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“Uso múltiplo e sustentável das florestas plantadas” é tema de minicurso no 4º Fórum dos Gestores da Agricultura da Bahia

O público que vai participar do 4º Fórum Estadual dos Gestores da Agricultura da Bahia (Feagri) terá à disposição uma grande variedade de minicursos para aprimorar os conhecimentos. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), que organiza o evento, preparou mais de dez opções de minicursos que serão ministrados no primeiro dia do Feagri, em 21/05, das 14 às 17h, no Centro de Convenções de Salvador. Esses cursos visam capacitar os gestores com conhecimentos práticos e estratégias eficazes.

“Uso múltiplo e sustentável das florestas plantadas” é o tema de um desses minicursos e será ministrado por Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF e Paulo Andrade, Coordenador do Programa Ambiente Florestal Sustentável (PAFS).

O diretor executivo da ABAF ressalta o potencial – sob o ponto de vista econômico, social e ambiental – do setor de árvores cultivadas. “Em um cenário futuro desafiador, as florestas plantadas estão ganhando um novo status. Da garantia de suprimento de matéria-prima para todos os usos da madeira – atuais e potenciais – a uma nova economia de baixo carbono, a solução passa pelas florestas plantadas. Para isso, precisamos trabalhar na ampliação de mecanismos que incentivem o consumo e a produção sustentável de produtos florestais: desde o papel e a madeira, até combustíveis mais limpos, como a biomassa, e produtos químicos e farmacêuticos”, informa.

Além disso, Andrade lembra que o setor é um dos que mais preserva o meio ambiente e vem estimulando também a restauração florestal.  “É preciso estimular o manejo florestal sustentável e, todos que se esforçam nesse sentido, devem ser compensados. Podemos encontrar este tipo de compensação através do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e no mercado de crédito de carbono. Além disso, áreas protegidas podem ser implementadas para dar renda extra, com mel, extrativismo e sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), entre outros”, completa. 

O minicurso abordará: as vantagens econômicas, sociais e ambientais das florestas plantadas para fins industriais; Plano Bahia Florestal 2033 (estímulo para os investimentos atuais e para atrair novas oportunidades para aumentar o volume de madeira plantada e processada no estado); vantagens da Bahia (produtividade florestal recorde, alta tecnologia aplicada pelas empresas, condições edafoclimáticas e áreas degradadas disponíveis para novos plantios); vantagens gerais (crescimento da demanda por madeira e bioprodutos, atendimento da demanda de madeira dos mais importantes segmentos da economia); uso múltiplo da madeira; Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF); inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira; manejo florestal sustentável (áreas de produção e de preservação); mercado de carbono e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

Os participantes devem optar pelo minicurso de interesse no momento da inscrição. As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de maio através do link https://encurtador.com.br/nqryU. Além dos minicursos, o Feagri promoverá plenárias abertas nos dias seguintes, abordando uma variedade de tópicos. Entre eles, destacam-se discussões sobre mudanças climáticas, a conjuntura e perspectivas da agropecuária da Bahia. 

O Feagri, que acontece de 21 a 23/05, é reconhecido como um espaço de aprendizado e troca de informações, reunindo profissionais, especialistas e gestores do setor agropecuário. Durante os três dias de programação, serão abordados temas cruciais para o desenvolvimento sustentável e aprimoramento das práticas agrícolas.

De acordo com o titular da Seagri, Wallison Tum, nas edições anteriores, o Feagri registrou a participação de representantes de mais de 300 municípios baianos. “Essa diversidade de experiências e perspectivas enriquece os debates e fortalece a rede de colaboração entre os gestores”, afirma o secretário.

Para mais informações:

Contato através do endereço feagri@seagri.ba.gov.br, ou pelo telefone (71) 3115-2808. 

