A compostagem vem se consolidando como uma das principais soluções para transformar passivos ambientais em oportunidades econômicas, gerar bioinsumos e impulsionar a economia circular. Em um cenário em que o Brasil produz cerca de 37 milhões de toneladas de resíduos orgânicos por ano, mas trata adequadamente apenas 1% desse volume, o tema ganha cada vez mais relevância para empresas, produtores rurais, gestores ambientais e indústrias.
Diante desse contexto, a compostagem ocupará espaço de destaque no BioComForest 2026, considerado o primeiro evento brasileiro especializado na integração dos setores de biomassa, compostagem e floresta. O evento será realizado entre os dias 28 e 30 de julho, na Unesp de Botucatu (SP), reunindo especialistas, pesquisadores, empresas, entidades e profissionais do setor para discutir tendências, desafios e oportunidades de mercado.

Segundo Paulo Cardoso, CEO da Paulo Cardoso Comunicações, realizadora do BioComForest 2026, “essa será uma oportunidade única para que as pessoas que trabalham com compostagem no Brasil possam se inteirar das novidades e participar de grandes debates. Convidamos alguns dos melhores especialistas do setor e acrescentamos novamente o curso de compostagem, já que esse tipo de curso é muito rato no país. Será um network de muita valia para todos”.
Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), os resíduos orgânicos representam uma das maiores oportunidades ambientais do país. A entidade estima que, caso todo esse volume fosse tratado por processos como a compostagem, a redução das emissões de gases de efeito estufa seria equivalente à retirada de aproximadamente sete milhões de automóveis das ruas.
Os números mostram que o setor está em expansão. Dados do Observatório de Pequenos Negócios do Sebrae indicam que a atividade de usinas de compostagem registrou uma taxa de abertura de novos negócios de 62,3% em 2025. Atualmente, existem mais de 460 estabelecimentos ativos ligados ao segmento no Brasil.
Ainda segundo o Sebrae, as microempresas representam mais de 60% dos empreendimentos do setor, evidenciando o potencial da compostagem como oportunidade para pequenos e médios negócios. Em 2024, a atividade empregou 1.354 trabalhadores formais, com remuneração média de R$ 2.800,53.

Além do aspecto econômico, a compostagem desempenha papel fundamental na gestão sustentável de resíduos. O processo consiste na decomposição controlada da matéria orgânica por microrganismos, como fungos e bactérias, transformando resíduos urbanos, industriais, agrícolas e florestais em compostos orgânicos que podem retornar ao solo como fertilizantes e condicionadores.
Empresas especializadas já demonstram na prática os benefícios dessa tecnologia. O Grupo Interação, que atua há mais de 15 anos no setor de soluções ambientais, destaca a compostagem como uma ferramenta essencial para reduzir a destinação inadequada de resíduos, minimizar a emissão de metano e ampliar a reciclagem de materiais orgânicos em diferentes cadeias produtivas.
Toda essa evolução do mercado estará refletida na programação do BioComForest 2026. No dia 29 de julho, o evento dedicará dois painéis inteiros à compostagem, reunindo alguns dos principais nomes do setor.
O primeiro bloco abordará o tema “O uso de reciclados industriais como bioinsumos florestais”, contando com a participação de Fernando Carvalho, diretor da Biossolo; Katia Beltrame, diretora da JMF Compostagem; Diego Bongiorno Cruz, gerente da Central de Resíduos da Arauco em Inocência (MS); e Pedro Cardoso, coordenador de Produção da Usina de Compostagem da LD Celulose.
Na sequência, o debate “Bioinsumos circulares: o novo futuro da nutrição do eucalipto” reunirá Airon Aires, diretor da Inova Compostagem; Fernanda Latanze, coordenadora técnica da Abisolo; Moacir Beltrame, diretor da JMF Compostagem; e Daniel Rodrigues Mariano, CEO da Sinergia Orgânicos.
Além dos debates, o BioComForest promoverá uma feira de negócios com expectativa de receber cerca de 5 mil participantes ao longo dos três dias, além de um curso exclusivo de compostagem, reforçando sua proposta de ser o principal ponto de encontro dos profissionais que atuam nas áreas de biomassa, compostagem e floresta.
Com a crescente demanda por soluções sustentáveis, o avanço da economia circular e a valorização dos bioinsumos, a compostagem deixa de ser apenas uma alternativa ambiental e passa a ocupar posição estratégica no futuro da agricultura, da silvicultura e da gestão de resíduos no Brasil.

Faça agora mesmo a sua inscrição para o BioComForest e garanta sua vaga nesse grande debate sobre compostagem: www.biocomforest.com.br
Redação Mais Floresta
Fonte: Observatório de Pequenos Negócios do Sebrae, Abrelpe, Grupo Interação e organização do BioComForest 2026.






