Representantes da Associação Sulbrasileira de Empresas Florestais (ASBR) e da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) participaram de duas reuniões virtuais com os candidatos à chefia-geral da Embrapa Florestas. Os encontros tiveram como objetivo conhecer as propostas dos postulantes e reforçar a importância da instituição de pesquisa para o desenvolvimento do setor brasileiro de florestas plantadas.
A primeira reunião foi realizada na sexta-feira da semana passada, 5 de junho, com Osmir José Lavoranti. Já o segundo encontro ocorreu nesta sexta-feira, 12 de junho, com Marcelo Arcoverde. Em ambas as ocasiões, representantes das entidades apresentaram as principais demandas do setor e buscaram compreender como os candidatos pretendem fortalecer a atuação da Embrapa Florestas em parceria com a cadeia produtiva.
Entre as pautas consideradas estratégicas está a manutenção do Fundo Nacional de Controle de Pragas Florestais (Funcema) e do Projeto Cooperativo de Melhoramento de Pínus (PCMP/Funpinus), iniciativas essenciais para a defesa fitossanitária, a proteção dos plantios e o aprimoramento genético das florestas de Pinus no Brasil.
Outro tema de destaque foi o acompanhamento das discussões no âmbito da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), especialmente quanto à defesa da não inclusão das espécies de Pinus, Acácia e Eucalyptus na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. As entidades entendem que o suporte técnico e científico da Embrapa Florestas é fundamental para subsidiar esse debate com base em evidências e contribuir para decisões alinhadas à realidade do setor.
Também foram abordadas questões ambientais e regulatórias que têm gerado insegurança jurídica para as empresas florestais, como embargos por órgãos do governo federal a moléculas utilizadas na silvicultura, divergências de interpretação relacionadas à Lei da Mata Atlântica e ao Código Florestal, além de desafios envolvendo processos de licenciamento ambiental.
Para a ASBR, a aproximação com os candidatos à chefia-geral da Embrapa Florestas representa uma oportunidade de fortalecer o diálogo entre pesquisa e setor produtivo, assegurando que a instituição continue desempenhando um papel estratégico na geração de conhecimento, inovação e soluções para os desafios da silvicultura brasileira.







