Mato Grosso mantém destaque no extrativismo de madeira em 2025, mas registra queda de 15,4% na produção em tora

Mato Grosso manteve em 2025 uma posição de destaque no extrativismo de madeira no Brasil, mas registrou queda de 15,4% na produção de madeira em tora em relação ao ano anterior. Os dados fazem parte da Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE na quarta-feira (24).

O levantamento mostra que Mato Grosso e Pará concentram 60,7% de toda a quantidade de madeira em tora extraída no país. Considerando o valor da produção, os dois estados respondem por 77% do total nacional.

Queda na extração acompanha mudança no setor

Apesar da participação expressiva no mercado, a atividade extrativista mato-grossense apresentou uma retração mais acentuada que a registrada no Pará. Enquanto a produção paraense recuou 6,5%, Mato Grosso teve redução de 15,4% no volume de madeira em tora extraída.

O resultado acompanha uma mudança observada no setor florestal brasileiro, com substituição gradual da madeira proveniente de matas nativas por matéria-prima de florestas plantadas para uso comercial.

Além do extrativismo, o estado também ampliou sua presença na silvicultura, segmento formado por florestas plantadas. Mato Grosso já está entre as dez maiores Unidades da Federação em valor de produção florestal cultivada.

Setor florestal movimenta R$ 47,9 bilhões

No cenário nacional, a produção florestal brasileira alcançou em 2025 um recorde de R$ 47,9 bilhões, crescimento de 6,7% sobre 2024. A silvicultura respondeu por 85,6% desse valor, com R$ 41 bilhões.

Já o extrativismo vegetal movimentou R$ 6,9 bilhões no país e registrou retração média de 3,1% no período. Na silvicultura, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul aparecem nas primeiras posições nacionais, com destaque para o desempenho sul-mato-grossense associado à indústria de papel e celulose.

Os dados do IBGE mostram, portanto, um cenário de forte participação de Mato Grosso na cadeia madeireira nacional, ao mesmo tempo em que a produção extrativista perde volume e as florestas plantadas ganham espaço na atividade florestal.