O Sebrae Goiás apresentou, nesta segunda-feira (10/8), a Proposta do Plano Diretor Florestal para o Estado. O plano reúne diretrizes voltadas ao fortalecimento do setor florestal, ao uso sustentável dos recursos naturais e à geração de novas oportunidades de desenvolvimento econômico e ambiental no estado.
O evento contou com a presença do presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner; do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha; e do secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ademar Leal. Segundo José Mário Schreiner, o projeto “coloca o Estado na vanguarda da produção e dentro de outras linhas da cadeia produtiva. Desde a madeira até a produção de energia”.
“A demanda brasileira e a mundial crescem bastante e Goiás precisa estar inserido nesse processo. O Mato Grosso do Sul já tem grande parte do seu PIB alicerçado no desenvolvimento da cadeia florestal. Mato Grosso também. Agora chegou a vez de Goiás”, disse.
A exploração e a potencialização de matérias-primas existentes na região podem impulsionar o cenário local e beneficiar tanto o produtor quanto a indústria. Segundo o presidente da Fieg, André Rocha, produtores de bioenergia, biodiesel, etanol de milho, frigoríficos e cervejarias demandam muita biomassa, matéria-prima escassa não só no estado de Goiás, mas no Brasil. Além disso, a região possui um grande potencial na indústria de madeira, seja em compensados, MDFs ou movelaria, podendo se estender para o mercado da celulose.
“Nós temos esse potencial que visa beneficiar o produtor rural, dando mais uma oportunidade, mais uma opção de plantio. Ao mesmo tempo, nós queremos trabalhar para agregar valor, trazer novas indústrias e fortalecer as já estabelecidas aqui”, destacou.
Além disso, foram abordados temas internacionais que podem ajudar no desenvolvimento do Plano e criar novas oportunidades, como destacado pelo secretário d a Agricultura, Ademar Leal. “Nós temos uma boa oportunidade para áreas marginais, ou locais que foram abertos agora para soja. Com esse preço da soja, essa readequação mundial com a China querendo comprar menos e produzir mais, nós temos outra opção para plantio e cultivo”, ressaltou.
Em entrevista à reportagem do A Redação, o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, falou sobre o que mudaria na prática para o produtor rural goiano a partir do Plano Diretor Florestal.
“É importante para o produtor rural ter garantias de que ele possa plantar árvores e ter no futuro, em seis ou sete anos, o recurso investido, com um lucro possível, que é o que todos esperam. Ele vai investir, esperar o tempo determinado e, no final desse processo, ter quem compre todo esse produto”, relatou.
“Além da soja, do milho e da cana, o produtor vai ter outro atrativo para plantar árvores. Principalmente em 8,2 milhões de hectares, que são terras aptas para essa ação, que estão dentro de áreas degradadas e já poderiam começar. O importante é garantir para esses novos produtores e investidores que o Estado vai estar pronto para ajudá-los a comercializar”, concluiu.






