Uma ferrovia de comprimento gigante e investimento bilionário vai ligar fábrica no Mato Grosso do Sul ao Porto de Santos. Anunciada em fevereiro deste ano, a implementação da estrutura privada de 45 quilômetros de extensão é tratada como um dos principais projetos logísticos em andamento no território brasileiro.

Liderado pela Arauco Brasil, o ramal irá conectar a futura fábrica de celulose Sucuriú à Malha Norte, assim permitindo que a produção seja transportada até o Porto de Santos, no litoral paulista. O projeto tem investimento estimado em R$ 1,2 bilhão.

Ferrovia para escoar produção

A ferrovia será utilizada para escoar a produção da nova planta industrial, que atualmente está em construção e deve se tornar a maior fábrica de celulose de linha única do mundo. O trajeto, na prática, funcionará da seguinte maneira: saída da fábrica em Inocência (MS); conexão com a Ferrovia Norte Brasil (Malha Norte); transporte até o porto de Santos (SP); e exportação para mercados internacionais.

Créditos: Divulgação/Santos

Pensado estrategicamente, o transporte deve reduzir os custos logísticos e aumentar a competitividade do produto brasileiro no exterior. De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, a nova linha trará menos custos e maior competitividade.

“Ferrovia significa economicidade, menor emissão de CO₂ e redução do custo do frete, fazendo com que o produto seja mais competitivo no mercado internacional”, disse.

Projeto pioneiro no Brasil

O projeto se destaca entre todos já realizados no país anteriormente por ser o primeiro dentro do modelo de “ferrovia shortline” por autorização, previsto na Lei nº 14.273/2021 e regulamentado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

“Nunca um empreendedor fez uma ferrovia na história recente do Brasil por esse modelo de autorização”, declarou o ministro dos Transportes, Renan Filho, durante o lançamento, destacando o modelo que permite que empresas privadas operem seus próprios ramais.

Aumento de queimadas no Sul-Fluminense mobiliza força-tarefa contra fogo em vegetação.

O aumento expressivo de incêndios em áreas de mata e vegetação no Sul-Fluminense levou o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro a intensificar o preparo das equipes com um megatreinamento inédito, no Parque Estadual da Pedra Selada, em Visconde de Mauá. A ação acontece em meio a um cenário preocupante: foram 2.356 registros em 2024, um aumento de 121,85% em relação ao ano anterior, além de 1.749 ocorrências em 2025 e crescimento já observado em 2026.

Em 2024, mais de 100 homens do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro atuaram no combate a um incêndio de grandes proporções que atingiu a parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, destruindo uma extensa área de vegetação.

A operação reúne cerca de 141 militares, 15 unidades operacionais e diversas agências ambientais, formando uma força-tarefa voltada à preparação para o período de estiagem, quando o risco de queimadas aumenta significativamente.

O treinamento faz parte do Programa de Qualificação Operacional do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente (GSFMA) e inclui exercícios simulados conjuntos com brigadistas, guarda-parques e gestores ambientais. A estrutura mobilizada conta com viaturas, drones, quadriciclos, aeronaves e equipamentos especializados para atuação em incêndios de grande porte.

A escolha da área é estratégica. Localizada na divisa entre os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, a região já foi palco de incêndios de grandes proporções, com impactos ambientais severos, como a destruição de vegetação nativa e a morte de animais.

De acordo com o comandante do CBA III – Sul, Pedro Ferreira, o cenário exige respostas cada vez mais integradas. Ele destacou que, diante das mudanças climáticas, a atuação conjunta com agências ambientais é essencial para reduzir o tempo de resposta e minimizar os danos.

Segundo o gestor do parque, Carlos Dário, a iniciativa representa um avanço na proteção ambiental e na prevenção de desastres na região.

O treinamento segue até o dia 17 de abril e também busca fortalecer a articulação entre diferentes instituições. 

Você sabe o que são florestas comerciais? Cada vez mais presentes no campo, elas vêm se consolidando como uma alternativa econômica viável para a agricultura familiar no Rio Grande do Sul, especialmente para produtores de gado de leite e de corte, além de agricultores tradicionais, como plantadores de soja. Planejadas e manejadas com foco produtivo, essas áreas reflorestadas têm ciclo de vida definido e são destinadas à geração de matéria-prima para fins econômicos, sempre com base no manejo sustentável.

Além disso, o plantio de árvores pode ocorrer em áreas da propriedade menos aptas para lavouras tradicionais, como terrenos inclinados ou com solos de menor fertilidade, ampliando o aproveitamento produtivo da terra sem competir diretamente com culturas como milho e feijão.

ATER É ALIADA ESTRATÉGICA NO PLANEJAMENTO FLORESTAL A LONGO PRAZO

Um dos fatores que impulsionam a adoção desse sistema é o trabalho da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Ater), que funciona como uma verdadeira ponte entre o conhecimento científico e o produtor. Como o cultivo de árvores exige planejamento de longo prazo, o acompanhamento técnico é fundamental para evitar prejuízos ao agricultor.

