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Congresso aeroagrícola terá formatura de pilotos de combate a incêndio

Curso de operações aéreas contra chamas (de 15 a 18 de julho) marca prévia da programação que reunirá (do dia 19 a 21), em Sertãozinho

A 20 dias do início do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg) 2022, em Sertãozinho, o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag, que organiza o evento) confirmou nesta manhã a realização do 4º Curso Brasileiro de Combate Aéreo a Incêndios em Campos e Florestas. O treinamento, que irá do dia 15 a 18 de julho, marcará a movimentação prévia do encontro aeroagrícola, que ocorrerá do dia 19 a 21, no interior paulista. “O treinamento será na base da empresa Garcia Aviação Agrícola, em Ribeirão Preto (município vizinho) e formatura dos novos pilotos será dentro do Congresso AvAG”, assinala o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

O curso abrange dois dias de parte teórica sobre temas como comportamento do fogo, comunicação (com fraseologia técnica) e outros. Já os dois dias finais são de prática, onde cada piloto teve que fazer pelo menos quatro lançamentos contra alvos representando pontos de incêndio. Neste caso, exercitando orientação no circuito, aproximação, ataque e retorno. O treinamento ocorre em parceria entre o Sindag, a Fundação Astronauta Marcos Pontes (Astropontes) e as empresas Pachu Aviação Agrícola e Americasul Aviação Agrícola.

Além de marcar o início da temporada de incêndios em vegetação no País, que normalmente vai de julho a setembro, o reforço na capacitação dos pilotos agrícolas (que legalmente já são aptos a esse tipo de operação) tem um simbolismo a mais nesse momento, enquanto o setor aguarda a sanção presidencial ao Projeto de Lei (PL) 4.269/2020, aprovada no dia 22 pelo Congresso Nacional. O dispositivo altera o Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012), incluindo de maneira consistente e definitiva a aviação agrícola nas políticas governamentais para preservação das reservas naturais contra incêndios no País. Além disso, será um dos temas nas reuniões paralelas dentro do evento aeroagrícola de Sertãozinho.

Só no ano passado, conforme levantamento do Sindag junto a empresas do setor e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a aviação agrícola brasileira lançou quase 20 milhões de litros de água contra chamas no Pantanal, Chapada dos Veadeiros, Cerrado Nordestino e outras áreas de reservas, além de incêndios em lavouras no País. 

Aliás, próprio ministro Marcos Pontes também estará na formatura dos pilotos e participará da abertura oficial do Congresso AvAg, às 10h30 do dia 19. Depois, às 13h30, ele fará a palestra de abertura do Congresso Científico da Aviação Agrícola – que ocorre dentro do principal evento aeroagrícola do País e que busca incentivar pesquisa sobre o setor. Este ano com 10 trabalhos acadêmicos inscritos no concurso.

EXPECTATIVA DE RECORDES

O Congresso AvAg é um dos maiores encontros aeroagrícolas do planeta, com ótimas expectativas para a volta de sua programação presencial, após dois anos de encontros apenas via web – devido à pandemia da Covid-19. Conforme o diretor Gabriel Colle, os números já apontam para uma nova edição recordista. “A área de estandes supera em 50% o espaço da última edição presencial (em 2019), que já havia sido a maior até então – desde o início dos eventos aeroagrícolas no País, nos anos 1970”, completa o dirigente.

Entre as atrações da feira (que será no pavilhão do Centro de Eventos Zanini), junto com as tradicionais demonstrações de aeronaves agrícolas, desta vez os drones também figuram com força entre as vedetes da mostra de tecnologias, equipamentos e serviços do setor. Em nada menos do que 14 estandes e apresentando inclusive um aparelho com motor movido a etanol, que promete quebrar as limitações de autonomia das baterias elétricas – até então o principal entrave para melhores desempenhos no trato de lavouras.

Já no segmento das aeronaves pilotadas, a confirmação dos fabricantes norte-americanos mais uma vez assinala a importância do mercado brasileiro, que tem a segunda maior frota mundial do setor – atrás apenas da dos Estados Unidos. E que no ano passado cresceu 3,4%, chegando a 2.432 aeronaves atuando em 23 Estados, conforme levantamento nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Aliás, incremento que só não foi maior porque as fabricantes de aviões agrícolas (as norte-americanas Air Tractor e Thrush Aircraft e a brasileira Embraer) não conseguiram acompanhar o incremento na demanda do agro durante a pandemia. O mercado brasileiro pedia 50 aeronaves a mais do que as 80 que entraram em 2021, segundo estimativas da entidade aeroagrícola. Nesse caso, aparelhos com capacidades de carga entre 1 mil e 3 mil litros, utilizados tanto para a aplicação de produtos químicos ou biológicos para o controle de pragas, quanto para semeadura e aplicação de fertilizantes. E até combate a incêndios florestais.

TECNOLOGIAS

Na parte de tecnologias embarcadas – outro ponto tradicionalmente forte do Congresso AvAg, as empresas chegam não só com uma variedade maior de fornecedores, como mostrando as credenciais de um Brasil que já exporta equipamentos de ponta. “Temos pelo menos 30 empresas que estão expondo pela primeira vez em nosso Congresso”, explica a coordenadora administrativa do Sindag (e do evento), Marília Luíze Schüler.

A mostra terá desde os aparelhos DGPS (que funcionam como computador de bordo, guiando o piloto exatamente sobre cada faixa de aplicação e controlando fluxo e abertura e fechamento da pulverização) até comportas especiais de incêndio – que melhoram o desempenho das aeronaves em lançamentos de água contra chamas em vegetação. Aliás, demonstrações de combate a incêndio com aviões estão no rol das atrações na parte externa do pavilhão de 12 mil metros quadrados da feira.

