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Assembleia aprova criação do “Vale da Celulose” em Mato Grosso do Sul

Região com destaque econômico e logístico é oficialmente reconhecida pela Assembleia Legislativa

Abrindo a pauta da última terça-feira (25/03) pelo “Vale da Celulose”, os deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) aprovaram, em discussão única, o Projeto de Lei 12/2025, de autoria do deputado Caravina (PSDB), que oficializa a denominação da região formada por municípios impulsionados pela cadeia produtiva da celulose.

A proposta reconhece como “Vale da Celulose” o conjunto de municípios que se destacam como polos de desenvolvimento econômico, logístico e social, tendo como base os investimentos estratégicos no setor de celulose, infraestrutura e geração de empregos. O projeto agora segue ao expediente da Casa de Leis.

Na mesma sessão, os parlamentares também aprovaram, em primeira discussão, o Projeto de Lei 290/2024, do deputado Junior Mochi (MDB), que reconhece o tuiuiú como ave símbolo oficial do Pantanal Sul-mato-grossense, destacando sua importância ecológica, cultural e turística. A matéria segue para análise das comissões de mérito.

Já em segunda discussão, foi aprovado o Projeto de Lei 288/2024, proposto pelo Ministério Público Estadual (MPMS), que altera o Plano de Cargos e Carreiras dos servidores do órgão, garantindo o pagamento de auxílio-invalidez a servidores aposentados por incapacidade permanente que necessitem de assistência contínua.

As sessões da ALEMS podem ser acompanhadas presencialmente ou ao vivo pelos canais oficiais da Casa: TV ALEMS, Rádio ALEMS, Facebook, YouTube e Portal ALEMS.

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BNDES e Petrobras firmam parceria para reflorestar a Amazônia e fortalecer o mercado de créditos de carbono

Objetivo é recuperar até 50 mil hectares de floresta e capturar cerca de 15 milhões de toneladas de carbono

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) firmaram na segunda-feira, (31/03), protocolo de intenções para uma iniciativa inédita que visa à contratação de créditos de carbono gerados a partir de restauração florestal na Amazônia. Chamado de ProFloresta+, o programa vai promover a restauração de até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia (cerca de 50 mil campos de futebol), capturando cerca de 15 milhões de toneladas de carbono (equivalente ao emitido anualmente por 8,94 milhões de carros movidos a gasolina).

Além de ser um dos maiores programas de compra de créditos de carbono de restauração do Brasil, o ProFloresta+ é o primeiro desenvolvido em parceria com um financiador, o BNDES. A fase inicial da iniciativa prevê um edital para a contratação de até 5 milhões de créditos de carbono, em uma área de cerca de 15 mil hectares, que gerarão investimentos de mais de R$ 450 milhões só na restauração, além de 4.500 empregos.

Uma consulta ao mercado foi aberta nesta segunda-feira para que os interessados possam contribuir com a minuta do primeiro edital e do primeiro contrato de compra de carbono.

“O programa contribuirá substancialmente para dar escala à restauração da floresta amazônica e com as estratégias de descarbonização das empresas brasileiras. Com a iniciativa, vamos transformar a restauração e a manutenção da floresta, tornando-os rentáveis para as empresas, para as comunidades locais e, principalmente, para o meio ambiente, combinando as demandas ambientais e climáticas do país”, destaca o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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Marcelo Gonzalez/Divulgação Petrobras

O ProFloresta+ vai selecionar projetos de restauração ecológica com espécies nativas que, a partir do reflorestamento das áreas degradadas, gerarão créditos de carbono. Esses créditos terão a compra garantida pela Petrobras em contratos de longo prazo (offtake), a um preço a ser definido por licitação. O BNDES oferecerá financiamento destinado a reflorestamento, aos desenvolvedores desses projetos, por meio de linhas de crédito especiais, como o Fundo Clima, com taxas e prazos adequados para projetos de restauração.

 “Essa é uma iniciativa muito importante para a Petrobras e para o Brasil. Ela possibilitará atendermos os compromissos climáticos com créditos de carbono de alta qualidade e integridade e, ao mesmo tempo, fomentaremos o desenvolvimento do setor de restauração no País”, explica a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard.

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Marcelo Gonzalez/Divulgação Petrobras

Iniciativa inédita – Trata-se da primeira transação de carbono de restauração a qual se dará transparência sobre o preço contratado e os parâmetros técnicos contemplados, com um contrato padrão e pública. Isso configura uma referência de alto nível para o mercado de restauração e créditos de carbono no país, além da Consulta Pública sobre o edital.

O projeto contou com o apoio técnico do Nature Investment Lab (NIL), que também facilitou o dialógo com especialistas no setor. O NIL é uma iniciativa criada para promover soluções baseadas na natureza desenvolvendo modelos de negócios replicáveis e apoiando estruturas financeiras inovadoras para projetos no Brasil.

“O iCS se uniu a este esforço inédito, liderado pela Petrobras e pelo BNDES, pelo potencial de replicação futura deste modelo em escalas ainda maiores. Contamos com a expertise de nossos donatários e parceiros nesse projeto: o Agroícone e o Imaflora atuaram na construção de requisitos técnicos para integridade, Co benefícios e salvaguardas socioambientais, e o escritório de advocacia Mattos Filho, na assessoria jurídica. Esses parâmetros poderão servir de referência a outros offtakers em iniciativas semelhantes”, disse Maria Netto, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (ICS).