Inscrições: https://forms.gle/KNgHioW1jQtxZLX59

Site da Seagri: http://www.seagri.ba.gov.br/

Instagram da Seagri: https://www.instagram.com/seagri/

Programação:

  • 21 de maio: Minicursos
  • 22 de maio: Abertura oficial, plenárias e lançamentos
  • 23 de maio: Plenárias

ABAF – Desde 2004, a ABAF representa as empresas e os produtores (grandes, médios ou pequenos) de base florestal do estado, assim como os seus fornecedores. Contribui para que o setor florestal se desenvolva sobre bases sustentáveis, seja do ponto de vista econômico, ambiental ou social. Trabalha por mais florestas, mais empresas, mais fornecedores, mais serviços e produtos. Este trabalho é feito em parceria com os associados, autoridades, governos, academia e demais parceiros em nível local, estadual e nacional. A indústria de base florestal usa madeira como matéria-prima, com destaque para a produção de celulose, papel, ferro liga, madeira tratada e para energia. Nossa missão está alicerçada na certeza de que a árvore plantada é o futuro das matérias-primas renováveis, recicláveis e amigáveis ao ambiente, à biodiversidade e à vida humana. Informações: abaf.org.br e nas redes sociais (@abaf.bahia).

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Polo Florestal faz movimentação milionária em Minas Gerais

O Polo Florestal de Mogno Africano localizado em Minas Gerais, é um dos que coloca o estado como o primeiro no ranking de produtividade na silvicultura brasileira

Um Polo Florestal em Minas Gerais movimenta cerca de R$ 25 milhões na economia do estado ao ano a partir do cultivo de Mogno Africano, uma árvore exótica capaz de produzir madeira nobre.

A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), responsável pela administração e o gerenciamento das florestas que gera uma centena de empregos e renda na cidade de Pompéu, com 32 mil habitantes.

Minas Gerais é o primeiro estado no ranking de florestas plantadas, com 2,1 milhão de hectares destinados à atividade, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2021. A silvicultura, prática em que se enquadram as florestas plantadas de Mogno Africano, alcançou valor produtivo de R$7,2 bilhões, representando um aumento de 22,5% com relação ao ano anterior, de acordo com o mesmo levantamento.

O Polo Florestal de Mogno Africano em Pompéu é um dos que reforça os altos números atingidos pela silvicultura no estado.

“Esse modelo de investimento em florestas comerciais envolve inicialmente a compra da terra que é ofertada pelo IBF e fica em nome do investidor. As etapas seguintes são realizadas pela equipe especializada do Polo Florestal do IBF, e envolvem o plantio, condução, manejo e corte das árvores”, explica o gerente comercial, Gilberto Capeloto.

O Instituto possui 4,4 mil hectares de áreas totais sob gestão, dos quais 1.400 hectares já estão plantados. A administração do Polo exige o foco de engenheiros ambientais, engenheiros florestais, fiscais, tratoristas, viveiristas, entre outras funções realizadas no campo e no escritório. Os colaboradores trabalham para que o ciclo do Mogno Africano seja completado em cerca de 17 anos e possibilite o retorno financeiro aos investidores, que chega a mais de R$ 10 milhões a cada 6 hectares.

“O perfil de investidores em florestas comerciais de Mogno Africano inclui principalmente moradores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Atualmente são mais de 350, entre médicos, empresários, advogados, engenheiros, servidores públicos e pessoas de outras profissões que escolhem Minas para investir e ter retorno financeiro a longo prazo e proteger o patrimônio, que é o que o plantio oferece”, explica o especialista.

Segundo Gilberto Capeloto, gerente comercial do IBF, muitos têm buscado o ativo Florestal como forma de garantir aposentadoria, tendo em vista o lucro futuro. Para perfis mais conservadores e que desejam diversificar a carteira, o Mogno Africano representa estabilidade, que depende do crescimento natural da planta, e valor comercial atrelado ao uso da madeira no setor de construção civil, naval, instrumentos musicais, esportivos e instrumentos de precisão, por exemplo.

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Maternidade e carreira em sintonia: histórias inspiradoras de mães na Eldorado Brasil

Com programas de apoio às gestantes e trilha de carreira, a companhia estimula crescimento profissional de mulheres

A realidade das mães conciliando maternidade e carreira pode ser desafiadora. Equilibrar as demandas do trabalho com as responsabilidades familiares pode ser estressante e exigir malabarismos constantes. No entanto, essa busca pela harmonia é definitiva para o bem-estar emocional e a realização pessoal e profissional dessas mulheres. Nesse contexto, o suporte da empresa desempenha um papel crucial.

