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Tracbel Agro aumenta número de técnicos, investe em novas filiais, moderniza oficinas e reforça atendimento na rede

A Tracbel Agro fortalece sua atuação no agronegócio. Em seu segundo ano completo à frente da rede de comercialização de máquinas agrícolas e serviços da John Deere em São Paulo, a empresa aumenta em 30% o número de técnicos, amplia e moderniza oficinas e ainda otimiza o atendimento nas 16 lojas estrategicamente distribuídas na região.

Este ano, a expectativa é superar as metas de crescimento nas vendas de tratores e colhedoras de cana. “Estamos reforçando nosso compromisso com a garantia do melhor serviço e das melhores e mais avançadas máquinas para o produtor rural e as indústrias do setor. Novas tecnologias e suporte presencial e conectado são muito importantes para aumentar a produtividade e baixar custos no campo e nas usinas”, declara Victor Franco, CEO da Tracbel Agro.

Victor Franco – CEO Tracbel Agro

Os novos profissionais contratados são provenientes do programa de formação de assistentes técnicos criado pela Tracbel. Eles trabalharão em oficinas e em campo com máquinas e serviços da John Deere. A primeira turma é resultado de um projeto de entrada e profissionalização, com o objetivo de gerar oportunidades de empregos e tornar ainda mais robusto o quadro técnico da Tracbel.

São 32 jovens que receberam uma bolsa para estudar e fazer toda a parte prática. O programa contrata pelo regime CLT e ainda oferece vários benefícios. “É fundamental contribuir com a formação de mão de obra especializada. É um investimento forte em capacitação para oferecer um serviço de excelência”, afirma o CEO. Ele lembra ainda que o projeto também contribui com a geração de renda nas cidades onde a Tracbel Agro está presente.

Modernização

Depois de inaugurar duas novas casas em 2024 (Votuporanga e Bebedouro), a Tracbel está investindo este ano na reforma e ampliação das unidades de Orlândia e Barretos. As duas instalações estão sendo modernizadas para promover um atendimento ainda melhor, ganhando um novo e maior show room, mobiliário ergonômico, um novo layout mais funcional e uma série de outras mudanças para acompanhar as transformações tecnológicas das máquinas, do mercado e das necessidades dos clientes.

Outras lojas. como a de Araraquara, também estão recebendo melhorias nas dependências de recepção e lavagem de máquinas, garantindo mais agilidade no trabalho interno. “Não estamos só reformando os prédios, mas promovendo mudanças e ações estratégicas para melhorar a experiência do cliente e as condições de trabalho dos profissionais que trabalham nestes locais. Tudo para ter filiais mais eficientes, tecnológicas e orientadas ao cliente”, explica Franco.

Tracbel e John Deere

A Tracbel Agro é uma divisão do Grupo Tracbel, um conglomerado que atua nos setores de mineração, agronegócio, transporte comercial, construção, florestal e logística. A holding tem 42 casas distribuídas por todo o Brasil, 1,5 mil funcionários e quatro unidades de negócios: veículos comerciais (caminhões e ônibus da Volvo); Tracbel Agro, com máquinas e implementos agrícolas (John Deere); máquinas pesadas, com equipamentos de construção, mineração, transporte de materiais (Volvo,  SDLG e Bull); e florestal e logística (Tigercat e Kalmar).

A John Deere é a maior fabricante mundial de máquinas agrícolas, e reconhecida globalmente por produtos inovadores, de alto grau de tecnologia embarcada e ambientalmente corretos.

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Qual é a árvore com a madeira mais forte do mundo?

Na Argentina, uma árvore emblemática do norte oferece a madeira mais resistente do mundo, sendo um símbolo de força e longevidade. Conhecido por sua densidade e resistência, o guaiacã tem uma relevância significativa tanto cultural quanto natural.

  • A importância do guaiacã no ecossistema do Chaco.
  • Propriedades únicas de sua madeira resistente.
  • Seu papel nas comunidades locais e na biodiversidade.

Apesar da semelhança com o ipê amarelo brasileiro, o guaiacã apresenta uma diferença essencial: sua madeira é ainda mais dura e densa, o que a torna ideal para a fabricação de móveis e outras aplicações que exigem resistência.

Essa árvore se destaca tanto pela aparência quanto pela força, sendo um verdadeiro tesouro vegetal da região do Chaco, no norte argentino, próxima à fronteira com o Rio Grande do Sul.

