Café, celulose e pimenta: produtos do ES chegam a 128 países e movimentam R$ 11,8 bilhões

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Café e derivados, celulose e pimenta-do-reino concentraram 95,6% das exportações do agronegócio do Espírito Santo entre janeiro e setembro de 2026. Juntos, os três produtos lideraram uma pauta que movimentou US$ 2,4 bilhões, aproximadamente R$ 11,8 bilhões, e representou 30,4% de todas as exportações capixabas no período.

O café manteve a liderança, com US$ 1,4 bilhão e participação de 58,5% na receita do setor. Em segundo lugar apareceu a celulose, com US$ 590,4 milhões, equivalentes a 25%. A pimenta-do-reino ocupou a terceira posição, com US$ 286,8 milhões e participação de 12,1%.

Outros produtos também integram a pauta exportadora. O mamão movimentou US$ 22,9 milhões, seguido pelo gengibre, com US$ 21,3 milhões, e pelos chocolates e preparados com cacau, com US$ 14,6 milhões.

Na comparação com os nove primeiros meses de 2025, as exportações de café e derivados cresceram 6% em valor e 27,2% em volume. Além disso, a pimenta-do-reino registrou altas de 6,5% na receita e 7,6% na quantidade comercializada.

O secretário estadual da Agricultura, Enio Bergoli, destacou a importância dessas atividades para a economia capixaba.

Café e pimenta-do-reino são duas grandes referências do agro capixaba. O Espírito Santo lidera nacionalmente a produção de café conilon e de pimenta-do-reino, e essa força no campo também se traduz em competitividade no mercado externo.Enio Bergoli, secretário estadual da Agricultura

Estados Unidos lideram compras

Os produtos do agronegócio capixaba chegaram a 128 países nos nove primeiros meses do ano. No entanto, os Estados Unidos permaneceram como principal destino, com US$ 496,5 milhões e participação de 21% nas receitas.

Na sequência apareceram Turquia (US$ 159,6 milhões), Colômbia (US$ 133,7 milhões), México (US$ 126,8 milhões) e Bélgica (US$ 120,9 milhões).

Assim, juntos, esses cinco mercados concentraram 43,9% das exportações. O gerente de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura (Seag), Danieltom Vandermas, avaliou os efeitos dessa distribuição entre os compradores internacionais.

“Mais da metade da receita está distribuída entre outros mercados, o que ajuda a reduzir a dependência de poucos países e dá maior resiliência às exportações diante das oscilações econômicas e geopolíticas internacionais”, explicou.