Entre as várias tecnologias embarcadas, a exposição interna terá ainda sistemas de bicos e atomizadores (que controlam o tipo de gota necessário em cada aplicação) e até os serviços das chamadas clínicas de aeronaves. Neste caso, especialistas que vão a campo com equipamentos especiais para fazer a sintonia fina dos equipamentos aeroagrícolas, garantindo total precisão nas aplicações em lavouras. “Para completar, como sempre o encontro aeroagrícola terá também a presença maciça de técnicos e dirigentes de órgãos como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre ouras autoridades”, completa Marília.

MERCADO EM PAUTA

Para o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva, o Congresso AvAg volta à sua velha forma em um momento importante para o setor também nas discussões sobre o mercado e relações institucionais. Além dos painéis abordando demandas e tendências de mercado para o setor – a partir de temas como preços de combustíveis, expectativas de safra, demanda por commodities, custos de manutenção e outros aspectos, a programação terá debates sobre digitalização das empresas, melhoria contínua e tecnologias de aplicação.

Com espaço ainda para geração de conhecimento e capacitação de pessoal. Ênfase aí para a apresentação e premiação dos trabalhos acadêmicos do Congresso Científico da Aviação Agrícola (com palestra do ministro Marcos Pontes) e Competição de Mecânicos (neste caso, em parceria com o Senai e Centro de Serviços Aeronáuticos – CSA). Além da formatura das duas primeiras turmas da pós-graduação MBA em Gestão, Inovação e Sustentabilidade Aeroagrícola, que ocorre em parceria entre o Sindag e a Faculdade Imed, de Passo Fundo/RS.

Homenagens no jubileu de diamante do setor

Dentro da programação, a volta à normalidade neste pós fase crítica da Covid está sendo festejada com o tema Novos Tempos. Mas também celebrando o passado, já que o Congresso AvAg 2022 marca ainda as comemorações dos 75 anos da aviação agrícola brasileira. Assim, além das homenagens previstas na programação, os principais espaços do evento foram renomeados em reverência aos pioneiros do setor no País. 

Com isso, a arena principal de palestras e debates chama-se Clóvis Gularte Candiota, o patrono do setor aeroagrícola brasileiro. Relembrando o primeiro piloto agrícola e um dos primeiros empresários aeroagrícolas do País, junto com o engenheiro agrônomo Leôncio de Andrade Fontelles. Protagonistas da primeira operação de aviação agrícola no Brasil, na tarde de 19 de agosto de 1949, no combate a uma nuvem de gafanhotos na cidade de Pelotas/RS.

Fontelles, aliás, no Congresso AvAg empresa seu nome ao auditório de apresentações técnicas e produtos. Ele que naquele dia há 75 anos voou com Candiota operando o equipamento encomendado por eles de um funileiro local e acoplado ao biplano Muniz M-9 do aeroclube da cidade. Foi do engenheiro agrônomo a iniciativa da operação, a partir de informações de como eram feitas missões semelhantes em outros países. 

Já a primeira brasileira a pilotar em uma operação agrícola é lembrada na Praça Ada Leda Rogato, dentro do espaço da feira. A paulista teve sua primeira missão aeroagrícola em pleno sábado de carnaval (mostrando que, desde sempre, o agro não para), no dia 7 de fevereiro de 1948. Menos de seis meses depois do voo de Candiota e Fontelles e, desta vez, para combater a broca-do-café em cafezais entre os municípios paulistas de Gália, Garça, Marília e Cafelândia. Na ocasião, ela pilotou um CAP-4 Paulistinha, de 65 hp, a serviço do Instituto Brasileiro do Café (IBC).

Fonte: Agrolink

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Governo de MS isenta ICMS do cavaco de madeira e atende demanda do setor florestal

Visando dar mais competitividade ao setor florestal e atendendo às reivindicações da cadeia produtiva, o Governo do Estado vai isentar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do cavaco de madeira nas operações internas com o produto no Estado. A alíquota era de 17% e a partir de alterações no decreto nº 9.708/99 publicado hoje (30) passa a ser isenta. O cavaco de madeira seria a sobra das toras e é gerado por meio da trituração em picadores de facas ou martelos, resíduos de serrarias e ponteiras de árvores de eucalipto. Ele comumente é usado na geração de energia em caldeiras nas indústrias e até na secagem de grãos nos armazéns.

A decisão do Governo dará mais competitividade ao setor de florestas do Estado. De acordo com o secretário de Estado da Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), a medida acompanha a evolução da cadeia produtiva das florestas, que deverá receber nos próximos anos investimentos de mais de R$ 34 bilhões em celulose.

“Mato Grosso do Sul tem evoluído muito rapidamente nessa estruturação da cadeia produtiva florestal. E uma das questões que foram apresentadas tanto pela Câmara Setorial das Florestas como também pela indústria de alimentos e armazenagem no Estado é que nós não tínhamos uma cadeia de cavaco desenvolvida. O cavaco é a biomassa das florestas plantadas, que serve para produção de energia, tanto na do eucalipto, como na produção de energia na própria indústria e esse mercado ficou extremamente dinâmico. Até a data de hoje nós tínhamos uma alíquota de 17% nessa operação e o governador tomou uma decisão corretíssima exatamente para alinhar a eficiência dessa cadeia em função dos pedidos do setor produtivo e nós fizemos o diferimento”, explicou o secretário.

Verruck explica que a partir de agora as empresas não precisarão mais pagar imposto de 17% nas operações internas do produto. “Modernizamos a cadeia, damos competitividade à cadeia de cavaco em Mato Grosso do Sul. Nós temos uma série de empresas hoje que fazem o cavaco e fornecem. Então elas pegam o eucalipto, fazem o cavaco e fornecem para toda a cadeia produtiva”, explicou.

Para o diretor-executivo da Reflore-MS, Benedito Mário Lázaro, a decisão vem em momento oportuno. “Este já é um pleito que nós estamos há algum tempo fazendo para que pudéssemos dar mais competitividade à cadeia e atrair novas empresas que façam essa prestação de serviço”, salientou.

