Com uma megafábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, a 95 km de Campo Grande, a Suzano encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,8 bilhão. A unidade sul-mato-grossense é resultado do Projeto Cerrado e reúne, além da estrutura industrial, viveiro de mudas e apoio florestal integrado à operação. Os números financeiros divulgados correspondem ao desempenho geral da companhia.
Entre abril e junho, a Suzano vendeu 3,3 milhões de toneladas, sendo 2,9 milhões de toneladas de celulose e 406 mil toneladas de papéis para embalagens, gráficos, especiais e sanitários. A receita líquida chegou a R$ 11,6 bilhões, enquanto a geração de caixa operacional ficou em R$ 2,9 bilhões e o EBITDA ajustado alcançou R$ 4,7 bilhões.
O custo de produção da celulose, sem considerar paradas, terminou o período em R$ 843 por tonelada, praticamente no mesmo nível do segundo trimestre de 2025. A empresa também fechou o trimestre com a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado em 3,4 vezes em dólar. Segundo o presidente da Suzano, Beto Abreu, a companhia mantém o foco em eficiência e redução do endividamento.
Depois do encerramento do trimestre, a Suzano concluiu ainda a compra de 51% da Arbex por US$ 1,3 bilhão. A empresa, formada com a Kimberly-Clark, atua no segmento de tissue, possui 22 fábricas em 14 mercados e comercializa produtos em mais de 70 países. Os resultados da Arbex começarão a aparecer nas contas da Suzano a partir do terceiro trimestre de 2026.