O que torna o guaiacã uma árvore única?

guaiacã se destaca por sua madeira, que é tão pesada que pode afundar na água. Sua cor varia desde marrons escuros até tons de verde, e seus veios proporcionam um aspecto atraente e inconfundível.

Importância do guaiacã no ecossistema do Chaco

Essa árvore não oferece apenas madeira resistente, mas também proporciona um habitat crucial para diversas espécies no árido ecossistema do Chaco.

Dica rápida: A durabilidade e densidade da madeira do guaiacã a tornam um material ideal para trabalhos que exigem alta resistência, como construções rurais, ferramentas agrícolas e obras de artesanato duradouras.

O legado cultural do guaiacã na Argentina

O guaiacã acompanhou as comunidades locais durante séculos, sendo um recurso inestimável e um símbolo duradouro na cultura do norte argentino. Além disso, sua madeira é tradicionalmente utilizada em rituais e celebrações locais, reforçando seu papel cultural.

O papel resiliente do guaiacã na natureza

Essa árvore pode sobreviver várias décadas e até mesmo séculos, enfrentando condições adversas como a seca e solos pobres. O guaiacã é um exemplo vivo da resiliência da natureza e é frequentemente utilizado em projetos de reflorestamento para recuperar áreas degradadas.

Se deseja saber mais sobre esta incrível árvore e seu impacto na biodiversidade local, explore nossa seção sobre flora nativa.

Principais aprendizados sobre o majestoso guaiacã

  • O guaiacã oferece a madeira mais resistente do mundo, um recurso valioso e duradouro.
  • Fundamental para o ecossistema do Chaco, fornece habitat e fortalece seu entorno.
  • Um legado cultural que simboliza a resiliência e longevidade para as comunidades locais.

Informações: C.B Radar.

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Maior fábrica de celulose do Brasil será construída em Mato Grosso do Sul

Projeto Sucuriú, da chilena Arauco, prevê investimento de US$ 4,6 bilhões e capacidade de 3,5 milhões de toneladas por ano

A chilena Arauco anunciou que vai construir, no município de Inocência (MS), a maior fábrica de celulose do Brasil já erguida em uma única etapa. O empreendimento, chamado de Projeto Sucuriú, terá capacidade de produzir 3,5 milhões de toneladas por ano.

Onde será construída a maior fábrica de celulose do Brasil?

A unidade ficará a cerca de 50 km do centro de Inocência, às margens da rodovia MS-377. A escolha da região levou em conta a disponibilidade de áreas de eucalipto, infraestrutura logística e condições climáticas favoráveis.

Investimento bilionário

O investimento total previsto é de US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões). Parte dos recursos virá de um financiamento internacional de US$ 2,2 bilhões, considerado histórico pelo setor florestal.

Na fase de construção, devem ser gerados 14 mil empregos temporários. Depois de inaugurada, a operação da fábrica deve manter cerca de 6 mil postos diretos e indiretos.

O complexo também terá capacidade de gerar mais de 400 MW de energia renovável, volume suficiente para abastecer uma cidade de médio porte.

Confira a seguir:

Comparação com outras fábricas

O Sucuriú vai superar em capacidade o Projeto Cerrado da Suzano, inaugurado recentemente em Ribas do Rio Pardo (MS), que produz cerca de 2,5 milhões de toneladas por ano. Com isso, Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais polos do setor de celulose no país.

Quando deve começar a operar?

As obras já começaram e a previsão é que a fábrica entre em operação no fim de 2027.

Informações: GMC Online.

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Restauração florestal avança no Brasil e atrai novos investimentos

*Artigo por Ana Kanoppa.

A restauração ecológica vem ganhando força como um dos pilares da transição para uma economia de baixo carbono — e nesse cenário, o potencial brasileiro desponta. O processo, que pode ocorrer a partir do plantio de mudas ou sementes de espécies nativas ou pela regeneração natural da vegetação, ajuda a recompor ecossistemas, melhorar a qualidade da água e do ar, recuperar nascentes e solos e, sobretudo, capturar carbono da atmosfera — um serviço ambiental essencial diante da emergência climática global.

O Brasil, que se encontra no topo da lista dos 18 países mais megadiversos do mundo, e que detém vasta experiência na silvicultura (responsável pelo  manejo e cultivo de floresta), tem se posicionado como líder nesse campo, e setores público e privado trabalham em conjunto para atrair investimentos para soluções baseadas na natureza.

