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Eldorado Brasil reforça compromissos com inovação e sustentabilidade

Empresa apresenta avanços em eficiência energética, manejo florestal e governança corporativa no novo Relatório de Sustentabilidade

São Paulo, março de 2024. A Eldorado Brasil Celulose divulgou nesta segunda-feira, 31, os principais avanços na agenda ESG da companhia em 2024 por meio da nova edição do Relatório de Sustentabilidade. No último ano, a companhia reforçou seu posicionamento com inovações em eficiência energética, impacto socioeconômico das suas operações e crescimento da área de florestas plantadas.

Um dos principais avanços na área florestal em 2024 foi a inauguração do Centro de Tecnologia Florestal ELDTECH, em Andradina (SP). São sete laboratórios que já estão impulsionando pesquisa e o desenvolvimento em diversas áreas, como manejo de pragas, solo e nutrição, meteorologia, melhoramento genético e biotecnologia.

A Eldorado também ampliou seu compromisso com energia limpa ao inovar na geração elétrica sustentável. Além da Usina Termelétrica Onça Pintada (UTOP), que transforma em energia renovável a biomassa da madeira que não foi destinada à produção de celulose, a empresa implementou um sistema inédito que utiliza a força do descarte de efluentes tratados para gerar eletricidade limpa. Essa solução sustentável agora abastece os prédios administrativos do complexo industrial da empresa em Três Lagoas.

Ainda na UTOP, a recente substituição de combustíveis fósseis por energia elétrica renovável nos picadores que produzem biomassa para a usina reforça a estratégia sustentável da Eldorado.

A Eldorado registrou ainda recorde de produção de celulose considerando anos com parada geral de manutenção, fruto da eficiência de sua operação industrial. Foram 1,786 milhão de toneladas de celulose produzidas, servindo ao mercado doméstico e de outros 40 países em todos os continentes.

“A alta produtividade industrial e as inovações em energia renovável colocam a Eldorado em uma posição de destaque no setor globalmente. Toda a nossa cadeia produtiva é rastreada e segue princípios rigorosos de sustentabilidade, atendendo às exigências dos mercados mais criteriosos do mundo. O Relatório de Sustentabilidade que divulgamos agora atesta esses compromissos da companhia com o meio ambiente e todos os seus stakeholders”, diz Elcio Trajano Jr., diretor de RH, Sustentabilidade e Comunicação da Eldorado Brasil.

Mais florestas, mais CO2 sequestrado. Em 2024, a Eldorado ampliou de 283 mil para 296 mil hectares de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul. Além disso, a companhia mantém 101 mil hectares destinados exclusivamente à conservação. Isso faz com que a empresa seja superavitária no cálculo de emissões e retenção de gases de efeito estufa (GEE). Em 12 anos de operação, a Eldorado removeu 12 vezes mais GEE do que suas operações emitiram nos escopos 1 e 2.

Ainda na produção florestal, a empresa começou a usar telemetria nas máquinas agrícolas para reduzir riscos de acidentes, melhorando a segurança nas florestas e a eficiência operacional.

“A empresa já nasceu, em 2012, com o DNA da inovação e nossos times são incentivados a pensarem sempre no que podemos melhorar, em novos processos e práticas, e não temos medo de testar, de pensar fora da caixa. Gostamos muito da ideia de adotarmos tecnologias que depois são disseminadas no mercado”, complementa Trajano.

O impacto socioeconômico da atuação da Eldorado também é expressivo: apoiando a Economia Local, contratamos 690 Fornecedores dos quais 92% são de Mato Grosso do Sul”. Atualmente, dos 5,2 mil colaboradores da empresa, 4,5 mil estão em MS.

Logística. A eficiência operacional do transporte da madeira está atrelada à sustentabilidade. A frota de 236 caminhões com menos de dois anos de uso, alta tecnologia embarcada e modelagem euro 5 e euro 6 são o mais alto padrão em desempenho para reduzir a emissão de gases. Além disso, o escoamento da produção de celulose para o exterior é facilitado pelo terminal EBLog, no Porto de Santos (SP), que em um ano de operação promoveu aumento de 30% na produtividade média de embarque.

Terminal EBLog, no Porto de Santos, opera desde julho de 2023.

Governança. Nas pautas de governança, a Eldorado renovou seu apoio ao Pacto Global da ONU, mantendo a aderência aos Dez Princípios Universais pelo quarto ano consecutivo. Em 2024, mais de 4 mil profissionais receberam treinamentos sobre ferramentas de compliance. Além disso, a empresa realizou o primeiro encontro dos “Multiplicadores da Ética”, um grupo de 66 profissionais dedicados a disseminar boas práticas corporativas.

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz, em média, 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera a EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

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A insanidade do MST contra o eucalipto

Em nome da “justiça social”, movimento ataca plantações que criam empregos e riqueza ao país

*Artigo de Xico Graziano.

“Eu não como eucalipto”. Das frases cretinas que já escutei na vida, essa é a mais estúpida. Nós também não comemos livros. A frase tem servido como grito de mobilização do MST para, há alguns anos, criminosamente, depredar áreas florestais exploradas pela indústria nacional de celulose e papel. Em nome da “justiça social”, queimam árvores e destroem laboratórios de biotecnologia.

A última ação do MST foi em 13 de março de 2025, quando cerca de 1.000 pessoas invadiram, novamente, uma área da empresa Suzano Papel e Celulose, em Aracruz, no Espírito Santo. Protagonizada pela tal “Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra”, defendem novos assentamentos rurais em lugar da produção de celulose.

Para reafirmar sua insanidade, na passeata vitoriosa que realizaram por dentre as plantações florestais da Suzano, os invasores carregavam uma faixa com os dizeres: “Eucalipto não enche o prato”. Cadernos escolares também não.