A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destaca que a iniciativa se soma a outras do Banco com intuito de promover o reflorestamento da região, incluindo a área do Arco da Restauração, e proteger o bioma amazônico, ativo único no planeta. “O BNDES tem buscado diversificar as formas de apoio à recuperação da vegetação nativa nos biomas brasileiros. A crise climática e social da região amazônica exige que se promova com urgência a reconstrução da floresta, em especial nas regiões mais degradadas, caso do Arco do Desmatamento, que agora estamos transformando no Arco da Restauração”, afirma a diretora.

“A expectativa é de que o estabelecimento de um contrato padrão de compra de créditos de carbono de projetos de restauração com elevada integridade e rigorosos critérios técnicos e socioambientais sirva de referência para fomentar o desenvolvimento do mercado de restauração e créditos de carbono”, esclarece o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim.

Consulta ao mercado – As empresas que quiserem participar da consulta ao mercado sobre a minuta do edital e do contrato de compra de créditos de carbono devem enviar e-mail para profloresta@petrobras.com.br solicitando sua inscrição para receber o material completo.

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Marcelo Gonzalez/Divulgação Petrobras
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Exclusiva – Levantamento da produtividade florestal é só um dos itens da Expedição Silvicultura

Em live realizada pelo Instagram do Mais Floresta na última terça-feira (01), o CEO da Canopy Remote Sensing Solutions, Fábio Gonçalves, deu detalhes das principais informações que serão levantadas por sua equipe

No início da noite desta última terca-feira (01/04), durante live no Instagram do portal Mais Floresta, mídia oficial da Expedição Silvicultura, Fabio Gonçalves, Cofundador & CEO da Canopy Remote Sensing Solutions, explanou sobre a relevância do evento, que irá levantar dados ainda inéditos no setor: “Em uma expedição desse porte não poderíamos nos limitar a coletar somente dados biométricos para a proposta de estimativa de estoque de madeira. Então hoje, estamos incluindo também no escopo de nosso levantamento informações sobre a qualidade dos plantios, bem como sobre o ataque, por exemplo, de sanidade das árvores e de pragas e doenças. A gente quer entender um pouco das práticas socioambientais que são aplicadas nessas diferentes regiões”.

“A gente sabe que as empresas do setor fazem um excelente trabalho com relação a práticas socioambientais, mas elas têm aproximadamente 75% da área plantada do Brasil, então temos ainda, uma área grande entre produtores independentes e pequenas e médias empresas. E não temos muita informação com relação a esses tipos de entidades. De uma forma mais generalizada, não temos informações ainda, por exemplo, de custo de produção, expectativas dos produtores e gestores florestais, tendências de investimentos, e impactos das mudanças climáticas, além de outros dados relevantes para toda a cadeia produtiva do setor. Então a gente vai aproveitar essa grande Expedição para poder fazer uma coleta de dados muito mais completa, com pelo menos 1.000 amostras de inventário florestal”, complementa.

Live desta última terça (01), no Instagram Mais Floresta, com Fabio Gonçalves, Cofundador & CEO da Canopy.

Paulo Cardoso, CEO da Paulo Cardoso Comunicações, que entrevistou Fabio durante a live, reforçou que: “Um evento como esse, que nos traz um relatório robusto em informações do setor, nunca havia sido realizado em toda a América Latina, e talvez nem no mundo ainda. É um roteiro que irá durar cerca de 70 dias, passando por 16 estados brasileiros e com nove eventos presenciais em cidades diferentes. Nunca um parceiro e patrocinador teve por tanto tempo a exposição de sua marca em um evento”.

Com amplo Know how, equipe especializada e o que há de mais inovador em equipamentos e técnicas, a Expedição Silvicultura irá realizar um levantamento sem precedentes sobre a produtividade das plantações florestais do país. Durante o levantamento serão coletados cerca de 40.000 pontos de controle e 1.000 amostras de inventário florestal.

O interesse na participação dos eventos presenciais cresce a cada dia. Antes mesmo de iniciar a abertura dos ingressos, muitas empresas, estudantes e profissionais do setor entram em contato com a equipe organizadora para saber como participar. Sobre o tema, Fabio anunciou: “Uma parte do público será de convidados das instituições e empresas parceiras e seus técnicos, mas também iremos abrir inscrições ao público em geral. Então os interessados terão a oportunidade de participar de ao menos um dos eventos, em região mais próxima. Então estendemos nosso convite à todos. E obviamente, quem não puder estar presencialmente nos eventos, poderá acompanhar a Expedição pelas redes sociais do próprio evento e do portal  Mais Floresta. Ainda neste mês queremos abrir as inscrições”.

A Expedição Silvicultura nasce com uma vasta bagagem de informações sobre o setor florestal, levantadas remotamente pela Canopy nos últimos anos, e vem para complementar esses dados com a precisão da coleta em campo, oferecendo uma visão completa e integrada das florestas plantadas no Brasil. O evento irá construir um banco de dados inédito que beneficiará toda a cadeia florestal brasileira.