Esse movimento vem impulsionando uma nova frente de negócios sustentáveis, que unem conservação da biodiversidade com geração de madeira certificada, créditos de carbono e até alimentos, ajudando assim o planeta e movimentando a economia.

Desde 2024, muitos desses negócios associaram-se à Ibá, aliando-se assim a um setor com já vasta experiência no cultivo de árvores, na conservação de florestas nativas e na preservação do meio ambiente. Nos últimos meses, tais empreendimentos vêm protagonizando boas notícias em páginas de jornais e adquirindo destaque internacional, com conquistas relevantes para essa agenda. Reúno aqui alguns exemplos. 

Logo no início deste ano, em janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, a re.green, empresa de restauração ecológica, anunciou a ampliação de um acordo firmado no ano anterior com a Microsoft para a restauração de 15 mil hectares de floresta na Amazônia e Mata Atlântica. Com a mudança, a área a ser restaurada quase dobrou, passando para 33 mil hectares em 25 anos. Ao todo a colaboração envolve a geração de 6,5 milhões de VCUs (Unidades de Carbono Verificadas).

Em julho, a re.green ainda firmou uma parceria com a Nestlé para restaurar 2 mil hectares de Mata Atlântica no sul da Bahia. O acordo prevê plantar 3,31 milhões de árvores nativas e remover da atmosfera milhares de toneladas de carbono, gerando cerca de 888 mil créditos de CO2 de alta integridade durante 30 anos. Essa iniciativa integra o Programa Global de Reflorestamento da Nestlé, com foco prioritário nas regiões produtoras de cacau e café, com destaque para a Bahia, um dos locais mais relevantes tanto para a produção da fruta quanto para a conservação da biodiversidade.

Atualmente, a re.green possui nove projetos em andamento, distribuídos nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, abrangendo uma área com mais de 30 mil hectares. Desse total, 12 mil hectares estão em processo de restauro ativo. Desde sua criação em 2021, a empresa já cultivou 6 milhões de mudas nos estados da Bahia, Pará, Maranhão e Mato Grosso, com a colaboração de 29 viveiros locais.

Contudo, é importante destacar que restaurar não é só plantar mudas ou sementes. É também promover uma nova economia baseada em negócios que acelerem a transição sustentável do nosso país.

Com esse propósito, outra associada, a Mombak, tornou-se em abril a primeira empresa a receber recursos do Novo Fundo Clima do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para restauração de áreas degradadas na Amazônia. Ao todo, a startup especializada em gerar créditos de carbono a partir do reflorestamento de espécies nativas, acessou R$ 160 milhões, sendo que R$ 10 milhões já foram autorizados para saque. Ao final do mesmo mês, ainda anunciou uma rodada de US$ 30 milhões liderada pelo fundo Union Square Ventures, com participação de nomes como Kaszek Ventures, Bain Capital, AXA IM Alts, Lowercarbon Capital e Copa Investimentos. A Mombak tem entre seus clientes Microsoft e Google. Com apenas 4 anos de existência, o valor global já captado pela empresa, focada em desenvolver projetos de remoção de carbono no arco do desmatamento da Amazônia brasileira, já está em US$ 200 milhões.

Neste novo segmento da economia, o setor de arvores cultivadas integra uma cadeia produtiva dinâmica que envolve comunidades tradicionais, setor privado e investidor.

Outra boa notícia foi que, em maio, novamente o Fundo Clima/BNDES aprovou o aporte de R$ 77,6 milhões para um projeto da Symbiosis Florestal, que prevê o plantio de 3 mil hectares, com 12 espécies nativas da Mata Atlântica conjugadas ou não com espécies exóticas. O financiamento foi, por sua vez, o primeiro voltado à silvicultura de espécies nativas no Brasil, e sua operação deve financiar 50% do plantio florestal.

Adicionalmente, a Symbiosis também conta com recursos do Restore Fund, fundo de US$ 200 milhões criado pela Apple para financiar projetos de combate às mudanças climáticas globalmente.

