A Bracell, empresa de produção de celulose solúvel, está com inscrições abertas, até o dia 27 de abril, para seu programa de estágio de nível superior em cidades da Bahia. O processo seletivo é voltado para estudantes de bacharelado e licenciatura nas áreas de Exatas, Humanas e Biológicas, com previsão de formatura entre julho de 2027 e julho de 2028.

As vagas, destinadas às unidades de Camaçari, Alagoinhas e Inhambupe, exigem idade mínima de 18 anos e disponibilidade para carga horária presencial de 30 horas semanais.

O processo de seleção ocorrerá de forma estruturada, englobando inscrição online, testes virtuais, dinâmicas de grupo com o RH e gestores, além de uma entrevista final. Os candidatos aprovados devem iniciar as atividades na segunda quinzena de junho, com contratos que variam de um a dois anos de duração.

Além de uma bolsa-auxílio de até R$ 2.200, os selecionados terão acesso a um pacote de benefícios que inclui assistência médica e odontológica, seguro de vida e Wellhub. A empresa também garante suporte de alimentação (refeição no local ou vale) e transporte (fretado ou vale-transporte), conforme a localidade de atuação.

A Suzano alertou que o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio pode pressionar os preços da celulose no mercado global.

A avaliação, divulgada em 10 de abril de 2026, considera impactos indiretos da guerra envolvendo o Irã sobre custos logísticos, energia e insumos industriais, com reflexos no papel tissue.

Por Anderson De Freitas e Silva

O Brasil possui grandes áreas de cobertura vegetal, incluindo unidades de conservação (UC), que são áreas protegidas por lei conforme o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), instituído pela Lei nº 9.985/2000, e áreas plantadas voltadas para produção econômica, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico.

Todos os anos, muitas dessas áreas são afetadas por incêndios florestais, que causam devastação dos ecossistemas, impactando não apenas a vegetação, mas também o solo, a fauna, a atmosfera e os seres humanos. Além disso, há perdas econômicas significativas e impactos imensuráveis nos serviços ecossistêmicos.

O fogo, segundo Myers (2006), possui uma natureza dual, podendo ser benéfico ou prejudicial, dependendo do contexto. É considerado um dos principais responsáveis por impactos negativos nos ecossistemas florestais (SOARES et al., 2009), mas também pode ser uma ferramenta importante para a economia de populações rurais (LORENZON et al., 2018).

Essa dualidade é evidente nas unidades de conservação, onde coexistem o “fogo ruim”, dos incêndios florestais, e o “fogo bom”, relacionado às queimas prescritas no contexto do Manejo Integrado do Fogo (MIF). As queimas prescritas podem ter vários objetivos, incluindo a prevenção de grandes incêndios que causam impactos negativos ao ecossistema.

Incêndios de grande intensidade geram não apenas danos diretos, mas também efeitos negativos indiretos, como assoreamento e redução de cursos d’água, inundações e erosões, entre outros (SOARES et al., 2017), além das inestimáveis perdas de vidas humanas (DOMINGOS, 2005). Nesse contexto, a queima prescrita se destaca como uma importante ferramenta para a prevenção e o manejo do combustível vegetal (LORENZON et al., 2018).

Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de estratégias que reduzam os impactos negativos dos incêndios. E o Manejo Integrado do Fogo (MIF) se apresenta como uma abordagem eficaz para esse fim, contribuindo também para desconstruir a ideia de que todo fogo em vegetação é necessariamente prejudicial.

Dentro do pilar manejo, são utilizados diversos equipamentos que auxiliam tanto na supressão de incêndios em vegetação quanto na realização de queimas prescritas dentro das ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF).

Um desses equipamentos é o soprador, que funciona a partir da combustão de gasolina e óleo dois tempos, utilizando o deslocamento de ar para controlar ou suprimir as chamas e para limpeza de linhas de controle.