O evento inédito, que irá percorrer mais de 40 mil quilômetros, em 16 estados brasileiros, é uma realização da Canopy – Remote Sensing Solutions em parceria com a Paulo Cardoso Comunicações, e conta com apoio das principais instituições e empresas do setor. Mapear a produtividade das florestas permite decisões mais assertivas para o setor, como melhor planejamento de colheitas, uso consciente dos recursos e práticas de manejo mais eficientes.

A Canopy é uma empresa de geotecnologia especializada em florestas, que vem realizando um levantamento anual das áreas de silvicultura no Brasil por satélite desde 2020. Nos últimos anos realizou um trabalho detalhado de validação desses levantamentos com o apoio de empresas florestais, que compartilharam dados de aproximadamente 600 mil hectares.

Para capturar a diversidade das florestas plantadas no Brasil e as diferentes estruturas fundiárias, a empresa aplicou um método tradicional de validação de mapeamento, analisando 17 mil amostras lançadas aleatoriamente no país, o que apontou uma acurácia global de 97%. Ainda assim, a equipe sentiu que faltava aplicar o método de validação mais confiável de todos: a checagem em campo. Dessa ‘dor’ então, nascia a Expedição Silvicultura.

A empresa conta com inúmeros cases e parcerias relevantes no setor. Os dados estatísticos do Relatório Anual da Ibá – Indústria Brasileira de Árvores, são levantados e desenvolvidos com base na tecnologia e inteligência da Canopy. Desde de 2022 o levantamento  conta com mapeamento de satélite, que capta áreas com plantios de árvores com área a partir de 0,25 hectares. E com toda sua experiência e inovação, irá fazer todo o levantamento da produtividade das plantações florestais do país através da Expedição.

Seja um patrocinador da Expedição Silvicultura!

Não perca essa chance única de fazer parte dessa grande Expedição e destaque seu nome em um evento de proporções épicas! Mais informações: comercial@maisfloresta.com.br ou  comercial@canopyrss.tech.

Inscrições e outros detalhes estarão disponíveis em breve em: https://www.expedicaosilvicultura.com.br/

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Escrito por: redação Mais Floresta.

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Eldorado Brasil reforça compromissos com inovação e sustentabilidade

Empresa apresenta avanços em eficiência energética, manejo florestal e governança corporativa no novo Relatório de Sustentabilidade

São Paulo, março de 2024. A Eldorado Brasil Celulose divulgou nesta segunda-feira, 31, os principais avanços na agenda ESG da companhia em 2024 por meio da nova edição do Relatório de Sustentabilidade. No último ano, a companhia reforçou seu posicionamento com inovações em eficiência energética, impacto socioeconômico das suas operações e crescimento da área de florestas plantadas.

Um dos principais avanços na área florestal em 2024 foi a inauguração do Centro de Tecnologia Florestal ELDTECH, em Andradina (SP). São sete laboratórios que já estão impulsionando pesquisa e o desenvolvimento em diversas áreas, como manejo de pragas, solo e nutrição, meteorologia, melhoramento genético e biotecnologia.

A Eldorado também ampliou seu compromisso com energia limpa ao inovar na geração elétrica sustentável. Além da Usina Termelétrica Onça Pintada (UTOP), que transforma em energia renovável a biomassa da madeira que não foi destinada à produção de celulose, a empresa implementou um sistema inédito que utiliza a força do descarte de efluentes tratados para gerar eletricidade limpa. Essa solução sustentável agora abastece os prédios administrativos do complexo industrial da empresa em Três Lagoas.

Ainda na UTOP, a recente substituição de combustíveis fósseis por energia elétrica renovável nos picadores que produzem biomassa para a usina reforça a estratégia sustentável da Eldorado.

A Eldorado registrou ainda recorde de produção de celulose considerando anos com parada geral de manutenção, fruto da eficiência de sua operação industrial. Foram 1,786 milhão de toneladas de celulose produzidas, servindo ao mercado doméstico e de outros 40 países em todos os continentes.

“A alta produtividade industrial e as inovações em energia renovável colocam a Eldorado em uma posição de destaque no setor globalmente. Toda a nossa cadeia produtiva é rastreada e segue princípios rigorosos de sustentabilidade, atendendo às exigências dos mercados mais criteriosos do mundo. O Relatório de Sustentabilidade que divulgamos agora atesta esses compromissos da companhia com o meio ambiente e todos os seus stakeholders”, diz Elcio Trajano Jr., diretor de RH, Sustentabilidade e Comunicação da Eldorado Brasil.

Mais florestas, mais CO2 sequestrado. Em 2024, a Eldorado ampliou de 283 mil para 296 mil hectares de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul. Além disso, a companhia mantém 101 mil hectares destinados exclusivamente à conservação. Isso faz com que a empresa seja superavitária no cálculo de emissões e retenção de gases de efeito estufa (GEE). Em 12 anos de operação, a Eldorado removeu 12 vezes mais GEE do que suas operações emitiram nos escopos 1 e 2.