Essa empresa de DNA brasileiro tornou-se uma referência mundial em plantios de florestas de produção de espécies nativas e é reconhecida pelas suas práticas de respeito às pessoas e ao meio ambiente. Especializada em melhoramento genético, possui um viveiro próprio com capacidade para produção de 5 milhões de mudas anuais. Ao todo, em suas operações, emprega mais de 140 colaboradores diretos e 80 indiretos, sendo a maioria (75%) pertencente à comunidade local. Entre produzir e conservar, o projeto da Symbiosis abrange uma área de quase 2 mil hectares, nos quais já foram plantadas mais de 1 milhão e 300 mil árvores de 55 espécies.

Sem sombra de dúvida, esse é um novo padrão para a indústria madeireira tropical no mundo. A partir de um modelo de negócio pioneiro, a Symbiosis preserva e recupera florestas, rios e lagos, restabelecendo ecossistemas além de promover a diversidade da fauna e flora silvestre.

Outro caso também com foco na restauração da Mata Atlântica é a iniciativa da Biomas e a Carbon2Nature Brasil. Em julho, as empresas anunciaram parceria inédita para recuperar 1.200 hectares de florestas nativas em áreas de propriedade Veracel Celulose, no sul da Bahia. O Projeto Muçununga envolve o plantio de 2 milhões de mudas até 2027. Serão mais de 70 espécies, todas nativas, como araçá, copaíba, guapuruvu, ipê-amarelo, jacarandá-da-bahia e jatobá. Ao longo de 40 anos de monitoramento e cuidado com a floresta, o projeto removerá cerca 500 mil toneladas de carbono da atmosfera, gerando créditos de alta integridade. A iniciativa contribuirá para a mitigação da mudança climática e para a transformação social da região: serão mais de 80 empregos diretos e 15 comunidades envolvidas.

O setor de arvores cultivadas no Brasil é inovador e possui inúmeras experiências exitosas. Os processos de restauração e recuperação de áreas degradadas são essenciais para enfrentar a mudança do clima e conservar a biodiversidade, mas também para impulsionar o desenvolvimento territorial local, gerando renda para as comunidades próximas.

Todas essas notícias foram importantes sinais de validação de modelos de negócio sustentáveis voltados à economia verde. Também apontam para o enorme potencial do mercado de restauração, reforçando o papel das empresas associadas à Ibá na construção de soluções baseadas na natureza.

A restauração florestal é uma ferramenta poderosa para promover um desenvolvimento mais consciente. Ela pode aumentar os rendimentos, reduzir as emissões, aumentar a resiliência climática, evitar a conversão de terras, gerar emprego e renda para a população rural. Nesse sentido, a parceria entre empresas do setor de árvores cultivadas e os negócios voltados à restauração tem um papel essencial. 

Esperamos muitas outras boas notícias por vir neste movimento sem volta de construção de um futuro mais sustentável para o Brasil.


*Ana Kanoppa é Coordenadora de Políticas Florestais e Sustentabilidade da Ibá.

Publicado na Revista O Papel.

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Projeto brasileiro é primeiro do mundo a unir créditos de carbono de alta qualidade e impacto social

Iniciativa da Future Climate no Mato Grosso foi aprovada pela metodologia mais rigorosa da Verra e destinará 10% da receita de R$ 5 milhões para comunidades locais

“O Brasil tem um duplo desafio. É conservar o que ainda está de pé e remunerar por este serviço e também restaurar o passivo do desmatamento“, destacou Fábio Galindo, CEO da Future Climate, em entrevista recente.

Às vésperas da COP30, a empresa celebra um feito grandioso: a aprovação do primeiro projeto de conservação florestal com impacto social dentro do mercado de carbono. 

Se trata de uma fazenda de 7 mil hectares em Rio Preto, no Mato Grosso, com 4 mil hectares de floresta amazônica preservada, e que irá gerar 70 mil toneladas de CO2 equivalente referentes ao período de 2021 a 2025.

Com valor estimado entre US$ 20 e 25 por tonelada de carbono, gera aproximadamente um valor de US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 5 milhões) ao proprietário do negócio que adota práticas de agricultura regenerativa para a conservação da área. 

O pioneirismo é a aprovação pela metodologia “VM0048” da certificadora internacional Verra, considerada a de mais alta qualidade do setor.

Um dos diferenciais é que o projeto destina obrigatoriamente 10% para as comunidades do entorno, o que o CEO chama de “repartição de benefícios”. 

Na primeira etapa, os recursos financiam três iniciativas: a cadeia do mel comunitário (100% doado para asilos e escolas públicas da região), hortas lideradas por cooperativas locais, e o fortalecimento do viveiro municipal para recuperação de nascentes.

