Área plantada cresce 14,4% e chega a 1,8 milhão de hectares, quase o dobro de 2016; estado é o 2º maior parque florestal do país e o grande motor do eucalipto nacional
Mato Grosso do Sul fechou 2025 com 1.796.141 hectares de árvores plantadas, um acréscimo de 226.210 hectares em apenas um ano — expansão de 14,4%, a maior entre todos os estados. O número ganha contornos extraordinários quando comparado ao desempenho nacional: o Brasil inteiro cresceu 209.523 hectares líquidos no período. Ou seja, MS sozinho respondeu por mais do que toda a expansão líquida do país — os demais estados, somados, registraram retração líquida de cerca de 17 mil hectares.
A trajetória da década é igualmente expressiva. Em 2016, o estado somava 906.077 hectares; o parque florestal sul-mato-grossense quase dobrou em dez anos, com alta de 98,2% — 890 mil hectares novos. Com esse salto, MS ultrapassou São Paulo e consolidou-se como o 2º maior parque florestal do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais (2,27 milhões de hectares), e hoje detém 16,7% de toda a área plantada do país.
O eucalipto é o carro-chefe: são 1.737.287 hectares — 21% do total nacional —, com acréscimo de 222.037 hectares em 2025 (+14,65%), o maior acréscimo absoluto entre todos os estados. O pinus, embora pequeno em escala (7.928 hectares), mais que dobrou em um ano (+134,8%), e as demais espécies somam 23.484 hectares. O estado também lidera a Integração Floresta-Pecuária no país, com cerca de 27 mil hectares — quase o triplo de Minas Gerais —, em uma região (Centro-Oeste) que concentra 52% dos sistemas integrados brasileiros.
Sobre a celulose, a produção nacional atingiu 29,4 milhões de toneladas em 2025, alta de 7%, com 20,7 milhões de toneladas exportadas e receita cambial de US$ 10,2 bilhões. O relatório da Ibá não desagrega a produção industrial por estado, mas o indicador que a antecede — a base de matéria-prima — aponta inequivocamente para MS: o estado respondeu pelo maior acréscimo de eucalipto do país justamente no ano em que a indústria brasileira bateu recorde de produção. É sobre essa base florestal em expansão que se sustenta o novo ciclo de capacidade instalada no Centro-Oeste.
No plano econômico, o setor de árvores plantadas faturou R$ 249,4 bilhões em 2025 e recolheu R$ 29,3 bilhões em tributos — dos quais R$ 6,1 bilhões em tributos estaduais, parcela que cresce na medida em que a produção se desloca para estados como MS. Os efeitos territoriais são mensuráveis: nos municípios com presença do setor, o PIB per capita é 29% superior à média nacional (R$ 74 mil contra R$ 60 mil), e o setor investiu R$ 167,9 milhões em 339 projetos socioambientais que beneficiaram 895 mil pessoas. A representação institucional local cabe à Reflore MS, associação estadual integrante da base da Ibá.
Redação Mais Floresta