Ainda na produção florestal, a empresa começou a usar telemetria nas máquinas agrícolas para reduzir riscos de acidentes, melhorando a segurança nas florestas e a eficiência operacional.

“A empresa já nasceu, em 2012, com o DNA da inovação e nossos times são incentivados a pensarem sempre no que podemos melhorar, em novos processos e práticas, e não temos medo de testar, de pensar fora da caixa. Gostamos muito da ideia de adotarmos tecnologias que depois são disseminadas no mercado”, complementa Trajano.

O impacto socioeconômico da atuação da Eldorado também é expressivo: apoiando a Economia Local, contratamos 690 Fornecedores dos quais 92% são de Mato Grosso do Sul”. Atualmente, dos 5,2 mil colaboradores da empresa, 4,5 mil estão em MS.

Logística. A eficiência operacional do transporte da madeira está atrelada à sustentabilidade. A frota de 236 caminhões com menos de dois anos de uso, alta tecnologia embarcada e modelagem euro 5 e euro 6 são o mais alto padrão em desempenho para reduzir a emissão de gases. Além disso, o escoamento da produção de celulose para o exterior é facilitado pelo terminal EBLog, no Porto de Santos (SP), que em um ano de operação promoveu aumento de 30% na produtividade média de embarque.

Terminal EBLog, no Porto de Santos, opera desde julho de 2023.

Governança. Nas pautas de governança, a Eldorado renovou seu apoio ao Pacto Global da ONU, mantendo a aderência aos Dez Princípios Universais pelo quarto ano consecutivo. Em 2024, mais de 4 mil profissionais receberam treinamentos sobre ferramentas de compliance. Além disso, a empresa realizou o primeiro encontro dos “Multiplicadores da Ética”, um grupo de 66 profissionais dedicados a disseminar boas práticas corporativas.

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz, em média, 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera a EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

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XVII EBRAMEM – Confira a agenda completa de eventos

A agenda de eventos que acontecerão paralelamente ao Ebramem 2025 será intensa e proporcionará conhecimento para os profissionais interessados em sistemas construtivos com madeira. Para não perder nenhum deles, confira abaixo os dias que cada um deles será realizado e inscreva-se antecipadamente clicando aqui!

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Expedição de papelão ondulado totaliza 322.676 toneladas em fevereiro de 2025

O Boletim Estatístico Mensal da EMPAPEL aponta que o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) caiu 1,8% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 143,7 pontos (2005=100).

Em termos de volume, a expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado alcançou 322.676 toneladas no mês. Apesar da queda interanual a expedição para o mês de fevereiro se mantém acima do patamar de 320 mil toneladas.

Por dia útil, o volume de expedição foi de 13.445 toneladas, uma queda de 1,8% na comparação interanual, em que fevereiro de 2025 registrou a mesma quantidade de dias que em 2024 (24 dias úteis).

Expedição de Papelão Ondulado (dados dessazonalizados em toneladas e em médias móveis trimestrais)

Nos dados livres de influência sazonal, o Boletim Mensal de fevereiro registrou alta de 0,6% no IBPO, para 154,9 pontos, equivalentes a 347.023 toneladas. Na mesma métrica, a expedição por dia útil foi de 14.459, uma alta de 9,0% na comparação com o mês anterior.

Informações: EMPAPEL. Imagem destaque: divulgação.

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Paper Excellence é a patrocinadora da Temporada de concertos da Osesp em 2025

Série de concertos apoiados pela Paper começa na quinta-feira, 03, no espetáculo “Dom Quixote”, de Richard Strauss

São Paulo, março de 2025 – A Paper Excellence, uma das maiores produtoras de papel e celulose do mundo, é patrocinadora da temporada 2025 da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

A empresa repete o sucesso de 2024 ao patrocinar, novamente, a temporada de concertos de uma das principais orquestras do Brasil, reforçando o compromisso da Paper com a cultura e movimentos artísticos de grande relevância no cenário nacional.

O patrocínio começa com o espetáculo “Dom Quixote”, de Richard Strauss, que será realizado no próximo dia 3 de abril (quinta-feira), na Sala São Paulo.

A apresentação será uma homenagem ao violoncelista brasileiro Antonio Meneses, que morreu em agosto de 2024 e originalmente iria interpretar a obra que foi um marco em sua carreira.

Músicos se preparam para o primeiro espetáculo da temporada, que acontecerá nesta quinta (03/04), na Sala São Paulo, na capital paulista.

No programa também haverá a primeira audição latino-americana de uma obra inédita para a Osesp de Unsuk Chin, importante nome da composição contemporânea. Sob a regência da jovem maestra finlandesa Emilia Hoving, que estreia em solo brasileiro, o público ouvirá “Operascope”, peça que traça a história da ópera, com referências a obras de Verdi, Puccini, Berg e outros.

Logo em seguida, será a vez de ouvir a “Sinfonia nº 5”, de Carl Nielsen, considerado o maior compositor da Dinamarca. A obra é estruturada com apenas dois movimentos e é reconhecida como uma de suas melhores composições.