Uma semana antes, o presidente Lula visitou um assentamento dominado pelo MST, em Campo do Meio, interior de Minas Gerais. Preocupado com a perda de popularidade, deixou claro sua preferência: “Todo mundo sabe que tenho um lado. Quem são meus amigos? São vocês. Nunca esqueço quem são”.

Nós também não.

Essa birra não só do MST, mas da esquerda em geral, contra o setor de florestas plantadas faz parte do Febeapá nacional. Para quem não se lembra, Febeapá significa o “festival de besteira que assola o país”, uma criação do escritor Sérgio Porto transformada em livros, cujo 1º volume saiu publicado em 1966 sob o codinome de Stanislaw Ponte Preta.

Aquelas ferinas crônicas servem perfeitamente à descrição dessas imbecilidades que vemos hoje em dia, cometidas não mais pela ditadura militar, mas pelos arautos da fracassada democracia que nos aflige. Não comer eucaliptos inspiraria Sérgio Porto, morto em 1968.

Plantar árvores, em qualquer circunstância e em qualquer lugar, faz bem à sociedade. E o Brasil tem plantado muitas árvores pelos campos afora. Para se ter uma ideia dessa quantidade, todos os dias a silvicultura nacional planta 1,8 milhão de árvores. Vou repetir: 1 milhão e 800 mil árvores. Diariamente.

Existem plantações florestais cobrindo 10,2 milhões de hectares no território nacional, área equivalente àquela plantada com cana-de-açúcar, ou 5,5 vezes maior que a área ocupada pelos cafezais do país. Existem plantações imensas, detidas pelas grandes empresas de celulose, mas existem igualmente os pequenos plantios, oriundos de quase 300 mil estabelecimentos rurais.

Dessas plantações florestais, 76% são eucaliptos, 19% pinus e o restante vem de seringueira, teca, acácia, araucária, mogno africano e outras espécies. São árvores frondosas, enfeitando a paisagem rural de 4.837 municípios, segundo indica o Censo Agropecuário do IBGE (2017).

Prestem atenção nesse número: os pequenos e médios proprietários de terra respondem por 38% da área plantada com espécies florestais no Brasil. Desses silvicultores, 270 mil produzem eucaliptos, destinados seja às empresas de celulose e papel, seja à produção de madeira e de carvão vegetal. Sem eucalipto, não tem churrasco, nem pizza de forno à lenha.

De onde vem o sucesso do eucalipto?

Embora originário da Austrália, sendo o alimento predileto dos coalas, a espécie florestal se adaptou muito bem ao Brasil, crescendo vigorosamente graças ao calor tropical. O melhoramento genético e os métodos de cultivo o elevaram ao topo da silvicultura nacional.

Sua elevada produtividade lhe rendeu uma antiga má fama: a de secar o solo onde é plantado. Trata-se de um mito: todos os centros de pesquisa em silvicultura comprovam que o consumo de água da planta de eucalipto é semelhante ao das demais espécies. A diferença é que, como ele cresce muito rápido, utiliza bastante água por intervalo de tempo exigindo, em decorrência, um bom manejo de recursos hídricos no local da plantação.

Se você perguntar a um produtor florestal chileno, norte-americano, canadense ou sueco, que se encontram entre os gigantes da silvicultura mundial, qual seu sonho de consumo, ele fatalmente responderá: quero um eucalipto para mim. Acontece que nossas florestas plantadas crescem mais que o dobro das de nossos concorrentes.

O avanço tecnológico está trazendo enorme vantagem à silvicultura tropical, levando o Brasil a se tornar o maior exportador mundial de celulose. As vendas externas da cadeia produtiva de árvores plantadas, incluindo papel, compensados, serrados etc, somaram US$ 10,6 bilhões (2024). O agronegócio florestal praticamente empatou, nas divisas, com a carne bovina e o café.

O eucalipto tem outra vantagem. Suas fibras de celulose são curtas (nos pinheiros, são longas) tornando-o o queridinho para a fabricação de papéis especiais chamados tissue, como guardanapos, toalhas, produtos higiênicos e hospitalares, lenços de pele e que tais. É a fibra do eucalipto que garante aquela maciez desejada aos tissues.

Ah, nós também não comemos papel higiênico. Mas não vivemos sem ele.


*Xico Graziano, 72 anos, é engenheiro agrônomo e doutor em administração. Foi deputado federal pelo PSDB e integrou o governo de São Paulo. É professor de MBA da FGV. Escreve para o Poder360 semanalmente às terças-feiras.

Publicação original em: https://www.poder360.com.br/opiniao/a-insanidade-do-mst-contra-o-eucalipto/

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Mercado de carbono no Brasil: uma nova era para o agronegócio

*Artigo de Ivan Pinheiro.

A recente aprovação da Lei de nº 15.042/2024, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, representa um marco significativo para a sustentabilidade no país. Com a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), o Brasil se posiciona como protagonista no cenário global de combate às mudanças climáticas, promovendo um ambiente propício para a inovação e a geração de novas fontes de receita.

Um dos pilares dessa nova legislação é a Lei do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), sancionada em 2021, que permite aos proprietários rurais serem remunerados por manter áreas de preservação em suas propriedades. O Código Florestal Brasileiro já estabelece que os produtores rurais devem manter uma porcentagem de suas terras como áreas de preservação permanente e reservas legais, variando de 20% a 80% da propriedade, dependendo da região. Com a implementação da PSA, essas áreas, antes vistas apenas como passivos ambientais, podem se transformar em ativos financeiros por meio da comercialização de créditos de carbono.

