Aconteceu na São Paulo Expo, de 31 de janeiro a 03 de fevereiro mais uma edição da feira ABIMAD (Feira Brasileira de Móveis e Acessórios de Alta Decoração). Essa foi a primeira edição do ano, e a próxima acontecerá entre 18 a 21 de julho de 2023.
A ABPMA, representada pela diretora Patrícia Fonseca e pelo seu presidente Ricardo Tavares, esteve presente visitando expositores, com foco de contato nas indústrias moveleiras.
Contatos produtivos foram feitos diretamente com os responsáveis pelos setores de produção e compras de matérias primas das indústrias. Nosso objetivo foi a apresentação do mogno africano como alternativa de uso para as madeiras que veem usando. Constamos que quase em unanimidade as indústrias fabricantes que estavam na feira, em sua maioria localizadas em Bento Gonçalves (RS) e São Bento do Sul (SC), estão usando o tauarí como matéria prima. Alguma variação de uso com o pinus e eucalipto.
_Fomos surpreendidos ao encontrar na Bonté, fabricante de móveis de alta qualidade, um banco de mogno africano em seu mostruário. A madeira para ser testada foi enviada pela Khayawoods, nosso associado, e como resultado produziram um campeão de vendas da Bonté.
Os preços de compra dessas madeiras que trabalham variam entre R$ 3.500,00 e R$ 4.000,00. Esses valores tornam o mogno africano jovem bastante competitivo, como uma madeira alternativa para o uso nessas indústrias.
Entra então como fator de dificuldade de substituição, o desconhecimento dos fabricantes quanto as características do mogno, e como facilitador o valor do frete, pela maior proximidade entre nossos produtores e as fábricas. Quanto ao fator de dificuldade, as estratégias para solução são conhecidas. A primeira é o trabalho ininterrupto que a ABPMA vem fazendo da divulgação do mogno africano para nosso público alvo, que são os designers, as distribuidoras de madeira, as indústrias moveleiras. A outra parte da solução tem que ser dada pelos associados que já tem madeira beneficiada: enviar a madeira para o maior número possível de fabricantes interessados em testá-la. Não abandonar o cliente, estando em contato próximo para resolver quaisquer dificuldades quanto ao uso e as características físico mecânicas peculiares ao mogno.
A grande maioria que contactamos mostrou bastante interesse em testar o mogno africano. Será papel da ABPMA fazer essa ponte entre nossos associados que já estão beneficiando a madeira e os fabricantes.
Reiteramos a responsabilidade dos produtores em terem amplo conhecimento sobre todo o correto processo de serragem e secagem em estufa. Isso será fundamental para enviarmos amostras de madeira com qualidade, o que certamente proporcionará aceitação do mogno africano.
Fonte: ABPMA