HISTÓRICO DO USO DO SOPRADOR

O uso de sopradores no combate a incêndios em vegetação possui registros de início em 2013, na Brigada1, uma brigada voluntária com mais de vinte anos de atuação, atualmente presente em oito municípios do estado de Minas Gerais, composta de mais de 300 integrantes entre mulheres e homens. O uso possui registros em vídeos postados a partir de 2015, que podem ser acessados em https://www.youtube.com/@andersondefreitasesilva-af780.

Ainda em 2013, o equipamento foi introduzido em quatro equipes contratadas em Minas Gerais e, em 2014, foi desenvolvido um treinamento técnico específico, voltado à mudança de paradigmas nos combates, com foco em segurança e eficiência.

Em 2016, os treinamentos foram ampliados para unidades de conservação estaduais por meio do PREVINCÊNDIO/IEF-MG e para o Parque Nacional da Serra da Canastra. Desde então, vêm sendo realizados treinamentos para diversas empresas, instituições governamentais e brigadas voluntárias de todo o Brasil.

Entre 2021 e 2024, a Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV) apoiou a realização de sete treinamentos, capacitando cerca de 170 brigadistas de vários estados.

Em 2025, foi realizado treinamento em parceria com o PREVFOGO/IBAMA-MG e a Brigada1, núcleo de Belo Horizonte.

DESAFIOS NO USO DO SOPRADOR

Embora cada vez mais ampla a utilização e divulgação do soprador, seu uso nem sempre segue critérios adequados de segurança e eficiência. Isso pode comprometer as operações, aumentar os riscos e resultar em incidentes ou acidentes, inclusive com registros de queimaduras graves.

Outro problema recorrente é a especificação inadequada dos equipamentos. Sopradores de baixa potência, por exemplo, não garantem eficiência e expõem os brigadistas a riscos elevados. Além da potência, outros aspectos técnicos precisam ser considerados, pois muitas marcas não atendem aos critérios necessários para operações seguras e eficientes.

IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO

O uso eficaz do soprador depende diretamente de treinamento técnico especializado. Trata-se de um equipamento que, apesar de aparentemente simples, exige conhecimento específico e experiência prévia em combate a incêndios.

Por isso, recomenda-se a realização de treinamentos continuados, complementares à formação de brigadistas. Esses treinamentos contribuem para:

CONCLUSÃO

Os sopradores são ferramentas altamente eficientes no manejo do fogo, tanto na supressão de incêndios quanto no apoio à execução de queimas prescritas. No entanto, seu uso de forma inadequada, sem treinamento técnico e especificação correta, pode comprometer a segurança dos brigadistas e a efetividade das operações.

Dessa forma, é fundamental investir na especificação correta dos equipamentos e na capacitação contínua das equipes. Somente com o uso técnico e responsável será possível maximizar os benefícios dessa ferramenta, garantindo maior segurança, eficiência e sustentabilidade no manejo do fogo.

Autor: Anderson De Freitas e Silva, Gestor Ambiental (UNA); Especialista em Incêndio Florestal (UFPR); Gerente de Fogo (PREVFOGO-IBAMA-MG-2018); Coordenador de brigadas de incêndios florestais (2010 a 2015); Voluntário da Brigada1 (de 2004); Instrutor colaborador eventual em formação de brigadas (PREVICÊNDIO/IEF-MG 2006 a 2024); Um dos idealizadores e conselheiro da RNBV – Rede Nacional de Brigadas Voluntárias; Proprietário da AFS Treinamento Ambiental (de 2016).

Esse tema será debatido no No Fire Brasil no dia 23 de abril. Faça sua inscrição no site.

