A indústria de papel e celulose ampliou sua participação na economia de Mato Grosso do Sul e encerrou 2025 na liderança das exportações estaduais, com 5,8 milhões de toneladas enviadas ao exterior e participação de 29,32% na balança comercial. Os números foram apresentados nesta quinta-feira (17), em Campo Grande, durante a abertura do 32º Simpósio Intersindical de Negociações Coletivas das Indústrias de Celulose, Papel, Papelão e Artefatos (Sinpel).
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Mato Grosso do Sul (Sinpacems), Élcio Trajano Júnior, as empresas representadas pela entidade reúnem mais de 20 mil postos de trabalho no Estado. De acordo com os dados apresentados no evento, o setor também representa cerca de 10,7% da economia sul-mato-grossense.
A expansão ocorre em diferentes regiões. Mato Grosso do Sul já possui grandes operações em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo e conta com novos projetos em implantação ou planejamento em municípios como Inocência e Bataguassu.
A projeção do Sinpacems é de que a capacidade produtiva estadual possa chegar a 16,6 milhões de toneladas com a entrada em operação dos empreendimentos anunciados ou licenciados.
Empregos acompanham expansão industrial
A cadeia produtiva envolve desde o cultivo de eucalipto até a transformação industrial da matéria-prima em celulose, destinada aos mercados nacional e internacional e posteriormente utilizada na fabricação de papéis, embalagens e outros produtos.
Segundo Élcio Trajano, os empregos formais da indústria de Mato Grosso do Sul cresceram 20% em dez anos e chegaram a aproximadamente 160 mil postos. Somente no segmento de celulose, quase 16 mil admissões foram registradas em 2025.
A demanda por trabalhadores também levou empresas do setor a ampliar parcerias com Sesi, Senai e IEL para formação e qualificação profissional.
Durante o simpósio, o vice-presidente da Fiems, Crosara Júnior, afirmou que a expansão das indústrias exige investimentos em mão de obra, infraestrutura, educação e serviços nos municípios que recebem os empreendimentos.
“Precisamos colocar dinheiro na educação para atender à indústria. Temos de oferecer uma escola de qualidade para os filhos dos profissionais que vão trabalhar nessas cidades”, afirmou.
O Sinpel reúne em Campo Grande presidentes, executivos, negociadores e representantes de sindicatos patronais de diferentes regiões do país. A programação aborda negociações coletivas, relações trabalhistas, produtividade, inovação e competitividade da indústria de papel e celulose.