“Este patrocínio reflete o compromisso da Paper Excellence com o fortalecimento da cultura brasileira e a ampliação do acesso à música clássica. Valorizamos iniciativas que inspiram e conectam pessoas, e acreditamos que eventos como este são fundamentais para enriquecer a sociedade”, destaca Claudio Cotrim, presidente da Paper Excellence Brasil.

AGENDA

“Dom Quixote” de Richard Strauss

Data: 3 de abril (quinta-feira)

Horário: 20h

Local: Sala São Paulo

Endereço: Praça Julio Prestes, 16

Duração: 102 minutos

Preço dos ingressos entre R$ 42,00 e R$ 295,00

Adquira os ingressos neste link

Sobre a Paper Excellence

A Paper Excellence é uma das maiores produtoras de papel e celulose do mundo, com produção anual de 12,8 milhões de toneladas por ano. A companhia possui 58 fábricas distribuídas no Canadá (onde iniciou sua história em 2006), França, Estados Unidos e Brasil, estrutura que atende clientes em mais de 60 países em todos os continentes. Hoje, a Paper Excellence é uma companhia com 77% do suprimento de energia a partir de fontes renováveis e 100% das operações florestais com certificação internacional. A companhia possui hoje 21 mil colaboradores. No Brasil, a Paper possui o controle de 49,14% das ações da Eldorado Celulose, unidade industrial localizada na cidade de Três Lagoas (MS).

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Suzano fará 4º aumento em preços de celulose a partir de abril

A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, fará uma nova rodada de aumentos de preços de celulose em abril, a quarta seguida neste ano, informou a companhia nesta quinta-feira.

O preço da celulose vendida pela Suzano para clientes na Ásia vai subir em US$20 a tonelada, enquanto na Europa e na América do Norte o reajuste será de US$60 por tonelada em cada região.

A informação sobre os aumentos foi antecipada à Reuters por uma fonte e confirmada posteriormente pela Suzano.

Com o reajuste de abril, o preço da celulose da Suzano na Europa irá para US$1.280 a tonelada.

As ações da Suzano fecharam a quinta-feira em alta de 0,71%, enquanto o Ibovespa encerrou com avanço de 0,47%.

Informações: Terra.

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O eucalipto em Portugal: pilar da economia e da sustentabilidade

Eucalipto: uma curiosidade com 150 anos

A floresta portuguesa, tal como a conhecemos hoje, é em grande parte resultado da intervenção humana. No final do século XIX, menos de 10% do território nacional estava arborizado. No entanto, ao longo das décadas, políticas de reflorestação e iniciativas privadas permitiram que essa área ultrapassasse os 3 milhões de hectares, correspondendo a cerca de 36% do território nacional. Grande parte desse crescimento foi impulsionado pela plantação de espécies de alto valor económico, como o pinheiro-bravo e o sobreiro, mas também pelo eucalipto, que se afirmou como uma das árvores mais relevantes para a economia nacional. Introduzido há mais de 150 anos, o eucalipto começou por ser uma curiosidade ornamental em parques e jardins, mas rapidamente se tornou uma das espécies mais importantes da floresta portuguesa. O Eucalyptus globulus revelou-se particularmente adaptado às condições do país e, graças à sua madeira de fibras curtas e resistentes, Portugal tornou-se um dos líderes mundiais na produção de pasta e papel de alta qualidade. Hoje, os eucaliptais ocupam cerca de 26% da área florestal nacional, totalizando 845 mil hectares. Embora tenha uma presença significativa, o eucalipto não é a espécie dominante na floresta portuguesa, ficando atrás dos montados de sobro e azinho (34%) e dos pinhais (28%).

A importância do setor da pasta e papel na economia nacional

O eucalipto é um dos motores da economia florestal portuguesa, sendo a base de um setor industrial altamente competitivo e exportador. O setor da pasta e papel representa cerca de 8% das exportações nacionais e é responsável por um excedente na balança comercial. Só em 2023, as exportações do setor ultrapassaram os 3,3 mil milhões de euros, correspondendo a 51% das exportações do setor florestal português. Além do seu impacto económico, a fileira do eucalipto desempenha um papel crucial na criação de emprego e na dinamização do interior do país. O setor gera mais de 80 mil postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos, ajudando a fixar populações em regiões de baixa densidade e a combater o abandono rural.

The Navigator Company: o motor da inovação na fileira do eucalipto

A The Navigator Company é uma das principais impulsionadoras do setor da pasta e papel em Portugal é uma referência mundial na indústria. Maior produtora europeia de papel fino não revestido (Uncoated Woodfree – UWF), a empresa tem sido um dos pilares da economia nacional, sendo a terceira maior exportadora do país. Com um forte compromisso com a inovação e a sustentabilidade, a Navigator investe na gestão responsável das florestas, na eficiência dos seus processos produtivos e no desenvolvimento de bioprodutos alternativos aos de origem fóssil. A empresa está na vanguarda da investigação e desenvolvimento na fileira do eucalipto, através do seu centro de I&D RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e Papel. Este instituto tem sido fundamental na melhoria genética do Eucalyptus globulus, aumentando a produtividade das plantações e tornando-as mais resistentes a pragas, doenças e às alterações climáticas. A investigação da Navigator também se estende à modernização da silvicultura, à digitalização das operações florestais e à utilização de biotecnologias para otimizar o rendimento da matéria-prima. A empresa tem ainda desempenhado um papel crucial na transição para uma bioeconomia sustentável, apostando em novos produtos de base florestal. Entre as inovações mais recentes está a produção de embalagens sustentáveis feitas a partir de fibras de eucalipto, destinadas a substituir plásticos de uso único. Além disso, a Navigator tem investido na valorização da biomassa florestal como fonte de bioenergia, contribuindo para a descarbonização da economia portuguesa.

