Em ‘cenário desafiador’, exportação de árvores cultivadas recua 10,1% no 1º trimestre

As exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas recuou 10,1% no primeiro trimestre, para US$ 3,6 bilhões, e experimentou queda nos embarques para os principais destinos do país, como China, Europa e América do Norte. Principal item da pauta exportadora do setor, a celulose teve recuo de 10,2% nos embarques para fora do país, somando 4,8 milhões de toneladas, o equivalente a US$ 2,6 bilhões.

As vendas externas de papel apresentaram comportamento estável. Elas recuaram 0,6%, para 616 mil toneladas, o equivalente a US$ 566,6 milhões. Já as exportações de painéis de madeiras caíram 27,9%, para 261 mil metros cúbicos, o equivalente a US$ 74,4 milhões. Os dados são da última edição do Mosaico, boletim trimestral produzido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

“O primeiro trimestre apresentou um contexto complexo para o comércio global”, disse Paulo Hartung, presidente da Ibá, em comunicado de imprensa que mencionou contexto “internacional conturbado”, marcado pelo crescimento de medidas protecionistas e pela guerra em curso no Irã. “Continuamos trabalhando para ampliar mercados”, completou.

Nos três primeiros meses do ano, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do país. Na balança do agronegócio, a participação foi de 9,6%.

Em termos de produção, foram 6,7 milhões de toneladas de celulose de janeiro a março, recuo de 3,8%. Já a produção de papel se manteve estável, com avanço de 0,2%, totalizando 2,8 milhões de toneladas produzidas no período.

Mercados consumidores

A China, como de costume, permaneceu como o principal destino dos produtos do setor brasileiro de árvores cultivadas. As vendas para aquele país somaram US$ 1,3 bilhão no período, recuo de 3,7%. As compras de painéis de madeira e madeira serrada tiveram recuos de 95,2% e 62,3%, respectivamente. As vendas de celulose para o país recuaram 1,7%.

A Europa aparece em segundo lugar, com as vendas no primeiro trimestre chegando a US$ 898,2 milhões, queda de 3,5%. Já as vendas para a América do Norte somaram US$ 508,8 milhões, recuo de 38%.

Fonte: Valor