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) realizou solenidade em Londrina para o lançamento da pedra fundamental do Centro de Inovação Tecnológica. A nova unidade, que será instalada em um terreno de 1,5 mil metros quadrados cedido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), representa um esforço conjunto entre o instituto e as secretarias estaduais da Inovação, Modernização e Transformação Digital (Seia) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

O novo câmpus se destacará pelo uso de madeira engenheirada, um material sustentável que garante maior produtividade e menor impacto ambiental na obra. Ao integrar tecnologia de ponta e infraestrutura moderna, o centro de inovação busca ser um catalisador para o ecossistema tecnológico paranaense, alinhando o conhecimento acadêmico avançado à prática de engenharia e sustentabilidade rigorosa.

O projeto visa descentralizar as ações científicas do Estado e consolidar o Norte do Paraná como um polo de referência em pesquisa e desenvolvimento, especialmente nos setores de saúde e biotecnologia. Com uma área construída de aproximadamente 3 mil metros quadrados, o edifício seguirá padrões internacionais de eficiência inspirados na metodologia da universidade sueca KTH Royal Institute of Technology.

De acordo com o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a parceria estratégica com a PUCPR une a excelência acadêmica das duas instituições para atender às demandas do mercado O novo câmpus se destacará pelo uso de madeira engenheirada, um material sustentável que garante maior produtividade e menor impacto ambiental na obra. Ao integrar tecnologia de ponta e infraestrutura moderna, o centro de inovação busca ser um catalisador para o ecossistema tecnológico paranaense, alinhando o conhecimento acadêmico avançado à prática de engenharia e sustentabilidade rigorosa.

Fonte: Rádio CBN

A Suzano alerta que a guerra no Oriente Médio pode elevar o preço do papel higiênico, lenços e fraldas. O aumento de custos com energia e logística pode impactar diretamente o orçamento das famílias.

O preço do papel higiênico, lenços e fraldas pode subir nos próximos meses se a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã continuar. O alerta é da Suzano, maior produtora global de celulose, e acende um sinal direto para o consumidor: itens essenciais do dia a dia podem pesar mais no orçamento, impulsionados pelo aumento de custos globais.

Logo após o alerta da empresa, o impacto se desenha de forma clara: não se trata apenas de uma questão industrial ou corporativa, mas de um efeito que pode chegar rapidamente às prateleiras e ao bolso das famílias, ampliando a pressão inflacionária em produtos básicos.

Por que o preço do papel higiênico pode subir

O principal fator por trás da possível alta está no aumento dos custos ao longo de toda a cadeia produtiva. Segundo a Suzano, o conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo, o que encarece diretamente o transporte marítimo, rodoviário e ferroviário.

Esse efeito se espalha. Quando o combustível sobe, transportar celulose, matéria-prima essencial para papel, fica mais caro. Como consequência, fabricantes de produtos como papel higiênico e lenços tendem a repassar esses custos ao consumidor final.

Além disso, produtos químicos usados na produção, como soda cáustica e ácido sulfúrico, também ficaram mais caros. Esses insumos são indispensáveis no processo industrial e pressionam ainda mais o custo total.

Impacto direto no bolso das famílias

O alerta da Suzano reforça uma preocupação maior: a inflação pode voltar a atingir produtos básicos do cotidiano. Diferentemente de itens duráveis, papel higiênico e lenços são consumidos de forma recorrente, o que amplifica o impacto no orçamento.

Na prática, isso significa que mesmo pequenas altas de preço podem gerar efeito acumulado ao longo do mês. Para famílias de renda mais baixa, esse tipo de pressão tende a ser ainda mais relevante, já que esses produtos ocupam uma parcela maior das despesas essenciais.

O movimento também pode ocorrer em cadeia. Se empresas ajustarem preços para compensar custos, o consumidor final absorve o impacto, o que pode reduzir o poder de compra e alterar hábitos de consumo.

Guerra e energia: o elo invisível no preço

A indústria de celulose é uma das mais intensivas em energia no mundo. Com a disparada dos preços energéticos causada pelo conflito, a pressão sobre o setor se intensifica.