Nesse contexto, a Emater/RS-Ascar desempenha papel estratégico ao orientar agricultores familiares em todas as etapas da implantação das florestas comerciais. O trabalho inclui desde recomendações sobre espaçamento adequado das mudas, controle de formigas e adubação, até orientações sobre regularização ambiental, legislação vigente e gestão da propriedade. A Instituição também reforça a importância da diversificação das culturas, da segurança alimentar e da sucessão familiar no meio rural.

Segundo o extensionista rural Sérgio Morgensten, do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Novo Barreiro, no Norte do Estado, o sistema de integração florestas-pecuária (silvipastoril) por meio de florestas comerciais também contribui para o bem-estar animal. “É uma alternativa para o produtor trabalhar com sombreamento para o gado de leite e de corte. Além disso, representa uma importante fonte de geração de renda”, explica. Morgensten destaca que o pinus, por exemplo, possui múltiplas finalidades, podendo ser utilizado na produção de móveis, pallets, caixas, palanques e até como fonte de energia e combustível.

A Instituição participa atualmente, dentre outras iniciativas, do projeto Integra RS – uma parceria da Rede ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta), Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Embrapa e empresas da cadeia produtiva da madeira. Conforme o extensionista rural e coordenador da área de silvicultura e sistemas agroflorestais da Emater/RS-Ascar, Antonio Carlos Leite de Borba, o objetivo é implementar capacitações de técnicos e agricultores, estabelecer unidades de referência em florestas plantadas e integração floresta e pecuária (leite e corte), nas diferentes regionais da Instituição, como forma de apresentar alternativas viáveis e sustentáveis de manejo e uso da terra, incorporando o componente florestal nos sistemas de produção característicos das diferentes regiões do Estado.

EUCALIPTO, PINUS E ACÁCIA-NEGRA LIDERAM FLORESTAS COMERCIAIS NO RS

No Estado, as espécies mais cultivadas em florestas comerciais são o eucalipto, o pinus e a acácia-negra. O eucalipto concentra-se principalmente na Metade Sul e na região da Costa Doce, sendo utilizado na produção de celulose, papel e energia. Já o pinus é mais comum na Serra Gaúcha e no Litoral Médio, com uso predominante em serrarias, fabricação de móveis e extração de resina. A acácia-negra, por sua vez, tem forte presença no Vale do Caí e na Região Sul, sendo destinada majoritariamente à extração de tanino para a indústria do couro e à produção de cavacos para exportação.

Outra alternativa que vem ganhando espaço é o fomento florestal. Por meio desse sistema, o agricultor familiar recebe mudas de alta qualidade e assistência técnica e, ao final do ciclo produtivo, comercializa a madeira a preços de mercado, garantindo maior segurança econômica ao investimento.

Diferentemente das florestas nativas, as florestas comerciais são implantadas com planejamento e objetivos bem definidos. São plantadas, cuidadas e colhidas de forma controlada, conciliando produção, renda e sustentabilidade.

(Com Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar)

Fonte: The AgriBiz

O uso de madeira nativa como biomassa pelas indústrias de etanol de milho está na berlinda — e pode acabar com a abertura de uma ação civil pública contra os grandes consumidores em Mato Grosso, Estado que lidera a produção do biocombustível.

Proibido pelo Código Florestal brasileiro há 14 anos, o uso de vegetação nativa como fonte de energia por grandes indústrias tem sido analisado com lupa pelo Ministério Público de Mato Grosso.

Em novembro, o MP instaurou um procedimento para apurar o aumento do uso de biomassa proveniente de desmatamento. Nesta semana, a promotora Ana Luíza Peterlini propôs um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) às empresas do setor, e avisou que, se não houver acordo, o caminho será entrar com uma ação civil pública.

“A partir desta audiência pública, nós vamos convidar a todos os interessados, principalmente o Estado, a pensar num TAC, ou vamos propor uma ação judicial”, afirmou a promotora.

O tema é sensível e tem potencial para manchar a imagem do etanol de milho como um biocombustível mais limpo, o que o credenciaria a acessar mercados no exterior e até preços mais elevados.

Um dos principais argumentos do setor na defesa ambiental é o de que, com o uso de uma fonte sustentável para gerar a energia que move as caldeiras nas usinas, o etanol de milho brasileiro apresenta uma pegada de carbono menor do que o americano — lá, as indústrias usam origens fósseis. O outro argumento é o uso do milho safrinha como matéria-prima, o que eliminaria a pressão por desmatamento.

A discussão sobre biomassa gera polêmica, com diferentes pontos de vista e divergências jurídicas. Apesar de o artigo 34 do Código Florestal, de 2012, proibir o uso de madeira nativa como biomassa (mesmo que o desmatamento tenha sido legal), a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso autorizou o seu uso em 2022, por meio de uma instrução normativa.

“O Código Florestal veda. O Estado permite. Na nossa ótica, isso é um retrocesso ambiental”, resumiu a promotora durante a audiência pública, nesta semana.

Ao mesmo tempo, no dia a dia de quem atua dentro do setor, a visão é a de que o uso dessa biomassa é uma solução ambiental de transição.