Priorizando um ambiente inclusivo e acolhedor, a Eldorado Brasil, uma das maiores e mais sustentáveis empresa do setor de celulose, investe em iniciativas que reconhecem e valorizam as necessidades das mães no ambiente de trabalho. Programas oferecidos pela empresa são essenciais para promover a igualdade de gênero e uma cultura que dignifica a maternidade como parte enriquecedora da jornada de cada mulher. 

Com um olhar voltado as necessidades dos colaboradores, a Eldorado Brasil oferece programas tanto para a fase gestacional quanto o pós-parto, com acompanhamento até o primeiro ano do bebê. “Em nossa empresa, reconhecemos plenamente a importância das mães em nossa força de trabalho e o papel fundamental que desempenham não apenas em suas famílias, mas também em nossas equipes. É por isso que estamos comprometidos em oferecer programas e políticas que apoiem as mães em sua trajetória, impulsionando o sucesso e o bem-estar de nossos colaboradores. Nosso objetivo é continuar aprimorando nossos programas para garantir que todas as mães em nossa empresa se sintam apoiadas, valorizadas e capacitadas a alcançar todo o seu potencial”, – afirma Elcio Trajano Junior, diretor de Recursos Humanos, Sustentabilidade e Comunicação da Eldorado.

Além disso, a empresa está constantemente atenta aos talentos internos, incentivando e nutrindo o crescimento profissional. Em 2023, a Eldorado promoveu mais de 800 colaboradores, demonstrando seu compromisso contínuo com o desenvolvimento e o cuidado com sua equipe. Entre as colaboradoras promovidas, está a Marilu Ramos, engenheira florestal e natural do Paraná, se mudou para Três Lagoas MS em 2022, para assumir o cargo de especialista florestal em uma nova área de treinamento na Eldorado Brasil. Pouco mais de um ano nessa função, Marilu engravidou de gêmeos. Durante sua gestação, ela foi surpreendida mais uma vez, porém, em sua vida profissional, com uma promoção como coordenadora da área do Centro de Treinamento Florestal, provando que a maternidade não é um obstáculo para o crescimento na carreira.

 “A gente sempre sonha com ascensão na carreira, mas eu confesso que eu não esperava ser promovida naquele momento, foi uma grata surpresa. Eu percebi que o fato de eu estar grávida não afetou minha vida profissional. Minha carreira continuou. Consideraram meu nome para aquela posição naquele momento e me colocaram nela mesmo na condição de gestante. Me senti muito realizada”.

Marilu Ramos com os filhos Theo e Mavie.

Durante sua gestação e no pós-parto, Marilu participou ativamente do programa Gerar da Eldorado, que oferece apoio multidisciplinar, acompanhamento regular e orientações específicas para gestantes. O programa destaca-se por seu cuidado individualizado, que segundo ela, foi fundamental para sua sensação de segurança e acolhimento no ambiente de trabalho.

Na companhia desde 2014, Lianice Munaretto é especialista de Compliance e mãe da Lia Maria, cujo nome é uma abreviatura do seu próprio nome e uma homenagem à sua avó materna, Maria. Para Lia, como é chamada carinhosamente pelos colegas, conciliar a maternidade e a carreira é uma escolha individual e um ato de amor, pois é por meio do trabalho que muitas mães conseguem oferecer um futuro melhor para seus filhos.

“É importante mostrarmos aos nossos filhos nosso valor e nossa capacidade. O período da gestação é delicado, então precisamos acalmar nosso coração, confiar que tudo dará certo e que ser mãe não nos torna menos profissionais. Além disso, é fundamental que, nós que já passamos por isso, apoiemos outras gestantes, pois muitas vezes tudo que elas precisam é de um abraço, de se sentir acolhidas. E eu senti muito esse apoio durante minha gravidez e também no meu retorno ao trabalho aqui na Eldorado, tanto dos meus colegas quanto da minha gestão”, afirmou.  

Lianice Munaretto com a filha Lia Maria.

Assim como a Lia, a colaboradora Juliana Santos também tem uma longa história com a Eldorado. Há 14 anos na empresa, ela começou sua jornada na área financeira na Florestal Brasil, empresa que posteriormente se fundiu para criar a Eldorado Brasil Celulose. Mãe da Manuela que na época tinha 11 meses (hoje com 14), Juliana descobriu a chegada da segunda filha, Isabela (11), que hoje compartilha quase a mesma idade da indústria.