Mesmo com autossuficiência energética em suas operações industriais, a Suzano não escapa de custos indiretos. O combustível necessário para transporte, por exemplo, tornou-se mais caro, elevando despesas logísticas.

Esse cenário cria um efeito dominó: energia mais cara → produção mais cara → produtos finais mais caros.

Logística mais cara já muda rotas globais

O conflito no Oriente Médio já impacta a forma como a celulose chega a determinados mercados. A Suzano, por exemplo, alterou rotas de envio para a região, passando pelo Mediterrâneo e pelo Canal de Suez, além de utilizar transporte rodoviário em países como Arábia Saudita e Jordânia.

Essas mudanças elevam significativamente os custos logísticos. Quanto mais complexa e longa a rota, maior o gasto, e maior a pressão sobre os preços finais.

Inflação pode voltar a ganhar força

O alerta da Suzano não se limita ao setor de papel. Segundo a empresa, a continuidade da crise pode reacender a inflação em diversos produtos, incluindo alimentos e combustíveis.

Esse movimento preocupa porque amplia o impacto econômico para além de um único segmento. Quando itens básicos sobem juntos, o efeito no custo de vida se torna mais amplo e perceptível.

Além disso, o cenário reforça a dependência de fatores externos na formação de preços no Brasil. Mesmo sem mudanças internas significativas, choques globais podem alterar rapidamente o custo de produtos essenciais.

O que o consumidor deve esperar

Ainda não há um prazo definido para possíveis reajustes, mas o risco já está no radar das empresas. Caso os custos continuem pressionados, aumentos podem ocorrer de forma gradual.

Para o consumidor, o cenário exige atenção. A tendência é de maior volatilidade nos preços de itens básicos, especialmente enquanto persistirem tensões geopolíticas que impactem energia e logística global.

No fim, o papel higiênico — um produto simples e cotidiano, se torna um exemplo claro de como eventos internacionais podem influenciar diretamente o custo de vida.

Confira como está o andamento das obras do Projeto Sucuriú na construção de megafábrica de celulose.

Com mais de 4,6 bilhões de dólares investidos (mais de R$ 23 bilhões), o Projeto Sucuriú, da empresa Arauco, construirá a primeira fábrica de celulose da companhia no Brasil e a maior do mundo construída em etapa única.

A nova fábrica fica na cidade de Inocência, no Mato Grosso do Sul fica em uma área de 3.500 hectares e deve transformar toda região. A previsão é que a obra fique pronta no final de 2027, com o início das operações, com 14 mil oportunidades de trabalho geradas até lá.

Todos os meses, a Arauco publica um vídeo em que mostra o andamento das obras e como está o avanço da construção da megaobra. Veja como está o avanço das obras em março de 2026.

Como está o avanço das obras da Megafábrica do Projeto Sucuriú em março de 2026

Tudo no projeto é tão gigante que a fábrica terá sua própria Estação de Tratamento de Água e de Esgoto, além de uma lagoa pluvial que vai acumular água da chuva. O almoxarifado do lugar também é de proporções enormes para abrigar todo tipo de material que será necessário na operação.

Quando a fábrica estiver pronta, a previsão é que 6 mil pessoas trabalhem na operação do local, nas áreas Industrial, Florestal e Logística. Outro ponto interessante deste projeto é que todo maquinário utiliza tecnologia da indústria 4.0 com mais segurança e eficiência de recursos.

Alguns números do Projeto Sucuriú

Investimento: 4.6 bilhões de dólares (cerca de 23 bilhões de reais)

Autossuficiência energética: 400 MW de energia limpa

Capacidade produtiva de celulose: 3.5 milhões de toneladas ao ano

Empregos no pico da obra: 14 mil empregos

Empregos na operação: 6 mil empregos

Área Florestal: 400 mil hectares de plantação de eucalipto

Vagas estão disponíveis para todos os interessados, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência ou orientação sexual.