“A solução do Estado de Mato Grosso é ambientalmente correta, corrigindo o problema das queimadas legais que existiam e eram um grave problema de saúde pública”, argumenta Guilherme Elias, fundador da Enebra, empresa especializada no fornecimento de biomassa para o setor. Para a longevidade do setor no longo prazo, no entanto, será preciso “investir pesado em reflorestamento”, acrescentou.

A origem do problema

Com o afrouxamento das regras estaduais e a explosão da produção do etanol de milho — desacompanhada de projetos florestais capazes de atender à demanda por biomassa —, o uso de madeira de desmatamento aumentou nos últimos anos.

Segundo a Arefloresta (Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso), dados do IBGE indicam que, entre 2023 e 2024, o fornecimento de biomassa vinda de madeira nativa aumentou 97% em Mato Grosso, enquanto o de madeira reflorestada caiu 29%.

Levantamento feito pelo MP no site da Secretaria de Meio Ambiente mostra que praticamente 80% do consumo de biomassa pelas grandes indústrias vêm de áreas desmatadas. “Então, de fato, o que supre essa matéria-prima é a vegetação nativa do desmate”, disse Peterlini.

A indústria de etanol de milho escalou rapidamente na última década, impulsionada pela oferta abundante do cereal em Mato Grosso. Das 27 usinas em operação atualmente no Brasil, 13 estão no Estado, que concentra mais de 70% da produção nacional. E das 16 novas plantas autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo e Biocombustíveis), seis são mato-grossenses. 

Na safra 2014/15, o Estado consumiu 200 mil toneladas de milho para produção de etanol. Em 2025/26, esse número passou para 13,7 milhões de toneladas, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária). Se essa demanda energética fosse integralmente suprida por biomassa proveniente de florestas plantadas, seriam necessários cerca de 198 mil hectares de florestas de eucalipto.

Para 2030/31, o consumo de milho para etanol é estimado em 30,2 milhões de toneladas, o que demandaria uma demanda florestal de aproximadamente 436 mil hectares — mais do que o dobro da área plantada com eucalipto em Mato Grosso em 2024, de 211 mil hectares, segundo o Imea.

Apesar do consumo de biomassa ter mais que dobrado entre 2021 e 2024, de 3,4 milhões para 7,4 milhões de metros cúbicos, a área plantada com eucalipto caiu 3,5% no mesmo período.

Outro dado preocupante apresentado pelo MP é o alto índice de ilegalidade no Mato Grosso. “Entre 65% e 80% do desmatamento no Estado é ilegal”, afirmou a promotora citando como fonte dados do PRODES, do Inpe, referentes a 2024.

A reação do governo

Enquanto o MP fecha o cerco contra o uso de madeira nativa como biomassa, o governo de Mato Grosso divulgou, na semana passada, um plano de desenvolvimento florestal que prevê uma redução progressiva no uso de biomassa de supressão.

De acordo com plano, que aguarda a publicação no Diário Oficial estadual, até 2035 os grandes consumidores poderão usar no máximo 60% de biomassa nativa. Até 2040, esse percentual cairá para 40% e, a partir de 2041, não será mais permitido o uso de biomassa de supressão.

Hoje, no Mato Grosso, não há um limite definido para o uso de madeira de supressão, desde que o desmate tenha sido autorizado pelos órgãos ambientais. O Código Florestal aponta, contudo, que as empresas industriais que usam grande quantidade de matéria-prima florestal são obrigadas a implementar um Plano de Suprimento Sustentável (PSS), que pode incluir “matéria-prima em oferta no mercado”.

Na audiência pública desta semana, o plano de desenvolvimento florestal do governo estadual foi apresentado pela Secretaria de Meio Ambiente como parte de sua defesa no inquérito do MP.

“Essa regulamentação é justamente o plano do Estado para tratar melhor a questão jurídica e trazer diretrizes confiáveis para que possamos ter um desenvolvimento sustentável da área florestal”, disse Lilian Ferreira, secretária-adjunta da Secretaria de Meio Ambiente.

Ferreira destacou que existe uma área “finita” a ser desmatada regularmente no Estado, e que o material gerado por essa ação precisa ser destinado corretamente.

“Nós sabemos que hoje é impossível zerar o uso de material de supressão de vegetação nativa. Até porque, o que é melhor? Ter os restos florestais dessa vegetação nativa queimados por empresas que têm caldeiras, que são licenciadas e têm um monitoramento de gases de toda a produção, ou queimar a céu aberto?”, indagou a secretária.

O custo do eucalipto

O argumento econômico também tem um papel relevante nesse debate. Segundo fontes ouvidas por The AgriBiz, o preço do metro cúbico do eucalipto para biomassa é de 20% a 40% mais alto do que o valor cobrado na venda de madeira de desmatamento.

“Daí a gente entende por que as grandes indústrias estão priorizando suprir-se de vegetação nativa. Porque é mais barato”, disse a promotora.

Para Elias, da Enebra, “os investidores e o setor financeiro reconhecem que o trabalho com resíduo legal de madeira é um trabalho próximo à reciclagem, inclusive nossa empresa possui selo ESG, pelos benefícios de tal aproveitamento”. Ele também mencionou a falta de linhas de financiamento de longo prazo para a silvicultura.