O diretor da Reflore afirma que com a isenção será possível criar um novo elo da produção. “Eu acho que a decisão foi fundamental para o sistema. Foi um um gol muito bem marcado pelo Governo, pelo governador Reinaldo, pela equipe do Jaime Verruck”, comemorou.

Segundo o coordenador da Câmara Setorial Consultiva do Programa de Desenvolvimento Florestal de MS, Moacir Reis, várias indústrias do Estado utilizam o cavaco de madeira para gerar energia nos fornos. “Hoje o uso de cavaco permite um custo bem mais eficiente, uma escala maior. Então, as grandes empresas e até os pequenos secadores hoje, de pequenos produtores, estão usando o cavaco. Por isso, a medida do Governo de isentar o ICMS é uma briga nossa já de por muitos anos. Isso é um grande avanço do setor Florestal, que tem como carro chefe a celulose, mas agrega outros segmentos como serraria, a produção de carvão vegetal entre outros”, salientou lembrando ainda que a decisão dá mais incentivo pras indústrias que tiverem pensando produzir energia elétrica.

Subproduto

O secretário de Produção, Jaime Verruck, destacou que a mesma isenção foi dada também à maravalha de madeira, que é o subproduto muito usado na cama de frango. “Isso vai impactar também diretamente na agricultura e na própria lenha. Até então ela tinha parte diferida. Hoje nós generalizamos. Então é um grande avanço e dentro da lógica de criar realmente uma cadeia florestal competitiva do Mato Grosso do Sul e beneficiar aqueles que estão investindo e operando no Estado de Mato Grosso do Sul. Então parece um decreto simples quando se fala de isenção de 17%, mas não é. Isso dá economicidade e competitividade à cadeia produtiva do Mato Grosso do Sul”, concluiu.

Fonte: Subcom

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Setor florestal em turbulência

O Setor Florestal Brasileiro vive um momento de turbulência com o aquecimento da demanda por madeiras, e ao mesmo tempo a escassez da matéria prima e de mão de obra!

Vivencia-se um período atípico no Setor Florestal. Ano passado a madeira permanecia com seu preço estagnado, cujo período beirava os doze (doze) anos, a lenha em torno de R$ 65,00 por metro estéreo posto na indústria; a madeira de eucaliptos para serraria em torno de R$ 80,00 por metro cúbico em pé, de pinus em torno de R$ 65,00/m3. De um modo geral as áreas reflorestadas com eucaliptos com dez anos (10) de idade valiam R$ 8,000, a 10.000, por hectare em pé. Floresta de pinus sp com quinze a vinte (15 a 20) anos não tinham mercado.

O Setor Florestal dava sinais de recuperação e aquecimento. Novos empreendimentos empresariais começaram a ser divulgados, empresas tradicionais anunciavam a duplicação da planta industrial e novas empresas, grandes fabricantes de celulose e papel pretendiam duplicar sua capacidade de produção.  As exportações de madeiras em toras, serradas, beneficiadas, chapas, painéis, mdf, celulose, móveis, entre outros, ganhavam o mercado mundial embalados pelo dólar alto e a grande demanda puxada pela China.

Entretanto, o reflorestamento ou plantio de florestas, principalmente de eucaliptos e pinus havia sido estagnado a nove (09) e quinze (15) anos respectivamente, em razão do preço da madeira não ser competitivo, a escassez da mão de obra no interior, e o aumento do preço dos cereais, como milho, trigo e soja. Boa parte das florestas plantadas, em torno de 60 a 70%, estavam ou estão localizadas em áreas passiveis de mecanização agrícola. Hoje com as máquinas e equipamentos modernos de plantio de cereais, os tratores e automotrizes traçados podem operar em áreas acidentadas de 20 até 30% de declividade.

Aí, surgiu a pandemia, que travou tudo. Debelado o vírus, o mercado volta a aquecer, e os empreendimentos começaram a serem instalados, a exportação voltou com força total, a procura por madeira cresceu, falta mão de obra especializada e bruta para os serviços florestais, a escassez da madeira aumentou. O preço adormecido com o reaquecimento do mercado, desperta e inicia sua evolução. Hoje o preço da lenha esta por volta de R$ 150,00 por metro estéreo posto na indústria; a madeira de eucaliptos para serraria em torno de R$ 120,00 a 150,00 por metro cúbico em pé, o pinus em torno de R$ 100,00 a 150,00/m3.

Eis que as empresas florestais se deram conta tardiamente que as áreas reflorestadas estão diminuindo drasticamente, substituídas por lavouras de culturas agrícolas, puxadas pela soja; e o produtor não quer mais plantar florestas, quer arrancá-las.

Vislumbra-se o famoso “apagão florestal”, até estão distantes de todos.

O valor das áreas reflorestadas com eucaliptos e pinus dobrou de valor. As áreas de potreiro, voltaram a ser procuradas por empresas que tem necessidade de matéria prima florestal, seja lenha, cavaco, toras e/ou madeiras para a construção civil, movelaria, chapas, papel e celulose, entre outras.

Quando tudo parecia voltar a normalidade, surge a guerra da Rússia com a Ucrânia, trava-se as exportações, preço dos combustíveis, máquinas e equipamentos, insumos, da um salto gigante, inflação ressurge, e aparece nova turbulência no mercado florestal mundial.

A máxima é desvendada, faltara madeira num futuro breve!

Inicia-se nova era no setor florestal brasileiro, há diversos sinais da retomada, que pode tardar, mas virá com força total, viveiros fechados e adormecidos começam a ser ativados pela procura de mudas, engenheiros florestais recém-formados nas universidades estão sendo contratados pelas empresas florestais, que organizam seus programas de fomento florestal.

E o BRASIL, gigante do agro, desperta para ser um gigante da silvicultura, com a dadiva que recebemos de DEUS, pois temos sol a pino (luz), terra abundante e fértil, água, e uma das melhores tecnologias mundiais em silvicultura, graças a EMBRAPA FLORESTAS, os Institutos de Pesquisas, as Universidades e as grandes empresas florestais.