A Suzano, empresa produtora de celulose, divulgou inscrições abertas para sete processos seletivos no Mato Grosso do Sul. A seleção comtempla os municípios de Água Clara, Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas.

A oportunidade é oferecida para preencher  as áreas administrativa, florestal e de logística nas Unidades de Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). Para Água Clara, Bataguassu e Três Lagoas, as vagas são na área de colheita florestal.

As vagas estão disponíveis para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, idade, origem, deficiência ou orientação sexual. As inscrições podem ser acessadas por meio da Plataforma de Oportunidades da Suzano.

A seleção tem pré-requisitos e prazos de inscrição específicos para cada atuação. As informações estão disponíveis nas páginas das vagas.

Confira- Ribas do Rio Pardo

Ajudante Geral – inscrições até 12/04/2026: Página da vaga | Ajudante Geral

Assistente Administrativo I – PCM  (Planejamento e Controle de Manutenção) – inscrições até 12/04/2026: Página da vaga | Assistente Administrativo

Mecânico(a) II – (Colheita) – inscrições até 12/04/2026: Página da vaga | Mecânico(a) II – (Colheita)

Três Lagoas

Operador(a) de Abastecimento de Madeira I (Exclusiva PcD) – Banco De Talentos – inscrições até 16/04/2026: Página da vaga| Operador(a) Abastecimento De Madeira I (Exclusiva PCD)

Operador(a) de Máquinas Florestais – Colheita (Água Clara, Bataguassu e Três Lagoas) – Inscrições até 17/04/2026: Página da Vaga | Operador(a) Máquinas Florestais | Colheita (Água Clara, Bataguassu e Três Lagoas MS)

Supervisor(a) de Operações Florestais – Logística – inscrições até 20/04/2026: Página da vaga | Supervisor(a) Operações Florestais – Logística

Técnico(a) de Transporte (Master Driver) – Inscrições até 20/04/2026: Página da vaga |  Técnico(a) Transporte (Master Driver)

De acordo com a empresa, o programa é voltado à preparação de mão de obra para a operação da fábrica de celulose.

A Arauco lançou o Programa de Formação de Motoristas em parceria com o Sest/Senat e o Governo do Estado. A iniciativa prevê a qualificação de 200 condutores habilitados nas categorias B e C para progressão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria D.

O curso será realizado em Três Lagoas e terá carga horária de 107 horas, com aulas teóricas e práticas baseadas no conteúdo da Escola de Motoristas Profissionais do Sest/Senat. A formação é gratuita, com custos assumidos pela Arauco e pelo governo do Estado. Participantes que concluírem o curso receberão uma bolsa-bônus. Caso arcassem com a capacitação por conta própria, o investimento seria de aproximadamente R$ 3 mil, além de custos adicionais.

De acordo com a empresa, o programa é voltado à preparação de mão de obra para a operação da fábrica de celulose em construção no município de Inocência. A formação inclui conteúdos obrigatórios previstos no Código de Trânsito Brasileiro, além de temas como relacionamento interpessoal, ética no trabalho, segurança e economia.

As inscrições podem ser feitas de forma online, por meio do portal MS Qualifica Digital e de links divulgados nas redes sociais do Projeto Sucuriú e da Arauco. Também há opção de inscrição presencial no dia 14 de abril, das 9h às 17h, no Sest/Senat de Três Lagoas. É necessário apresentar documento com foto.

O programa será dividido em cinco turmas e há previsão de uma segunda etapa a partir de 2027, quando os motoristas poderão avançar para a categoria E. A medida amplia as possibilidades de atuação no transporte de madeira e na movimentação de insumos da indústria.

Instabilidade geopolítica, mudanças no mercado americano e avanço de novos destinos redesenham o cenário para exportadores brasileiros em 2026.