A própria promotora reconhece que banir o uso da biomassa de supressão de maneira repentina pode ter impactos relevantes para um setor que tem contribuído de forma relevante para o desenvolvimento econômico do Estado. “Mas precisamos nos preocupar também com a questão ambiental”, destacou.

(Des)incentivo

Com o objetivo de “promover o desenvolvimento estruturado, competitivo e sustentável do setor florestal de Mato Grosso”, o plano do governo estadual colocou como meta atingir 700 mil hectares de florestas plantadas até 2040.

Para Fausto Tazikawa, presidente da Arefloresta, o efeito dessa publicação tem sido o oposto. “Agora tem um fôlego a mais para a biomassa nativa, tem grande consumidor tirando o pé do acelerador para plantar eucalipto”, disse durante a audiência pública.

Ele afirmou ter ouvido relatos de planos de plantio de eucalipto começarem a ser desfeitos após a divulgação da diretriz estadual. Além disso, cresce a preocupação de investidores com a repercussão da medida.

“Estou recebendo ligações de fundos de investimentos preocupadíssimos em botar recurso aqui dentro. Tem fundos que não querem ter ligação com ações ligadas a desmate mesmo, mesmo de supressão legal”, disse.

A Sema e a Unem (União Nacional do Etanol de Milho) foram procuradas, mas não responderam até a publicação desta reportagem.

Fonte: Agribiz

Parceria com grandes indústrias fortalece a qualificação profissional, gera empregos e consolida o estado como polo estratégico no país

O Sistema S, que engloba entidades como o Senai, Senac, Sebrae e Fiems, tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento do setor de celulose em Mato Grosso do Sul. A região, conhecida como “Vale da Celulose”, é um dos principais polos de produção de celulose do país, com investimentos de bilhões de reais em fábricas e infraestrutura.

Com uma história que remonta a quase duas décadas, o Sistema S tem capacitado profissionais jovens, que hoje são líderes no segmento de celulose. Desde a construção da primeira fábrica de celulose em Três Lagoas, ele está presente, oferecendo recursos, capacitando e dinamizando a mão de obra local. A parceria com empresas como a Eldorado, Suzano, Arauco e Bracell tem sido fundamental para o crescimento da região.

MOTORES DO DESENVOLVIMENTO

Sistema S e setor de celulose impulsionam o crescimento econômico em MS

O setor de celulose é um dos principais motores da economia de Mato Grosso do Sul, gerando cerca de 27 mil empregos diretos e indiretos e representando 17,8% do PIB industrial do estado.

A “bola da vez”. A expressão utilizada para mostrar alguma coisa que está em evidência, em destaque, sintetiza o momento de Mato Grosso do Sul em relação ao setor de celulose. O estado é atualmente o segundo maior produtor brasileiro.

Com quatro linhas industriais em operação, duas da Suzano, em Três Lagoas, uma da Eldorado, no mesmo município, e mais uma Suzano em Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul tem capacidade para processar anualmente milhões de toneladas de celulose.

NO TOPO DA PRODUTIVIDADE

O volume já coloca o estado como um dos maiores produtores mundiais.  O avanço da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul é um exemplo de desenvolvimento estruturado e sustentável. No entanto, o crescimento acelerado do setor também apresenta desafios, como a pressão sobre a infraestrutura urbana e os serviços públicos. 

Durante o pico da construção de uma fábrica, são precisos pelo menos 10 mil trabalhadores e, na maioria das vezes, a mão de obra qualificada acaba ficando escassa. O Sistema S oferece cursos gratuitos e, muitas vezes, chega a pagar para as pessoas estudarem e se qualificarem.

GERANDO EMPREGOS E RENDA

Em Ribas do Rio Pardo, por exemplo, o investimento para realizar o sonho de ter uma Suzano na cidade que investiu mais de R$ 22 bilhões em uma planta de celulose. O setor já é responsável por 1 a cada 4 empregos no município, movimentando mais de R$ 390 milhões em salários por ano.

É fundamental que o governo e as empresas trabalhem juntos para garantir que o crescimento seja sustentável e beneficie a população local. O Sistema S acaba ajudando a população e as empresas. Qualificando milhares de pessoas que conseguem alcançar novos objetivos de vida e, ao mesmo tempo, as indústrias conseguem a mão de obra desejada.

A cidade que abriga uma fábrica de celulose cresce em todos os sentidos e quanto maior, maior a necessidade de mão de obra qualificada. É nesse contexto que o Sistema S entra em ação. Em Ribas, o grupo levou uma escola para qualificar as pessoas do município, o qual, hoje, se tornou o Centro Integrado Sesi, Senai de Ribas do Rio Pardo. Todo investimento já resulta em um resultado impressionante: em dois anos a cidade exportou 24 vezes mais, alcançando a maior receita líquida do Estado, chegando a mais de U$ 1 bilhão de dólares.

A VEZ DE BATAGUASSU

Sistema S e setor de celulose impulsionam o crescimento econômico em MS
Bataguassu é o próximo município que receberá uma fábrica de celulose que prevê investimento de R$ 16 bilhões, com geração de cerca de 12 mil postos de trabalho na fase de implantação e 2 mil empregos diretos na operação (Foto: Perfil News)

Assim como aconteceu em Três Lagoas, em cidades como Ribas do Rio Pardo e Inocência, o Sistema S segue capacitado jovens para trabalhar nas fábricas de celulose, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região. Agora, o Sistema S está trabalhando em Bataguassu, preparando uma nova leva de profissionais para a fábrica da Bracell. 

