Quando Marcos Palmeira comprou uma propriedade em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 1997, encontrou uma área marcada por desmatamento e vegetação degradada. Ao longo das décadas seguintes, o local passou por um processo gradual de recuperação, que incluiu a proteção de nascentes e a criação de áreas destinadas à conservação.
Hoje, a Fazenda Vale das Palmeiras reúne produção rural, preservação ambiental e um projeto de restauração florestal em larga escala. Em uma nova etapa dessa iniciativa, uma área de 1,3 milhão de metros quadrados, equivalente a 130 hectares, foi destinada à recuperação de trechos da Mata Atlântica.
A iniciativa prevê o plantio e a regeneração natural de 200 mil árvores nativas, em parceria com o Instituto Terra de Preservação Ambiental (ITPA).
Recuperação começou com proteção das nascentes
O trabalho ambiental na propriedade não começou com a parceria firmada com o ITPA. Desde a aquisição da fazenda, a recuperação foi realizada de maneira gradual, com atenção especial às áreas próximas às nascentes.
A proteção da vegetação nesses locais contribui para a conservação do solo e dos recursos hídricos, além de favorecer a regeneração natural de espécies.
Com o passar dos anos, a propriedade também passou a incorporar práticas de produção sustentável. Atualmente, a fazenda possui cerca de 200 hectares e mantém atividades ligadas à agroecologia e à produção de alimentos orgânicos.
Parceria ampliou a restauração para 130 hectares
Em 2022, a parceria com o ITPA levou o projeto de recuperação a uma nova escala. O plano abrange 1,3 milhão de metros quadrados e prevê a combinação de plantio de mudas com a regeneração natural da floresta.
A meta é chegar a 200 mil árvores nativas da Mata Atlântica. Entre as espécies previstas estão palmito-juçara, jequitibá, aroeira e pau-ferro, escolhidas por fazerem parte da vegetação característica do bioma.
A escolha de espécies nativas é importante para que a restauração não se limite ao plantio de árvores. A recuperação de uma floresta também envolve a recomposição das relações entre vegetação, solo, água e fauna, permitindo que o ambiente volte gradualmente a apresentar características próximas às do ecossistema original.
Fazenda mantém duas reservas particulares
Além da área destinada à restauração, a Fazenda Vale das Palmeiras possui duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), identificadas como Rildo 1 e Rildo 2.
As reservas foram incorporadas ao planejamento ambiental da propriedade, e a parceria com o ITPA também prevê apoio à elaboração dos planos de manejo dessas áreas. As RPPNs são unidades de conservação criadas voluntariamente em propriedades particulares e destinadas à preservação da biodiversidade.
Dessa forma, a recuperação da fazenda combina diferentes frentes: proteção de nascentes, conservação de áreas já preservadas, regeneração natural e restauração de trechos degradados.
O resultado é um projeto que se estende por quase três décadas e que transformou uma propriedade marcada por áreas desmatadas em um espaço que concilia produção rural e recuperação ambiental.