Com essas duas legislações – SBCE e PSA -, o Brasil estabelece um mercado regulado onde as emissões de gases de efeito estufa (GEE) podem ser monitoradas e comercializadas. Isso significa que, produtores rurais que mantêm suas reservas legais e geram créditos de carbono, podem vender esses créditos a empresas que buscam compensar suas emissões. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 61% das propriedades rurais no Brasil possuem áreas destinadas à preservação, o que representa um potencial significativo para a geração de créditos de carbono.

A monetização das reservas legais e áreas de preservação permanente não apenas recompensa os produtores por seus esforços de conservação, mas também incentiva a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis. Isso contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e fortalece a imagem do agronegócio brasileiro como líder em sustentabilidade. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o mercado de carbono tem o potencial de gerar R$ 50 bilhões de receita adicional para os produtores até 2030.

Além disso, há empresas especializadas imprescindíveis nesse processo, auxiliando os produtores na quantificação do estoque de carbono em suas propriedades, na certificação desses créditos e na intermediação da venda no mercado. São plataformas desenvolvidas para oferecer suporte na implementação de estratégias que promovem a sustentabilidade nas fazendas, como a recuperação de áreas degradadas, o plantio de florestas comerciais e a adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

A regulamentação do mercado de carbono no Brasil é uma resposta às exigências globais por ações climáticas e uma oportunidade para o agronegócio brasileiro. Com a implementação da SBCE e o fortalecimento da lei do PSA, o país tem a chance de liderar um movimento em direção à sustentabilidade econômica e ambiental.

A combinação das reservas legais com a possibilidade de comercialização dos créditos de carbono cria um ciclo onde todos ganham: o meio ambiente é protegido, os agricultores são recompensados por suas práticas sustentáveis e o Brasil se posiciona como um líder em soluções climáticas inovadoras. O futuro do agronegócio brasileiro está intrinsecamente ligado à sua capacidade de se adaptar e prosperar dentro desse novo paradigma econômico sustentável.


*Ivan Pinheiro é diretor da RDG Ecofinance e criador do aplicativo Carbono Neutro.

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Biodiversidade do solo pode ser chave para sustentabilidade da erva-mate na Floresta de Araucária

Um projeto de pesquisa inovador começa a ser desenvolvido no Sul do Brasil com o objetivo de avaliar e otimizar a produção sustentável de erva-mate em áreas de Floresta com Araucária. A pesquisa, coordenada pela Embrapa Florestas, se concentra na análise da atividade e da diversidade microbiana do solo em diferentes sistemas de produção de erva-mate, incluindo áreas de floresta nativa, sistemas agroflorestais e monocultura. O objetivo é identificar os microrganismos que promovem o crescimento das plantas e otimizar o manejo do solo, a fim de garantir uma produção sustentável e ecologicamente correta. Os trabalhos terão duração de três anos e contam com o apoio de pesquisadores de diversas áreas. O objetivo será encontrar o equilíbrio entre a produção da erva-mate e a conservação do ecossistema. 

Intitulado “Atividade e diversidade microbiana em sistemas de produção sustentável de erva-mate em Florestas com Araucária”, o projeto é de grande importância para a região Sul do país, onde a erva-mate é um produto de destaque na economia local. A produção sustentável da erva-mate é fundamental para garantir a conservação da Floresta de Araucária, um ecossistema rico e ameaçado de extinção.

A pesquisa

“Acreditamos que este projeto possa trazer resultados significativos para a produção de erva-mate na região, além de contribuir para a conservação da Floresta de Araucária”, afirma Krisle da Silva, pesquisadora da Embrapa Florestas responsável pelo projeto. “Ao analisar a atividade microbiana do solo, podemos identificar os melhores métodos de manejo e cultivo, garantindo uma produção sustentável e ecologicamente correta”.

Espera-se que esta pesquisa permita avaliar de forma precoce e eficaz as alterações no solo, diminua os manejos e promova cultivos mais sustentáveis ​​para a região. Além disso, um dos objetivos será a seleção de microrganismos eficientes para a produção de mudas de espécies nativas, o que poderá contribuir para a recuperação de áreas degradadas e para a promoção de sistemas de produção mais resilientes e ecologicamente equilibrados”, acrescenta a pesquisadora.

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Sustentabilidade: cerne da engenharia florestal

Artigo de Cícero Ramos

Em 1713 — há 312 anos — o saxão Hans Carl von Carlowitz (1645-1714) escreveu sua obra Silvicultura Oeconomica, na qual defendia a conservação, o cultivo e o uso da madeira de forma contínua, estável e sustentável. Esse trabalho marcou o primeiro registro documentado do termo Nachhaltigkeit, que significa sustentabilidade. Esse marco também é considerado o início de uma abordagem científica para as atividades florestais, que se expandiu da Europa Central para o resto do mundo, chegando ao Brasil em 1960.

Diversas medidas foram adotadas ao longo da história para preservar as florestas. Na Alemanha, por exemplo, leis já em 1330 estabeleciam que o corte de madeiras deveria ser moderado e não causar devastação. Vilarejos, associações agrícolas, mosteiros e cidades implementaram regras específicas para esse fim, como a proibição do corte de árvores que produziam alimentos (frutas) e produtos florestais não madeireiros. Essas áreas eram colhidas anualmente e, em seguida, protegidas contra o retorno da população até que a regeneração das árvores fosse garantida.

Na França medieval, o conceito de sustentabilidade surgiu na palavra soustenir (sustentar), presente na Ordonnance de Brunoy, a primeira lei francesa conhecida sobre gestão de cursos de água e florestas. Promulgada em 1346 por Filipe VI, a lei exigia que os proprietários de florestas e cursos de água garantissem sua manutenção para que pudessem “se sustentar perpetuamente”.

