Florestas plantadas avançam em Venâncio Aires e já ocupam mais de 4,3 mil hectares

As florestas plantadas seguem ampliando sua presença em Venâncio Aires e desempenham papel cada vez mais importante na economia rural do município. Dados do MapBiomas, mais atualizados, levam em consideração informações até 2024. O levantamento mostra que a área ocupada por plantações florestais alcançou 4.361 hectares, o equivalente a 8,6% do território venâncio-airense.

O crescimento é constante ao longo dos últimos anos. Em 2018, as florestas plantadas ocupavam 3.830 hectares. Desde então, houve um acréscimo de 531 hectares, o que representa um aumento de quase 14% em seis anos. O avanço mais significativo ocorreu entre 2019 e 2021, quando a área passou de 3.866 para 4.339 hectares.

Grande parte dessas áreas é formada por plantações de eucalipto. Estima-se que mais de 3 mil hectares sejam destinados à espécie, que tem importância estratégica para o setor agrícola local. Além da produção de madeira, as florestas plantadas fornecem a lenha utilizada nas estufas de cura do tabaco, garantindo uma fonte renovável de energia para milhares de propriedades rurais integradas à atividade.

A silvicultura é considerada uma atividade complementar importante para os produtores. Além de assegurar o abastecimento energético necessário para a produção de tabaco, o cultivo de florestas comerciais contribui para a diversificação da renda nas propriedades, por meio da venda de madeira para diferentes segmentos da indústria.

Os dados mais recentes do MapBiomas mostram que a agricultura permanece como a principal ocupação do solo em Venâncio Aires, abrangendo 50.965 hectares, o equivalente a 66% do território. As áreas classificadas como florestas somam 21.055 hectares (27,2%), enquanto as plantações florestais representam 4.361 hectares (8,6%). Já a vegetação herbácea e arbustiva ocupa 2.907 hectares (3,8%), as áreas sem vegetação correspondem a 1.853 hectares (2,4%) e os corpos d’água abrangem 490 hectares (0,6%).

O avanço das florestas plantadas demonstra a consolidação de um modelo produtivo integrado, no qual agricultura, silvicultura e sustentabilidade caminham juntas. No caso da cadeia produtiva do tabaco, a produção própria de lenha reduz a pressão sobre as florestas nativas e garante segurança energética para uma das principais atividades econômicas do município.