Segundo o CEO, dá sinais claros de que iniciativas brasileiras estão à frente em soluções de alta integridade e que o Brasil está na vanguarda em créditos de carbono com indicadores claros de impacto social e climático.

“Queremos ser modelo global, demonstrando como a alta integridade e a inclusão social podem ser motores de financiamento para a natureza“, disse.

Novo padrão de qualidade muda o jogo

metodologia traz um diferencial técnico: enquanto a anterior (VM0015) permitia que o próprio desenvolvedor do projeto definisse quanto carbono havia estocado na área — criando o que Fábio denomina como “incentivo perverso” — a nova estabelece uma linha de base dinâmica e definida pela própria Verra através de tecnologia em satélites. 

O projeto foi aprovado em julho de 2025 e agora passa pelo processo de inventário de biomassa florestal e auditoria. Os primeiros 70 mil créditos de carbono, referentes ao período de 2021 a 2025, devem ser emitidos em dezembro.

A abordagem se reflete diretamente no preço. Enquanto o preço médio do carbono no mercado é de US$ 4,50, a Future negocia a US$ 13,40 — quase 200% acima.

“O comprador prefere pagar mais caro pois está escolhendo reputação, impacto e qualidade”, destacou Fábio.

‘Além do carbono’

A iniciativa está alinhada com o conceito da Future Climate de “Beyond Carbon” (Além do Carbono), que considera um crédito de carbono muito mais do que apenas uma tonelada evitada ou removida da atmosfera e defende a inclusão de integridade, biodiversidade e desenvolvimento social

Na prática, o projeto protege mais de 2 milhões de árvores, mais de 100 espécies de flora e mais de 500 espécies de fauna. São 12 quilômetros de rio — parte da formação da Bacia do Pantanal — e mais de 70 nascentes preservadas.

No solo e nas árvores da área florestal, estão estocadas mais de 3 milhões de toneladas de carbono.

“O mercado é uma ferramenta de oportunidade de diminuição da injustiça econômica, social e ambiental do Brasil”, afirmou o CEO. “Os projetos que vão ter melhor preço são os que têm repartição de benefícios“, defendeu.

O modelo da fazenda sustentável

O projeto está inserido no conceito de “fazenda sustentável” da Future Climate — uma propriedade que combina agricultura regenerativa, integração lavoura-pecuária e preservação ambiental acima do exigido por lei.

O proprietário tem três fontes de receita: “a safra do boi, a safra dos grãos e a safra do carbono”, exemplificou Fábio.

Com aprovação por 40 anos, passa por uma auditoria anual. A cada verificação de conservação, novos créditos são gerados, em um modelo que remunera a preservação de forma contínua. 

O timing é estratégico: o Brasil aprovou o mercado regulado de carbono regulado no final de 2024, inspirada nas melhores práticas internacionais. Para o executivo, isso coloca o país em posição privilegiada e o coloca em potencial para ser o maior fornecedor global de créditos de carbono. 

Portfólio em expansão

Future Climate gerencia atualmente 78 projetos de geração de créditos de carbono, totalizando 200 milhões de créditos sob gestão.

O portfólio inclui 10 de conservação florestal, 8 de restauração (40 mil hectares), duas concessões de unidades de conservação no Amazonas (6,5 milhões de hectares), além de iniciativas de energias renováveis.

Recentemente, a empresa também firmou uma parceria público-privada com o Maranhão para desenvolver o que pode ser o primeiro projeto de carbono azul do Brasil, focado no estoque dos manguezais.

Informações: Exame.

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Nativas Brasil realiza 2º Encontro Nacional e reforça papel estratégico de viveiristas na agenda de restauração

Nos dias 27 e 28 de setembro de 2025, a Nativas Brasil promoveu, em Joanópolis e Bragança Paulista (SP), o 2º Encontro Nacional da Associação, que também marcou o encerramento do curso inédito de capacitação em sementes e mudas nativas realizado ao longo do ano.

O curso, exclusivo para associados, foi dividido em módulos virtuais de março a setembro e trouxe conteúdos técnicos sobre produção, gestão e mercado, sempre combinando teoria, prática e troca de experiências entre viveiristas. A iniciativa representou um marco de fortalecimento da base da restauração ecológica, oferecendo ferramentas para melhorar a qualidade das mudas, ampliar a diversidade genética e preparar o setor para atender às metas climáticas e de biodiversidade do país.