Se os governantes perceberem nossa vocação natural pelas florestas, até o nome nos ajuda, não tem pra ninguém, seremos imbatíveis. Afinal, na terra dos maiores produtores de florestas e madeiras do planeta uma árvore leva no mínimo 20 anos para produzir lenha e 100 anos para produzir uma árvore para serraria, aqui na “terra do pau brasil”, leva 7 e 20 anos respectivamente.

A nosso pátria amada Brasil é o pais das florestas!

Por Roberto Ferron

Fonte: Bom Dia RS

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Obras do Projeto Cerrado da Suzano transformam município no 3º que mais gera emprego em MS

Ribas do Rio Pardo, município com menos de 25 mil habitantes de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), já é o terceiro no ranking de geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e maio de 2022, quase 2 mil vagas foram criadas no município.

O crescimento atípico se deve ao andamento das obras da construção da quarta indústria de celulose de Mato Grosso do Sul. O Projeto Cerrado da Suzano, lançado em maio de 2021, segue com obras aceleradas e com previsão de entrar em operação no segundo trimestre de 2024, com capacidade para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano.

Em consequência, o principal setor gerador de oportunidades de Ribas do Rio Pardo mudou, deixando de ser serviços, como acontece nas principais cidades do interior do Estado, para ser a construção civil. Para se ter ideia da dimensão das obras, em todo o ano de 2020 o município gerou apenas 13 empregos formais na construção civil, 1667 em serviços e 761 no comércio.

Só nos primeiros cinco meses de 2022, a construção civil repondeu pela geração de 1.082 vagas no município, enquanto o setor de serviços acumula 210 novos postos de trabalho. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego), compilados pelo setor econômico da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

O secretário Jaime Verruck titular da Semagro, acrescentou ainda que o projeto Cerrado vai ao encontro de objetivos como agregar valor à produção e gerar empregos e renda. “O nosso foco em Mato Grosso do Sul sempre é o de agregar valor às nossas matérias-primas, desenvolver as pessoas e gerar empregos. O projeto Cerrado vem dessa maneira contribuir para isso”, disse.

Reflexo no entorno

A geração de emprego como reflexo do projeto Cerrado não se limita a Ribas do Rio Pardo. Os números do Caged também mostram aumento expressivo de novas vagas no setor de serviços em Campo Grande. Entre janeiro e maio o setor foi responsável por 4.807 novos postos de trabalho na Capital.

Em Três Lagoas, segundo município no ranking estadual, o setor de serviços também cresceu esse ano, com 829 novas vagas. Reflexo também em Dourados, o setor gerou 1.166 postos de trabalho em 2022.

De acordo com o projeto Cerrado, no momento o canteiro de obras conta com 4 mil trabalhadores. O pico da obra deve ocorrer no primeiro semestre de 2023, quando serão criados cerca de 10 mil empregos diretos no empreendimento, gerando também milhares de empregos indiretos na região. Quando entrar em operação, a nova fábrica da Suzano terá 3 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos atendendo as operações industrial e florestal.

Priscilla Peres, comunicação Semagro

Publicado por: Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semagro

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Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Floresta Plantada de MS já está disponível 

O PROFLORESTA – Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Floresta Plantada de Mato Grosso do Sul foi lançado pelo Governo do Estado de MS, por meio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), no final de maio durante o evento Show Florestal – Feira da Indústria do Eucalipto, que aconteceu em Três Lagoas.

O plano é resultado do trabalho dos técnicos da Semagro, em parceria com o Sebrae/MS, que realizaram a revisão e o aprimoramento do Plano Estadual para o setor, que teve sua primeira versão elaborada em 2009. O PROFLORESTA busca diversificar a produção, fortalecer o encadeamento produtivo, ampliar a base florestal de eucalipto, pinus e seringueira, aprimorar os incentivos fiscais, entre outros objetivos. Acesse o plano na íntegra em: www.semagro.ms.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/LIVRETO-plano-florestas-plantadas-MS-web.pdf.

Fonte: RefloreMS

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MS entra em nova era da celulose com megafábricas que vão investir mais de R$ 34 bilhões

Mato Grosso do Sul vislumbra nos próximos anos mais de R$ 34 bilhões de investimentos somente em duas megafábricas de celulose: a Suzano com o Projeto Cerrado em Ribas do Rio Pardo e o Projeto Sucuriú da chilena Arauco anunciado na semana passada. Somente em valores as obras representam quase o dobro do orçamento anual do Estado que é de R$ 17 bilhões.


Os empreendimentos vão garantir nos próximos anos que o Produto Interno Bruto do Estado (PIB) avance 5%.

A atração de empresas deste porte colocará o Estado como o maior polo mundial de celulose. A avaliação foi feita pelo governador do Estado Reinaldo Azambuja que destacou que o desenvolvimento se faz com políticas públicas efetivas e segurança jurídica. “Este momento é especial. Não se escolhe um local para um empreendimento deste porte se não tiver segurança jurídica e confiabilidade”, comemorou.

Só na parte industrial serão investidos mais de R$ 15 bilhões pelo grupo chileno Arauco em Inocência. Se somado o projeto da base florestal isso vai chegar a R$ 20 bilhões. Ou seja serão necessários mais R$ 5 bilhões para plantar 290 mil hectares de floresta. “Esse investimento aqui em Mato Grosso do Sul vai significar um crescimento do PIB do Estado superior a 5% nos próximos anos, o que coloca MS na dianteira do desenvolvimento nacional”, comemorou Azambuja.

Ele lembrou que os incentivos que foram dados a Arauco são os mesmos que a Eldorado e a Suzano receberam. “Os incentivos são os mesmos que serão direcionados a outros que quiserem vir porque a cadeia produtiva é tratada como um todo no Estado. Não criamos uma competição desleal. São atrativos iguais. Sabemos da importância de uma política de atração de empreendimentos com geração de empregos”, acrescentou.

