição Silvicultura, realizado com grande êxito na capital capixaba, consolidou-se como um marco para o setor florestal do estado. Com palestras de altíssima qualidade, o encontro que aconteceu nesta última quarta-feira (17/09), proporcionou um fluxo de informações valiosas que deverão guiar as próximas ações para o fomento da silvicultura no Espírito Santo.

A iniciativa de coleta de dados da Expedição Silvicultura, em particular, foi alvo de grandes expectativas e elogios. O Professor Gilson Fernandes, da UFES, ressaltou o impacto acadêmico e a inovação da ação.

“Excelente o evento e a ideia da Expedição de fazer esse levantamento fantástico. Vai com certeza revolucionar a maneira de a gente ver inventário florestal no Brasil. Essa base que a Expedição vai coletar nesses dois meses, que é um trabalho enorme de ir a campo coletar dados, vai gerar uma base de estudos acadêmicos extraordinária. Dessa primeira, com toda a certeza.”

Organizado em uma parceria estratégica entre a Canopy Remote Sensing Solutions, a Embrapa Florestas e a Paulo Cardoso Comunicações, o evento reuniu um público engajado de especialistas e profissionais do setor. Durante a programação, foram debatidos temas cruciais e compartilhadas experiências que visam impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva florestal. A qualidade do conteúdo apresentado e a importância do levantamento de dados em campo foram pontos constantemente destacados.

A necessidade de dados precisos e confiáveis para o Espírito Santo foi um ponto enfático nas discussões. Pedro Galveas, pesquisador da Embrapa Florestas, sublinhou como o trabalho da Expedição preencherá lacunas existentes.

“Nós do Espírito Santo temos números, mas não são totalmente confiáveis, né? Mas agora, com esse levantamento que a Expedição está fazendo, nós vamos ter também, não só o número de hectares, mas também a produtividade das áreas do Estado do Espírito Santo, como está a saúde desses eucaliptos. E é isso que vai nos ajudar e muito.”

Gilmar Dadalto, presidente da Cedagro, complementou a visão sobre a metodologia inovadora e a importância do trabalho de campo para a precisão das informações.

“E o diferencial é que, além da parte aérea, de geoprocessamento, vai ter a parte de campo, apoio de campo é muito interessante, ele é básico para ter precisão nas informações do Estado do Espírito Santo. Não só de cobertura e área florestal, mas também de produtividade e produção, e de inventário que é necessário se fazer no Estado do Espírito Santo.”

O sucesso do evento em Vitória reforça a importância da iniciativa em promover o intercâmbio de saberes e a colaboração entre os diversos atores do setor. Fábio Gonçalves, Cofundador & CEO da Canopy Remote Sensing Solutions, e um dos organizadores da Expedição, fez um balanço extremamente positivo dos trabalhos realizados até o momento e já adiantou os próximos passos:

“Até agora a Expedição Silvicultura está indo muito bem, a gente percorreu muitas áreas do Estado de Minas Gerais, agora do Espírito Santo. Já fizemos dois eventos presenciais. O primeiro evento em BH. Hoje a gente concluiu o segundo evento presencial aqui em Vitória no Espírito Santo. Palestras de altíssimo nível, a coleta de dados correndo bem no campo, a gente tem visitado muitas florestas, conversado com muito produtor e a expectativa só melhora para o que está por vir. A gente faz mais uns dias no estado do Espírito Santo e na sequência vai para a Bahia para fazer o evento em Eunápolis no dia 22.”

Confira no vídeo um resumo de como foi o evento em Vitória (ES):

Agenda dos próximos eventos presenciais:

  • Eunápolis, BA: 22 de setembro
  • Lucas do Rio Verde, MT: 09 de outubro
  • Três Lagoas, MS: 16 de outubro
  • Botucatu, SP: 22 de outubro
  • Curitiba, PR: 27 de outubro
  • Lages, SC: 31 de outubro
  • Porto Alegre, RS: 06 de novembro

A Expedição Silvicultura segue firme em seu propósito de contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro. Para participar dos próximos eventos presenciais e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, basta se cadastrar gratuitamente no site oficial.

Participe gratuitamente dos próximos eventos presenciais da Expedição Silvicultura! Cadastre-se em www.expedicaosilvicultura.com.br.

Escrito por: redação Mais Floresta.

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