As exportações de produtos madeireiros acompanhados pela WoodFlow apresentaram uma recuperação de 2% em volume e 9% em valor, em março, indicando uma leve retomada após um início de ano desafiador. Ainda assim, o desempenho no primeiro trimestre de 2026 segue pressionado: na comparação com o mesmo período de 2025, há queda de 16% em volume e 20% em valor.

Segundo Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, o cenário ainda é de cautela dentro das indústrias. “Março começou com uma expectativa de retomada de embarques aos Estados Unidos, após a redução das tarifas de importação. Mas dentro das fábricas o movimento ainda é tímido, devido às incertezas geopolíticas”, afirma.

Os dados indicam estabilidade nos volumes exportados ao longo dos três primeiros meses do ano, enquanto os valores seguem mais voláteis, acompanhando a oscilação do dólar. “É notável que iniciamos este ano com exportações bem abaixo dos registros de 2025 e 2024, anos que também foram desafiadores para a indústria madeireira brasileira”, acrescenta Milazzo.

Fonte: WoodFlow, com dados ComexStat.

Mudança no perfil de mercados ganha força
Um dos movimentos mais relevantes do trimestre é a mudança no perfil dos compradores internacionais. Os Estados Unidos vêm perdendo protagonismo, especialmente em produtos como madeira serrada de pinus.

Em março, as exportações desse produto para os EUA somaram US$ 8,1 milhões, queda de 28% em relação a fevereiro. No mesmo período, o México assumiu a liderança, com US$ 11,2 milhões.

No caso do compensado de pinus, os Estados Unidos ainda lideram, mas outros mercados vêm ganhando espaço. A Alemanha ampliou suas compras de US$ 5 milhões em janeiro para US$ 7,1 milhões em março, enquanto o México avançou de US$ 3,5 milhões para US$ 5,3 milhões no mesmo intervalo.

“Os dados mostram que os produtos brasileiros estão encontrando novos destinos. A Suécia, por exemplo, saiu de US$ 0,8 milhão em janeiro para US$ 2,5 milhões em março, em compras de compensado. Já o Vietnã aparece entre os principais destinos da madeira serrada de pinus”, destaca o CEO da WoodFlow.

Tarifas e geopolítica impactam fluxos comerciais
As tarifas mais elevadas impostas ao Brasil reduziram significativamente o volume exportado aos Estados Unidos. Em março de 2025, as exportações totais para o país somaram US$ 66,8 milhões. Em março deste ano, o valor caiu para US$ 18,9 milhões, o menor patamar desde novembro de 2025.

Fonte: WoodFlow, com dados ComexStat.

Ao mesmo tempo, a instabilidade no Oriente Médio também afetou diretamente os embarques. Após um período de crescimento até dezembro, as exportações para a região caíram 51% em fevereiro e 27% em março.

“O principal produto exportado para o Oriente Médio é a madeira serrada de pinus. Com a guerra envolvendo o Irã, houve retração significativa. Por exemplo, a Arábia Saudita reduziu as compras de US$ 6,7 milhões em janeiro para US$ 2,7 milhões em março, e os Emirados Árabes passaram de US$ 6,5 milhões para US$ 1 milhão no mesmo período”, explica Milazzo.

Fonte: WoodFlow, com dados ComexStat.

Perspectivas: ano ainda deve ser marcado por incerteza
Encerrado o primeiro trimestre, o cenário para 2026 segue desafiador. Apesar da redução das tarifas para os Estados Unidos para 10%, o produto brasileiro enfrenta maior concorrência internacional, especialmente de países com vantagens logísticas.

Além disso, o custo do frete e da produção continua pressionando as margens. “O exportador brasileiro enfrenta um cenário complexo: dólar mais fraco, custos elevados e maior competição internacional. Isso exige ainda mais estratégia na tomada de decisão”, afirma o CEO da WoodFlow.

Segundo ele, o setor acompanha de perto os desdobramentos geopolíticos, especialmente a guerra envolvendo Estados Unidos e Irã, e vê oportunidades no avanço das negociações entre União Europeia e Mercosul.