Sustentabilidade e gestão florestal: o papel do eucalipto

Apesar da sua importância económica, o eucalipto tem sido alvo de críticas relacionadas com o impacto ambiental e o risco de incêndios florestais. No entanto, os dados demonstram que a verdadeira ameaça não está na espécie em si, mas na falta de gestão das florestas. Entre 2000 e 2024, cerca de 44% da área ardida em Portugal ocorreu em matos e pastagens sem qualquer tipo de gestão, enquanto os eucaliptais representaram 18%. Contudo, dentro desta percentagem, apenas 2% dos incêndios ocorreram em plantações geridas pela indústria, provando que a gestão ativa reduz significativamente o risco de fogo. As plantações bem geridas de eucalipto podem ter um impacto positivo no ambiente. Estudos indicam que esta espécie desempenha um papel relevante na conservação dos solos, ajudando a reduzir a erosão e a manter a estrutura do solo através da deposição de matéria orgânica. O eucalipto também tem um papel importante na regulação do ciclo da água e na captura de carbono, sendo um contributo valioso para a mitigação das alterações climáticas.
A The Navigator Company tem sido um dos principais promotores da certificação florestal em Portugal, garantindo que as suas plantações cumprem elevados padrões ambientais e sociais. A empresa aderiu aos esquemas de certificação FSC® e PEFC, que promovem a gestão responsável das florestas e asseguram o equilíbrio entre os valores económicos, ambientais e sociais.

O eucalipto e o futuro da bioeconomia Portuguesa

Com a crescente procura global por madeira e bioprodutos sustentáveis, Portugal tem uma vantagem competitiva única: o Eucalyptus globulus, cuja fibra é reconhecida mundialmente pela sua qualidade superior. No entanto, para garantir que esta riqueza natural continue a ser uma fonte de desenvolvimento económico e ambientalmente responsável, é essencial investir
na inovação e na gestão ativa das florestas. A Navigator está a liderar essa transformação, apostando na evolução das suas fábricas para verdadeiras biorrefinarias, onde a madeira e a biomassa florestal são convertidas em fibras celulósicas, bioenergia e novos bioprodutos de base renovável. Estes avanços permitem substituir materiais derivados do petróleo por alternativas sustentáveis, contribuindo para a redução da pegada de carbono e para o desenvolvimento de uma economia circular.

Um equilíbrio entre economia e sustentabilidade

O eucalipto é um dos principais ativos da floresta portuguesa, sendo um pilar da economia nacional é um elemento-chave para a transição para uma bioeconomia mais sustentável. A fileira do eucalipto, com destaque para o setor da pasta e papel e para empresas como a The Navigator Company, tem demonstrado a capacidade de aliar inovação, competitividade e
responsabilidade ambiental. Com uma gestão florestal responsável, certificação rigorosa e investimento contínuo em investigação e desenvolvimento, Portugal pode continuar a liderar o setor a nível mundial. A chave para o futuro da fileira do eucalipto está na aposta na modernização da silvicultura, na diversificação dos bioprodutos e na adoção de práticas cada vez mais sustentáveis, garantindo que esta riqueza natural seja um fator de progresso económico e ambiental para as próximas gerações.

Informações: CNN.

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Pesquisa aponta áreas prioritárias para restauração da vegetação nativa do Brasil

A regeneração de 30% dos 76 milhões de hectares mapeados nos seis biomas poderia aumentar a disponibilidade de hábitat para mais de 11 mil espécies animais e vegetais, além de ajudar a mitigar as mudanças do clima

O novo Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), lançado em dezembro pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), atualizou as estratégias brasileiras para alcançar a meta de recuperar 12 milhões de hectares (ha) de vegetação nativa até 2030. O compromisso foi assumido no Acordo de Paris, tratado internacional assinado por 195 países em 2016 que prevê medidas para conter os impactos das mudanças climáticas e limitar o aquecimento global abaixo de 2 graus Celsius.

Segundo o Planaveg 2025-2028, serão combinadas quatro “estratégias transversais” (monitoramento, fomento à cadeia produtiva, financiamento e pesquisa) com “arranjos de implementação”, que preveem a recuperação da vegetação nativa em áreas de preservação permanente, reserva legal e uso restrito, além de áreas públicas e propriedades rurais de baixa produtividade.

A bióloga Rita Mesquita, secretária de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, defende o resgate da diversidade de espécies, de processos ecológicos e de serviços ambientais para evitar a perda da capacidade do sistema natural de responder a impactos futuros, como os provocados pelas mudanças do clima. “Para isso, é muito importante ter boas informações sobre todos os biomas, porque cada ecossistema vai seguir uma trajetória diferente, típica daquele lugar”, enfatiza, sobre o comportamento na regeneração.

