Agricultor planta floresta por 15 anos, mas Ibama ‘trava venda’ e sonho de milhões desmorona por detalhe

Um velho agricultor passou 15 anos plantando uma floresta de mogno africano. O trabalho de uma vida começou em 2010. No entanto, quando chegou a hora de obter o retorno financeiro, em 2025, o Ibama travou a venda.

A pergunta que destruiu o sonho estava relacionada ao cadastro do plantio no órgão ambiental brasileiro.

Sem esse código, a madeira poderia ser considerada ilegal. Com isso, nenhum caminhão poderia transportá-la.

De acordo com a legislação brasileira, embora o mogno africano seja uma espécie exótica originária da África, ele chegou ao Brasil na década de 1970.

O Código Florestal determina, em seu artigo 35, parágrafo 1º, que o plantio ou o reflorestamento com espécies florestais depende de autorização prévia. A regra vale tanto para espécies nativas quanto para exóticas.

Já o mogno brasileiro, que está na lista de espécies ameaçadas de extinção, pode ser plantado sem esse cadastro prévio.

Mogno africano

O mogno africano é uma espécie de árvore originária da África que chegou ao Brasil na década de 1970 e passou a ser cultivada principalmente para a produção de madeira.

Com crescimento relativamente rápido e madeira de alto valor comercial, a espécie despertou o interesse de produtores rurais que buscavam uma alternativa de longo prazo para gerar renda.

Ao longo dos anos, diversas plantações foram criadas em diferentes regiões do país. O cultivo, porém, exige atenção às regras ambientais brasileiras.

Como se trata de uma espécie exótica, o produtor precisa observar as exigências relacionadas ao registro, ao plantio e ao transporte da madeira.

Além disso, a regularização da área se torna fundamental no momento da colheita. Sem a documentação exigida, o produtor pode enfrentar dificuldades para transportar e comercializar a madeira.

Por isso, embora o mogno africano tenha grande potencial econômico, o planejamento e a regularização do plantio são essenciais para evitar problemas no futuro.