“Eu me afastei para ganhar a minha segunda filha em outubro de 2010 e retornei em fevereiro de 2011, quando a empresa já tinha passado pela fusão. Então eu saí de licença maternidade inserida em um cenário e voltei em outro completamente diferente. Era um ambiente novo, uma fábrica nova, pessoas novas. Foi um desafio muito grande. Mas eu falo que em nenhum momento, a maternidade me impediu de fazer ou viver algo” – contou.

Juliana Santos com as filhas Manuela e Isabela.

Desde que ingressou na Eldorado Brasil, Juliana acompanhou várias transformações, incluindo a criação e o aprimoramento dos programas destinados às gestantes. Ela destaca como esses programas, ao longo do tempo, se tornaram vitais para as gestantes na empresa, proporcionando-lhes um ambiente de trabalho mais acolhedor e seguro para as mães e para os bebês.

Programa Gerar Saúde do Bebê

O programa Gerar da Eldorado Brasil, oferece suporte abrangente às colaboradoras gestantes e dependentes. Com um total de 200 mulheres atendidas desde 2022 até o momento, o programa se destaca por seu acolhimento e orientações personalizadas durante a gestação. Por meio de uma equipe multidisciplinar e enfermeiras qualificadas, são fornecidos acompanhamento regular, orientações sobre cuidados pré-natais e pós-parto, estímulo ao parto normal e ao aleitamento materno.

Além disso, o programa prioriza a saúde e bem-estar da gestante e do bebê, buscando reduzir riscos como hipertensão e diabetes gestacionais. A empresa valoriza a individualidade das gestantes, garantindo apoio não apenas às colaboradoras, mas também aos dependentes diretos, estendendo os cuidados do programa até o primeiro ano de vida da criança.

SOBRE A ELDORADO BRASIL

A Eldorado Brasil Celulose é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz, em média, 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 1,4 milhão de habitantes. Em Santos (SP), opera a EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

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Preço do cacau tem forte alta de 32% em março com queda de exportações

Commodity passa por estresse global com quebra de safras, aponta associação

O preço do cacau apresentou forte alta de 32% no mês de março em relação a fevereiro. Já na comparação com março de 2023, a inflação da commodity base do chocolate ficou em 142% ao ano — o preço mais que dobrou. Os dados são referentes ao mercado do Brasil e provenientes de pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).

Os preços do cacau estão pressionados e com grande volatilidade por causa de uma queda na safra e de exportações dos principais países produtores, Costa do Marfim e Gana, devido a mudanças climáticas e a pragas, segundo a associação.

O fenômeno é global, com mercados como Nova York e Londres apresentando, em média, alta mensal de 27,5% no valor do cacau. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 158% no mercado mundial, como aponta a ABIA.

Informações: VEJA.

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Treevia recebe Prêmio Mundial de Inovação e Design

A startup brasileira Treevia ganhou nesta semana destaque internacional após conquistar o prêmio de Design mais prestigiado no mundo, o iF Design Award. O Prêmio é realizado desde 1954, e é conhecido como o “Oscar” do design, em 2024 recebeu mais de 11.000 inscrições, de mais de 72 países diferentes. Neste ano dentre as empresas premiadas estão grandes nomes da tecnologia como Apple, Samsung, HP, Sony, etc.

Mas nesse ano quem roubou a cena foi a segunda versão do sensor IoT SmartForest da Treevia, um dendrometro digital, que é capaz de permitir quantificação do crescimento e do carbono florestal remotamente, a empresa recebeu o iF Gold, a mais alta honraria do prêmio.

A Treevia, é uma empresa de tecnologia florestal genuinamente brasileira, fundada em 2016 por três engenheiros florestais, Esthevan Gasparoto, Emily Shinzato e Maycow Berbert, a empresa possui sede em São José dos Campos, porém atua em todo território nacional auxiliando na gestão e no monitoramento florestal de mais de 200mil hectares de florestas.

