Papel e celulose: Safra prevê melhora nos resultados do 2º TRI

O setor de papel e celulose deve apresentar uma recuperação nos resultados do segundo trimestre de 2026, impulsionado por preços mais elevados, melhora sazonal dos volumes e redução de custos em algumas operações. Apesar disso, o Banco Safra avalia que a temporada de balanços ficará aquém das expectativas mais otimistas do mercado, mesmo após revisar para cima suas estimativas para as principais companhias do segmento.

Segundo o banco, empresas como Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11), Dexco (DXCO3) e CMPC devem registrar evolução na comparação com o primeiro trimestre, mas os resultados ainda tendem a ficar abaixo do consenso dos analistas em boa parte dos casos.

Para a Suzano, o Safra projeta um EBITDA de aproximadamente R$ 4,7 bilhões no segundo trimestre, avanço de 3% em relação ao trimestre anterior. Ainda assim, o valor fica cerca de 11% abaixo da estimativa média do mercado, de R$ 5,3 bilhões.

A expectativa é de melhora tanto no negócio de celulose quanto no de papel. Os embarques de celulose devem crescer cerca de 2%, para 2,9 milhões de toneladas, beneficiados por uma sazonalidade mais favorável. No entanto, paradas de manutenção e a recomposição de estoques devem limitar um crescimento mais expressivo.

O banco também estima alta de 7% nos preços realizados da celulose, para cerca de US$ 600 por tonelada. Por outro lado, custos mais elevados com diesel, frete e manutenção devem pressionar a rentabilidade da operação.