A parceria entre Sistema S e as fábricas tem gerado muitos benefícios que vão além da geração de empregos, mas que resulta no desenvolvimento econômico e capacitação profissional. O Vale da Celulose acaba se beneficiando desse crescimento com melhoria da infraestrutura e aumento da competitividade.

O Sistema S e as fábricas é um exemplo de como a parceria entre o setor público e privado pode gerar resultados positivos para a comunidade. Essa união continua a trabalhar para capacitar e qualificar profissionais para o setor de celulose, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento da região.

Fonte: Perfil News

O Governo de Mato Grosso do Sul realizou nesta quinta-feira (9), no auditório do Imasul, a reunião do Grupo Gestor Estadual do Plano ABC+ (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), presidido pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O encontro reuniu representantes de instituições públicas, setor produtivo, pesquisa e organismos internacionais para alinhar ações, atualizar dados e fortalecer a implementação da política no Estado.

A abertura foi conduzida pelo secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, com a participação do superintendente da SFA/MS, José Antônio Roldão e, de forma online, do coordenador nacional do Plano ABC+, Rodrigo Dantas, do Ministério da Agricultura e Pecuária. Também participaram representantes de instituições como Embrapa, Agraer, Iagro, Imasul, BID, além de fundações de pesquisa, cooperativas, universidades e entidades do setor produtivo.

Beretta, que representou o secretário Artur Falcette no evento, destacou o esforço coletivo para estruturar o plano estadual, publicado no ano passado com metas até 2030. Segundo ele, a elaboração ocorreu em um cenário de escassez de dados, o que exigiu cautela na definição de metas. “Algumas metas ainda são pouco ambiciosas, mas refletem a realidade de informação disponível à época. Agora, avançamos na atualização dos dados e no fortalecimento do sistema de monitoramento”, afirmou.

Na apresentação das metas e resultados do Plano ABC+ em Mato Grosso do Sul, o secretário-executivo ressaltou que o Estado deverá revisar seus objetivos com base no potencial já identificado ao longo da implementação. Ele também reforçou a necessidade de manter atualizadas as informações no sistema. “É fundamental que as instituições alimentem o painel SIGA ABC+ com regularidade, para que a gente tenha um retrato fiel das ações e consiga avançar com metas mais aderentes à realidade do Estado”, pontuou.

O secretário-executivo destacou ainda que o desafio atual é consolidar, em uma base única, as ações já desenvolvidas pelas instituições, ampliando a visibilidade dos resultados e o posicionamento do Estado no cenário nacional. Ele citou a participação de Mato Grosso do Sul no grupo técnico do Codesul, que reúne estados do Sul e Centro-Oeste para alinhar estratégias comuns na agenda de sustentabilidade.

Representando o Ministério da Agricultura, José Antônio Roldão enfatizou que a sustentabilidade é hoje um eixo central das políticas públicas do setor. “O Ministério hoje respira essa ambiência de sustentabilidade. Mato Grosso do Sul já está na dianteira desse processo, com discussões avançadas e uma base consolidada de conhecimento”, afirmou.

Rodrigo Dantas apresentou o painel gerencial do Plano ABC+, ferramenta desenvolvida para monitorar o cumprimento das metas nacionais e estaduais. O sistema consolida resultados das tecnologias incentivadas pelo programa, como recuperação de pastagens degradadas, plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, florestas plantadas, bioinsumos, sistemas irrigados e manejo de resíduos da produção animal.

O painel foi desenvolvido em parceria entre o Ministério da Agricultura, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), integrando a Plataforma ABC dentro do Sistema de Informações do Plano. A ferramenta permite acompanhar indicadores, metodologias e bases de dados, contribuindo para o redirecionamento das ações e o planejamento de novos ciclos da política.

O Plano ABC+ está em seu segundo ciclo, com vigência de 2020 a 2030, e tem como objetivo consolidar uma agropecuária de alta produtividade aliada à sustentabilidade, com foco na mitigação das emissões de gases de efeito estufa, adaptação às mudanças climáticas e conservação dos recursos naturais.

A programação incluiu ainda a apresentação do Programa Rural Sustentável – Cerrado, conduzida por Jéssyca Stanieski, coordenadora de campo estadual do projeto. A iniciativa atua em parceria com a Semadesc e a Agraer para promover a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono, assistência técnica e acesso ao crédito para pequenos e médios produtores rurais.

Segundo Jéssyca, a experiência acumulada pelo projeto demonstra o potencial de integração com outras políticas públicas. “Nós temos acompanhado todo o processo que envolveu o desenvolvimento das comunidades atendidas no PRS-Cerrado e entendemos que a Secretaria pode dar maior capilaridade e fazer com que, de forma transversal, outras políticas públicas cheguem a esse público beneficiado do projeto”, afirmou.

