Organização criminosa que causou prejuízo de mais de R$ 1 milhão a empresa de celulose é desarticulada

Uma organização criminosa especializada na prática de furtos qualificados em propriedades rurais e empresas do setor de celulose e terceirizadas, além de lavagem de dinheiro, foi desarticulada na manhã desta quinta-feira (7). A investigação culminou em prisões em MS e SP e durou quase um ano.

Segundo a Polícia Civil de Brasilândia, durante as investigações, foi revelado um sofisticado esquema criminoso responsável por causar expressivos prejuízos às empresas da região — em 2024, uma única empresa do ramo de celulose registrou mais de R$ 1 milhão de perdas.

Os alvos da organização criminosa eram principalmente implementos agrícolas, insumos, agrotóxicos, maquinários, ferramentas, combustíveis e diversos produtos utilizados no ramo da atividade rural e industrial.

Colaboradores atuavam no grupo
Segundo a Polícia Civil, os criminosos cooptavam colaboradores das empresas vítimas, incluindo funcionários e motoristas responsáveis pelo transporte de trabalhadores. A partir daí, eles forneciam informações privilegiadas dos produtos de interesse, realizavam registros em vídeo e também encaminhavam localizações exatas aos executores dos furtos.

Na sequência, os produtos eram novamente comercializados a produtores rurais e comerciantes da região.

No entanto, após a apreensão do celular de um dos investigados no ano passado, a polícia conseguiu obter relevantes dados telemáticos que demonstraram a estrutura e o funcionamento da organização criminosa.

Prisões e apreensões

Durante a operação na manhã de hoje, 10 pessoas foram presas, sendo duas autuadas em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e receptação de insumos agrícolas furtados da empresa do setor de celulose. Dois investigados foram presos em São Paulo, sendo Andradina e Pauliceia.

Em Andradina, o suspeito preso foi apontado como um dos líderes da organização criminosa; ainda foram apreendidos dois veículos de luxo e motocicletas. Já Márcio Alves de Menezes não foi capturado durante a ação e é considerado foragido.

Foram apreendidos também 22 veículos dos investigados, avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão, e boa parte deles estava registrada em nome de terceiros, circunstância que reforça os indícios da prática do crime de lavagem de dinheiro.

Além disso, foram apreendidas duas armas de fogo, munições e diversos insumos agrícolas de origem ilícita, fatos que ensejaram as prisões em flagrante realizadas durante a operação.

Agora, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes e eventuais coautores vinculados à organização criminosa.

Fonte: Midia Max