Um estudo publicado em fevereiro na revista Biological Conservation pode contribuir para o trabalho dos órgãos ambientais e de gestão do território ao identificar áreas prioritárias para recuperação em cada um dos seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pampa, Pantanal e Mata Atlântica. Sua seleção deve levar em conta a expansão do hábitat disponível para as espécies nativas e a melhoria da conectividade funcional, que é quando a paisagem permite o deslocamento, a dispersão e o estabelecimento das espécies pelo fluxo de pólen, sementes e organismos entre fragmentos de vegetação.

O trabalho envolveu mais de 80 pesquisadores de universidades, instituições de pesquisa e organizações ambientais do Brasil e do exterior e apresenta os resultados de uma metodologia que combina o desenvolvimento de modelos de distribuição de espécies e de conectividade do território, com aplicação de um algoritmo de programação linear para otimizar a restauração, priorizando áreas com maior impacto para a diversidade e integração dos ecossistemas.

“O que o modelo vai fazer é simular como cada pixel de uma área desmatada seria restaurada e identificar como cada critério pode ser potencializado”, explica a bióloga Luisa Fernanda Liévano-Latorre, primeira autora do artigo e pesquisadora do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), uma organização ambiental privada com base no Rio de Janeiro. Uma das funcionalidades do modelo é saber qual a distribuição potencial de cada espécie na área escolhida.

Os autores mapearam 76 milhões de ha prioritários para a restauração, distribuídos nos seis biomas. As áreas anteriormente eram cobertas por ecossistemas naturais e agora estão ocupadas por agricultura, pastagens e silvicultura. Foram excluídas regiões urbanas e de mineração, onde a regeneração da vegetação nativa é inviável.

Em relação à biodiversidade, o grupo analisou 8.692 espécies de plantas (angiospermas) e 2.699 de animais, abrangendo ambientes terrestres e aquáticos. De acordo com as conclusões, se 30% das áreas prioritárias identificadas fossem regeneradas, seria possível aumentar em até 10% o hábitat disponível para essas espécies e em 60%, em média, a conectividade funcional, em relação ao cenário atual, utilizado como controle.

Regeneração florestal em paisagem de agricultura de corte e queima na Amazônia Central – Catarina Jakovac / UFSC

O estudo analisou organismos com diferentes capacidades de dispersão, abrangendo um espectro mais amplo de fauna e flora e tornando o trabalho mais robusto. Os benefícios são mais expressivos no Cerrado, onde a conectividade aumentaria em mais de 80%, seguido pela Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga (acima de 70%), e pelo Pampa e Pantanal (até 50%).

Para Mesquita, além de destacar as áreas onde se deve concentrar esforços, os dados de conectividade apresentados são importantes para a gestão pública, uma vez que eles precisam “estar cada vez mais presentes nas tomadas de decisão, incluindo os arranjos produtivos, pois não existe produção efetiva em paisagens inviáveis”. Para a bióloga, que não participou do estudo, a restauração de vegetação nativa deve buscar devolver a a resiliência das paisagens.

O estudo da Biological Conservation classificou algumas das áreas identificadas como altamente prioritárias, por abrigarem grande biodiversidade e estarem sob forte pressão. Comumente, são territórios de transição entre biomas. No caso da Amazônia, as áreas estão concentradas principalmente no arco do desmatamento, localizado no limite sul do bioma.

Se 30% das áreas restauráveis da região fossem recuperadas, ela poderia reter mais de 50% do seu potencial máximo de armazenamento de carbono, segundo a publicação, contribuindo significativamente para a mitigação das mudanças climáticas. A Amazônia tem a maior capacidade de captura de carbono entre os ecossistemas analisados.

“Pensando na Amazônia como um todo, o sucesso é limitado por dois fatores, principalmente: o número de vezes que aquela mata foi cortada, ou seja, a frequência de desmatamento; e o histórico de uso antes de começar a regeneração”, ressalta o biólogo André Giles, pesquisador em estágio de pós-doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele é o primeiro autor de um estudo publicado em dezembro na revista Communications Earth & Environment, que se propõe a fornecer indicadores para medir o sucesso da regeneração e apoiar ações voltadas à conservação do território e mitigação das mudanças climáticas na Amazônia.

O trabalho reúne 29 pesquisadores de instituições nacionais e internacionais – incluindo Mesquita, do MMA – que identificaram quatro indicadores-chave: a área basal, que representa a estrutura da floresta e a densidade da vegetação; a heterogeneidade estrutural, que mede a variação no tamanho das árvores, indicando um ecossistema mais equilibrado; a riqueza de espécies nativas, que avalia a biodiversidade da floresta secundária; e a biomassa acima do solo, que indica a quantidade de carbono estocado na vegetação, essencial para estimar o papel da floresta na mitigação das alterações do clima.

“Não se trata apenas de plantar árvores, mas de reconstruir ecossistemas complexos”, ressalta a engenheira-agrônoma Ima Vieira, do Museu Paraense Emílio Goeldi e coautora do estudo. “Nossos indicadores mostram exatamente como fazer isso de forma eficiente e mensurável.”