Segundo a empresa, o sensor SmartForest 2.0 é um equipamento capaz de transformar o manejo florestal ao literalmente conectar florestas à internet. O sensor, é fixado em árvores estatisticamente selecionadas e coleta além do crescimento florestal, variáveis ambientais como umidade e temperatura. Todos os dados são conectados a um sistema online, isso permite que gestores florestais, possam monitorar na palma da mão o crescimento diário da floresta, entendendo os efeitos das mudanças climáticas e reajustando dinamicamente a expectativa do crescimento futuro da floresta, isso por usa vez permite um manejo cada vez mais eficiente e otimizado.

No Brasil grandes empresas como Eldorado, Veracel e CMPC, já utilizam a tecnologia. Entretanto Esthevan (Diretor Executivo) garante, “o nosso papel é democratizar o acesso a este tipo de tecnologia, já temos inclusive diversos produtores rurais utilizando”. Para Gasparoto, quando o empresário percebe a quantidade de dinheiro desperdiçado pela falta de informação adequada para tomada de decisão estratégica, o valor do investimento facilmente justificado.

Maycow Berbert, diretor de tecnologia foi quem recebeu o prêmio em mãos em Berlim, ele explica que o equipamento é capaz de medir o crescimento em escala de submilimétrica, e não tem limites máximos e nem mínimos para fixação nas árvores, podendo inclusive ser instalado em mudas, sendo capaz de durar vários anos na floresta. Para ele o prêmio foi uma grande conquista. “-A premiação endossa um trabalho continuo de pesquisa e desenvolvimento que vem sendo feito a várias mãos por vários anos, somos a empresa mais avançada do mundo quando o assunto é inovação em tecnologias para mensuração e quantificação florestas e carbono”

Para Emily, diretora de operações, o prêmio abre margem para uma ambição ainda maior, a empresa já possui projetos em todo território nacional e no Uruguay, entretanto o sonho é ser global. “Além do monitoramento em florestas plantadas, hoje temos sensores instalados em projetos de restauração em todos os estados da Amazonia, e também estamos desenvolvendo projetos de NbS para geração de créditos de carbono no Cerrado” para Shinzato, aonde existir floresta, existe uma oportunidade de melhorar a sua gestão por meio de um monitoramento mais eficiente, não importa a sua localização no globo.

Sensor IoT SmartForest da Treevia.
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Mapa promove interação entre governo e setor produtivo de árvores cultivadas

A ideia é identificar as sinergias e integrar atividades que contribuam com o desenvolvimento florestal nos biomas brasileiros

Com objetivo de conhecer os gargalos e iniciativas em curso, que trazem impacto social e ambiental para a cadeia de florestas plantadas, a secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária, Renata Miranda, deu início ao cronograma de visitas a empresas do setor privado florestal.

A iniciativa visa uma maior aproximação entre governo e setor produtivo de árvores cultivadas, de maneira a entender a dinâmica existente e apresentar as ações propostas no Plano Floresta+Sustentável (F+S) do Mapa. A ideia é identificar as sinergias e integrar atividades que contribuam com a construção de políticas públicas que visam o desenvolvimento florestal nos biomas brasileiros e a sustentabilidade da cadeia, em atendimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A primeira atividade foi na Bracell, empresa brasileira produtora de celulose e celulose solúvel, que está no ranking das maiores do mundo, cujo compromisso com práticas sustentáveis se alinha às metas globais. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial da matéria-prima, sendo o terceiro produto agrícola mais exportado do país, o que evidencia a relevância internacional da produção florestal.

“Nosso país tem grande vocação e oportunidades para a expansão da cadeia de florestas plantadas em todos seus segmentos, e a Bracell é um exemplo mundial, de que é possível produzir com sustentabilidade gerando prosperidade em todo seu entorno”, comentou a secretária.

Na ocasião da visita, também foi apresentado aos dirigentes da Bracell a Rede Floresta +Sustentável, ferramenta de acesso público que vai promover a conexão entre projetos chancelados pelo Mapa e investidores que tenham compromissos sustentáveis a cumprir.

Pelo Mapa participaram, ainda, a diretora do Departamento de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas, Lizane Ferreira e a coordenadora-geral de Desenvolvimento Florestal do Deflo, Jaine Cubas. Já pela Bracell, estiveram o diretor de Relações Institucionais, Manoel Browne, e o diretor de Operações Florestais, Mauro Kirino.

