ABAF, Cedagro e UFRB promovem o Congresso Brasileiro de Eucalipto em Salvador

O Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro), a Associação Baiana de Empresas de Base Florestal (ABAF) e a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) promoveram, de 12 a 14 de agosto de 2026, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB), em Salvador (BA), o VI Congresso Brasileiro de Eucalipto – VI CBE.

O Congresso reuniu representantes do setor produtivo e da academia em três dias de debates sobre desafios e oportunidades da cadeia produtiva do eucalipto.

Esta edição teve um significado especial pela memória do diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade, importante liderança do setor florestal baiano, que nos deixou recentemente.

Está é a segunda vez que Salvador recebe esse evento, que tem como objetivo principal discutir e sugerir alternativas de solução para os principais desafios que afetam o setor florestal, bem como mostrar os avanços científicos e tecnológicos e as novas exigências de mercado e de oportunidades de negócios.

“O CBE é um dos mais importantes fóruns brasileiros de inovação tecnológica, atualização e intercâmbio técnico e empresarial que integra os agentes da cadeia produtiva da madeira, representados pelos segmentos de insumos, produção, logística, indústria, comercialização, exportação e pelas instituições de crédito, pesquisa, extensão, ensino, fomento, entre outros”, explica o presidente do Cedagro, Gilmar Dadalto.

O evento está em sintonia com o trabalho que a ABAF vem desenvolvendo na Bahia.

Além de informar sobre importantes tópicos para a diversificação e sustentabilidade da atividade agropecuária, o objetivo da ABAF é estimular a produção e processamento da madeira plantada para uso múltiplo e, também, a maior inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira no setor.

Homenagens

O presidente do Cedagro, Gilmar Dadalto, deu início à abertura do evento e às homenagens para Wilson Andrade.

“Esse congresso só está sendo feito aqui na FAEB e na Bahia – pela segunda vez – por conta de Wilson, pelo seu incentivo e motivação.

E eu vou além: o Cedagro só é associado à Ibá e está na Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura graças a ele.

Tanto que eu o chamava, carinhosamente, de ‘meu padrinho’.

Por isso vou pedir um minuto de silêncio em memória dele e depois uma salva de palmas por tudo que ele fez.”

Elton Leite, da UFRB, também saudou todos os presentes, em especial aos professores.

“Wilson Andrade sempre fazia isso, sempre saudava os professores que ele dizia serem seus menores.

E eu vou levar esse legado para mim também”.

Fernando Branco, presidente do Conselho Diretor da ABAF, cumprimentou a todos, com especial referência aos associados da associação presentes no evento.

“Para mim é uma grande honra representar o setor de base florestal na Bahia que é tão importante para a economia baiana.

O setor florestal baiano, principalmente quando vinculado ao setor industrial, gera um desenvolvimento socioeconômico muito grande para o estado.

E é impossível falar de ABAF e não falar de Wilson Andrade.

Aprendi, nesses meus 10 anos de ABAF, a conviver com uma pessoa que, cada vez que eu conhecia mais, descobria que estava convivendo com uma lenda do setor produtivos da Bahia.

Queria deixar essa deferência a ele e dizer que ele faz muita falta para a ABAF.

Quando aceitei o desafio de assumir a presidência do Conselho Diretor da ABAF, contava com o mentor ali ao meu lado para me ajudar.

Do meu lado aqui, como ABAF, ele é inesquecível, mas gostaria de finalizar com uma frase que ele dizia muito quando tinha alguma dificuldade ou problema: ‘vamos trabalhar, senhores!’”.

Jorgete Oliveira, da Seagri, falou sobre a importância do setor florestal e sobre as parcerias com a ABAF, mas também prestou homenagem a Wilson.

“Quando nós chegamos na secretaria, ele foi o primeiro a nos procurar para apresentar o setor, suas propostas, sua importância no estado.

E isso para quem entra numa gestão é muito importante, pois nos guia e aponta soluções.

E Dr. Wilson foi essa pessoa, de ajudar a pensar, de trazer as propostas para a mesa, de construir processos juntos.

Nosso projeto ‘Plantar Para Não Faltar’ este ano Eunápolis foi um sucesso, com uma participação intensa, inclusive com o apoio da FAEB que tem sido também um parceiro forte no estado”.

Guilherme Moura, da FAEB, disse que é uma honra muito grande para a Federação da Agricultura da Bahia receber o Congresso.

“Qualquer iniciativa ligada à agropecuária baiana é obrigação da FAEB acolher.

Mas um congresso de eucalipto, de silvicultura, é ainda mais importante, pois é um setor de muita relevância para o estado.

E, sobre Wilson… não tinha como você transitar pelo segmento empresarial da Bahia e não dar de cara com ele.

Foi uma das primeiras pessoas que eu conheci na FIEB e depois aqui na FAEB.

A gente sempre teve uma parceria muito estreita, a Federação da Agricultura com a ABAF”.

Diego Camelo, da Ibá, participou do painel “Situação Atual e Tendências para o Complexo Agroindustrial do Eucalipto”.

Em sua fala, Camelo também prestou homenagem a Wilson.

“Ele foi uma forte liderança do setor florestal baiano e brasileiro.

É um exemplo de alguém que realmente dedicou a vida ao que acreditava, na construção coletiva e, principalmente, no diálogo.

E eu acho que a melhor forma de homenageá-lo seria continuarmos esse legado.

E é o que a gente está fazendo no VI Congresso Brasileiro de Eucalipto”.

Moisés Pedreira de Souza, do CREA-BA, disse que é com grande satisfação que o Conselho Regional de Agronomia, Engenharia e Geociências recebe Congresso.

“É um momento de grande alegria para o CREA, em especial para mim como engenheiro florestal, pois é um setor crescente, pujante.

Os novos profissionais que estão aí, sejam bem-vindos à área.

E, também, um momento muito emocionante em dizer que também tive muitos bons momentos com o Wilson, de muito aprendizado”.