O governador afirmou que o Estado criou uma base sólida de investimentos que geram empregos para Mato Grosso do Sul. Tanto que somente a Arauco prevê a abertura de mais de 12 mil vagas apenas na fase de construção da planta em Inocência. “Quando em operação a fábrica vai gerar mais 550 empregos diretos e indiretos e mais 1.800 na parte florestal. Isso representará 14,3 mil famílias contempladas”, afirmou.

Já o Projeto Cerrado da Suzano em Ribas do Rio, com um investimento de mais de R$ 19 bilhões, está com as obras aceleradas. Atualmente, a obra da fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo conta com cerca de 4.000 trabalhadores (dados de junho/2022). No primeiro semestre de 2023, quando deverá ocorrer o pico da obra, serão criados cerca de 10.000 empregos diretos no empreendimento, gerando também milhares de empregos indiretos na região. Quando entrar em operação, a nova fábrica da Suzano terá 3.000 postos de trabalho, entre diretos e indiretos atendendo as operações industrial e florestal.

A Suzano também possui duas fábricas em Três Lagoas, que geram 6.000 postos de trabalho entre diretos e indiretos, considerando as operações industriais e florestais.

Azambuja disse que Mato Grosso do Sul vive uma valorização de ativos regionais. “Com este empreendimento da Arauco serão valorizadas as propriedades rurais, o comércio e toda a atividade econômica na região de Inocência, Cassilândia, Paranaíba Água Clara e Tres Lagoas. Todos estes municípios serão impactados positivamente”, argumentou.

Diretrizes fortes

O secretário de Estado de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro) Jaime Verruck salientou os desafios que o Estado enfrentou para chegar até este momento de economia pujante. “Estabelecemos como uma das diretrizes estruturar o Mato Grosso do Sul através do planejamento. Dentro disso conseguimos estabelecer um rumo para o Estado”, relembrou.

Um dos caminhos para desenvolver o Mato Grosso do Sul era fomentar projetos estruturantes. “Fizemos isso com diversificação, agroindustrialização e aumento das nossas exportações com diversificação também dos mercados internacionais”, destacou.

Verruck pontua que foi necessário adequar e preparar o Estado para atrair investimentos com estrutura. “Fizemos o dever de casa. Reduzimos o teto de gastos, fizemos mudanças fiscais, de incentivos, instalamos um Escritório de Parcerias Público Privadas. Tudo para arrumar o Estado. E hoje colhemos os frutos”, alegou.

Atualmente são três fábricas de celulose instaladas e em operação no município de Três Lagoas: uma da Eldorado Brasil, com capacidade de produção de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano; duas da Suzano, que produzem 3,25 milhões de toneladas por ano. A Suzano iniciou a construção de mais uma fábrica no Estado, em Ribas do Rio Pardo, que será a maior planta industrial de celulose do mundo, produzindo 2,55 milhões toneladas/ano. “Temos três plantas de celulose em operação com produção de 5 milhões de toneladas por ano. Três Lagoas é considerada a capital mundial da celulose e MS é o Estado que mais exporta no país 27% de toda a celulose comercializada no exterior. A Suzano é líder na exportação e nos próximos anos vamos manter esta liderança”, adiantou.

Com relação a base florestal Verruck destaca que Mato Grosso do Sul conta atualmente com 1,3 milhão de hectares cultivados. “Só a demanda atual é de 542 mil hectares adicionais. Com o empreendimento da Arauco este montante deve crescer mais o que nos levará a uma área estimada em breve de 2 milhões de hectares e seremos o primeiro na produção florestal”, lembrou.

E mais, será um crescimento sustentável na expansão das florestas. “A indústria sul-mato-grossense não expande sua área em cima de mata nativa. São mais de 8 milhões de hectares de pastagens degradadas, e por isso temos a possibilidade de crescer reformando estas áreas de pasto. Somos o primeiro Estado do Brasil na Integração Lavoura Pecuária e Florestas (ILPF). Hoje nossa indústria florestal gera 26 mil empregos diretos. Ou seja estamos redefinindo o desenvolvimento da Costa Leste”, finalizou.

Fonte: Subcom

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A Klabin pretende fazer um investimento de R$ 1 bilhão e 500 milhões para ampliação unidades em SC

A Klabin fará o maior investimento da história em seu parque fabril da Serra Catarinense (Otacílio Costa e Correia Pinto), um investimento de R$ 1 bilhão e 500 milhões para ampliação de suas unidades . O projeto irá triplicar a planta existente hoje em Otacílio Costa e quintuplicar a de Correia Pinto. Segundo informações a empresa fechou contrato com uma empresa da Finlândia, com sede em Curitiba e 50 engenheiros estrangeiros e outros 300 profissionais do Brasil estão chegando à região para desenvolverem o projeto de ampliação do parque industrial. Este será o maior investimento já feito na região Serrana, em breve maiores detalhes destas obras que alavancará a economia Catarinense.

Nota oficial da Klabin

“A Klabin está sempre atenta às oportunidades do mercado brasileiro que possam agregar ao seu ciclo de crescimento.

A Companhia esclarece que não há nenhuma expansão ou investimento na região Sul do país aprovado neste momento. A empresa está apenas avaliando cenários, ainda em fase de estudos preliminares.

Todo estudo passa por detalhada análise de viabilidade técnica e econômica, e aprovação das instâncias decisórias da empresa. Quando devidamente deliberado e aprovado, a Klabin, seguindo sua linha de transparência e proximidade com seus públicos, faz a divulgação a todos por meio de seus canais oficiais.”

Fonte: Jornal Atualidades

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Como a madeira sequestra carbono

Com a chegada das grandes construções em madeira por aqui, um dos maiores argumentos que utilizamos para justificar o seu uso em massa é que a madeira sequestra Carbono da atmosfera e estoca em suas células. Não há nada na natureza mais sustentável que isso, não acham? Afinal uma árvore é uma fábrica perfeita: o produto da produção de madeira é o oxigênio e precisa apenas de água e energia solar, que estão disponíveis gratuitamente.