Plano Floresta+Sustentável

O Floresta+Sustentável promove ações que visam impulsionar o desenvolvimento do setor de florestas plantadas no Brasil para fins comerciais, com a execução da Política Agrícola para Florestas Plantadas (Decreto N° 8.375/14), estimulando a produção sustentável, a recuperação de vegetação nativa e a recomposição florestal em unidades de produção agropecuária, fortalecendo o setor e possibilitando novos arranjos produtivos.

O que são Florestas Plantadas?

Florestas Plantadas configuram uma cultura agrícola composta por árvores que são cultivadas especificamente para a produção de madeira legal, papel, celulose, carvão vegetal, chapas, painéis e outros produtos florestais. No Brasil, este setor desempenha um papel fundamental na economia, pois possui uma diversidade de espécies florestais cultivadas que são essenciais para a sustentabilidade ambiental e econômica do país.

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FNBF fortalece representação, promoção do setor e do manejo florestal sustentável

O Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) tem sido uma voz ativa em todos os avanços registrados em nível nacional do setor. Ao atuar fortemente nas negociações de leis, normas e decretos em colaboração com os órgãos municipais, estaduais e federais, a entidade acompanha de perto todas as atividades relacionadas aos âmbitos trabalhista, ambiental e social, com o objetivo de garantir que o setor possa exercer suas atividades com segurança, dignidade e respeito, em conformidade com a legislação.

Além de seu papel fundamental na defesa do setor de base florestal, o FNBF oferece suporte às empresas associadas em suas demandas junto aos órgãos competentes, garantindo um canal eficaz de representação. “Nosso trabalho sério resultou na construção de uma interlocução firme com os mais diversos órgãos, o que faz com que nossas demandas sejam analisadas e debatidas, criando condições para soluções efetivas”, destaca o presidente do Fórum, Frank Rogieri.

Paralelamente ao trabalho voltado à legislação, o FNBF atua no sentido de desmistificar o manejo florestal sustentável. Por meio do “Dia da Floresta”, a entidade mostra na prática como funciona o processo, com a remoção de árvores específicas, o que assegura a renovação da floresta. Convidados de todo o Brasil e do exterior acompanham todas as etapas deste processo, desde a escolha da madeira, medição, corte, colheita e transporte até a chegada do produto à indústria.

Em uma frente complementar, o Fórum trabalha ativamente na promoção do mercado nacional e internacional de madeira, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e outras entidades de renome. O objetivo é impulsionar o consumo de madeira sustentável, por meio de eventos nacionais e participação em eventos internacionais.

“Promovemos eventos nacionais e participamos de grandes eventos internacionais para promover o uso da madeira oriunda do manejo florestal sustentável, mostrando inclusive que esta é a melhor forma de preservação das nossas florestas. Estes eventos são muito importantes e resultam na apresentação do nosso produto e na realização de negócios com importantes mercados consumidores”, ressalta o presidente do Fórum.

Um exemplo recente dessa iniciativa é o evento “Madeira Sustentável – o futuro do mercado”, que neste ano teve sua segunda edição. Realizado no Rio de Janeiro, o evento reuniu centenas de profissionais da construção civil e do comércio de madeira, funcionando como uma plataforma crucial para promover o da madeira oriunda do manejo sustentável, refletindo o compromisso contínuo da entidade em fomentar o setor.

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Suzano investe US$ 5 milhões em startup canadense que desenvolve hidrogel com eucalipto

A Suzano Ventures, fundo de CVC da companhia de papel e celulose, foi criada com um cheque de 70 milhões de dólares

Suzano Ventures tem uma nova integrante do seu portfólio: a startup canadense Bioform Technologies, que produz hidrogéis – espécie de membranas – com polpa de madeira e com potencial de desenvolver a tecnologia usando a fibra de celulose da própria Suzano como insumo. 

Este é o segundo anúncio de aporte do CVC (Corporate Venture Capital) da companhia, criado em 2022, com um cheque total de US$ 70 milhões. A primeira escolhida foi a britânica Allotrope Energy, de bateria de lítio-carbono, que recebeu um aporte de US$ 6,7 milhões em dezembro passado.

O veículo de investimento busca por startups em quatro verticais: uso de biomaterial de eucalipto, embalagens sustentáveis, novas tecnologias e remoção de carbono.   

