Mais da metade das florestas do planeta está concentrada em apenas cinco países, segundo relatório recente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a FAO. O dado reforça a concentração desigual desses ecossistemas essenciais para o equilíbrio climático e a biodiversidade global.
As florestas ocupam cerca de um terço da superfície terrestre e desempenham funções fundamentais. Elas abrigam espécies, preservam o solo, regulam o ciclo da água, oferecem recursos econômicos e atuam diretamente na absorção de carbono, ajudando a conter o avanço das mudanças climáticas.
No topo do ranking aparece a Rússia, com aproximadamente 815 milhões de hectares de florestas, o equivalente a cerca de 20 por cento do total mundial. Trata se majoritariamente de taiga, um bioma de clima frio e vegetação conífera, adaptado a invernos longos e rigorosos.
Em seguida vem o Brasil, com cerca de 497 milhões de hectares, o que representa 12 por cento das florestas do planeta. O país abriga ecossistemas diversos, com destaque para a Amazônia e a Caatinga. Em território nacional, a cobertura florestal ocupa mais da metade do país, chegando a 58 por cento.
- Rússia — 20%
- Brasil — 12%
- Canadá — 9%
- Estados Unidos — 8%
- China — 5%
O Canadá aparece na terceira posição, com cerca de 347 milhões de hectares, seguido pelos Estados Unidos, que somam aproximadamente 310 milhões de hectares. Neste último caso, destaca se a Floresta Nacional de Tongass, no Alasca, considerada a maior floresta tropical temperada do mundo.
A China fecha o grupo dos cinco países com maior cobertura florestal, com cerca de 220 milhões de hectares. O país reúne uma grande variedade de formações, incluindo florestas coníferas, subtropicais e áreas de alta biodiversidade, especialmente na região de Yunnan.
O levantamento da FAO também aponta que outros países, como Austrália, República Democrática do Congo, Indonésia, Peru e Índia, completam a lista dos dez maiores detentores de florestas do mundo. A concentração desses ecossistemas em poucos territórios reforça a importância das políticas de preservação em escala global.