O encontro nacional, por sua vez, reuniu viveiristas e produtores de sementes e mudas nativas de diferentes biomas em dois dias de integração, aprendizado prático e construção coletiva.

A programação foi intensa e combinou visitas técnicas, palestras, dinâmicas e momentos de convivência. O primeiro dia aconteceu no Viveiro Da Serra Ambiental, com atividades que incluíram visitas guiadas, demonstrações técnicas e discussões estratégicas sobre os rumos do setor, como a dinâmica que envolveu a discussão da Instrução Normativa 17 que regula a produção de sementes e mudas nativas no país.

Entre as palestras de destaque, o professor Antônio Higa, da Universidade Federal do Paraná, apresentou reflexões sobre o Projeto Sementes do Amanhã, que ele elaborou para ser conduzido pela Nativas Brasil, que visa ampliar a diversidade de espécies nativas utilizadas na restauração, assim como enriquecer a base genética de tais espécies para estruturar a cadeia da restauração ecológica. Já o botânico Harri Lorenzi, referência nacional em espécies nativas, compartilhou sua experiência e destacou a importância da valorização da flora brasileira como base para projetos de restauração em larga escala.

O dia foi encerrado com uma roda de conversa ao redor da fogueira, confraternização e um show exclusivo para os associados, reforçando o espírito de união e celebração da rede.

No segundo dia, os participantes seguiram para Bragança Paulista (SP), onde realizaram visitas técnicas a dois viveiros associados da Nativas Brasil: o Viveiro Verde Nativo e o Viveiro Fábrica de Árvores. A imersão prática permitiu aprofundar a troca de experiências sobre produção, manejo e desafios da atividade, consolidando a importância da rede de viveiristas como elo essencial para viabilizar a restauração ecológica em escala no país.

Para a diretoria da entidade, o 2º Encontro Nacional da Nativas Brasil demonstrou a força coletiva da associação e reafirmou o papel central dos viveiristas e produtores na agenda de restauração do país:

“Reunir os associados em um mesmo espaço, em torno de um viveiro, é fundamental para discutir a restauração e fortalecer esse grupo que assume a enorme responsabilidade de viabilizar, em conjunto, uma ambição inédita de restaurar áreas em uma escala jamais vista no país. A Nativas Brasil atua como uma ponte entre quem está no chão, plantando e cuidando da vida, e o mundo institucional, empresas e governos, que buscam resultados concretos e dependem diretamente desse trabalho para que a restauração aconteça de fato.”  – Renato Ximenes, Diretor Institucional da Nativas Brasil.

Mais informações: https://nativasbrasil.org.br/.

Informações: Nativas Brasil.

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Minas Gerais lidera na produção e em área plantada de florestas

Minas, que enfrenta concorrência do Mato Grosso do Sul, tem potencial para expansão da silvicultura, com 7 milhões de hectares para projetos de aquisição

Maior produtor de aço do país, com cerca de 30% do volume, Minas apresenta também o maior valor da produção da silvicultura, com R$ 8,5 bilhões em 2024. Um crescimento nominal de 2,7%.

O estado responde por 22,8% do valor apurado pelo setor no país, que atingiu o recorde de R$ 44,3 bilhões. Minas lidera ainda na produção de carvão vegetal, insumo siderúrgico, com 83,3% do volume produzido no Brasil.

Minas Gerais é líder no segmento mesmo com queda de 6,8% na quantidade e 0,5% em valor da produção a preços correntes. Para garantir recordes de produção e liderar o setor no país, Minas tem a maior área coberta com espécies florestadas plantadas no país, com 2,2 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 3,6% em relação a 2023.

Informações: Estado de Minas.

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Silvicultura de eucalipto avança e consolida produção florestal no NE

A produção florestal nordestina cresceu 38,7% em seis anos, somando R$ 4,3 bilhões em 2024, puxada pelo eucalipto e pelo extrativismo tradicional

Em seis anos, o Nordeste ampliou sua participação na produção florestal brasileira. O setor cresceu 38,7% entre 2019 e 2024, superando a média do país, de 32,5%. O resultado levou o valor regional a R$ 4,3 bilhõesde acordo com a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, do IBGE, consolidando municípios como Mucuri (BA)Granja (CE) e Penalva (MA) como polos estratégicos da atividade. Os dados mostram um Nordeste dividido em dois modelos: de um lado, a silvicultura industrial da Bahia, integrada à celulose e ao comércio internacional; de outro, o extrativismo tradicional, centrado no babaçu maranhense, na carnaúba cearense e no carvão pernambucano.