O congresso No Fire Brasil chega à edição de 2026 consolidado como um dos principais fóruns de debate sobre prevenção e combate a incêndios florestais no país. O evento será realizado nos dias 23 e 24 de abril, na Unesp de Botucatu (SP), reunindo especialistas, empresas, pesquisadores e representantes do setor público.

Ao longo dos últimos anos, o congresso tem ampliado seu alcance e aprofundado o debate técnico sobre um dos temas mais críticos para o setor florestal. Em 2026, a proposta ganha ainda mais robustez ao integrar conteúdo estratégico, capacitação técnica e demonstrações práticas em campo.

Para Fernanda Abilio, diretora executiva da Florestar-SP, o evento cumpre um papel estratégico na evolução do setor.
“O No Fire Brasil promove um importante espaço para o diálogo técnico e institucional sobre prevenção e combate a incêndios florestais, apoiando a evolução das práticas e da coordenação integrada entre os diferentes atores envolvidos”, afirma.

Programação técnica e experiência prática

A programação do No Fire Brasil 2026 foi estruturada para combinar conhecimento estratégico com aplicação prática.

No primeiro dia (23/04), o foco estará na imersão estratégica, com palestras e painéis técnicos realizados em auditório. Um dos destaques será o painel sobre coordenação institucional na prevenção de incêndios florestais, reunindo representantes de associações, universidades e órgãos públicos.

Entre os palestrantes confirmados estão nomes como:

Já no período da tarde, o evento avança para temas mais operacionais, com foco em tecnologias, estratégias e soluções aplicadas ao combate aos incêndios.

No segundo dia (24/04), a programação será voltada à experiência prática em campo aberto, com demonstrações ao vivo, apresentação de equipamentos e interação direta com empresas e especialistas. O dia inclui ainda cursos especializados, ampliando o caráter técnico do congresso.

Integração entre ciência, mercado e operação

Além das palestras, o evento contará com um dia de campo e cursos técnicos, permitindo que empresas apresentem tecnologias voltadas à prevenção e combate aos incêndios, aproximando teoria e prática.

Segundo Paulo Cardoso, CEO da Paulo Cardoso Comunicações, essa evolução reforça o papel do congresso.
“Graças à parceria com a Florestar e a Unesp de Botucatu estamos podendo realizar o congresso No Fire Brasil com uma proposta ainda mais completa. Foram anos levando informações online, mas chegou o momento de darmos um passo à frente, acrescentando dois cursos e um dia de campo para as empresas poderem mostrar seus produtos”, explica.

Ele também destaca o nível técnico dos participantes.
“O destaque fica também pela qualidade excepcional dos nossos palestrantes convidados. Nunca antes reunidos num mesmo evento. Com certeza vai ser um grande momento de muita informação privilegiada para quem estiver presente

Evento reúne especialistas e patrocinadores do setor

O No Fire Brasil 2026 também contará com a participação de empresas e patrocinadores que atuam diretamente no desenvolvimento de soluções para o setor, incluindo nomes como Equilíbrio Equipamentos, Euroforte, OroraTech e Guarany.

A presença dessas empresas reforça o caráter prático do evento, com apresentação de tecnologias voltadas ao monitoramento, prevenção e combate a incêndios florestais.

Um tema cada vez mais estratégico

Em um cenário de mudanças climáticas, aumento das áreas plantadas e maior pressão sobre os recursos naturais, a prevenção de incêndios florestais se torna uma agenda prioritária.

O No Fire Brasil se posiciona como um dos principais espaços de articulação entre iniciativa privada, poder público e comunidade científica, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias mais eficientes e integradas.

Com programação técnica robusta, presença de especialistas de referência e uma proposta cada vez mais aplicada, a edição de 2026 se consolida como uma oportunidade estratégica para profissionais que atuam no setor florestal brasileiro.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site www.nofirebrasil.com.br.