Aliança Floresta Brasil é lançada durante o ForestMax 2026

Iniciativa reúne Grupo Index, Francio Soluções Florestais e a Paulo Cardoso Comunicações em um movimento voltado à inovação, expertise de mercado, prática silvicultural e comunicação especializada para o fortalecimento institucional do setor florestal brasileiro.

O ForestMax 2026 foi palco do lançamento da Aliança Floresta Brasil, iniciativa criada para reunir diferentes competências em torno de um objetivo comum: ampliar a representatividade da silvicultura brasileira, fortalecer a comunicação do setor e desenvolver projetos estratégicos capazes de contribuir para o crescimento sustentável da cadeia florestal.

A Aliança nasce da união entre a Paulo Cardoso Comunicações, referência em comunicação especializada; o Grupo Index, empresa voltada ao entendimento do mercado de base florestal e ao desenvolvimento de tecnologia e inteligência artificial aplicada ao setor; e a Francio Soluções Florestais, reconhecida pela excelência técnica em silvicultura e capacitação profissional. Juntas, as três organizações pretendem construir uma atuação integrada, com parcerias com empresas, produtores, instituições de pesquisa e entidades representativas do setor.

Para Paulo Cardoso, idealizador da proposta, “nossas empresas sempre caminharam juntas em eventos, realizações, publicações, disseminação de novas tecnologias e faltava mesmo só mais um passo para essa aliança se tornar realidade. E ela aconteceu apenas alguns dias antes do ForestMax e aproveitamos o momento para fazer o anúncio formal. O Pedro Francio já é meu convidado como palestrante desde os tempos do Painel Florestal. Começamos juntos em 2008. O Marcelo Schmid sempre foi um parceiro fundamental para a elaboração do conteúdo e montagem da programação dos meus eventos, além de contribuir com muita informação para o Mais Floresta. Já o Rodrigo de Almeida é a nossa referência quando falamos de tecnologia, inovação e uso da inteligência artificial para o fortalecimento da cadeia produtiva de florestas cultivadas”.

A apresentação formal da Aliança Floresta Brasil vai acontecer no dia 9 de setembro num workshop online com as presenças dos diretores das três empresas, onde serão apresentadas todas as diretrizes para os próximos 10 anos.

Primeiro grande projeto

O primeiro produto desenvolvido pela Aliança será o relatório “Estado da Floresta Cultivada Brasileira 2026”, previsto para lançamento no final do ano.

O documento foi concebido para reunir dados econômicos, análises técnicas, informações de campo e tendências do mercado florestal brasileiro em um único material de referência. A proposta é combinar a inteligência de mercado do Grupo Index, o conhecimento técnico da Francio Soluções Florestais e a capacidade editorial do Mais Floresta para produzir uma publicação inédita voltada ao setor.

Além da versão completa, haverá um sumário executivo gratuito, buscando ampliar o acesso às informações e fortalecer a difusão de conhecimento técnico sobre a silvicultura nacional. O cronograma prevê coleta de dados, entrevistas com lideranças do setor, revisão técnica e lançamento oficial ainda em 2026.

Inteligência de mercado como ferramenta para decisões mais assertivas

Para Marcelo Schmid, sócio-diretor do Grupo Index, um dos principais diferenciais da Aliança está justamente na complementaridade entre as empresas participantes.

Marcelo Schmid e Rodrigo de Almeida

“A Aliança reúne três empresas que se complementam muito bem. O Pedro traz toda a parte silvicultural, o Paulo toda a comunicação especializada e o Grupo Index contribui com inteligência de mercado e tecnologia. Essas três forças somadas vão entregar algo muito relevante para a sociedade florestal brasileira.”

Schmid destaca ainda que a utilização de dados é fundamental para elevar a qualidade das decisões dentro das empresas do setor.

“Nas pequenas e médias empresas ainda existe uma cultura de tomar decisões sem dados. A inteligência de mercado e a análise de informações aumentam significativamente as chances de acerto e tornam os negócios mais competitivos. Esse é um dos principais papéis que queremos desempenhar dentro da Aliança.”

Já Rodrigo de Almeida, CEO do Grupo Index, afirmou que “esse momento não poderia ser mais oportuno. O setor florestal está entrando na maior transformação tecnológica da sua história. Estamos deixando para trás a era dos softwares tradicionais e entrando na era dos produtos AI-Native, em que a inteligência artificial deixa de ser um recurso adicional e passa a ser a principal interface entre as pessoas, os dados e as decisões. Quem conseguir estruturar seus dados e adotar essa nova geração de soluções ganhará produtividade, velocidade e competitividade. A Aliança nasce justamente para ajudar o setor a atravessar essa transição com conhecimento, inteligência de mercado e tecnologia”

E Pedro Francio, CEO da Francio Soluções Florestais, ressalta que “essa parceria supre uma necessidade estratégica do setor florestal, consolidando uma sinergia de trabalho conjunto cultivada ao longo de quase duas décadas, o que tem contribuído significativamente para o progresso da área. Certamente, esta iniciativa representará um marco histórico, permitindo que o setor florestal brasileiro se beneficie cada vez mais de um propósito estruturado na disseminação de informações de qualidade, alinhadas à tecnologia, à inovação e à comunicação estratégica.”

Iniciativa é vista como oportuna para o setor

A criação da Aliança também recebeu avaliação positiva do engenheiro florestal Manoel de Freitas, uma das referências mais respeitadas da silvicultura brasileira.

Segundo ele, a iniciativa surge em um momento oportuno para o fortalecimento do setor.

“A primeira impressão que tive foi extremamente positiva. Estamos precisando somar forças para enfrentar desafios que ainda permanecem. A Aliança reúne a excelência técnica da Francio, a liderança em comunicação do Paulo Cardoso e a inteligência de mercado do Grupo Index. Para mim, foi um momento de grande celebração.”

Na avaliação de Manoel, propostas inovadoras são fundamentais para renovar o setor.

“Sempre precisamos de ideias novas. Eu não conheço outra iniciativa semelhante. Foi uma decisão muito oportuna dessas três empresas unirem esforços.”

Manoel de Freitas

O consultor também destacou que fortalecer a comunicação institucional é uma necessidade permanente da silvicultura.

“Não basta ser bom; é preciso ser conhecido. No mundo dos negócios isso é extremamente importante. Ter uma voz capaz de mostrar o que está sendo feito faz toda a diferença.”

Para ele, apenas a união inicial das três organizações já representa um avanço significativo.

“Mesmo sem saber exatamente quais serão os próximos passos da Aliança, apenas o fato dessas empresas estarem reunidas já demonstra um grande potencial de impacto para o setor.”

Construção coletiva

Outro diferencial apresentado pela Aliança Floresta Brasil é seu caráter aberto e colaborativo. A proposta prevê a participação de novas empresas, associações, universidades, centros de pesquisa e demais instituições interessadas em contribuir para o fortalecimento da cadeia florestal brasileira.

O plano de lançamento contempla uma série de ações institucionais nos próximos meses, incluindo a assinatura oficial do manifesto da Aliança, a divulgação do relatório “Estado da Floresta Cultivada Brasileira 2026”, eventos técnicos e iniciativas voltadas à consolidação da governança do movimento.

Mais do que reunir empresas, a Aliança Floresta Brasil nasce com a proposta de integrar conhecimento técnico, inteligência de mercado e comunicação especializada em favor de um objetivo comum: contribuir para que a silvicultura brasileira fortaleça sua representatividade e acompanhe os desafios e oportunidades de um setor cada vez mais estratégico para a economia nacional.

Redação Mais Floresta