Plataforma reúne informações técnicas sobre manejo hídrico, conservação do solo, gestão de resíduos e projetos sociais ligados à silvicultura
A Aperam BioEnergia lançou um portal dedicado a apresentar, de forma aberta, informações técnicas e ambientais sobre sua operação com florestas plantadas de eucalipto. A iniciativa, batizada de Portal Sustentabilidade, organiza em linguagem acessível dados sobre manejo florestal, uso da água, conservação do solo, gestão de resíduos e programas sociais — e responde de forma direta às principais dúvidas do público sobre a atividade.
Entre os temas tratados, o portal dedica espaço para desfazer o que classifica como mito: a ideia de que o eucalipto seca o solo ou esgota lençóis freáticos. Segundo o material, a espécie está entre as mais eficientes no uso da água, consumindo menos recurso por unidade de madeira produzida do que culturas como cana-de-açúcar, café e soja. O documento também destaca que, em geral, as raízes da árvore atingem de 2 a 3 metros de profundidade e não alcançam aquíferos profundos.
A empresa aponta o manejo em mosaico como uma de suas principais práticas de gestão hídrica. O modelo intercala talhões de eucalipto com áreas de preservação e fragmentos de floresta nativa, o que, segundo a companhia, contribui para a recarga das bacias hidrográficas e para a proteção do ecossistema local. O portal atribui períodos de escassez hídrica a fatores como estiagens prolongadas, compactação do solo por pastagens antigas e desmatamento ilegal.
Solo, resíduos e emissões
No capítulo sobre conservação do solo, a Aperam BioEnergia sustenta que florestas plantadas manejadas de forma responsável podem recuperar áreas degradadas, sobretudo aquelas exauridas por pastagens extensivas. A deposição de biomassa, a cobertura de folhas e ramos e o controle da erosão são apresentados como benefícios do modelo.
A gestão de resíduos aparece como outro eixo do portal. A empresa declara operar sob a lógica de “Resíduo Zero”, com reaproveitamento de materiais como o pedrisco na estabilização de estradas locais. Segundo os dados divulgados, mais de 97% dos resíduos gerados têm reciclagem ou destinação correta.
O documento também aborda o desempenho ambiental das unidades de carbonização, que utilizam queimadores de gases patenteados e descritos como pioneiros no setor. Conforme o portal, esses equipamentos operaram cerca de 70% do tempo — percentual atribuído a paradas para manutenção periódica de fornos e dutos, e não a falhas operacionais. A companhia informa ter um plano de ação estruturado com o IFC para elevar esse índice acima de 80% até 2030.
Compromisso com madeira própria e projetos sociais
A estratégia produtiva divulgada tem como meta o uso de 100% de madeira própria, oriunda de florestas certificadas. O biochar, por sua vez, é produzido a partir de resíduos florestais — galhos, cascas e folhas — e de finos de carvão vegetal.
Na área social, o portal apresenta o programa “Raízes do Vale”, que permite a agricultores familiares cultivar alimentos sob linhas de transmissão de alta tensão. A empresa esclarece que a restrição de plantio nesses locais se aplica apenas a espécies de grande porte, como o próprio eucalipto, e não a culturas de pequeno porte como feijão, mandioca, milho e batata-doce.
O material também nega categoricamente o uso de Tordon em qualquer etapa das operações florestais, afirmando que o produto não integra o portfólio da empresa, não é adquirido nem armazenado, e que a proibição é verificada por auditorias.
Serviço: Para quem quiser mais informações, os conteúdos completos, perguntas frequentes e materiais técnicos estão disponíveis em: https://portalsustentabilidade.aperambioenergia.com.br/
Redação Mais Floresta