O  desembolso na Bioform será de US$ 5 milhões – o equivalente a R$ 25,8 milhões – em uma rodada considerada como seed. Criada em 2021 em Vancouver, no Canadá, a startup desenvolveu uma tecnologia para reforçar hidrogéis, estruturas compostas por cerca de 90% de água. 

Paula Puzzi, da Suzano Ventures: os nossos cheques variam entre US$ 500 mil e US$ 5 milhões (Suzano/Divulgação).

O que a startup faz

Os hidrogéis aparecem no dia a dia de diversas formas, como membranas, micropartículas e embalagens plásticas. O uso mais comum é em lentes de contato. A partir da solução da Bioform, estes materiais ganham uma nova sustentação, feita com fibras de celulose.

“Eles utilizam equipamentos semelhantes ao da indústria de papel e celulose para produzir esse material. Então, tem algumas modificações que eles fazem nesses equipamentos, mas nós, como grandes conhecedores desses equipamentos, conseguimos ajudá-los a identificar os gargalos e escalonar a tecnlogia”, afirma Paula Puzzi, gerente do Suzano Ventures. 

Na Suzano há mais de 8 anos na Suzano, a executiva lidera o veículo desde o dia 1. Segundo ela, a escolha pela startup passa ainda pelo que chama de “fit estratégico”, em que a companhia-mãe procura ampliar as utilizações da celulose para abrir novos mercados.

“É um produto de base renovável, que também é parte da nossa meta e é algo em que estamos buscando ser protagonistas no mercado de bioeconomia”, diz. “Um dos focos de aplicação desse hidrogel reforçado é em embalagens, o que conecta bastante com a nossa vertical de embalagens sustentáveis”.

Os recursos serão usados para dar escala aos testes. Até agora, Jordan MacKenzie e Mark Martinez, os dois pesquisadores da Universidade de British Columbia e cofundadores da startup, estão em um nível embrionário do negócio, ainda em fase pré-operacional. 

A entrada do capital permitirá a ampliação do laboratório para que possam produzir os hidrogéis em maior volume e velocidade. “Este novo momento vai possibilitar o refino da tecnologia, seja do processo seja em questão de custos”, diz Puzzi. 

Qual é o momento do fundo

O processo de decisão sobre o investimento levou cerca de 1 ano, incluindo a participação da startup do programa de aceleração do CVC. A ponte entre a Suzano Ventures e Bioform veio a partir da Export Development Canada (EDC), agência de fomento canandense.

A EDC é uma das parceiras do CVC para encontrar startups que atendam aos fundamentos da tese. O veículo, formado por cerca de 10 pessoas, ainda conta com o apoio de aceleradoras, fundos e ecossistemas de inovação para fazer as suas rondas.

Muito do capital de US$ 70 milhões deve ser empregado em startups estrangeiras. Assim como a Oxygea, CVC da Braskem, o Suzano Ventures enfrenta dificuldades para encontrar modelos mais maduros aqui que dialoguem com os problemas que a companhia-mãe enfrenta. 

“Lá fora é onde está a concentração das startups. Você tem algumas regiões com centros de pesquisa muito dedicados à floresta, biorrefinaria e materiais avançados. Mas eu entendo que o Brasil está indo para um movimento de produção de tecnologia e acho que no médio e longo prazo devemos ter mais volumes de startups aqui”, afirma.

A Suzano Ventures investe em rodadas de pré-seed a série A, com cheques que saem US$ 500.000 e avançam até a US$ 5 milhões, na média – a Allotrope Energy furou esse teto. Neste ano, o veículo deve reforçar o número de anúncios, usando do pipeline que foi construído ao longo do ano passado.

Informações: Exame / Imagem destaque: divulgação.

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Situação logística de PR e SC é um dos fatores para redução de 9% nas exportações de produtos madeireiros

Tema foi debatido no podcast WoodFlow durante análise de dados de exportação de madeira de 2024

“A demanda por produtos está boa, o que não estamos conseguindo é enviar os produtos para os nossos clientes em outros países”, disse o CEO da empresa Agrosepac, Diogo Dias Greca em entrevista ao segundo episódio do podcast WoodFlow. 