Por Carlos Anibal Almeida, vice-presidente executivo de Suprimentos Global, FuturaGene e Novos Negócios na Europa, e Douglas Lazaretti, vice-presidente executivo Florestal – ambos da Suzano

Um artigo publicado em fevereiro de 2026 na Science Advances traz uma perspectiva importante e, em certa medida, inquietante para o debate global sobre mudanças climáticas. O estudo mostra que as condições extremas de clima favoráveis a incêndios não estão apenas se tornando mais frequentes, mas também cada vez mais sincronizadas entre diferentes regiões do mundo. Isso significa que grandes áreas do planeta podem vivenciar simultaneamente a combinação de calor, seca, baixa umidade e ventos que favorecem a ocorrência e a propagação de incêndios.

Historicamente, as temporadas de incêndio tendiam a ocorrer de forma mais escalonada entre regiões, permitindo que recursos de combate ao fogo e expertise fossem deslocados de um local para outro. A nova pesquisa indica que essa dinâmica pode estar mudando.

Segundo o estudo, os eventos de clima extremo favorável a incêndios ocorrendo simultaneamente em diferentes regiões aumentaram significativamente desde 1979, e em várias partes do mundo o número de dias sincronizados se multiplicou nas últimas duas décadas. Para setores diretamente dependentes de sistemas naturais, isso não é apenas um sinal climático. É também um sinal de negócio.

Um risco estrutural para cadeias de valor baseadas na natureza

Os incêndios já representam um dos impactos mais visíveis das mudanças climáticas. Mas os achados desse estudo revelam algo mais profundo: o caráter sistêmico do risco climático.

A silvicultura baseada em plantios comerciais, incluindo eucalipto e outras espécies de rápido crescimento, depende de condições climáticas relativamente estáveis para sustentar produtividade, ciclos de rotação e planejamento de longo prazo. Quando condições extremas favoráveis a incêndios se tornam mais frequentes e espacialmente sincronizadas, os impactos vão muito além de interrupções operacionais localizadas.

Eles afetam:

Em um setor no qual a demanda global por madeira industrial deve crescer de forma significativa nas próximas décadas, surge um paradoxo complexo: a demanda por materiais renováveis continua aumentando enquanto a estabilidade climática diminui. Nesse contexto, o setor florestal se encontra no centro de uma das tensões mais importantes da transição climática.

De um lado, biomateriais derivados da madeira são fundamentais para substituir produtos de origem fóssil e viabilizar uma economia de baixo carbono. De outro, os ecossistemas que produzem essa biomassa estão cada vez mais expostos à volatilidade climática.

Da gestão de risco à estratégia de resiliência

A questão, portanto, deixa de ser se os riscos climáticos irão se intensificar e passa a ser como as indústrias se organizam para operar nessa nova realidade.

A experiência de empresas florestais que já atuam em regiões de alto risco oferece algumas lições iniciais. No Brasil, por exemplo, condições de seca extrema e altas temperaturas contribuíram para uma das temporadas de incêndios mais severas dos últimos anos em 2024. Em resposta, empresas reforçaram sistemas integrados de gestão de incêndios que combinam prevenção, monitoramento, detecção rápida e colaboração com comunidades locais e autoridades públicas.

Essas respostas ilustram uma mudança importante: a gestão de incêndios não pode mais depender apenas da capacidade de resposta após o início do fogo. Ela exige uma abordagem sistêmica que integre:

Ao mesmo tempo, a resiliência também depende de uma gestão ambiental mais ampla. Conectividade de paisagens, conservação da biodiversidade e restauração de ecossistemas desempenham um papel fundamental para manter o equilíbrio ecológico que reduz a vulnerabilidade ao fogo no longo prazo.

Transformando ciência climática em resiliência operacional

Para empresas que atuam em setores baseados na natureza, responder a essa nova realidade climática exige mais do que reconhecer os riscos. Exige incorporar a resiliência na forma como paisagens, florestas e cadeias de suprimento são planejadas e geridas.

Esse é o caminho que vem sendo adotado pela Suzano. A resiliência climática tornou-se um pilar central da estratégia de sustentabilidade da companhia, orientando ações que vão desde descarbonização e conservação da biodiversidade até genética e o manejo florestal, além da prevenção de incêndios.

No nível operacional, isso se traduz em uma abordagem abrangente de gestão de incêndios que combina prevenção, monitoramento e resposta rápida. Investimentos em sistemas de detecção precoce, monitoramento por satélite e brigadas treinadas são complementados por parcerias com comunidades locais e tradicionais, autoridades públicas e outras empresas do setor. Esses esforços já apresentam resultados concretos, incluindo a redução significativa da ocorrência de incêndios em áreas de plantios de eucalipto e de matas nativas nos últimos anos. Só em 2024, a redução foi de 61% de incêndios nas propriedades da companhia.