A hegemonia baiana ficou evidente em 2024. O estado movimentou R$ 2,09 bilhões, mais da metade do valor florestal nordestino, sustentado por extensos plantios de eucalipto no Extremo Sul. Municípios como Mucuri (R$ 637,2 milhões)Alcobaça (R$ 579,2 milhões) e Caravelas (R$ 452,2 milhões) formam um corredor produtivo de celulose, que sozinho representou 35% de toda a produção da região. Essa concentração consolidou a Bahia como um dos principais polos florestais do Brasil, ao lado de Minas Gerais e Espírito Santo.

No campo do extrativismo, o Maranhão manteve o protagonismo com R$ 425,4 milhões em 2024. O município de Penalva destacou-se com 1,3 mil toneladas de babaçu processadas, equivalentes a R$ 77,6 milhões. A produção, que aproveita integralmente o fruto — da amêndoa usada em óleo e farinha à casca transformada em carvão — sustenta milhares de famílias em comunidades extrativistas e reforça a importância econômica e social do babaçu.

Série histórica da produção florestal no Nordeste (2019–2024)

  • 2019 – R$ 3,1 bilhões (8,9% do total nacional)
  • 2020 – R$ 2,8 bilhões (8,5% do total nacional)
  • 2021 – R$ 3,4 bilhões (9,1% do total nacional)
  • 2022 – R$ 3,6 bilhões (9,3% do total nacional)
  • 2023 – R$ 3,8 bilhões (9,5% do total nacional)
  • 2024 – R$ 4,3 bilhões (9,7% do total nacional)

Ceará também reafirmou sua vocação na carnaúba, cuja produção somou R$ 295,3 milhões. O município de Granja liderou com R$ 220,3 milhões em pó cerífero, produto de exportação para as indústrias de cosméticos, farmacêutica e alimentícia. A “árvore da vida” garante ao estado uma cadeia produtiva tradicional e resiliente, mesmo em períodos de estiagem.

Em Pernambuco, o polo do Araripe concentrou a maior parte dos R$ 93,7 milhões registrados pelo estado. Araripina respondeu por R$ 25,4 milhões, seguida de Ouricuri (R$ 6,8 milhões) e Exu (R$ 5,8 milhões). A economia florestal pernambucana está ligada principalmente ao carvão vegetal, que domina a produção no Sertão, enquanto a castanha de caju aparece em menor escala, com relevância mais local do que regional. Essa combinação garante renda a milhares de famílias, mas confirma que Pernambuco ocupa posição secundária frente a estados como Maranhão, Ceará e Piauí.

Produção florestal no Nordeste em 2024

EstadoValor Total (R$ milhões)
Bahia2.090,0
Maranhão425,4
Ceará295,3
Piauí286,5
Pernambuco93,7
Alagoas63,6
Rio Grande do Norte58,6
Paraíba29,8
Sergipe2,9

Produção florestal de outros estados nordestinos

Outros estados tiveram participações menores, mas relevantes. O Piauí registrou R$ 223,5 milhões em extração e R$ 63 milhões em silvicultura, com destaque também para a carnaúba. Alagoas somou R$ 56,4 milhões em silvicultura e R$ 7,3 milhões em extrativismo. Já Rio Grande do Norte (R$ 58,6 milhões)Paraíba (R$ 29,8 milhões) e Sergipe (R$ 2,9 milhões) completaram o quadro regional.

No ranking geral, o Nordeste teve como campeões Mucuri (BA)Alcobaça (BA)Caravelas (BA)Granja (CE) e Penalva (MA), seguidos por municípios do Araripe pernambucano. Esses polos confirmam a característica da produção florestal regional: altamente concentrada e marcada por modelos distintos de exploração.

O avanço acima da média nacional entre 2019 e 2024 reforça a resiliência do setor no Nordeste, mas também evidencia desafios. De um lado, a silvicultura baiana seguirá integrada ao mercado global de celulose; de outro, o extrativismo tradicional de babaçu, carnaúba e carvão dependerá de políticas de valorização e sustentabilidade. O futuro da região está em conciliar esses dois modelos, ampliando o valor agregado e transformando a diversidade produtiva em vantagem competitiva na bioeconomia.

