Treze incêndios florestais queimam ao mesmo tempo em dez municípios de Mato Grosso neste domingo (30.8). O Corpo de Bombeiros Militar atua em duas frentes em Nossa Senhora do Livramento, Nova Xavantina e Novo Mundo. Outros cinco incêndios foram apagados nas últimas 24 horas. No mesmo período, os satélites do Inpe detectaram 217 focos de calor no Estado, sendo 54 dentro de terras indígenas, onde o combate cabe ao Governo Federal e a corporação estadual não tem autorização para atuar.
Em Nossa Senhora do Livramento, na região metropolitana de Cuiabá, os bombeiros trabalham em dois pontos, um deles nas proximidades da MT-060, rodovia que corta o município e liga a capital ao entorno do Pantanal. Em Nova Xavantina, no leste do Estado, há uma frente perto da Terra Indígena São Marcos e outra nas imediações do Ribeirão Jatobá. Em Novo Mundo, no norte, também há dois incêndios em combate.
As demais ocorrências estão em Guarantã do Norte, Itiquira, Água Boa, Rosário Oeste, Paranatinga, Várzea Grande e Cláudia, com equipes mobilizadas em diferentes regiões de Mato Grosso.
Os cinco incêndios extintos nas últimas 24 horas ocorreram em Nova Xavantina, Colniza, São Félix do Araguaia, Luciara e Rosário Oeste. Nas ocorrências em andamento, os bombeiros trabalham para conter o avanço das chamas, apagar o fogo e monitorar as áreas atingidas, com apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar, da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas e da Polícia Militar, conforme a necessidade.
Dos 217 focos de calor registrados, 151 estão na Amazônia, 64 no Cerrado e dois no Pantanal, segundo consulta feita às 17h no programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com dados do satélite de referência Aqua Tarde.
Nas terras indígenas, a maior concentração foi registrada na Terra Indígena Aripuanã, em Aripuanã, com dez focos, seguida por Areões, em Nova Nazaré, com oito, e Parabubure, em Campinápolis, com seis. Kayabi, em Apiacás, Paresi, em Tangará da Serra, e Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira, registraram cinco focos cada. Nambikwara e Vale do Guaporé, ambas em Comodoro, tiveram três cada, e Bakairi, em Paranatinga, dois.
Em Colniza, três territórios registraram um foco cada: as terras indígenas Piripkura e Kawahiva do Rio Pardo, ocupadas por povos isolados, e Arara do Rio Branco. Também houve um foco em Apiaká do Pontal e Isolados, em Apiacás, um em Apiaká/Kayabi, em Juara, um em Capoto/Jarina, em Peixoto de Azevedo, e um em Ubawawe, em Santo Antônio do Leste.
Segundo o Corpo de Bombeiros, um foco de calor isolado não significa necessariamente a ocorrência de incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada captada por satélite, que pode ou não ter fogo. A identificação de incêndio considera a concentração de vários focos em uma mesma área.
A corporação também monitora o uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho, conduzida pela Sala de Situação Central instalada no Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá. Imagens de satélite e outras tecnologias são utilizadas para identificar áreas com risco de incêndio ou onde o fogo tenha sido usado ilegalmente, além de auxiliar na identificação dos responsáveis.
Desde o início do período proibitivo, os bombeiros já apagaram incêndios em 27 municípios: Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
O uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro deste ano. Na área urbana, a proibição vale durante todo o ano. Quem descumprir a medida pode responder por crime ambiental. Denúncias de uso irregular do fogo podem ser feitas pelo 193, do Corpo de Bombeiros, ou pelo 190, da Polícia Militar.