Na Grã-Bretanha, em 1664, John Evelyn apresentou seu livro Sylva: A Discourse of Forest-Trees and the Propagation of Timber ao rei e à Royal Society. A obra, reeditada várias vezes no século XVII, incentivou o plantio de milhões de árvores, inclusive em propriedades rurais da aristocracia.

Apesar desses esforços, a conservação e gestão dos recursos florestais mostraram-se insuficientes. No século XVII, durante o primeiro período de industrialização, a demanda por madeira na Europa cresceu exponencialmente, levando à exploração intensiva de florestas e à abertura de novas áreas. Na Alemanha, Áustria e Suíça, a madeira era essencial para as indústrias de mineração. Já em países costeiros como Grã-Bretanha, França, Portugal, Espanha e Suécia, a preocupação era garantir o abastecimento de madeira para a construção naval. A pressão por madeira e terras agrícolas resultou em desmatamento extensivo e regeneração inadequada, causando impactos significativos nas florestas, conforme relatado por observadores da época.

Em 1713, Hans Carl von Carlowitz, chefe da administração mineira da Saxônia, publicou Silvicultura Oeconomica, um tratado de 300 páginas que defendia o uso sustentável das florestas. Baseando-se em sua experiência, publicações de terceiros e contatos internacionais, von Carlowitz propôs uma nova abordagem para o manejo florestal. O livro tornou-se leitura obrigatória para silvicultores, administradores governamentais e gestores do setor de mineração. A segunda edição, publicada em 1732, expandiu ainda mais suas ideias.

O conceito de sustentabilidade de von Carlowitz foi ampliado por outros especialistas. Wilhelm Gottfried Moser, em Grundsätze der Forst-Ökonomie (1757), destacou os aspectos intra e intergeracionais da sustentabilidade, afirmando que o homem deve viver não apenas para si, mas também para o benefício das gerações futuras. Georg-Ludwig Hartig, em Anweisung zur Taxation der Forste (1795), enfatizou a importância de garantir que as gerações futuras pudessem usufruir dos mesmos benefícios das florestas.

Essas ideias lançaram as bases para o conceito moderno de desenvolvimento sustentável, definido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1987) como “o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias necessidades”.

No início do século XIX, o termo Nachhaltigkeit ganhou destaque na pesquisa e educação florestal. Escolas técnicas e academias florestais foram estabelecidas, como o Instituto Florestal de Tharandt, fundado por Heinrich von Cotta em 1811. A França também seguiu o exemplo, com a criação da Escola Nacional de Silvicultura em Nancy no ano de 1824 e a promulgação do Código Florestal Francês em 1827.

Especialistas florestais europeus tornaram-se influentes, e suas ideias se espalharam globalmente. Estudantes estrangeiros foram atraídos para essas instituições, e graduados levaram os princípios da sustentabilidade para outros países. Por exemplo, Johann Georg von Langen, um influente engenheiro florestal alemão, ajudou a desenvolver a gestão florestal na Dinamarca e na Noruega, enquanto especialistas alemães foram contratados para estabelecer a profissão florestal na Rússia.

Embora países como a Alemanha já tenham aplicado técnicas de silvicultura e gestão florestal sustentável desde o século XIX, o Brasil, apesar de abrigar uma das maiores florestas e biodiversidade do planeta, levou tempo para incorporar práticas científicas e educacionais nessa área. A primeira tentativa de ensino superior voltado à silvicultura ocorreu em 1875, com a fundação da Escola Agrícola da Bahia, que oferecia cursos para formar Silvicultores, Agrônomos, Engenheiros Agrícolas e Veterinários. No entanto, não há registros de que tenha formado, de fato, Silvicultores. Assim, a exploração das florestas nativas no Brasil continuou de maneira empírica, sem o suporte técnico necessário.

O Brasil demorou a reconhecer a importância de capacitar profissionais para gerenciar suas florestas de forma sustentável, países como Venezuela, Colômbia, Chile e Argentina já haviam implantado escolas de Engenharia Florestal.

Somente em 1960 foi criada a Escola Nacional de Florestas, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento e o crescimento do setor florestal no Brasil. Com o apoio da FAO, órgão das Nações Unidas para a Agricultura, foi estabelecido o primeiro curso de Engenharia Florestal do país, na cidade de Viçosa, Minas Gerais, por meio do Decreto nº 48.247, de 30 de maio de 1960.

Hans Carl von Carlowitz cunhou o termo Nachhaltigkeit (sustentabilidade) e definiu o manejo florestal como uma prática que deve garantir o uso contínuo, estável e sustentável dos recursos, defendendo que o consumo de madeira deve permanecer dentro dos limites que a área florestal pode produzir e suportar, ou seja, não se deve derrubar o estoque de árvores maduras até que se observe que há crescimento suficiente no local. Essa visão pioneira está refletida nos princípios técnicos e científicos que norteiam o manejo florestal atual, ao relacionar a intensidade da exploração à capacidade de suporte ambiental da floresta e definir ciclos de corte alinhados ao tempo necessário para a recuperação dos volumes extraídos.

No manejo florestal da Amazônia, com engenheiros florestais como responsáveis técnicos, são identificadas as árvores maduras que podem ser colhidas da floresta, sendo retiradas, em média, de três a cinco árvores por hectare. Também são determinadas as árvores jovens que permanecerão na floresta, as árvores porta-sementes (mães) que serão responsáveis pela renovação da floresta, além das árvores protegidas por lei, como é o caso da Castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl.), por exemplo. Após a exploração das árvores maduras selecionadas para manejo, por meio de técnicas de exploração de impacto reduzido (EIR), ocorre uma abertura no dossel das copas que permite a entrada de luz na floresta, estimulando a regeneração natural e o banco de plântulas, favorecendo o crescimento em diâmetro e incremento volumétrico das árvores que, por meio da fotossíntese, retiram o dióxido de carbono () da atmosfera e o transformam em oxigênio (), contribuindo para o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade dos ecossistemas florestais.