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Planetário de Pinhais no Paraná será construído em madeira engenheirada

O Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), vai receber equipamentos de ponta para projeções astronômicas importados da Alemanha. O investimento, estimado em 6 milhões de euros (cerca de R$ 37,2 milhões), contempla um sistema híbrido de projeção Zeiss, capaz de reproduzir até 9 mil estrelas visíveis a olho nu.

A tecnologia permitirá projeções em resolução 6K, animações científicas, conteúdos culturais e artísticos, além de simulações complexas. O sistema ainda contará com recursos de tradução simultânea em Libras e outros idiomas. A estrutura do planetário será construída em madeira engenheirada, técnica que utiliza camadas de madeira coladas sob alta pressão, garantindo resistência, estabilidade e maior liberdade para o design arquitetônico das áreas internas.

De acordo com o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, será o primeiro planetário do mundo com esse modelo construtivo. Quando concluído, o espaço terá condições de simular o céu e seus movimentos em altíssima definição, além de abrigar apresentações artísticas e educativas em um ambiente imersivos.

O planetário terá uma cúpula de 18 metros de diâmetro, auditório para 300 pessoas, salas multiuso, áreas de exposição e observatórios equipados com telescópios. A área construída será de aproximadamente 5,5 mil metros quadrados. A estimativa é de que o espaço receba 140 mil visitantes por ano, consolidando-se como o mais moderno da América Latina.

No último sábado (27/09), o governador Ratinho Júnior visitou o Planetário de Wolfsburg, na Alemanha, para conhecer a tecnologia desenvolvida pela fabricante Carl Zeiss. A assinatura do contrato para aquisição do sistema está marcada para esta segunda-feira (29). O investimento será coordenado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Seti e a Fundação Araucária.

Planetário será espaço multiuso

O projeto prevê que o planetário funcione como centro de ciência e cultura. Além das projeções, haverá cursos, oficinas e eventos voltados a escolas e universidades. A licitação para a obra está em fase de conclusão, com valor máximo fixado em R$ 47,3 milhões. A entrega está prevista para o segundo semestre de 2026.

Segundo o governador, o projeto representa um avanço estratégico na difusão científica e no turismo do estado. “Além de ser usado para que os estudantes paranaenses tenham um contato mais imersivo com a ciência, o Planetário de Pinhais e toda a estrutura do Parque da Ciência Newton Freire Maia receberão a visita de milhares de pessoas de outros estados e nacionalidades, sendo mais um importante atrativo turístico do Paraná”, afirmou.

Junto à construção do planetário, o Parque da Ciência passará por uma revitalização completa. Os pavilhões existentes serão reformados, novas passarelas e rotas acessíveis serão implantadas, e haverá melhorias em serviços, paisagismo e infraestrutura. Também está prevista a recuperação da trilha do Rio Canguiri. O investimento nessas intervenções ultrapassa R$ 9 milhões.

Informações: Tribuna.





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Expedição de papelão ondulado totaliza 371.188 toneladas em agosto de 2025

O Boletim Estatístico Mensal da EMPAPEL aponta que o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO)caiu 1,8% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 165,3 pontos(2005=100).

Em termos de volume, a expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado alcançoude 371.188 toneladas no mês. Este é o segundo maior valor alcançado na série histórica para osmeses de agosto, ficando atrás apenas de agosto de 2024 (378.172t).

Por dia útil, o volume de expedição foi de 14.276 toneladas, um aumento de 1,9% na comparaçãointeranual, visto que agosto de 2025 registrou um dia útil a menos que 2024 (26×27 dias úteis). Este é o segundo maior valor alcançado na série histórica para osmeses de agosto, ficando atrás apenas de agosto de 2024 (378.172t).

Nos dados livres de influência sazonal, o Boletim Mensal de agosto registrou baixa de 1,6% no
IBPO, para 157,9 pontos, equivalentes a 353.715 toneladas. Na mesma ótica dessazonalizada, a
expedição por dia útil foi de 13.604, representando um avanço de 2,2% na comparação com o mês
anterior.

Todos os dados contidos neste relatório têm fonte EMPAPEL. Para maiores informações entre em contato
com empapel@empapel.org.br. Elaboração FGV IBRE.

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