A fala de Diogo é uma referência aos entraves logísticos que o sul do país tem enfrentado para exportar diversos produtos, entre eles, os madeireiros. Os portos do Paraná e Santa Catarina estão superlotados, devido à obra no Porto de Navegantes e à inatividade do porto de Itajaí, como consequência disso, as janelas de embarque estão curtas e é difícil conseguir espaço para embarcar. “Isso gera uma concorrência entre os produtos a serem exportados dentro dos portos e, com isso, os embarques de madeira são prejudicados”, explicou Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow.

Essa dificuldade se reflete nos números de exportação. No primeiro trimestre de 2024, houve queda de 9% no volume de produtos madeireiros exportados, na comparação com o mesmo período de 2023. “Esse número foi puxado para baixo, devido, principalmente, à queda nas exportações de madeiras nativas. Porém, ao analisarmos as madeiras de pinus e seus subprodutos, houve até uma certa recuperação deste mercado nesse período”, explicou o head de desenvolvimento estratégico da STCP, Marcelo Wiecheteck, durante o programa. 

Diogo ressalta que os clientes internacionais estão enviando seus pedidos e isso tem ocupado as linhas de produção aqui no Brasil, mas os empresários encontram dificuldades para enviar os produtos, devido, sobretudo, aos custos de fretes e disponibilidade dos portos das principais regiões produtoras (Paraná e Santa Catarina).

Futuro do mercado de madeira

Otimismo controlado. Esse foi o termo usado pelos entrevistados no Podcast WoodFlow para retratar os próximos meses do mercado de madeira até o final de 2024. Segundo Marcelo, há dados como o housing starts (índice dos EUA que indicam a autorização para construção de novas casas) e a sinalização da queda de juros dos EUA, que podem trazer um certo otimismo para o mercado. 

“Acredito que podemos ter um ano melhor que 2023. Porém precisamos ficar de olho em outros cenários, como os conflitos geopolíticos, final da cota Européia para compensados de pinus e a oscilação da cotação do dólar”, disse Marcelo.

Diogo destacou que as empresas de fora estão procurando o produto brasileiro, “mas é preciso ter condições para exportar. Hoje não temos container, nem espaço no porto ou agenda em navios para escoar a produção”. 

Sobre o Podcast WoodFlow

O Podcast WoodFlow é uma iniciativa da startup de exportação de madeira WoodFlow, e visa debater, uma vez ao mês, sobre o mercado de madeira. O CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo conduz as entrevistas sempre entre um empresário do setor e um consultor convidado. 

No segundo episódio que foi ao ar no dia 15 de abril, além dos temas de logística e futuro do mercado de madeira, Diogo Dias Greca e Marcelo Wiecheteck falaram ainda sobre EUDR, que entra em vigor em janeiro de 2025 e outros números do setor.

O Podcast WoodFlow pode ser acessado diretamente no youtube da startup ou nas plataformas de streaming de áudio

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UEMS e Suzano se reúnem por novo curso em Ribas do Rio Pardo

Na tarde do último dia 12 de abril, o Reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), professor Dr. Laércio Alves de Carvalho junto a equipe da UEMS de Campo Grande, composta pela gerente da unidade Campo Grande, técnica Me. Jaqueline Moreira Jurado, pelo coordenador da Universidade da Maturidade (UMA/UEMS), prof. Dr. Djanires Lageano Neto, e pela vice-coordenadora da UMA, Me. Katia Juliane de Oliveira Lopes, realizaram uma reunião estratégica para estudo preliminar com equipe da empresa Suzano, especialista e referência nacional no ramo da celulose e papel.

O estudo preliminar visa a implementação de um novo curso de graduação na cidade de Ribas do Rio Pardo (MS). Conforme explica o reitor Laércio: “há tempos a UEMS tem vontade de expandir o ensino, pesquisa e extensão para a rota da celulose, sendo assim, uma parceria com a empresa Suzano é muito promissora”.

Participaram pela Suzano, o Sr. Rodrigo Zagonel – gerente executivo florestal em Ribas do Rio Pardo, a Sra. Ângela Aparecida – gerente executiva gente e gestão MS e a Sra. Maryanna Soares – focal point relações corporativas MS, e reforçaram o interesse da Suzano em somar com a UEMS para fortalecer o desenvolvimento da região de Ribas, formando profissionais na região que tenham oportunidade de se desenvolver na própria cidade.

Informações: UEMS.

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