O manejo florestal sustentável é uma das abordagens mais eficazes e inteligentes para combater o desmatamento e atividades ilegais. Ele permite a exploração econômica de produtos florestais, garante a manutenção de serviços ambientais e contribui para a geração de empregos e renda na região amazônica. Além disso, essa prática promove a arrecadação de impostos, oferece segurança jurídica ao setor florestal e favorece a conservação da biodiversidade para as gerações presentes e futuras.  O manejo florestal não se compara e tampouco pressupõe qualquer forma de remoção de vegetação, mesmo que legal.

O conceito de sustentabilidade é o cerne da engenharia florestal. Foi com esse objetivo que a profissão foi criada: tornar sustentável. A matéria-prima de origem florestal é essencial para a humanidade e exige um longo período para sua produção. O crescimento populacional e a demanda estão diretamente ligados. Portanto, é fundamental planejar as atividades para que ela seja sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.

Conclusão

O legado de Hans Carl von Carlowitz, com mais de três séculos de história, mantém-se profundamente relevante no debate contemporâneo sobre sustentabilidade. Seu conceito de Nachhaltigkeit (sustentabilidade), cunhado em 1713, transcendeu fronteiras e tornou-se um pilar essencial para a conservação e o manejo responsável dos recursos florestais em todo o mundo. Ao revisitarmos suas ideias, percebemos que a sustentabilidade não se limita a uma mera necessidade — ela se apresenta como uma oportunidade para inovar, repensar práticas e construir um futuro mais equilibrado e recipiente. Nesse contexto, a engenharia florestal, que neste ano celebra os 65 anos da fundação do curso no Brasil, se consolida como uma profissão essencial, oferecendo soluções técnicas e científicas para a proteção e restauração de ecossistemas florestais.


*Cícero Ramos, engenheiro florestal e vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais.

Fonte de pesquisa:

FAO – The Food and Agriculture Organization of the United Nations – An international review of forestry and forest products – Unasylva Number 65 Vol. 16 (2) 1962 disponível em: https://www.fao.org/4/b3200e/b3200e00.htm#Contents

FAO – The Food and Agriculture Organization of the United Nations Unasylva n°. 64, 2013/1 300 anos de silvicultura sustentável ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A ALIMENTAÇÃO E A AGRICULTURA Roma, 2013 . Disponível em: https://www.fao.org/4/i3364e/i3364e00.htm

Hans Carl von Carlowitz – A descoberta da sustentabilidade. Disponível em: https://akademielandpartie.de/2019/10/01/hans-carl-von-carlowitz-die-entdeckung-der-nachhaltigkeit/

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Responsável por 4% do PIB nacional, silvicultura é importante aliada da sustentabilidade na indústria de transformação

Segmento de florestas plantadas produziu 25 milhões de toneladas de celulose, 11 milhões em papel e 1,5 milhão de m³ de madeira nobre

Em 7 de dezembro é comemorado o Dia Nacional da Silvicultura, uma menção ao setor rural responsável pela produção de florestas plantadas. Para se ter uma ideia dos resultados positivos do manejo e a pegada sustentável dessa importante atividade agrícola, diariamente são plantadas 1,8 milhão de árvores com fins comerciais. 

A informação divulgada pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvore) é resultado de um estudo realizado anualmente. A atividade de silvicultura é responsável por 4% do PIB (Produto Interno Bruto), e produziu em 2023, 25 milhões de toneladas de celulose, 11 milhões de toneladas de papel e ainda, 1,5 milhão de metros cúbicos de madeira para exportação.

É importante esclarecer que a silvicultura é o método de cultivar florestas, a fim de evitar o desmatamento das matas nativas e a destruição dos biomas nacionais.

O relatório anual da organização MapBiomas destacou que, nos últimos cinco anos o Brasil perdeu mais de 8,5 milhões de hectares de vegetação nativa, por retirada ilegal de árvores. Em outras palavras, o espaço atingido equivale a duas vezes o tamanho do Rio de Janeiro. 

Outro ponto de atenção foram as regiões do Cerrado e Matopida (Bahia, Piauí, Tocantins e Maranhão), que registraram o maior índice de remoção da vegetação nativa, com 49%. Portanto, foram responsáveis por quase metade do desmatamento ocorrido no território nacional.

Diante das informações elencadas sobre a flora nacional é fundamental incentivar os produtores a optarem pela cultura de árvores plantadas, como pinus e eucalipto, já que são matérias-primas de papel e celulose e ainda, apresentam alto valor agregado. 

O Senac EAD conta com um portfólio completo de cursos na área ambiental, de cursos livres a pós-graduação. Além disso, a graduação de Tecnologia em Gestão Ambiental recebeu nota máxima do MEC, pela nota obtida no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). 

Os concluintes também têm direito a solicitarem a carteira profissional do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), no estado onde residem. Portanto, se você tem interesse de iniciar uma carreira na área de meio ambiente, venha para o Senac EAD. Acesse o site e confira as opções de aprendizado. 

Sobre o Senac EAD

Com mais de 77 anos de atuação em educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nessa modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.

A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo a todo o Brasil, apoiado por mais de 380 polos presenciais para avaliações. Acesse aqui a programação completa de cursos do Senac EAD.

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Bracell recebe premiação Smart Farm da John Deere por uso de tecnologia na silvicultura

Companhia foi uma das premiadas entre aproximadamente 450 empresas

São Paulo, outubro de 2024 – A aplicação de soluções tecnológicas na silvicultura, prática que envolve o cultivo e manejo sustentável de florestas, contribui para a formação de florestas de melhor qualidade, aumentando a eficiência na produção de madeira, melhorando a conservação da biodiversidade e promovendo a resiliência dos ecossistemas frente às mudanças climáticas. Nesse contexto, a Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e especial, recebeu o prêmio Smart Farm 2024 da John Deere, pelos resultados alcançados com o uso de tecnologias no setor florestal, sendo a primeira empresa desse segmento a conquistar esse prêmio. 