Essa atuação vai além da operação direta e se estende às comunidades e geografias do entorno. A Suzano vem estruturando uma agenda consistente de prevenção por meio do engajamento com comunidades locais, reconhecendo que a gestão do risco de incêndios exige uma abordagem coletiva. Esse engajamento acontece, por exemplo, a partir do Projeto Guardiões da Floresta, que fortalece a atuação preventiva e colaborativa na proteção das áreas florestais sob gestão da empresa, em 2025, foram realizadas mais de 23 mil abordagens em campo, alcançando cerca de 48 mil pessoas, com conteúdos relacionados à prevenção de incêndios florestais, combate à caça ilegal e enfrentamento ao desmatamento. Nesse mesmo período, o projeto foi ampliado para 30 escolas, impactando diretamente 1.633 estudantes. O projeto existe desde 2023 nos estados da Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A Suzano também apoia nove brigadas indígenas do Maranhão a combaterem incêndios em todos os territórios indígenas do estado. Desde 2022, fornecemos infraestrutura e logística de atuação, como equipamentos de proteção individual e outros itens. Essas brigadas atuam por meio do Programa de Brigadas Federais do Prevfogo/Ibama, em cooperação técnica com a Funai. Além da prevenção e do combate aos incêndios, as brigadas trabalham na recuperação de áreas degradadas pelo fogo e nos viveiros de produção de mudas. Por meio dessa iniciativa, mais de 850 mil hectares e 15 mil indígenas são protegidos.

Além das medidas operacionais, a companhia vem fortalecendo estratégias em escala de paisagem que integram áreas produtivas com vegetação nativa e ecossistemas protegidos. Essa abordagem reconhece que processos ecológicos ultrapassam os limites das propriedades e que manter paisagens saudáveis é essencial para a resiliência de longo prazo.

Ao mesmo tempo, a Suzano ampliou sua ambição climática ao alinhar suas metas à iniciativa Science Based Targets (SBTi) e avançar em iniciativas relacionadas a energia de baixo carbono, soluções baseadas em biomassa e uso sustentável da terra. Essas ações reforçam o papel das indústrias florestais tanto na mitigação das mudanças climáticas quanto na adaptação aos seus impactos.

Em um contexto no qual extremos climáticos se tornam mais frequentes e interconectados, estratégias como essas demonstram como empresas podem evoluir de uma gestão reativa de riscos para uma construção proativa de resiliência.

Olhando para frente: resiliência como prioridade setorial

A ciência é cada vez mais clara: as mudanças climáticas não apenas intensificam eventos extremos, mas também transformam sua dinâmica espacial e temporal.

Para indústrias baseadas em capital natural, isso significa operar em um ambiente em que a volatilidade deixa de ser exceção e passa a ser uma condição estrutural.

Empresas como a Suzano mostram como o setor de árvores plantadas pode responder a essa realidade combinando disciplina operacional, estratégias climáticas baseadas na ciência e gestão de paisagens em larga escala. Mas a magnitude do desafio também deixa evidente que a resiliência não será construída apenas por empresas individuais.

Fortalecer a resiliência do setor de árvores plantadas exigirá maior colaboração entre empresas, governos, instituições de pesquisa e comunidades locais. Desde avanços em biotecnologia e manejo florestal adaptado ao clima até sistemas mais robustos de prevenção de incêndios e governança territorial, as soluções precisarão ser sistêmicas.

Em um mundo em que condições extremas de incêndio podem ocorrer simultaneamente em diferentes continentes, o futuro das indústrias baseadas em florestas dependerá cada vez mais da capacidade coletiva do setor de antecipar riscos, adaptar paisagens e garantir a sustentabilidade de longo prazo dos materiais renováveis dos quais a economia global depende cada vez mais.

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Convidamos você a acessar o Relatório de Sustentabilidade 2025 da Suzano e saber mais sobre nosso negócio, nossa estratégia e nossas práticas.

O Brasil ampliou sua base florestal plantada e consolidou a posição como potência global em celulose, em um movimento puxado principalmente por Minas Gerais, que lidera a produção de eucalipto e concentra a maior área cultivada do país.

Dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) mostram que o país atingiu cerca de 10,5 milhões de hectares de árvores plantadas, voltadas à produção industrial e restauração. Além disso, o setor mantém mais de 7 milhões de hectares de áreas nativas conservadas, o que reforça o modelo baseado em produção e preservação.

Nesse cenário, Minas Gerais se destaca como principal polo florestal do país. O estado reúne aproximadamente 2,2 milhões de hectares de eucalipto, o equivalente a cerca de 27% da área nacional. A base produtiva está ligada tanto à indústria de celulose quanto à produção de carvão vegetal, essencial para o setor siderúrgico.

A dimensão do setor ajuda a explicar esse protagonismo. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 25,5 milhões de toneladas de celulose, mantendo-se como maior exportador global e segundo maior produtor. As exportações de produtos florestais somaram aproximadamente R$ 81,6 bilhões, incluindo celulose, papéis e painéis de madeira.

Minas ocupa posição estratégica nesse fluxo. Além da liderança em área plantada, o estado concentra parte relevante da produção de carvão vegetal, insumo-chave para a siderurgia a base de ferro-gusa. O Brasil, por sua vez, lidera a produção mundial desse produto, com cerca de 6,6 milhões de toneladas anuais.

O avanço da base florestal brasileira é sustentado por ganhos de produtividade e tecnologia. As florestas plantadas no país estão entre as mais eficientes do mundo, com ciclos mais curtos e maior rendimento por hectare, fator que reduz custo e amplia competitividade internacional.