Os autores definiram esses indicadores a partir de análises de 448 parcelas de floresta secundária em 24 localidades da Amazônia e estabeleceram valores de referência para avaliar a integridade das florestas com 5, 10, 15 e 20 anos de regeneração, permitindo a comparação do desenvolvimento florestal com padrões ideais de recomposição.

“Criamos um modelo com um cenário ótimo de regeneração natural para definir quais seriam os valores dessa trajetória de restauração”, explica Giles. “A partir disso, chegamos em indicadores que são importantes para a integridade, e eles têm que agir juntos para se alcançar o resultado esperado na restauração vegetal.”

A partir das análises realizadas para traçar a trajetória de recuperação, os pesquisadores perceberam que os impactos são mais severos em áreas que sofreram múltiplos desmatamentos ou longos períodos de uso agrícola ou para pastagem. Além disso, a textura e a compactação dos solos influenciam a recomposição da floresta. “Solos mais argilosos podem limitar o estabelecimento de novas espécies, possivelmente por serem mais suscetíveis à degradação pelo uso”, destaca Giles.

Samaúma (Ceiba pentandra) remanescente de floresta original em área restaurada na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará – André Giles / UFSC

Embora os dados e indicadores sejam restritos à Amazônia, pode ser possível adaptá-los a ecossistemas semelhantes. Para a bióloga Fátima Arcanjo, que não participou do estudo, os dados para a Mata Atlântica, ecossistema com o qual trabalha, ainda são restritos. “Aqui, o cenário mudaria porque há uma degradação maior e menos conectividade ecológica. Com isso, é preciso considerar a restauração ativa”, ressalta, sobre a prática que envolve o plantio de mudas nativas.

Arcanjo é docente da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e lidera um projeto de restauração vegetal no Laboratório de Ecologia Aplicada da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O estudo investiga as mudanças ecológicas graduais que ocorrem ao longo do tempo na composição, na estrutura e no funcionamento da vegetação na Mata Atlântica em áreas de restauração ativa.

Nesse bioma, 186 mil ha de florestas maduras deram lugar, entre 2010 e 2020, a áreas agrícolas, de silvicultura e pecuária, além de pastagens. É o que alerta um estudo publicado em fevereiro na revista Nature Sustainability. Os autores identificaram 14.401 locais de desmatamento, totalizando 186.289 ha, grande parte deles com indícios de ilegalidade.

Os dados indicam que 73% da perda de floresta madura ocorreu em terras privadas, sendo que a maior quantidade de área desmatada (40% do total) estava em grandes propriedades. “Os tamanhos das áreas estão diretamente relacionados aos modos de produção e ao tipo de ator das atividades de supressão da vegetação nativa”, detalha a ecóloga Silvana Amaral, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e primeira autora do estudo.

Nem áreas protegidas, como unidades de conservação e terras indígenas, escaparam da destruição da mata nativa, evidenciando falhas na fiscalização da Lei da Mata Atlântica, que desde 2006 estabelece regras específicas para o uso, a exploração e a conservação do bioma (ver reportagem sobre desmatamento nessa região).

O estudo utilizou uma metodologia combinada de sensoriamento remoto, estatísticas espaciais e dados geoespaciais para mapear e entender a perda de florestas antigas, sem sinais de degradação visíveis por imagens de satélite. Essa abordagem permitiu identificar os principais vetores do desmatamento, os atores envolvidos e as falhas nas políticas de conservação, e poderia ser aplicada a outros biomas.

“Além de disponibilizar os dados utilizados e os resultados, descrevemos todas as etapas realizadas. Adaptar o método a outro bioma exigiria ter profissionais especialistas naquele ecossistema que sejam aptos a reconhecer os diferentes usos e coberturas da terra para a qual a vegetação nativa tenha sido convertida”, explica Amaral.

Artigos científicos LIÉVANO-LATORRE, L. F. et al. Addressing the urgent climate and biodiversity crisis through strategic ecosystem restoration in Brazil. Biological Conservation. v. 302, 110972. fev. 2025. GILES, A. L., SCHIETTI, J. et al. Simple ecological indicators benchmark regeneration success of Amazonian forests. Communications Earth & Environment. v. 5, 780. 20 dez. 2024. AMARAL, S. et al. Alarming patterns of mature forest loss in the Brazilian Atlantic Forest. Nature Sustainability. on-line. 13 fev. 2025.

O estudo utilizou uma metodologia combinada de sensoriamento remoto, estatísticas espaciais e dados geoespaciais para mapear e entender a perda de florestas antigas, sem sinais de degradação visíveis por imagens de satélite. Essa abordagem permitiu identificar os principais vetores do desmatamento, os atores envolvidos e as falhas nas políticas de conservação, e poderia ser aplicada a outros biomas.

“Além de disponibilizar os dados utilizados e os resultados, descrevemos todas as etapas realizadas. Adaptar o método a outro bioma exigiria ter profissionais especialistas naquele ecossistema que sejam aptos a reconhecer os diferentes usos e coberturas da terra para a qual a vegetação nativa tenha sido convertida”, explica Amaral.

Informações: Revista Pesquisa/Fapesp.

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