A iniciativa reconhece áreas como “Fazenda Modelo” pelo uso de tecnologia em suas operações. Neste ano, cerca de 450 empresas se inscreveram no programa, que premiou 12 empresas dos segmentos de grãos, cana-de-açúcar, HVC/forragem/silvicultura e algodão. Para Vinicius Duque, gerente de silvicultura da Bracell em São Paulo, o reconhecimento reforça o compromisso da empresa com a utilização de tecnologias que promovem a sustentabilidade. “Estamos orgulhosos de liderar práticas que não apenas aumentam a eficiência e a qualidade das nossas operações, mas também promovem a conservação ambiental, devido ao uso mais sustentável dos recursos e insumos”, destacou Duque. 

A premiação aconteceu em Indaiatuba, no interior de São Paulo, após cinco dias de imersão para os representantes das empresas vencedoras, organizada pela John Deere. O cronograma incluiu visitas à SLC Agrícola, em Brasília, à fábrica da John Deere em Goiás e ao hub de inovação AgTech Garage, em Piracicaba, entre outros. A avaliação dos vencedores considerou um período específico de produção, além de aspectos como organização das operações, uso de tecnologia e aplicativos móveis, engajamento nas operações, cadastro de produtos e depoimentos de clientes. 

A tecnologia implementada pela Bracell inclui um piloto automático de alta precisão e o controle eletrônico de aplicação de insumos nas máquinas, além do gerenciamento das operações por meio da Central de Operações Florestais, o que permite maior precisão nas atividades e otimização no uso dos insumos, com aderência às recomendações técnicas em cada área. “Essa abordagem nos possibilita gerenciar nossas operações em tempo real, aplicar fertilizantes com precisão e monitorar os parâmetros operacionais, facilitando e complementando o trabalho do nosso time operacional. Ser reconhecidos pelo Smart Farm 2024 é um reflexo do nosso compromisso com uma silvicultura sustentável, utilizando a tecnologia para a formação de florestas de alta qualidade e produtividade, como também a preservação do meio ambiente”, acrescentou o gerente. 

Sobre a Bracell 

A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e especial, se destaca por sua expertise no cultivo sustentável do eucalipto, que é a base para a produção de matéria-prima essencial na fabricação de celulose de alta qualidade. Atualmente, a multinacional conta com mais de 11 mil colaboradores e duas principais operações no Brasil, sendo uma em Camaçari, na Bahia, e outra em Lençóis Paulista, em São Paulo. Além de suas operações no Brasil, a Bracell possui um escritório administrativo em Singapura e escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.bracell.com 

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Ibá lança na COP16 estudo com compromissos do setor de árvores cultivadas para biodiversidade

Documento “Biodiversidade: um compromisso do setor brasileiro de árvores cultivadas” apresenta ações concretas, já em prática, que convergem com as metas do Marco Global de Kunming-Montreal

São Paulo, outubro de 2024 – Nesta última segunda-feira (21), que marca o início da COP16 (Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica), a Ibá lançou o estudo “Biodiversidade: um compromisso do setor brasileiro de árvores cultivadas”. O documento de 55 páginas traz ações efetivas e em andamento das empresas associadas à entidade e que estão em linha com as 23 metas do Marco Global de Kunming Montreal.

O marco, assinado na última edição do evento por 196 nações, é um robusto plano que estabeleceu metas a serem atingidas até 2030 para conservação e uso sustentável da biodiversidade, além de acesso e repartição justa e equitativa dos benefícios oriundos da utilização dos recursos genéticos e do conhecimento tradicional associado a eles.

Há décadas o setor de árvores cultivadas zela pela biodiversidade presente em suas áreas de cultivo e de preservação. Foram registradas mais de 8.310 espécies nessas áreas, incluindo da flora, mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, invertebrados e fungos. Essas espécies estão distribuídas em cinco biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa. Dentre elas, 335 foram consideradas ameaçadas de extinção. Nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, 26 (incluindo aves, mamíferos e flora) foram classificadas como bioindicadores, termo utilizado para espécies muito sensíveis às modificações no ambiente e que, por isso, são consideradas indicadores de qualidade ambiental. Nesses mesmos biomas, sete espécies da flora e 14 da fauna foram classificadas como raras. A publicação recém-lançada evidencia justamente os esforços do setor para zelar por essa diversidade e garantir o futuro do planeta.

O documento mostra, por exemplo, como há 25 anos a Veracel conserva a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Estação Veracel, localizada no sul da Bahia. A reserva tem mais de 6 mil hectares de Mata Atlântica e está entre as 20 áreas de conservação do mundo com maior número de espécies arbóreas, além de registrar 300 espécies de aves e mamíferos, entre elas a harpia, também conhecida como gavião-real, uma das maiores aves de rapina do mundo e considerada em risco de extinção. A conservação da Estação Veracel está alinhada à Meta 3, sobre áreas protegidas e outras medidas eficazes de conservação.

Outro exemplo do caderno é o Projeto Indaiá, localizado em Minas Gerais, que desde 2005 é apoiado pela Cenibra e contribui na geração de emprego e renda para a comunidade local. A empresa permite o acesso às suas áreas de manejo florestal para coleta da palha da palmeira indaiá, além de oferecer capacitação, treinamentos e patrocínio para participação em feiras e exposições regionais e nacionais. A iniciativa visa a comercialização e a promoção do artesanato, prática tricentenária no município de Antônio Dias. A ação dialoga com a Meta 5, que trata da coleta e comércio sustentável de espécies silvestres.

