Agora com a licença que atesta sua viabilidade ambiental emitida, o investimento da CMPC no Rio Grande do Sul englobará a nova fábrica de celulose, em Barra do Ribeiro, o terminal portuário em Rio Grande, obras de infraestrutura rodoviária e outras estruturas, como um laboratório de inovação na unidade de Guaíba. Isso já estava definido quando o Projeto Natureza foi anunciado ainda em 2024 e noticiado em primeira mão pela coluna, que também informou ontem antecipadamente que estava sendo liberada a licença prévia pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Os R$ 27 bilhões tornarão este o maior investimento privado da história gaúcha, superando a marca que é da própria empresa, quando expandiu a fábrica de Guaíba com R$ 5 bilhões, então chamada ainda de Celulose Riograndense. Para a obra começar agora, como a coluna já tem explicado, falta a licença de instalação, menos complexa. Com a licença prévia, o conselho global da indústria chilena já pode bater o martelo final sobre o aporte.
Na época do anúncio, quando a CMPC completava 15 anos no Rio Grande do Sul, informou que a produção da nova estrutura deve chegar a 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com possibilidade de expansão. Hoje, a empresa produz 2,4 milhões em Guaíba. Ou seja, vai dobrar.
— São 18 quilômetros de uma para outra, e a via de Guaíba até Barra do Ribeiro será asfaltada. A ideia é que sejam o mais conectadas possível, para integrarmos a produção e aproveitarmos sinergias. A região será o maior eixo de produção de celulose no mundo. Serão quase 5 milhões de toneladas, o que trará um ciclo virtuoso — já explicou à coluna o diretor-geral da CMPC no Brasil, Antônio Lacerda.
A obra exigirá 13 mil trabalhadores. A construção deve levar dois anos. Na operação, serão 6 mil postos de trabalho. Em Barra do Ribeiro, a CMPC tem a Fazenda Barba Negra, com 10 mil hectares.