Graças à um vídeo muito famoso de um TED TALK protagonizado pelo arquiteto canadense, Michael Green, que diz que 1 m3 de madeira pode armazenar (ou retirar) 1 tonelada de Dióxido de Carbono (CO2) da atmosfera, foi realmente uma avalanche de pessoas repetindo a fala do arquiteto por todo lado, como se fosse um mantra. Mas será que ele está correto? Minha formação em engenharia não me deixa passar informações de dados numéricos sem antes fazer uma pesquisa e aí sim comprovar esses dados. Afinal, isso é pura ciência!

Alguns dados sobre o Dióxido de Carbono (CO2)

Antes de mais nada, vamos saber o que é esse tal Carbono. O carbono é representado pelo símbolo ‘C’ e é o 6º elemento na tabela periódica dos elementos, com um número atômico de 6 e uma massa atômica de 12. Ele é um não-metal e é o quarto elemento mais abundante em nosso sistema solar, superado apenas pelo hidrogênio, hélio e oxigênio. O carbono pode assumir a forma de carvão, ou diamantes, e também forma o componente principal de todos os seres vivos, incluindo árvores. Nas condições naturais de pressão atmosférica, o carbono ocorre como um sólido ou um gás. O ponto de fusão/sublimação de carbono é o mais alto de todos os elementos naturais a 3550°C. O átomo do carbono tende a se atrair pelo átomo do oxigênio e a formar alguns elementos gasosos como por exemplo o Dióxido de Carbono (CO2) ou o Monóxido de Carbono (CO). Esses gases podem ser considerados como poluentes em alta concentração e possuem o papel de vilão na mudança climática do planeta. A boa notícia é que eles podem ser removidos facilmente da atmosfera através de um processo chamado fotossíntese, desempenhado pelas árvores, que convertem o gás em açúcares (carboidratos de glicose e amido). O carbono pode ser armazenado nas folhas, caules, troncos, galhos e raízes das árvores, contribuindo para seu crescimento. No final da equação, como produto da fotossíntese, a árvore libera oxigênio (O2), um gás essencial à vida dos seres vivos. Nada mais perfeito.

Aqui em baixo uma colinha da equação da fotossíntese:

FOTOSSÍNTESE :

6 CO2 + 12 H2O + fótons ➔ C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O

(dióxido de carbono + água + energia solar) ➔ (glicose + oxigênio + água)

O fato é que se o ciclo do carbono estivesse em equilíbrio, todo o CO2 produzido no planeta seria consumido pelas árvores (e outros organismos que fazem fotossíntese) e estaríamos em paz. Porém, com a intervenção do ser humano, o ciclo está totalmente desequilibrado com uma produção muito maior de CO2, causando aquecimento global. A queima de combustíveis fósseis com alto teor de carbono perturbou o equilíbrio natural do ciclo e aumentou a taxa na qual o carbono é devolvido à fase gasosa. Esse aumento de gás carbônico na atmosfera, particularmente como dióxido de carbono e gás metano, foi considerado o principal fator para o aquecimento global e é referido como o “efeito estufa causado pelo homem” – o processo em que os gases de efeito estufa retêm a radiação infravermelha na atmosfera e causam a aquecimento global.

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Panorama de emissão de CO2 no Brasil

Infelizmente, na contramão do mundo todo, o Brasil aumentou a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa. As emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2020 cresceram 9,5%, enquanto no mundo inteiro elas despencaram em quase 7% devido à pandemia de Covid-19. A alta no desmatamento no ano passado (2021), em especial na Amazônia, pôs o Brasil na contramão do planeta e o deixou em desvantagem no Acordo de Paris. É o maior montante de emissões desde 2006. Com o aumento da emissão e a queda de 4,1% no PIB, o Brasil ficou mais pobre e poluiu mais. (Fonte: SEEG 9)

Para surpresa de ninguém, quem puxou a curva para cima e tornou o Brasil possivelmente o único grande poluidor do planeta a aumentar suas emissões no ano em que o planeta parou foi o setor de mudança de uso da terra (desmatamento), representadas em sua maior parte pelo desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

O descontrole sobre o desmatamento faz com que a curva de emissões do Brasil ainda seja dominada por uma atividade que é majoritariamente ilegal e que não contribui com o PIB nem com na geração de empregos. Também coloca um peso desproporcional na atividade rural sobre as emissões brasileiras: somando-se os 27% das emissões diretas da agropecuária com as emissões por desmatamento, transporte e tratamento de resíduos associadas ao setor rural, o agronegócio responde por quase três quartos (73%) das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. (Fonte: IEMA – Instituto de Energia e Meio Ambiente)

É mais do que urgente criarmos políticas contra o desmatamento e incentivar o uso de madeira de florestas plantadas e cultivadas.

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Como calcular a quantidade de CO2 armazenada pelas árvores?

O carbono constitui aproximadamente 50% da massa seca das árvores e quando a madeira dessas árvores é usada para produzir produtos de madeira o carbono é armazenado para toda a vida nesse produto. Se usado nas estruturas de nossas casas este armazenamento de carbono é de cerca de 100 anos, cerca de 30 anos em móveis, 30 anos em dormentes de trem e cerca de 6 anos em paletes e papel. O carbono armazenado na madeira só é liberado de volta para a atmosfera quando o produto é queimado ou se decompõe.

A quantidade de carbono armazenada nas árvores depende de vários fatores, incluindo espécies, condições de crescimento, idade da árvore e densidade. Existem várias maneiras de calcular o CO2 armazenado na madeira, dependendo das informações disponíveis. Vou mostrar aqui uma das fórmulas mais utilizadas para este cálculo.

Vamos usar algumas suposições para esta fórmula. Em primeiro lugar, a fórmula que usaremos será para obter uma estimativa média ao longo da vida útil de uma árvore e em segundo lugar, excluirá o carbono armazenado pelo solo.