A própria Ibá está presente e, junto com as empresas brasileiras do setor de árvores cultivadas, participa ativamente das discussões promovidas pelo governo, a partir de consultas públicas, reuniões e diferentes iniciativas, como estabelecido pela Meta 14, que visa a integração das ações governamentais com o reconhecimento e a inserção da diversidade biológica no processo de tomada de decisão. Um bom exemplo disso é o processo de atualização da EPANB (Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade), uma ferramenta de gestão integrada das ações nacionais que visam conservar a biodiversidade e um instrumento de monitoramento do progresso das ações brasileiras que constam no Plano de Ação para a Biodiversidade.

Esses são apenas alguns dos registros da publicação, que traz também ações em prol da biodiversidade da Veracel, CMPC, TTG Brasil, Bracell, Melhoramentos, Suzano, Klabin, Eldorado Brasil, Eucatex, Norflor, Irani, TRC, Sylvamo e Gerdau. Vale ressaltar que os esforços de cada companhia não se limitam às ações e aos projetos apresentados de maneira mais detalhada — a própria publicação cita as outras metas para as quais cada empresa contribui diretamente.

“Os maiores desafios da caminhada humana atualmente passam pela crise do clima e da biodiversidade. O setor inova ao lançar o caderno de biodiversidade com cases concretos e que transformam metas em ações. É disso que o mundo precisa”, explica o presidente da Ibá, Paulo Hartung.

“Esse caderno é um marco na trajetória do setor de árvores cultivadas, mostrando que as ações de cuidado com a biodiversidade estão profundamente integradas ao propósito corporativo. O futuro está em jogo, e o tempo para agir é agora”, completa a gerente de Políticas Florestais e Bioeconomia da entidade, Patrícia Machado.

O documento será apresentado durante a COP16 em um evento paralelo organizado pela Ibá em parceria com o PEFC Internacional e o WBCSD (World Business Council for Sustainable Development). O painel jogará luz sobre projetos inovadores que contribuem para a agenda da biodiversidade, tendo como ponto central o manejo florestal sustentável. Vale destacar também que o setor de árvores cultivadas está presente de forma recorde nesta COP, com representantes de 13 empresas.

“Biodiversidade: um compromisso do setor brasileiro de árvores cultivadas” pode ser acessado no site da Ibá (iba.org).

Sobre a Ibá

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 48 empresas e 10 entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas – painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa -, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais.

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Manejo florestal sustentável é o caminho para a preservação de florestas nativas brasileiras

No sexto episódio do Podcast WoodFlow o tema central foi a exploração sustentável de madeiras tropicais e nativas no Brasil

“O caminho para preservar a Amazônia, para preservar as nossas florestas nativas é investir em manejo florestal sustentável e incentivar o consumo de madeira oriunda do manejo consciente e responsável”. A afirmação é do Presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (AIMEX), Deryck Martins, que foi um dos entrevistados do sexto episódio do podcast WoodFlow, que vai ao ar nesta segunda-feira, 5 de agosto. 

A conversa conduzida pelo CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo, também contou com a presença do head de Desenvolvimento Estratégico da STCP, Marcelo Wiecheteck,  e trouxe uma visão bastante positiva para o mercado de madeira nativa, seus desafios e oportunidades. 

Mercado de madeira tropical

De acordo com Marcelo, o mercado internacional de madeira tropical (madeira cuja origem se dá nas regiões entre os trópicos de Câncer e Capricórnio) é de cerca de 25 bilhões de dólares ao ano. O Brasil possui uma pequena participação desse mercado, com cerca de 1 milhão. 

“Atualmente, o Brasil tem uma pequena fatia desse mercado, mas já teve participação expressiva, chegando a galgar mais de 50% do mercado internacional. Porém isso não significa que diminuímos o nosso volume de exportações. Na verdade, enquanto mantivemos os mesmos patamares em volume, outros países entraram nesse mercado que está em expansão e conquistaram mais espaço”, explicou Marcelo.

Deryck completa que entre os principais produtos exportados estão madeira para pisos e decks e o principal consumidor é os Estados Unidos, seguido por Europa e Ásia. Porém ele destaca que apenas 15 a 17 % do que é produzido no Brasil é exportado. O grande consumidor da madeira tropical brasileira ainda é o mercado interno. 

Desafios e Oportunidades

Ambos os entrevistados destacaram que o Brasil já possui ferramentas eficientes para o rastreamento e controle da exploração de madeira tropical ou nativa. Mas ainda precisa avançar para promover mais iniciativas de manejo florestal sustentável a fim de que possa galgar mais espaço no mercado. 

Segundo Deryck, as iniciativas de manejo florestal em áreas públicas, as chamadas concessões florestais, estão com trâmites mais avançados e viabilizados. “Porém é preciso ainda avançar em manejos de áreas privadas, para que possamos além de incentivar  a manutenção da floresta em pé, permitir que se extraiam produtos florestais madeireiros e não madeireiros”, destaca.

O manejo florestal de florestas nativas no Brasil acontece da seguinte maneira: a cada um hectare (equivalente a um campo de futebol), estima-se que existam de 600 a 700 árvores. Nesse hectare são retiradas apenas 5 árvores e para cada espécie retirada, precisa-se deixar ao menos três indivíduos da mesma espécie nessa área. 

“Hoje já é comprovado que uma floresta que foi manejada, ela se mantém saudável por mais tempo, além de que, quando se fala em carbono, com o manejo você aumenta o estoque de carbono naquela floresta, pois se retiram árvores maduras e se estimula a regeneração”, apontou Deryck.