Para o produtor e para a cadeia do agro, o setor florestal assume papel crescente como alternativa de diversificação de renda e integração produtiva. O cultivo de eucalipto, por exemplo, tem avançado em sistemas integrados e como opção de uso de áreas marginais, ampliando o portfólio de produção no campo.

Ao mesmo tempo, a expansão do setor acompanha uma tendência global de maior demanda por produtos renováveis e de base florestal. Nesse contexto, Minas Gerais se consolida como eixo central dessa cadeia no Brasil, tanto pela escala quanto pela capacidade de integração com diferentes segmentos industriais.

Na prática, o avanço da silvicultura reforça um movimento mais amplo no agro brasileiro: a busca por atividades que combinem produtividade, sustentabilidade e inserção internacional — três fatores que têm guiado a expansão do setor nos últimos anos.

Fonte: Pensar Agro

Fonte: Vale da Celulose

FAPESP , em parceria com a Bracell e o Itaú Unibanco , anunciou uma nova chamada para inovação sustentável , com foco no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à bioeconomia descarbonização e aumento da eficiência industrial.

A iniciativa busca conectar universidades, centros de pesquisa e setor produtivo em projetos de alto impacto.

Veja a matéria completa no portal:  https://www.valecelulose.com.br/

Qual fórmula pode ser mais eficaz diante do desafio de transformar uma cidade de pequeno porte em uma grande potência industrial? A Fiems, por meio do Sesi e do Senai, em parceria com a Suzano, uma das maiores fabricantes de celulose do mundo, encontrou um caminho promissor na cidade de Ribas do Rio Pardo, região leste de Mato Grosso do Sul.

O investimento em educação básica e em qualificação profissional é fator determinante para a transformação econômica, o crescimento e o desenvolvimento do município nos últimos anos.

De acordo com levantamento do Observatório da Indústria da Fiems, Ribas do Rio Pardo recebeu um dos maiores investimentos privados recentemente realizados no Brasil. Foram aproximadamente R$ 22 bilhões para viabilizar a instalação da maior fábrica de celulose em operação do planeta.

A parceria com a Fiems foi estratégica para potencializar os investimentos e impulsionar o funcionamento da fábrica. Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o objetivo é formar mão de obra e dar condições educacionais para que o município seja atraente para as famílias que pretendem se estabelecer na indústria foi o foco central do trabalho conjunto.

“Firmamos desde o início o compromisso de oferecer toda a educação e qualificação para os futuros trabalhadores da fábrica da Suzano. Iniciamos atendendo com salas de aula e laboratórios móveis e agora vamos inaugurar o prédio do Centro Integrado Sesi/Senai para atender toda a região. É uma alegria, para mim e toda a diretoria da Fiems, entregar uma estrutura moderna que proporciona a integração da indústria, das pequenas e médias empresas e da sociedade. É muito importante para nós avançarmos no desenvolvimento da atividade industrial, com grandes projetos como este de Ribas do Rio Pardo”, afirmou Sérgio Longen.

Indústria como perspectiva de futuro

A indústria é hoje uma das principais bases do mercado de trabalho local, que até 2022 contava com pouco mais de 25 mil habitantes. O setor responde por quase metade de todo o emprego formal da cidade.  As atividades ligadas à cadeia da celulose – produção florestal e industrial – empregam mais de 3 mil trabalhadores no município.

De acordo com o diretor industrial da Suzano, Leonardo Mendonça Pimenta, responsável pela unidade de Ribas do Rio Pardo, a parceria permite que os colaboradores, sejam da própria cidade ou de fora, se sintam acolhidos e capazes de desempenhar um bom papel na indústria. 

“Os profissionais conseguem se adaptar de forma mais rápida, entregar aquilo para o qual são capacitados e as empresas veem o valor dessa formação, realizada em parceria com a Fiems”.

Somente com a qualificação profissional, o Senai já entregou 1,5 mil colaboradores para Suzano. “É só o primeiro passo. Acredito que o principal legado é que essa parceria trouxe uma nova perspectiva para os jovens de Ribas. A capacitação técnica e o ingresso no mercado de trabalho não existia na magnitude que existe hoje. É um olhar de décadas para frente”.

Uma cidade em dobro

Em termos econômicos, a cidade de Ribas do Rio Pardo ganhou a oportunidade de crescer ainda mais com o desenvolvimento de várias áreas, como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.

Conforme o Observatório da Indústria, apenas com o pagamento de salários a indústria injeta mais de R$ 390 milhões por ano na economia local. O valor é cerca de 5% maior que o orçamento anual da prefeitura municipal, o que evidencia o impacto do setor na economia da cidade. Além disso, o Plano Básico Ambiental (PBA), firmado no início da instalação da indústria, previa investimento social de R$ 48 milhões na cidade.

O avanço da indústria também impulsionou a competitividade e a inserção internacional do município. Atualmente, Ribas do Rio Pardo possui a segunda maior receita de exportações entre os municípios de Mato Grosso do Sul, superando US$ 1,25 bilhão no último ano. Dois anos antes, este valor não chegava a US$ 50 milhões, demonstrando a forte transformação econômica impulsionada pela atividade industrial.

Fonte: FIEMS