Algumas generalizações:

  • 35% da massa verde de uma árvore é água, então 65% é massa seca e sólida;
  • 50% da massa seca de uma árvore é carbono;
  • 20% da biomassa das árvores está abaixo do nível do solo nas raízes, portanto, um fator de multiplicação de 120% é usado; e
  • Para determinar a quantidade equivalente de dióxido de carbono, o valor de carbono é multiplicado por um fator de 3,67.

CO2 SEQUESTRADO PELAS ÁRVORES:

CO2 sequestrado (kg) = Massa da árvore (kg) x 65% (massa seca) x 50% (%carbono) x 3,67 x 120%

Vamos tomar como exemplo 1m3 de Pinus – cuja densidade de madeira verde é de aproximadamente 550 kg/m3:

Fórmula : 550 x 65% x 50% x 3,67 x 120% = 787 kg de CO2 estocados em 1m3 de Pinus.

Para o Eucalipto esse número é ainda maior, tomemos como exemplo a densidade de um eucalipto com 700 kg/m3:

Fórmula : 700 x 65% x 50% x 3,67 x 120% = 1000 kg de CO2 (1 ton) em 1m3 de Eucalipto.

Ou seja, o arquiteto canadense não estava falando nenhuma besteira mesmo. Algumas espécies podem mesmo armazenar 1 ton de CO2 em 1m3 de madeira.

E como calcular a quantidade de CO2 armazenada em madeira de construção?

Durante meus estudos, percebi que a fórmula acima representa apenas o CO2 armazenado pelas árvores, enquanto indivíduos na floresta, sem nenhum processamento. Durante a transformação da madeira em colunas e vigas, há uma `perda` desse carbono armazenado devido ao processo fabril e geração de resíduos.

A quantidade de carbono em toras de madeira serrada pode ser calculada usando taxas médias de recuperação após o processamento, que é estimada em cerca de 35% para madeiras duras, como eucalipto, e 50% para madeiras macias, como o pinus.

O teor de umidade padrão para madeira seca ao ar (e produtos de madeira) é de 12%, ou outra maneira de olhar é que 88% da umidade foi removida.

Então, para calcular o CO2 em madeira utilizada na construção as variáveis que você precisa são: a massa seca ao ar da tora, a porcentagem de umidade removida e a taxa de recuperação.

Os resíduos da fábrica remanescentes do processamento da madeira têm vários usos, como o fornecimento de serragem para a fabricação de produtos de madeira engenheirada e biomassa para produção de energia renovável.

CO2 SEQUESTRADO POR PEÇAS ESTRUTURAIS:

CO2 sequestrado (kg) = Massa da madeira seca a 12% (kg) x 88% (massa seca) x 50% (%carbono) x 3,67 x taxa de recuperação da madeira

Exemplo com o Pinus – seco em estufa a 12%, laminado colado – densidade básica 400 kg/m3:

Fórmula : 400 x 88% x 50% x 3,67 x 50% = 323 kg de CO2 estocados em 1m3 de Pinus Estrutural.

Para vigas coladas de eucalipto – seco a 12% – densidade básica de 600 kg/m3:

Fórmula : 600 x 88% x 50% x 3,67 x 35% = 340 kg de CO2 estocados em 1m3 de Eucalipto Estrutural.

Vejam que os valores sequestrados pela madeira estrutural são mais baixos do que os apresentados pela madeira em forma de árvore. Obviamente isto acontece devido ao processo industrial em que a madeira passa ao ser processada pois gera emissão de CO2 – não há nenhuma indústria 100% limpa. 

Ainda assim o saldo de CO2 sequestrado é muito mais positivo, quando comparada a qualquer outro material estrutural do mundo como concreto armado – fck 30MPa – que emite por volta de 410 kg de CO2 por m3 ou o aço que emite 1850 kg de CO2 por tonelada de aço (ou 14.400 kg de CO2/m3) . (Fontes : Wikipedia e Worldsteel.org)

Estamos prontos para iniciar as construções em altura com madeira aqui no Brasil. E nós da TIMBAU ESTRUTURAS estamos preparados para atender as solicitações.

Texto : Eng. Alan Dias (alan@timbauestruturas.com.br)D

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STCP contribuiu para a implantação da nova fábrica da Arauco em MS

Anunciada a instalação do maior empreendimento de celulose do mundo no Mato Grosso do Sul, incrementando a base produtiva do Estado e gerando grandes oportunidades, empregos, crescimento e renda.

A STCP foi responsável pela assessoria estratégica para consolidação da localização do empreendimento, assim como atuou na articulação das relações institucionais e governamentais para o desenvolvimento do projeto no Estado.

Uma das bases que valida a decisão de implantação da unidade industrial no Estado é o estudo estratégico recentemente desenvolvido pela STCP de atualização do ‘Plano Estadual para o Desenvolvimento Sustentável de Florestas Plantadas de Mato Grosso do Sul – PEF/MS’.

A STCP foi quem elaborou a 1ª versão do Plano Estadual de Florestas/MS, que estimulou o desenvolvimento do setor de base florestal no Estado e catalisou o crescimento setorial, chegando em 2019 com 1 milhão de hectares plantados no Mato Grosso do Sul.

Com investimento total de 15 bilhões de reais, a nova Unidade Industrial da Arauco terá capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto. Com uma área de 300 mil m², localizada no Município de Inocência/MS, a nova indústria iniciará suas operações em junho de 2028. A Arauco é uma das maiores empresas de celulose e madeira do mundo, com 1 milhão de hectares de florestas, dos quais 110 mil no Brasil.

Cerimônia de assinatura do Termo de Acordo com as presenças do Vice-Presidente da STCP, Joésio Siqueira; do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja Silva; do prefeito de Inocência, Antonio Ângelo Garcia dos Santos; dos executivos da Arauco, além de outras autoridades.  