Aqui está a grande oportunidade da exploração sustentável de florestas nativas: a escalabilidade. Segundo Marcelo, de todo o território brasileiro cerca de 50% é de mata nativa. Então, enquanto o mercado de madeira exótica (pinus e Eucalipto) vive incertezas quanto ao abastecimento de matéria prima a longo prazo, a madeira nativa já está pronta para ser colhida, é claro, sob a ótica do manejo citado acima. “Se o país desenvolver políticas que colaborem para a exploração sustentável, podemos abraçar uma fatia considerável do mercado”.

Como dito no início deste texto, estimular o consumo de madeira oriunda de manejo sustentável é uma das formas de se pressionar que existam mais iniciativas de se explorar as florestas brasileiras de forma consciente. E o conhecimento é a principal chave para barrar o desmatamento e promover a manutenção das florestas. Ouça isso e muito mais no sexto episódio do podcast WoodFlow.

Sobre o Podcast WoodFlow

O Podcast WoodFlow é uma iniciativa da startup de exportação de madeira WoodFlow, e visa debater, uma vez ao mês, sobre o mercado de madeira. O CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo conduz as entrevistas sempre retratando o cenário e o futuro da madeira. O Podcast WoodFlow é o primeiro do país a debater temas do mercado madeireiro e pode ser acessado diretamente no youtube ou nas plataformas de streaming de áudio.

Informações: WoodFlow | Imagem destaque: divulgação.

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Exclusiva – 1º Forest Carbon Brasil acontecerá em setembro, na capital de SP; inscrições já podem ser realizadas no site oficial

Evento abordará os principais desafios e potencialidades do mercado de carbono florestal no país; primeiro lote de inscrições no site www.forestcarbon.com.br vai até 15/08

No dia 04 de setembro, no Salão Nobre da Sala São Paulo, em São Paulo (SP), será realizado o Forest Carbon Brasil (https://forestcarbon.com.br/), que destacará em sua primeira edição os desafios, e oportunidades econômicas do Brasil em mercados de carbono, a partir de uma ótica que pauta o setor florestal. No evento estarão reunidos as principais empresas, instituições e profissionais do segmento, sendo uma oportunidade ímpar para trocas e experiências, networking e benchmarking, com ambiente propício focado nos temas.

O Forest Carbon Brasil é uma realização da Paulo Cardoso Comunicações (https://www.paulocardosocom.com.br/) em parceria com a SIF – Sociedade de Investigações Florestais (https://sif.org.br/) e organização técnica do sócio diretor do Grupo Index (https://indexgrupo.com.br/), Marcelo Schmid.

“O congresso Forest Carbon foi idealizado há três anos, mas ainda não tínhamos a legislação para que possibilitasse o início das negociações e da segurança que o setor esperava. Agora sim. Mas ainda há muitas dúvidas e falta de informações para o comércio de carbono florestal. E esse é o grande motivo do nosso evento: esclarecer e informar. Por isso convidamos o Marcelo Schmid, com todo seu conhecimento sobre esse mercado, para poder nos ajudar a formar esse dream team de palestrantes para o Forest Carbon. Realmente a programação está imperdível”, destaca Paulo Cardoso, CEO da Paulo Cardoso Comunicações, e do portal Mais Floresta.

“As palestras do Forest Carbon Brasil foram especialmente pensadas para abranger os principais temas, iniciativas, projetos e negócios de carbono que estão movimentando as florestas brasileiras. Selecionamos profissionais de instituições de destaque nesse mercado para debater aspectos técnicos, legais e tecnológicos que certamente vão impactar positivamente o nosso setor”, informa Marcelo Schmid, CSO do Grupo Index.

Marcelo (Grupo Index) e Paulo (Paulo Cardoso Comunicações).

“O Forest Carbon será um momento crucial para o setor florestal brasileiro, falar de carbono é urgente. O evento tem potencial de desmistificar muitas falácias e disseminar conceitos fundamentais amparados pelo que há de mais robusto na ciência, isso promoverá um entendimento mais profundo e abrangente sobre o mercado de carbono. Reunindo profissionais altamente qualificados, o debate enriquecedor que nós gostamos está garantido. Um evento como o Forest Carbon é um grande passo para o fortalecimento e expansão do mercado de carbono florestal no Brasil, impulsionando o setor rumo a um futuro ainda mais sustentável”, frisa Wilton Ribeiro, gerente executivo na SIF – Sociedade de Investigações Florestais.

Wilton (SIF).

Programação & networking

As palestras do Forest Carbon Brasil foram especialmente pensadas para abranger os principais temas, iniciativas, projetos e negócios de carbono que estão movimentando as florestas brasileiras. Foram selecionados profissionais de instituições de destaque nesse mercado para debater aspectos técnicos, legais e tecnológicos que certamente vão impactar positivamente o nosso setor. Confira a programação completa no site oficial do evento.

Mercado de Carbono – Status no Brasil   

Em dezembro de 2023, a Câmara aprovou por meio do PL 2148/15, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, com o objetivo de criar incentivos para frear emissões de gases do efeito estufa e reduzir impactos das empresas sobre o clima. O mercado voluntário de carbono representa uma oportunidade estratégica para o Brasil. Ao adotar e promover este mercado, o país não apenas contribui para a luta global contra as mudanças climáticas, mas também impulsiona seu próprio desenvolvimento econômico, ambiental e social. É essencial que o governo, as empresas e a sociedade civil trabalhem juntos para aproveitar ao máximo esta oportunidade, transformando desafios ambientais em alavancas para o crescimento sustentável.

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Para saber mais acesse https://forestcarbon.com.br/, envie e-mail para contato@forestcarbon.com.br, ou envie mensagem para o Whatsapp (67) 9227-8719.

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Escrito por: redação Mais Floresta.

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