Salvador sediou, na última terça (26) e quarta-feira (27), o 6º Fórum Estadual dos Gestores Municipais da Agropecuária da Bahia (Feagri), que reuniu mais de 400 gestores da agricultura, representando 147 municípios dos 27 territórios de identidade da Bahia. O evento tem como objetivo debater os desafios e as oportunidades do setor agropecuário baiano. A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) participou mais uma vez da programação.
Na abertura, o diretor-executivo Wilson Andrade apresentou as vantagens econômicas, sociais e ambientais do setor floresta, assim como, a parceria com a Seagri por meio do programa “Plantar para não faltar”. A iniciativa visa incentivar o pequeno e médio produtor rural a investir no plantio e o manejo de florestas comerciais para a produção de madeira para uso múltiplo, usando o sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), com foco nos ganhos econômicos e ambientais dessa combinação.
De acordo com o secretário Vivaldo Góis, a cooperação com a ABAF está alinhada às estratégias do Governo do Estado. “A produção florestal integrada à agropecuária é um dos caminhos para uma Bahia mais produtiva e sustentável. A ABAF é uma parceira essencial nesse processo. O desenvolvimento do campo depende de uma construção coletiva e organizada, envolvendo governo, entidades e setor produtivo”, afirmou.
O programa pretende divulgar o Programa ABC+, o sistema de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e atender os outros dois outros vértices desse triângulo produtivo: processadores de madeira (serrarias, construtoras etc.) e usuários dos produtos de madeira (revendedoras de materiais de construção e sindicatos).
“A floresta plantada tem papel estratégico: gera renda, contribui para o sequestro e fixação de carbono, reduz a pressão sobre os recursos naturais, promove a recuperação de áreas degradadas e a manutenção de áreas de preservação ambiental. O setor florestal pode ser mais abrangente e inclusivo, pois a madeira tem uma grande diversidade de uso. A ideia é estimular que a Bahia produza toda madeira que o estado precisa, por meio da integração do cultivo de florestas com a agricultura e/ou pecuária, que se torna uma das melhores alternativas como complemento de renda”, destacou Wilson Andrade.
Fonte: Anota Bahia