Fonte: STCP

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Mato Grosso do Sul será a maior região produtora de celulose de todo o mundo

Até o fim da década, Estado processará 10 milhões de toneladas por ano; mercado global é de 60 milhões de toneladas

Mato Grosso do Sul se consolidará nesta década como a maior região produtora de celulose de mercado do Planeta Terra. 

Em 2028, quando a planta da Arauco localizada às margens do Rio Sucuriú, em Inocência, entrar em operação, o Estado estará produzindo nada menos que – pelo menos – 10 milhões de toneladas de celulose por ano, a maioria para o mercado externo.

Como antecipou o Correio do Estado na edição de ontem, multinacional de origem chilena, Arauco anunciou a construção de uma planta em Inocência com investimentos de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), cujas obras devem começar em 2024 e concluídas em 2028.

A chegada da gigante chilena do setor madeireiro e de celulose soma-se a outras duas unidades exportadoras do mesmo produto que já atuam no Estado: a Suzano, maior player global de celulose de mercado, e a Eldorado, que também tem um volume significativo de vendas para o mercado externo. 

A Arauco, diga-se de passagem, só perde para a Suzano em vendas globais de celulose de mercado.

Atualmente, Mato Grosso do Sul processa aproximadamente 5 milhões de toneladas de celulose por ano nas unidades da Suzano e Eldorado em Três Lagoas. 

Com as unidades da Suzano de Ribas do Rio Pardo, que está em construção e terá capacidade para processar 2,6 milhões de toneladas de celulose anuais, e com a mais nova planta da Arauco, o Estado se consolidará como a maior região produtora do mundo deste tipo de composto, que é cada vez mais usado na indústria.

“A celulose de mercado no mundo é de aproximadamente 60 milhões de toneladas, e o crescimento da demanda desse produto é de aproximadamente 3% ao ano. E o crescimento ocorre porque os usos a partir dela são cada vez mais importantes, em embalagens, papeis, fibras, roupas e muitos outros tipos de produtos”, explicou Carlos Altimiras Ceardi, diretor-presidente da Arauco Brasil.

CONSTRUÇÃO

Hoje, há apenas uma planta processadora de celulose em construção no mundo: o Projeto Cerrado da Suzano, em Ribas do Rio Pardo. 

E quando este projeto da Arauco (Projeto Sucuriú) dar início a seu canteiro de obras, em Inocência, essas serão as duas únicas fábricas de celulose em construção no Planeta Terra.

Quando todos os projetos estiverem em plena operação em Mato Grosso do Sul, o Estado responderá por mais de um terço da produção nacional, que atualmente é de 21 milhões de toneladas (sendo 5 milhões delas por aqui).

O Brasil atualmente é o segundo maior produtor de celulose, com 21 milhões de toneladas produzidas, e só fica atrás dos Estados Unidos, que produz 50,9 milhões de toneladas.

Mas por isso existe os termos de “celulose de mercado” e “celulose integrada”, explica Carlos Altimiras. A celulose integrada não vai para o mercado, porque já é feita com destino direto para a produção de papel pela mesma empresa que a produz.

 Ela não chega a ser comercializada, ao contrário da celulose de mercado, cuja fibra é vendida para outras indústrias. Na primeira, o mercado global é de 200 milhões de toneladas/ano, e nessa segunda, de 60 milhões de toneladas/ano.

Como Mato Grosso do Sul é um típico produtor de celulose para comercialização, a importância do Estado fica ainda maior no mercado global.  

Quando as plantas da Arauco Celulose, em Inocência, e da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, estiverem prontas, somente elas e uma fábrica da Asia Pulp & Paper (APP), na Indonésia, terão capacidade de processar mais de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano no planeta.  

O EMPREENDIMENTO

O Projeto Sucuriú tem dimensões colossais. Como disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na cerimônia de lançamento, ontem, no Bioparque Pantanal, os R$ 15 bilhões que a Arauco investirá representam quase o valor do orçamento anual de Mato Grosso do Sul, que deve se aproximar a R$ 17 bilhões neste ano.

O empreendimento ficará localizado na MS-377, a 50 quilômetros da sede do município de Inocência, perto da margem esquerda do Rio Sucuriú, a 100 quilômetros do Rio Paraná, e a 47 quilômetros da Malha Norte da Rumo Logística e a aproximadamente 80 quilômetros da Malha Oeste (ferrovia em vias de revitalização).

Em Mato Grosso do Sul, a Arauco já planta 40 mil hectares de floresta, mas a área deve ser expandida.

Conforme o secretário de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, a expectativa é de que mais 800 mil hectares de florestas sejam plantados para atender a demanda dos novos empreendimentos da Arauco e da Suzano.  

Atualmente, o Estado tem 1,2 milhão de hectares plantados e, ainda nesta década, poderá passar tranquilamente dos 2 milhões de hectares.

Quanto à geração de empregos, a planta da Arauco deverá gerar 600 empregos permanentes, 250 deles diretos. Mas o canteiro de obras deve ser colossal: a expectativa é de que 12 mil pessoas trabalhem na construção da unidade processadora de celulose. A título de comparação, a cidade de Inocência tem 7.648 habitantes.

“Se hoje é conhecida como a Princesinha da Costa Leste, em breve será a Rainha da Costa Leste”, disse o prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos.  

LOGÍSTICA

A nova planta da Arauco começa bem servida logisticamente. O governo de Mato Grosso do Sul prometeu alargar a MS-377 e melhorar o acesso à Malha Norte (conhecida por Ferronorte).

Mas Jaime Verruck disse ontem que as expectativas para o setor são ainda melhores. É que a sucateada Malha Oeste, ainda sob concessão da Rumo, mas praticamente inoperante, será submetida a consulta pública no mês de julho, e terá sua relicitação agendada para setembro. Quem garantiu isso para ele foi o ministro dos Transportes, Marcelo Sampaio.

Fonte Correio do Estado

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